domingo, abril 16, 2006

BIBLIOTECA NA ESCOLA

Graça Maria Fragoso

Resumo
Aborda reflexões referentes ao papel da biblioteca na escola. Aponta a necessidade de existir um órgão nacional com o intuito de cuidar especificamente dessas bibliotecas. Destaca a importância das secretarias estaduais e municipais em desenvolver estruturas permanentes na implementação e manutenção de bibliotecas escolares. As atividades das bibliotecas escolares necessitam estarem centradas no processo pedagógico. Palavras-chave: Biblioteca escolar; Leitura; Processo pedagógico; Bibliotecário escolar; Escola – Biblioteca

1 INTRODUÇÃO

Longe de constituir mero depósito de livros, a biblioteca escolar é um centro ativo de aprendizagem. Nunca deve ser vista como mero apêndice das unidades escolares, mas como núcleo ligado ao pedagógico . A Bibliotecário trabalha com os educadores e não apenas para eles ou deles isolados. Integrada à comunidade escolar, a biblioteca proporcionará a seu publico leitor uma convivência harmoniosa com o mundo das idéias e da informação..
Graça Maria Fragoso São muitas, mas invariavelmente distorcidas, as visões que se costuma ter de uma biblioteca. Ora é lugar sagrado, onde se guardam objetos também sagrado, para desfrute de alguns eleitos, ora, sob uma óptica menos romântica, é apenas uma instituição burocratizada, que serve para consulta e pesquisa, assim como para armazenar bolor, cupins e traças. Para poucos, aqueles que a freqüentam assiduamente, ela constitui o local do encontro com o prazer de ler, conhecer, informar-se.O fato é que, quando se trata de Brasil, a maioria das pessoas desconhece o verdadeiro papel de uma biblioteca em suas vidas e, portanto, na vida da comunidade. E esta afirmação se aplica tanto aos usuários potenciais quanto àqueles que de um modo ou outro têm responsabilidade pelo seu funcionamento, como as escolas. Por inúmeras razões, as bibliotecas escolares brasileiras estão ainda longe de cumprir sua importantíssima função no sistema educacional. Poucas instituições dispõem dos recursos e da visão necessários (duas condições que nem sempre andam juntas...) para manter uma biblioteca digna desse nome. E raros são os profissionais empenhados em prestar serviços que realmente dêem suporte ao aprendizado e à vida cultural da escola.

2 ZELO E RABUGICE
As mudanças têm sido profundas e muito mais velozes, em relação ao ritmo de desenvolvimento da vida humana na Terra até cem anos atrás. Os meios de comunicação se aperfeiçoaram e continuam a se transformar em uma progressão cada vez mais vertiginosa, já que, em matéria de tecnologia, o novo torna-se obsoleto praticamente a toda hora. No terreno da leitura, as inovações audiovisuais, se assim se pode defini-las – parecem, ameaçar o futuro do livro convencional.No Brasil – como, em todo os chamados “países em via de desenvolvimento” - a questão não é apenas o quê se lê atualmente, mas quantos estão lendo. A pouca leitura pode ser efeito da concorrência com outros meios de comunicação, porém, entre nós, ela é principalmente o reflexo de um sistema educacional que há várias décadas vem se deteriorando. Por isso costuma-se dizer que a invenção da imprensa gerou um número quase ilimitado de leitores: sem planos e ações educacionais solidamente estruturados, ainda que se façam grandes esforços para reduzir o analfabetismo - e, no caso brasileiro, com reduzido resultado - ainda não se cria uma população leitora. E nem, é óbvio, cidadãos conscientes e atuantes.Conseqüência direta ou indireta desse quadro, na grande maioria das escolas brasileiras, quando há bibliotecas prevalece um sistema arcaico de utilização e aproveitamento do acervo e não apenas por indigência material. Mesmo aquelas que podem se dar o luxo de algum aparato tecnológico e de práticas mais modernas relutam em investir nos recursos humanos, deixando que alguns velhos cacoetes culturais perdurem. Por exemplo, o de improvisar um guardião que terá como missão, de fato, guardar o geralmente precário material bibliográfico. E o fará, geralmente também, com um zelo e uma rabugice de burocrata. Os leitores da assim chamada biblioteca - crianças e adolescentes, em sua maioria - irão freqüentá-la com igual despreparo e desinteresse, sub-utilizando sempre os possíveis recursos. E o contato prazeroso com a leitura - já de si tão problemático nestes tempos de cultura visual -, este sim, passa por metamorfose definitiva: ler se torna mais um entre os deveres escolares.
3 DE NORTE A SUL
A situação da biblioteca escolar no Brasil é reflexo do contexto em que ela tem existência, qual seja, o da educação. Portanto, não é grande surpresa a dificuldade em se obterem dados atualizados sobre essa situação - quantas escolas possuem bibliotecas, o porte de seus acervos, quais têm profissionais especializados em seu comando e daí por diante.De norte a sul do País", constatamos, as escolas enfrentam inúmeras dificuldades para organizar uma biblioteca, manter - mesmo precariamente - as que existem ou ainda para tentar integrá-las no processo educacional."Com isso, milhões de alunos ficam privados de material bibliográfico, leitura e de outras fontes de informação além do próprio professor e do material didático. Em última análise, então, educandos sem acesso a uma biblioteca em sua própria escola correm mais o risco de ficar à margem de um ensino democratizado.Como não existe um órgão nacional que cuide especificamente de bibliotecas escolares, as questões relativas a elas têm que ser administradas pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. E mesmo estas não dispõem, em sua maioria, de dados precisos e atuais sobre a situação das bibliotecas escolares.
4 AS DUAS FUNÇÕES
Embora tão marginalizada de nosso sistema educacional, a biblioteca escolar tem funções fundamentais a desempenhar e que podem ser agrupadas em duas categorias - a educativa e a cultural.Na função educativa, ela representa um reforço à ação do aluno e do professor. Quanto ao primeiro, desenvolvendo habilidades de estudo independente, agindo como instrumento de auto-educação, motivando a uma busca do conhecimento, incrementando a leitura e ainda auxiliando na formação de hábitos e atitudes de manuseio, consulta e utilização do livro, da biblioteca e da informação. Quanto à atuação do educador e da instituição, a biblioteca complementa as informações básicas e oferece seus recursos e serviços à comunidade escolar de maneira a atender as necessidades do planejamento curricular.Em sua função cultural, a biblioteca de uma escola torna-se complemento da educação formal, ao oferecer múltiplas possibilidades de leitura e, com isso, levar os alunos a ampliar seus conhecimentos e suas idéias acerca do mundo. Pode contribuir para a formação de uma atitude positiva, frente à leitura e, em certa medida, participar das ações da comunidade escolar.Nessas funções, por assim dizer, "ideais" de uma biblioteca escolar, estariam implícitos seus objetivos como instituição, que relacionamos a seguir:
a) cooperar com o currículo da escola no atendimento às necessidades dos alunos, dos professores e dos demais elementos da comunidade escolar;b) estimular e orientar a comunidade escolar em suas consultas e leituras, favorecendo o desenvolvimento da capacidade de selecionar e avaliar;c) incentivar os educandos a pensar de forma crítica, reflexiva, analítica e criadora, orientados por equipes inter-relacionadas (educadores + bibliotecários);d) proporcionar aos leitores materiais diversos e serviços bibliotecários adequados ao seu aperfeiçoamento e desenvolvimento individual e coletivo;e) promover a interação educador -bibliotecário- aluno, facilitando o processo ensino-aprendizagem;f) oferecer um mecanismo para a democratização da educação, permitindo o acesso de um maior número de crianças e jovens a materiais educativos e, através disso, dar oportunidade ao desenvolvimento de cada aluno a partir de suas atitudes individuais;g) contribuir para que o educador amplie sua percepção dos problemas educacionais, oferecendo-lhe informações que o ajudem a tomar decisões no sentido de solucioná-los., tendo como ponto de partida valores éticos e cidadãos.
5 DE GUARDIÃO A MEDIADOR
De nada serviria uma bela biblioteca escolar, com espaço físico e acervo adequados às necessidades escolar se, para exercer as funções e cumprir seus objetivos, não estiver em seu comando um profissional consciente, com sensibilidade e habilitações básicas para manter esse espaço de cultura e informação bem azeitado e atraente, onde a técnica é utilizada para produzir conhecimento . Entre as habilitações se incluem: conhecimentos subjetivos – interativos, cognitivos e éticos; conhecimentos profissionais – fontes de informação, organização e classificação, geração e uso de bases de dados; conhecimentos pedagógicos – adaptação dos conteúdos específicos para ações de orientação e instrução (formar e informar ) . É verdade que a maior parte das bibliotecas escolares brasileiras não conta com o bibliotecário à sua frente. Uma série de motivos podem ser apontados como causas desta situação.Portanto, para atuar como bibliotecário escolar, o profissional deve ser essencialmente um leitor e ter, entre outras habilidades, competência para oferecer oportunidades, materiais e atividades específicas, visando despertar o interesse da comunidade escolar pela biblioteca para, a partir daí, poder trabalhar no desenvolvimento de métodos leitores.A gerencia das atividades requer planejamento e criatividade por parte do profissional que atua na biblioteca . Um exemplo: ao narrar histórias para crianças das primeiras séries, ele poderá abrir caminho leitura como opção e não obrigação . Neste ponto, é oportuna uma observação: não se quer falar em hábito de ler, uma atitude mecânica e obrigatória como, por exemplo, escovar dentes; fala-se, sim, daquela "compulsão" de procurar e saborear determinado livro ou texto, daquela necessidade tão natural que se pode compará-la à de um gourmet que habitualmente antegoza e depois frui um belo prato.Ler poemas, para despertar emoções e sentidos; realizar exposições, entrevistas; promover a leitura de textos teatrais; oferecer atividades em diversos campos da arte, como a mímica, a dramatização, a pintura; eis algumas das ações que bibliotecários escolares podem e devem empreender no recinto da biblioteca ou fora dela, mas sempre em consonância com o currículo e coadjuvando o trabalho do corpo docente.Em síntese, sua grande tarefa é tornar a biblioteca da escola um lugar agradável, dinâmico, onde prevaleça um clima de harmonia entre ele e o público, seja qual for a faixa etária ou a posição deste na hierarquia da escola.A principal barreira a ser vencida nesse convívio parece ser a que tacitamente se ergue entre o educador e o bibliotecário. Este, por nem sempre estar bem entrosado com o ambiente educacional, costuma fechar-se em seus "domínios", tornando-se apenas mero entregador de livros. O professor, por utilizar exclusiva ou principalmente a aula discursiva, uma obsolescência pedagógica, prescinde do bibliotecário e não o procura. E assim se têm perdido ótimas oportunidades de um trabalho entrosado que propiciaria a aprendizagem baseada na indagação e na busca de conhecimentos mais amplos.Assim, apresenta-se um rol das principais funções e atribuições que deveriam fazer parte do cotidiano do bibliotecário escolar:
a) participar ativamente do processo educacional, planejando junto ao quadro pedagógico as atividades curriculares. E isso deve ser feito para todas as disciplinas, acompanhando o desenvolvimento do programa, colocando à disposição da comunidades escolar materiais que complementem a informação transmitida em classe;b) fazer da biblioteca um local descontraído, de modo a que os leitores se sintam atraídos para ela;c) estimular os alunos, através de atividades simples, desde o maternal, a se envolverem com propostas leitoras;d) estimular os educadores a vivenciarem a biblioteca da escola como um espaço pedagógico de educação continuada;e) proporcionar informações básicas que permitam ao aluno formular juízos inteligentes na vida cotidiana;f) oferecer elementos que promovam a apreciação literária, a avaliação estética e ética, tanto quanto o conhecimento dos fatos;g) favorecer o contato entre alunos de idades diversas;h) proclamar uma biblioteca para leitores solidários e não para leituras solitárias . O que se pretende, com tal comportamento profissional, é fazer com que a biblioteca escolar seja o agente de transformação do ensino, à medida em que provoque mudanças pedagógicas na escola. No caso do Brasil, que passa neste momento por tantas carências e frustrações em vários segmentos da sociedade, principalmente na área educacional, talvez a construção e a conquista coletiva da biblioteca possa transformar a escola em ponto de reencontro, participação e integração.

REFERÊNCIAS
ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Lafore. 1989. AZEVEDO, Eliane. Bibliotecas Escolares não contribuem para o estímulo à pesquisa e à leitura. Folha de São Paulo, 30 maio 1986. Cad. 2. Educação e Ciência, p. 18. FAZENDA, Ivani Catarina. Prática interdisciplinar na escola. São Paulo: Cortez, 1992. FRAGOSO, Graça Maria. O encontro do autor com o leitor. Revista AmaeEducando, Belo Horizonte, n.219, p.30-31, maio 1991. ___. La biblioteca escolar. Educación y biblioteca, Madrid, n.46, p.20-22, abr. 1994. ___. Mudar para preservar . Amae educando, Belo Horizonte, n. 305 , p. 17, mar. 2002. ___.Formando Leitor . Revista do Professor . Porto Alegre, n.71, p. 5-8, jul./set.2002. FREIRE, Paulo. A importância do ato ler. São Paulo: Cortez, 1984. GUERRA, Rosangela. Uma Bibliotecária assume seu papel de Educadora. Revista Escola, São Paulo, n.58, p.28-9, jun. 1992. MARTÍNEZ, Lucila; CALVI, Gian . Biblioteca & Escola Criativa: estratégias para uma gerência renovadora das bibliotecas públicas e escolares. Petrópolis: Autores & Agentes & Associados, 1994. ______________
Library in the school

Abstract Reflections about the importance of the library in the school. It points the necessity to exist a national agency with intention to take care of specifically of these libraries. It disicuss the importance of the state and municipal secretaries to develop permanent structures in the implementation and maintenance the school libraries. The activities on the school libraries need to be centered in the pedagogical process. Keywords: School library; Reading; Pedagogical process; Library – school. ______________

Graça Maria Fragoso Bibliotecária Especializada em Biblioteca Escolar e Educação
Consultora para Bibliotecas Escolares Belo Horizonte – Minas Gerais
E-mail: fragoso.bh@terra.com.br
Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v. 7, n. 1, p. 124-131, 2002.


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Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis (Brasil) - ISSN: 1414-0594
acessos desde 13/12/2005

domingo, abril 09, 2006

TENDENCIAS EN LA GESTION DE LA INFORMACION, LA
DOCUMENTACION Y EL CONOCIMIENTO EN LAS ORGANIZACIONES

TRENDS IN INFORMATION, DOCUMENT AND KNOWLEDGE MANAGEMENT

Carlota Bustelo Ruesta
Elisa García-Morales Huidobro
Socias-Directoras de Inforárea, S.L.
http://www.inforarea.es

Resumen

En los nuevos modelos de negocio la gestión de la información adquiere importancia estratégica. Las tendencias observadas en la práctica son: la evolución hacia la denominada gestión de contenidos, que comprendería la gestión de documentos y datos tanto internos como externos; la aceptación definitiva de algunos documentos electrónicos en las organizaciones como forma válida de documento; la necesidad creciente de gestionar electrónicamente información no estructurada en bases de datos; el reconocimiento de la informática como una herramienta y no como base de la gestión de la información; la cada vez menos importante gestión de los soportes a
favor de la accesibilidad de los contenidos y; por último, la previsión de la gestión de la información electrónica a medio-largo plazo.

Palabras clave
Gestión de la información, Gestión del conocimiento, Gestión de contenidos, Comercio electrónico, Gestión documental, Bases de Datos, Documentos electrónicos


Abstract
Information management obtain a strategic relevance for new business models.
Trends observed in practice are: evolution towards the content management, that includes documents and data, both from internal or external sources; the definitive acceptation of some electronic documents as valid documents; the increasingly need on manage unstructured information (not in data bases); the recognition of IT as a
tool, and not as the basis of information management; the importance to manage accessibility better than content media; and in the end, the middle-long term approach managing electronic information.


Introducción

En los nuevos modelos de negocio la gestión de la información, la documentación y el conocimiento se perfila como un componente estratégico de primera magnitud. La orientación tradicional del carácter táctico de los proyectos de gestión de la información o de la documentación cambia cuando se considera un verdadero componente de la estrategia empresarial. Este cambio no sólo afecta a las empresas que se crean para actuar específicamente en el ámbito del e-business (tan cuestionadas ahora por la crisis de las puntocom), sino que, al menos en el ámbito teórico es una realidad hasta en las empresas más "tradicionales".

La profunda revolución tecnológica que estamos viviendo, y de la que todavía no tenemos perspectiva suficiente para saber a donde nos lleva, ha sido el motor de este cambio. Por esta razón muchas veces los empresarios y directivos simplifican su actuación frente a la nueva realidad, centrándola en la compra e instalación de herramientas informáticas de última generación que deberían dar resultados a corto plazo. Esto ha llevado a no pocos fracasos, a directivos desencantados e incluso tecnologías con mala fama que van cambiando su denominación en inteligentes campañas de marketing.

Aún así, observamos una serie de tendencias imparables, que van centrando el compendio de "buenas prácticas" en la gestión de la información en las organizaciones y el cambio de ciertos conceptos tradicionales. Desde nuestro punto de vista es importante que estos cambios se incorporen tanto a las habilidades de los gestores de información como al corpus teórico de nuestra disciplina.

Tendencia 1: Hacia la gestión de los contenidos
Cuando damos clase a directivos de empresas y logramos crear un clima suficiente de confianza, que permite preguntar sin avergonzarse, siempre llega la misma pregunta formulada en distintas versiones. ¿Cuál es la diferencia entre gestión de la información, gestión documental, gestión del conocimiento y gestión de contenidos?

Y esto no es singular de nuestros directivos. Repasando los resúmenes de lo acontecido en AIIM 2001, parece que se dedicaron bastante tiempo a tratar de definir que es la Gestión de contenidos y que tiene de distinto de conceptos anteriores

Siempre existen dos planos en los que situarse para establecer estas definiciones:

a) en un plano totalmente conceptual o b) aplicando estos conceptos a las funcionalidades de las herramientas informáticas. En el primer plano hay que recurrir a verdaderas sutilezas y matices para diferenciar a unos conceptos de otros o tratar de establecer donde se encuentran las líneas divisorias. Aun si se consigue esta definición conceptual, rápidamente aparecen las contradicciones y confusiones derivadas de cómo se utilizan dichos conceptos tanto en la literatura académica, como en la técnica o la comercial. En el segundo plano, todavía la confusión es mayor, ya que las denominaciones se rigen además por las leyes del marketing. Hay algunas aplicaciones que, realizando sustancialmente las mismas funciones mejoradas en sucesivas versiones, han pasado de venderse como sistemas de gestión documental, a sistemas de gestión del conocimiento y ahora sistemas de gestión de contenidos Para nosotras el tema de la definición es tan complejo porque todo forma parte de una misma realidad. La información que se puede registrar es, mientras no se demuestre lo contrario, la única que se puede gestionar. Y la información sólo se puede registrar de dos formas: en bases de datos o en documentos. Si hablamos de contenidos no puede ser otra cosa que bases de datos y documentos. Si nos referimos al término Conocimiento, nos situamos en un nivel superior de trabajo intelectual que implica que la información haya sido procesada por un sujeto pensante, pero cuando se trata de “gestionar conocimiento” todavía no hemos visto una sola experiencia que no pase en mayor o menor medida por que los conocimientos sean
volcados en documentos o bases de datos para que puedan ser compartidos.

Parece que ahora se impone es la "gestión de contenidos" que, en parte, está sustituyendo a la "gestión del conocimiento" tan en boga en los dos últimos años. La tendencia es la búsqueda incesante de nuevas denominaciones, que permitan presentar de forma atractiva a los empresarios y directivos, proyectos que de otra manera serían difíciles de vender, pero que sustancialmente se asientan en los mismos principios. La solidez de estos principios, en nuestra opinión, debe basarse en las aportaciones de la archivística, la biblioteconomía y la documentación, convenientemente adecuadas a los nuevos entornos tecnológicos, y marcando un camino de integración imparable de todo tipo de información. Y en este camino, la denominación "gestión de contenidos" demuestra lo que desde hace años muchos venimos predicando que es la necesidad de tratar de manera global y sistemática
distintos tipos de información:

- La información interna que se produce en el ejercicio de la actividad
- La información que proviene de fuentes externas
- La información pública que la organización quiere trasmitir a su entorno

Tendencia 2: Hacia la aceptación de los documentos electrónicos
Aunque la tan mentada "oficina sin papeles" esta lejos de ser una realidad, lo que tenemos es la "oficina con menos papeles". En esto ha influido mucho la rápida aceptación del correo electrónico como medio de trabajo, y las facilidades o incluso imposiciones de ciertas administraciones como Hacienda y la Seguridad Social. En muchas organizaciones documentos que se guardaban y utilizaban hasta hace poco en papel ya no existen físicamente. Esta realidad imparable ha abierto no pocas dudas sobre cómo deben manejarse los documentos electrónicos y sobre su validez y autenticidad. El primer frente se aborda
estableciendo normas y procedimientos claros, que forman parte de la planificación estratégica del sistema de información, y sin duda con las herramientas informáticas más adecuadas a cada caso. El segundo tiene una tendencia clara a solucionarse definitivamente con la regulación y aplicación de las firmas digitales y la aceptación como documentos probatorios de los registros informáticos que se pueda demostrar que no han sido manipulados.
En este contexto cualquier práctica de gestión de la información debe tener en cuenta la realidad mixta (documentos papel/electrónicos) en la que todavía nos moveremos durante bastante tiempo.


Ahora bien esto es una carrera sin fin y cuando apenas habíamos conseguido vislumbrar como manejarnos con los documentos electrónicos más comunes, (entendidos como documentos estáticos), la tecnología nos permite la creación de documentos virtuales o compuestos, que son entidades cambiantes que se van actualizando según las necesidades o las personas que los consulten. Todavía no existe una tendencia clara hacia como incorporar esta nueva realidad, pero será otro reto más a dilucidar en los próximos tiempos.


Tendencia 3: Hacia la necesidad de proceso de información no estructurada
En muchas organizaciones la gestión de la información se ha entendido tradicionalmente como la gestión de los datos. Los Departamentos de informática estaban volcados hacia la construcción de grandes bases de datos corporativas en las que se registraba toda la información de las organizaciones: contabilidad, facturación, recursos humanos, producción, clientes, etc. En el mundo de las grandes organizaciones el mantenimiento y explotación de estas bases de datos es uno de los pilares de la gestión de la información y probablemente el capítulo que mayor inversión requiere. En este sentido tienen una gran popularidad los sistemas ERP (Enterprise Resource Managemenet), que pretenden unificar en un solo sistema toda la información que se maneja, y que se han implantado en casi el 100% de las grandes organizaciones. Actualmente, también tienen una gran popularidad los sistemas CRM (Customer Relationship Management), que recogen en bases de datos toda la información relacionada con los clientes.

Frente a esto –que algunos autores han denominado la orientación “data crunching” de las aplicaciones informáticas- es cada vez mayor la necesidad por parte de las organizaciones de gestionar también la información no estructurada, es decir, la que se contiene en los documentos. En la mayor parte de los casos, después de una implantación de un sistema ERP o CRM, se crea la necesidad de gestionar los documentos en los que se constata una determinada operación o la relación con un cliente, y que deberán enlazarse con sus respectivos datos de la base de datos.

Cuando se trata de negar esta necesidad, se cae en lo que nosotras llamamos familiarmente la "capturitis", en la que se pretende reflejar en campos de la base de datos todos los aspectos de la información contenida en los documentos, cayendo en la contradicción de que se tarda más en capturar la información de un documento que en hacer el propio proceso de trabajo.

Esta tendencia también se observa en la implantación de proyectos de comercio electrónico, en los que los datos recogidos en las operaciones realizadas se almacenan en bases de datos, pero de alguna manera deben "congelarse", para poder consultar, por ejemplo, la "orden de compra" del cliente.

La frontera entre datos y documentos es cada vez más difusa y cualquier sistema que pretenda abarcar una gestión completa de la información y/ los contenidos debe abarcar ambos aspectos de forma integrada e interrelacionada.

Tendencia 4: Hacia el reconocimiento de la tecnología como herramienta
De todas las crisis se pueden sacar conclusiones positivas para afrontar el futuro.

Creemos que en este momento existe un pensamiento bastante unánime de que la tecnología no se puede convertir en el único pilar de un proyecto. En gestión de la información es cada vez más frecuente encontrar voces autorizadas, que conceden una importancia relativa a las herramientas utilizadas, en comparación con la importancia de la planificación estratégica, el componente humano y la cultura empresarial.
Esta tendencia tiene consecuencias positivas en la necesidad y el reconocimiento de los profesionales de la gestión de la información que, en algunos casos, se habían visto desplazados o sustituidos por los informáticos, que ejercen sus conocimientos sobre la herramienta tecnológica. La tendencia que se observa es doble, por un lado, los propios desarrolladores de herramientas cuentan cada vez más con expertos que les ayuden a poner en marcha nuevas funcionalidades o adaptaciones; y, por otra, las empresas empiezan a establecer nuevas funciones "informacionales" que no están en manos de los informáticos.


Tendencia 5: Hacia la máxima importancia de la accesibilidad

En la gestión de la información y/o contenidos cada vez tiene menos importancia la gestión de los soportes o los medios en los que se recoge la información, pasando a primer plano la accesibilidad de la misma. No importa donde este físicamente la información, lo que se requiere es que sea accesible en el momento que se necesita.

Por lo tanto, en la gestión de la información aparece una faceta nueva que es la gestión de la accesibilidad, que se convierte en el foco principal de atención y que puede cambiar muchas aproximaciones metodológicas utilizadas en la era del papel.
Solo en este contexto se pueden entender proveedores de aplicaciones (ASP Aplications Server Provider) que ofrecen sus máquinas y programas para gestionar lainformación de una organización. Los usuarios tienen acceso directo a una información que no se gestiona físicamente, pues esta alojada en otro lugar geográfico, en máquinas que pertenecen a nuestro proveedor.


Tendencia 6: Hacia los planteamientos medio y largo plazo

En muchos casos la implantación de tecnologías de gestión de la información se ha realizado sin tener en cuenta el ciclo de vida de la misma. A los documentos electrónicos o los registros de bases de datos no se les aplicaba ninguna política de conservación y/o eliminación, similar a las que se podían aplicar a sus paralelos en papel. Se establecían las fórmulas para que la información formase parte del sistema y estuviese accesible, pero no se pensaba en otros aspectos de futuro. ¿Tiene esa información caducidad? ¿Es una información de tipo vital? ¿Puede tener consecuencias legales? De esta forma muchos sistemas se convirtieron en sacos sin fondo, que crecían hasta convertirse en verdaderos dolores de cabeza para sus administradores informáticos.
A la necesidad de buscar solución al crecimiento infinito de la información electrónica que puede generar una organización, se suma la certeza de que algunos documentos electrónicos tienen valor a largo plazo bien sea de tipo legal, probatorio o informativo. Todo esto lleva a la búsqueda de soluciones que no se queden en el corto plazo, y que sean capaces de prever de forma lógica la gestión de la información a medio y largo plazo.

Conclusiones
La visión global del estado de la cuestión presenta dos realidades que pueden parecer contrapuestas, pero que en realidad son complementarias:

- Por un lado, se vuelve la cabeza a los principios, disciplinas y profesionales que se han encargado de la gestión de la información
tradicionalmente: documentalistas, bibliotecarios, "record managers", archiveros, etc. Algunos expertos anglosajones, en el afán de poner siglas a todo, han utilizado el ya famoso B2B, rebautizándolo "back to basics".
- Por otro, las novedades tecnológicas imponen un ritmo creciente de adaptación y cambio. Estas novedades pueden afectar a elementos fundamentales del corpus teórico de la gestión de la información como el mismo concepto de documento.
La respuesta que las organizaciones demandan requiere que estos elementos se combinen en adecuada proporción, para ser capaces de proponer soluciones con proyección de futuro que se integren en la estrategia empresarial.

sexta-feira, abril 07, 2006

Íntegra do documento aprovado no I Encontro Nacional de Conselhos Profisisonais

CARTA DE FLORIANÓPOLIS

Os Conselhos Profissionais de Administração, Biblioteconomia, Biologia, Contabilidade, Corretores de Imóveis, Despachantes Documentalistas do Brasil, Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Economia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Fonoaudiogia, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Ordem dos Advogados do Brasil, Psicologia, Química, Radiologia, Relações Públicas, Representantes Comerciais, Serviço Social, participantes do I ENCONTRO NACIONAL DE CONSELHOS PROFISSIONAIS, realizado em Florianópolis, deliberaram manifestar à Sociedade Brasileira preocupação com a relativização da Ética nas Instituições públicas e privadas do país.
Certos de que no desempenho das suas funções, os Conselhos Profissionais desenvolvem ações para construção de um país mais justo e solidário, buscando garantir a universalização da prestação de serviços de qualidade a todos os brasileiros, com responsabilidade ética, conforme direitos sociais, sobretudo os definidos pela Constituição Federal. Mediante este documento, assumem o compromisso de efetivar, de forma integral e integrada, o estimulo à fiscalização técnica e ética em todos os procedimentos e participações dos profissionais, conselheiros e colaboradores nos respectivos campos de atuação como agentes públicos, bem como na formulação de políticas públicas. Reconhecem que a difusão e a defesa da ética são as razões precípuas da criação dos Conselhos Profissionais, que com sua articulação nacional, tornam-se um poderoso instrumento de transformação e construção de um país mais ético e desenvolvido.

Florianópolis, SC, 31 de março de 2006.

domingo, abril 02, 2006

Dois artigos interessantes publicados na Epoca e no O Globo expõem esta chaga da falta de bibliotecas. E de quem é a culpa? Das escolas? Ou das políticas públicas que banalizam e aviltam bibliotecas e que não estimulam e priorizam o seu gerencimento por bibliotecários devidamente habilitados e com a formação especifica para conduzi-las com eficiencia e eficácia?


Abaixo a banalização da Biblioteca.!!!!
Biblioteca não é um monte de livros numa estante!!!
A biblioteca é viva e tem que ser gerenciada pelo profissional que tem a habilitação especifica e a devida formação universitária.
Fora amadorismo!!!!

Epoca, n. 411, 3/04/2006

Um país que não lê

O Brasil tem índices humilhantes de leitura. E o problema não está no preço do livro. Está na escola

Paloma Cotes

BAIXA PROCURA
Mesmo as raras bibliotecas de qualidade, como a Mário de Andrade, em São Paulo, não têm filas na porta nem mesas lotadas
Na última década, praticamente todas as crianças brasileiras em idade escolar foram matriculadas. A taxa nacional de analfabetismo também recuou. Hoje, cerca de 98% dos jovens brasileiros conseguem escrever o próprio nome ou ler um letreiro de ônibus. Mas o país ainda está alguns capítulos atrás do aceitável em termos educacionais. Dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) mostram que, em média, cada brasileiro lê o equivalente a 1,8 livro por ano. Longe do que se vê em países como França e Estados Unidos, onde cada pessoa lê de cinco a sete livros por ano. Em rankings internacionais de leitura de países ricos ou em desenvolvimento, o Brasil é lanterninha, atrás de outros latinos como Argentina e México. Um terço dos alunos brasileiros de 1a a 4a série nunca pegou espontaneamente um livro para ler.
Um dos argumentos mais usados para justificar isso é o preço do livro. Não é uma explicação convincente. Cerca de 45 milhões de lares no país têm TV em cores. A mais barata sai por R$ 300, o que equivale a um pacote de livros. Além disso, as bibliotecas públicas e das escolas - quando existem - são pouco usadas. Os motivos populares para a aversão nacional ao livro são revelados por um levantamento da CBL. As justificativas mais citadas pelos entrevistados são a falta de tempo, o desinteresse e a pura preguiça. O quarto motivo: eles preferem outras formas de entretenimento. A razão menos citada é falta de dinheiro.
Essa vergonha assumida tem origem na escola. "Os brasileiros não lêem simplesmente porque não sabem ler", afirma Ilona Becskeházy, diretora da Fundação Lemann, um instituto de pesquisa educacional. Segundo o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica, apenas 2,5% dos alunos do ensino médio da Região Norte têm nível adequado de leitura. No Sudeste, os resultados também são ruins. Apenas 7,6% dos alunos têm nível adequado de leitura.

PROJETO DE ENSINO

Na Amazônia, alunos adquirem hábito de ler com a ajudade ONG

Um dos problemas é a falta de biblioteca na escola. Segundo o Ministério da Educação, metade dos alunos que estudam no ensino fundamental tem acesso a elas. No Nordeste, esse índice é ainda mais baixo. As bibliotecas estão disponíveis para somente 35,2% das crianças e dos adolescentes. Mas não basta rechear as estantes. É preciso também desenvolver o hábito de ler.
Essa é a chave de um projeto simples, criado por três garotas de São Paulo, a Expedição Vaga-Lume. Além de montar bibliotecas comunitárias em regiões distantes da Amazônia, elas investem na formação de professores, pais e alunos, para incutir neles o prazer de ler e contar histórias. "O brasileiro adora novelas. Elas nada mais são que histórias, que também estão contidas nos livros. É isso que mostramos às pessoas e que as faz mudar de comportamento", diz Sylvia Guimarães, da Vaga-Lume.
O Globo Rio, 01 de abril de 2006


Três razões para enfrentar o poder do Google

Rachel Bertol

Jean-Noël Jeanneney é o presidente da Biblioteca Nacional da França (BnF) e um dos principais convidados do colóquio “Bibliotecas Digitais”, segunda e terça-feira no Teatro da Maison de France. Também lança no Brasil “Quando o Google desafia a Europa” (Contracapa), no qual analisa as questões em jogo desde que a empresa anunciou, no fim de 2004, a intenção de digitalizar o maior número possível de livros. Nesta entrevista, dá três motivos para se enfrentar o novo poderio: o Google, diz, não tem critérios claros para a busca de livros; baseia-se sobretudo na obtenção de lucros, o que não é o caso de instituições públicas; e privilegia um olhar anglo-saxônico do mundo. Abaixo, suas opiniões sobre a nova era digital.
Acredita que as bibliotecas digitais podem ser um bom caminho para um país como o Brasil, que sofre com a falta de bibliotecas tradicionais? Talvez, com a proposta de venda de computadores populares, essa possibilidade se torne mais viável...
JEAN-NOËL JEANNENEY: O mundo digital oferece incontestavelmente possibilidades de acesso a bens culturais muito bons e inéditos. No entanto, exige a existência de uma infra-estrutura (rede elétrica, computadores) que faltam muitas vezes em países menos desenvolvidos. A queda rápida dos custos, os esforços realizados em escala mundial para reduzir a exclusão digital nos fazem esperar uma difusão rápida das novas tecnologias de informação, aptas a favorecer uma real democratização para o acesso ao conhecimento, ao saber, à cultura.
Será necessário repensar os antigos direitos de autor, baseados apenas no copyright?
JEANNENEY: A nova realidade digital não modifica o princípio fundamental do direito de autor, direito moral do autor sobre sua obra, nem a possibilidade de ele obter uma remuneração que lhe permita viver. Porém, supõe certamente uma adaptação, para que este equilíbrio, essencial à vitalidade da criação, não se rompa. O aparecimento de toda nova mídia — a imprensa escrita no século XIX, o cinema no início do século XX, rádio e televisão em seguida — levanta inevitavelmente a questão da remuneração dos detentores de direitos e, a cada ocasião, é preciso encontrar novas respostas.
Na música, as mudanças ocorreram de forma mais radical. As editoras deveriam se preparar para um “novo mundo”?
JEANNENEY: As dificuldades, relativas, que enfrenta a indústria do disco merecem de fato suscitar a reflexão no mundo da edição, mas também no da livraria, o qual já conheceu grande evolução, com a criação das grandes redes e o nascimento de sites de comércio online. O desafio consiste em adaptar essas profissões à nova realidade tecnológica; não se trata de pensar no seu desaparecimento! O papel do editor continua indispensável para a descoberta, a produção e a difusão do livro.
As possibilidades digitais já mudaram a realidade de uma instituição como a Biblioteca Nacional da França?
JEANNENEY: Desde o início do projeto de modernização da antiga e respeitável Biblioteca Nacional da Rua Richelieu, cuja origem remonta ao século XV, a dimensão digital estava presente. Hoje, Gallica, nossa biblioteca online, com 80 mil títulos disponíveis e outro tanto de imagens, pode ser acessada gratuitamente de todo o mundo a partir do nosso site (www.bnf.fr): recebemos todos os meses mais de um milhão de visitantes, curiosos com a cultura francesa. Mais documentos são consultados em um mês na Gallica do que em um ano nas salas de leitura da Biblioteca. É uma evolução que surpreende os espíritos. A BnF lançou inúmeros canteiros de trabalho na área digital. Um dos mais importantes é a digitalização dos principais títulos da imprensa, insubstituíveis ferramentas de trabalho do pesquisador, mina inesgotável de riqueza para o historiador, o sociólogo, o economista, e para o grande público curioso. Outra iniciativa promissora é a extensão do depósito legal a todos os sites da internet: trata-se de conservar para as gerações futuras os rastros desse novo patrimônio. A BnF também se envolveu com paixão no projeto de biblioteca digital européia.
Qual é a vantagem de se criar uma biblioteca digital européia?
JEANNENEY: O objetivo é pôr à disposição de um grande público a cultura européia, na sua variedade lingüística e ideológica: sua história tormentosa, seus debates filosóficos e religiosos, os avanços nos domínios das ciências e das técnicas, as tendências de pensamento em matéria de direito, sociologia, economia, as principais expressões da criação literária e artística do continente... A imprensa também é um eixo interessante: imagine que se possa consultar, num único clique, todos os jornais europeus de 2 de dezembro de 1805, dia da batalha de Austerlitz, a 11 de novembro de 1918, data do armistício que pôs fim à Primeira Guerra!
O Google ambiciona reunir todos os livros do mundo no seu mega-site. Não seria mais uma boa fonte de consulta?
JEANNENEY: Quando o Google anunciou o seu projeto, eu logo considerei que se tratava de um avanço considerável no desenvolvimento da cultura mundial. À condição, porém, de não se deixar a uma sociedade comercial americana o monopólio dessa iniciativa. Vejo três razões para isso. De um lado, o Google propõe um acesso no vácuo a todos os saberes; ora, uma verdadeira biblioteca digital deve oferecer um acesso que tenha um percurso organizado em torno de conjuntos coerentes de obras escolhidas. De outro lado, o Google é uma sociedade cujo motor é o lucro, o que me parece, aliás, totalmente legítimo. Mas as bibliotecas nacionais e, mais que isso, o poder público sustentam a continuidade a longo prazo dos interesses coletivos do patrimônio cultural. Enfim, o Google é uma sociedade americana que vai privilegiar necessariamente um olhar anglo-saxônico do mundo. Nós, europeus, queremos privilegiar a diversidade das trocas culturais, defender a “exceção cultural” em nível mundial e promover o multilingüismo.
Podemos falar numa guerra internacional para o controle do maior número possível dos documentos disponíveis?
JEANNENEY: Existe pelo menos uma confrontação de natureza econômica entre várias grandes sociedades (Google, Microsoft, Yahoo...) para as quais o mercado de informação, com os lucros publicitários que proporciona, tornou-se muito rentável! Soma-se a esta competição, profundamente natural nas nossas economias, uma diferença entre os interesses privados, de um lado, e o interesse geral, encarnado pelo Estado cujo papel é superar as variações conjunturais dos mercados para garantir a perenidade, a longo prazo, do patrimônio cultural.
E as tecnologias do livro digital, acredita que irão evoluir?
JEANNENEY: O e-book, caracterizado pela leitura de textos na tela, ainda não convenceu. Mas a nova tecnologia da “tinta eletrônica”, cujo custo ainda é alto, parece promissora.
O livro digital pode acabar com o tradicional?
JEANNENEY: Continuo convencido de que, apesar das evoluções impressionantes da tecnologia, o livro em papel se manterá um vetor indispensável na transmissão do saber. Cada meio de difusão da leitura apresenta trunfos e fraquezas: preço módico para o livro em papel (na Europa) e grande capacidade de difusão instantânea para o livro digital. Não me parecem concorrentes, mas muito complementares. Uma parte importante do público que freqüenta nossas salas de leitura consulta, igualmente, à distância, a biblioteca eletrônica.
Como imagina o futuro das bibliotecas com o advento dos meios digitais? Podemos falar na biblioteca infinita, borgiana?
JEANNENEY: Pode-se sonhar, como Borges, com a biblioteca infinita com a totalidade do saber no mundo! Mais modestamente, os meios digitais oferecem uma oportunidade formidável para a difusão do conhecimento e de progresso do espírito humano. As bibliotecas “reais” não vão desaparecer: os encontros que proporcionam continuam indispensáveis, sobretudo aos jovens. Nas nossas salas abertas, há leitores mergulhados em livros que coexistem harmoniosamente com internautas. A profissão de bibliotecário está sendo chamada a se transformar: vai se tornar mais rica e apaixonante.
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domingo, março 26, 2006

Livro capta R$ 1,1 mi, pede doação e sai por R$ 280

FABIO CYPRIANO da Folha de S.Paulo

Como fazer de um livro de arte um negócio da China? Inscreva o projeto na Lei de Incentivo à Cultura para arrecadar R$ 1,3 milhão. Depois, convide bons artistas plásticos para participarem do livro, sem mencionar o valor que está sendo captado. Para maximizar recursos, peça aos artistas a doação de uma obra "para ajudar nos custos" --além de fotos e textos sobre o próprio autor, pagos também por eles.O que seria uma das partes mais caras da publicação já saiu de graça. Depois, com o dinheiro arrecadado de fato, no caso R$ 1,1 milhão, lance o livro e o coloque no mercado a R$ 280. Bem, isso é um caso real, e os valores da publicação estão no site do Ministério da Cultura.Trata-se de "Brazilian Art Book VI" [clique aqui para ver imagens do livro], publicação da editora Jardim Contemporâneo, que é lançada hoje. "Sinto-me lesado. A Nair Barbosa Lima [diretora curadora do livro] falou que ela não tinha verba. Os artistas pagaram tudo, das imagens ao texto que as acompanha", diz Gustavo Rezende, um dos 43 artistas no livro."Não foi bem essa a conversa. O que a gente sempre pede é uma obra do artista para apresentarmos nas mostras de lançamento. Como essas obras viajam, a doação é para evitar preocupação do seguro. Mas quem não está de acordo não participa", diz Lima. A diretora confirma que fica com as obras. "Estamos montando um instituto para facilitar isso.""Estou muito surpresa por saber que o projeto captou todo esse montante, pretende vender os livros a um preço lucrativo e ainda conduziu a relação com o artista na base da permuta. Para nós, fica a palavra de que a permuta seria para ajudar nos custos. Fico constrangida de ter feito isso", diz a artista Ana Maria Tavares."Isso é valor de cinema", disse à Folha um editor que pediu para não ser identificado. Por solicitação da reportagem, uma gráfica elaborou o orçamento de uma publicação com as mesmas especificações de "Brazilian Art Book VI". Resultado: R$ 720 mil. "Nós pagamos cerca de R$ 900 mil para a gráfica, mas há outros custos altos envolvidos", diz Álvaro César Ferrari, diretor executivo da Jardim Contemporâneo.Tunga, Waltércio Caldas e Dora Longo Bahia estavam na lista apresentada aos artistas como convidados. Nenhum está no livro. "Eu não aceitei. Há muitos anos, alguém teve uma idéia parecida e fui com o Leonilson conhecer o projeto. Ele saiu 'p' de lá, disse que aquilo era absurdo, que mais uma vez o artista não ganhava nada. Fiquei pensando: é igual", conta Dora.Não foram só artistas que se recusaram a tomar parte do livro. O curador Cauê Alves, do MAM de SP, foi convidado a escrever a introdução do livro e organizar a mostra. Não aceitou. "Ofereceram R$ 10 mil, mas não concordei com o modelo de financiamento do livro; o correto seria comprarem os trabalhos dos artistas, afinal o livro está sendo realizado com verba pública", disse Alves."Esse é mais um vício do circuito da arte e a gente nem tem tempo de checar essas distorções. Eles deveriam abrir as contas", afirma Tavares. No site do Ministério da Cultura, já consta o orçamento para a próxima edição do "Brazilian Art Book", cerca de R$ 1,2 milhão, com R$ 731 mil já captados.O lançamento do livro acontece, hoje, às 19h, no andar térreo do Pavilhão da Bienal (parque Ibirapuera), na mostra "As Muitas Geografias do Olhar", com curadoria de Angélica de Moraes, que também escreve o texto introdutório da publicação. A mostra fica em cartaz até domingo, com entrada franca.Outro lado"O livro, a exposição no Brasil e as exposições no exterior formam um todo, nós não diferenciamos uma parte da outra", afirma Álvaro César Ferrari, diretor executivo do projeto, que se integrou à equipe recentemente, embora cada uma dessas partes esteja inscrita em projetos distintos, no Ministério da Cultura."Nosso objetivo é divulgar a arte brasileira aqui e por todo o mundo. Nós pedimos que artistas doem obras para expor em outros países e, agora, pela primeira vez, expor aqui também", afirma Ferrari. Nas edições anteriores, a mostra passou por espaços como a Britto Central, do brasileiro Romero Britto, em Miami, em 2000.Entretanto, com a sexta edição do livro e a nova exposição, Ferrari afirma que o projeto entra em um novo patamar: "Este é um momento que representa um 'turning-point' (momento de mudança); é a primeira vez que se faz um recorte mais específico na publicação; nas outras edições havia muita diversidade".A curadora Angélica de Moraes diz que não considera adequado doar ou trocar obras, "mas esse projeto tem um potencial de se inscrever no calendário de artes da cidade. Temos a obrigação de mudar as coisas, mas elas não podem ocorrer todas ao mesmo tempo".
Evento promovido pelo Instituto Goethe, Aliança Francesa, Febab e CRB-8, com palestrantes alemães, franceses e brasileiros.


Dia 6 de abril de 2006, das 9h00 às 18 h00

Auditório do Museu de Arte de São Paulo - avenida Paulista nº 1578 - S.Paulo

Tradução simultânea

Inscrições gratuitas na FEBAB, através do email
febab@febab.org.br ou fax11-3257-9979 contendo nome, instituição, endereço, telefone e email.

Vagas limitadas

Palestras:

- Biblioteca digital européia - Elisabeth Niggemann, diretora da BibliotecaNacional da Alemanha

- Estratégias de digitalização da Biblioteca Nacional da França - CarolineWiegandt, diretora adjunta da Biblioteca Nacional da França

- Novos rumos da Biblioteca Nacional Digital Brasileira - Ângela Bettencourt,coordenadora de informação bibliográfica de processos técnicos da Fundação Biblioteca Nacional

- Do livro ao byte - a disseminação da informação digital na Alemanha - Ralf Goebel, diretor de Bibliotecas Universitárias e Sistemas de Informação daSociedade Alemã para a Pesquisa

- Biblioteca numérica - a quadratura do círculo - Michel Fingerhut, diretor da Mediateca do Instituto de Pesquisa e Coordenação Musical do Centro Pompidou, Paris

- Os desafios de ser editor no mundo digital - Eduardo Blücher, diretor daEditora Edgard Blücher, coordenador da Comissão de Tecnologia da CBL

- Bibliotecas digitais e a preservação e difusão do conhecimento nasUniversidades Brasileiras - Luiz Atílio Vicentini, diretor do sistema de Bibliotecas da Unicamp.


sexta-feira, março 17, 2006

British Library, London, UK. Main Room

Sobre a Bienal do Livro de São PauloOu: como ler e escrever são formas de amarE eis que eu estava ali, saída daquele Anhembi - (Em São Paulo, os lugares distantes, meio programas de índio, têm MESMO nome de índio. Já repararam?). Depois de me perder e de também perder parte das minhas finanças nos estandes da Bienal do Livro, saí do pavilhão calorento às margens do Tietê e fui parar numa mesa animadíssima na Mercearia São Pedro, o boteco literário da Vila Madalena. Aliás, numa mesa não: em várias, já que o lugar, que merece um post só dele, estava apinhado de escritores, editores, jornalistas que foram cobrir o evennnnnto (muitos "n" só para citar mais uma vez os paulistanos) e assessores de imprensa.Numa destas mesas animadas estava Mariana Claudino, do Extra, a mais animada dentre os animados. Fala, Mariana! "Tenho que confessar que cheiro todos os livros". Emenda comentários, impublicáveis, sobre as editoras que tinham livros cheirosos e outras, gigantescas e famosas, mas que não primam pelo perfuminho bom das páginas. "Nossa, o livro é muito fedorendo! E o caderno de fotos fica sempre no meio, com as imagens sendo cortadas pela costura. Se eu quero ver a cara do personagem que estou conhecendo na página 10, só vou conhecê lá pela página 100, 150, no tal caderno de fotos. Uma droga".Ri de me esculhambar, porque o comentário é bom. Mas, já no hotel, com a cerveja gelada da Mercearia fazendo efeito, me emocionei. Não é que a Mariana tocou no ponto? A embalagem de um livro - miolo, capa, cheiro, imagens - tem que espelhar tudo de bom que tem dentro dele. E digo isso sem preconceito de gênero: um ótimo livro de auto-ajuda tem que ser bacana também na capa. Assim como um livro do Fernando Pessoa. Ou da Clarice Lispector. A regra vale prum clássico, como "Em busca do tempo perdido", ou uma recente descoberta, "O caçador de pipas". Vale prum texto duro de Lacan e pruma diversão seríssima, como os quadrinhos de Will Eisner.O livro é uma experiência amorosa. Que, como todo amor, tem que ter um corpo. Platão só vale dentro dos livros. Não na relação com eles, que tem que ser táctil, como toda paixão. O objeto livro tem que nos transportar, generoso, para tudo que ele nos pode oferecer. Sim, porque ler e escrever é uma forma de declarar afeto. Quem já se perdeu entre estantes da biblioteca municipal da Tijuca, na rua Guapeni, só para ler Monteiro Lobato... não pode esquecer disso por muito tempo.O corpo do afeto é o livro físico. Que é desencaixotado, empilhado, destacado e iluminado, com amor e também muito suor, por um exército de anônimos antes de uma Bienal começar. O trabalho me fez ter o privilégio de testemunhar a montagem de um grande estande. É preciso muito, muito carinho para dar coerência aos títulos, arrumá-los nas prateleiras, realçar suas belezas. Todos os exemplares são como noivas, à espera do par perfeito. À espera de quem vai receber todo o afeto, todos os cuidados nela investidos, todas as suas conquistas. Este dote vem dentro deles/delas: tudo o que foi escrito - também com muito suor, diga-se de passagem - por alguém. E que só se conclui com a leitura de outro alguém. Amor, enfim. De novo!Depois desta Bienal, portanto, só me resta pedir desculpas a vocês, leitores da Garota Carioca. Se ler e escrever é um ato de afeto, andei economizando amor. Houve motivos, vários, garanto. Mas seria impossível não estar aqui depois de lembrar deste sentimento. E impossível, também, deixar de perguntar: Vocês me perdoam? Vamos voltar a nos ler?Beijos na sopa de letrinhas, voando de novo amanhã, para a terra da garoa, São Paulo terra boa.

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segunda-feira, março 13, 2006

Dia do Bibliotecário 12 de março

A CONSCIÊNCIA DE SUA MISSÃO...
( Roberto Shinyashiki )


Freqüentemente, eu me pergunto:
" O que cada um de nós está
Fazendo neste planeta?

Se a vida for somente tentar aproveitar o
máximo possível as horas e minutos,
Esse filme é bobo.

Tenho certeza de que existe
Um sentido melhor em tudo o que vivemos.
Para mim, nossa vinda ao planeta
Terra tem basicamente dois motivos:

- evoluir espiritualmente e
- aprender a amar melhor.

Todos os nossos bens na
Verdade não são nossos.

Somos apenas as nossas almas.
E devemos aproveitar todas as oportunidades que a vida nos dá para nos aprimorarmos como pessoas.

Portanto, lembre sempre que os seus fracassos são sempre os melhores professores e é nos momentos difíceis
Que as pessoas precisam encontrar
Uma razão maior para continuar em frente.

As nossas ações,
Especialmente quando temos de nos superar, fazem de nós pessoas melhores.

A nossa capacidade de resistir às tentações,
Aos desânimos para continuar
o caminho é que nos torna pessoas especiais.
Ninguém veio a essa vida com a
missão de juntar dinheiro e comer
Do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se
Faz parte da vida,
Mas, não pode ser a razão da vida.

Tenho certeza de que pessoas
Como Martin Luther King,
Mahatma Ghandi, Nelson Mandela,
Madre Tereza de Calcutá, Irmã Dulce,
Betinho e tantas outras anônimas,
Que lutaram e lutam para
Melhorar a vida dos mais
Fracos e dos mais pobres,
não estavam motivadas pela
idéia de ganhar dinheiro.

O que move essas pessoas generosas
A trabalhar diariamente, a não desistir nunca?

A resposta é uma só:
A consciência de sua missão nesta vida.

Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você
está realizando sua missão você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do planeta.

Infelizmente, muita gente se perde nesta viagem e distorce o sentido de sua existência pensando que acumular
Bens materiais é o objetivo da vida.

E quando chega no final do caminho percebe
Que o caixão não tem gavetas e que ela só vai poder levar daqui o bem que fez às pessoas.

Se você tem estado angustiado sem motivo
Aparente está aí, um aviso para parar e refletir sobre o seu estilo de vida.

Escute a sua alma:
Ela tem a orientação sobre
Qual caminho seguir.

Tudo na vida é um convite para o avanço e a
Conquista de valores,
Na harmonia e na glória do bem.


( Roberto Shinyashiki )
Libro Libre Chile : UNA UTOPIA POSIBLE

Libro Libre Chile es una iniciativa que nace del amor por los libros y la lectura. Su objetivo: difundir e incentivar este amor en todas las personas, especialmente entre aquellas que menos acceso tienen a los bienes y servicios culturales.
Libro Libre Chile reivindica el derecho a soñar, a disfrutar, a viajar a saborear y admirar la belleza. Y eso nos ofrecen los libros. Ellos nos abren de par en par sus páginas para que visualicemos nuevos mundos, para ayudarnos a crecer, a conocernos, a ser mejores seres humanos. Todo nos merecemos esto y más. Todos nos merecemos la maravilla que significa un buen libro. Esta es la filosofía que hay tras Libro Libre Chile. Que todos tengamos la oportunidad de leer y de compartir la lectura.
Que todos tengamos la alegría de dejar en libertad a los libros, dejarlos que salgan de sus encierros, sacudirles el polvo para que comiencen a pasar de mano en mano, llevando alegría y nuevos mundos a todos los seres humanos. ¿Una utopía? Sí. Una utopía alcanzable, posible, por la cual lucharemos junto a todos ustedes.

Una reseña de la concreción de esta utopía en liberaciones de libros, puede verse en el menú de la izquierda. Gracias a esas liberaciones, realizadas en red con distintas entidades, hoy circulan en Santiago casi tres mil libros. Quien se encuentre con uno de ellos debe ingresar su Código Libro Libre a Internet, leerlo y luego liberarlo pasándolo a otra persona, dejándolo en un Punto Libro Libre o en un lugar público bien visible. Estos libros son de todos y de nadie en particular. Su misión en llevar alegría, conocimiento y nuevos mundos a todas las personas.
El año 2006 ya hemos realizado tres liberaciones y en camino vienen muchas más.

domingo, março 05, 2006

O apocalipse do papel e os universos paralelos do livro

O apocalipse do papel e os universos paralelos do livro

Onde for, no lugar-pensamento que chegamos. Se chegar lá, Lá existe. Só existe o que vemos. Ler no espelho algo invertido. Deus não soube encontrar. Só encontra nisto. Isto, isto mesmo. Assim é a vida, nela mesma. As coisas no que são. Sozinhas, começam a partilhar de outra natureza."Extraído da plaquete "Isto", de André Luiz Pinto MANUEL DA COSTA PINTO COLUNISTA DA FOLHA (FSP 25-02-2006)
Em 1998, durante um encontro de revistas ibero-americanas organizado em São Paulo pelo poeta Horácio Costa, o escritor mexicano Christopher Dominguez, da "Vuelta", ironizou a idéia de que haveria um "apocalipse do papel" -ou seja, que o avanço tecnológico apontava para o fim iminente do livro.Passados oito anos, a invasão da vida privada pela internet e a proliferação de espaços virtuais como blogs e Orkut dariam mais munição para os arautos da morte da palavra, da pauperização da linguagem verbal. Entretanto, a tecnologia gráfica vem realçando um aspecto nada negligenciável da experiência da leitura: o prazer proporcionado pelo contato físico com o livro."Os livros são objetos transcendentes/ mas podemos amá-los do amor táctil", escreveu Caetano Veloso na canção "Livros". E, numa crônica recente, publicada na Folha, Nelson Ascher falou sobre "os universos paralelos (no sentido que lhes dá a ficção científica) da tipografia, impressão e artes correlatas".Em suma, a mesma tecnologia que permite ler uma obra em ambiente virtual pode amplificar o efeito das artes gráficas tradicionais, transformando o "suporte" da palavra num artefato estético quase autônomo. Exemplo bem concreto é a onda de plaquetes que vêm circulando de modo crescente entre leitores e escritores unidos exclusivamente pelo culto fetichista do livro."Plaquete" é um galicismo que designa um livrinho de poucas páginas (às vezes uma espécie de folder) impresso de forma artesanal e com apuro visual. Tradicionalmente, foi veículo para que escritores divulgassem seus textos numa época em que publicar livros era uma operação dispendiosa.Muitos nomes consagrados da literatura brasileira passaram por essa experiência e não seria exagero dizer que tal suporte está na raiz da "geração mimeógrafo", que nos anos 70 buscou meios alternativos para imprimir seus trabalhos à margem da censura militar e da cultura oficial.As plaquetes atuais apontam em outro sentido. Seus autores têm livros publicados -ou seja, não são excluídos de um sistema no qual há cada vez mais espaço para pequenas editoras. Também não sustentam atitude missionária ou vanguardista. Sua opção, mais modesta, é estética.Caso exemplar é o poeta Ronald Polito, que criou o selo Espectro Editorial, publicando versos do italiano Umberto Saba (1883-1957), do espanhol Adolfo Montejo Navas ("Esse Animal de Água") e, mais recentemente, o poema em prosa "Isto", de André Luiz Pinto. Seu trabalho gráfico é primoroso e inclui um envelope (selo Edições do Outro Mundo) contendo dez folhetos com narrativas de autores catalães.Um problema comum a todas as plaquetes é que o acesso a suas minúsculas tiragens (na casa dos cem exemplares) é limitado. Em geral, são distribuídas gratuitamente para um círculo restrito. Muitos editores, porém, estão dispostos a enviar exemplares aos interessados, praticamente sem custo (ou apenas o do correio).É o que acontece com as plaquetes do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, do Ceará (literatura@dragaodomar.org.br), que publicou o poema "Ninguém", de Virna Teixeira (sobre ilustração de Leonilson), e o poema a quatro mãos "Outra Manhã", de Manoel Ricardo de Lima e Aníbal Cristobo (sobre instalação de Eduardo Frota).A plaquete "Tributo a Guernica", inaugurando o selo Piparote (piparote@gmail.com), traz variações de Franklin Valverde sobre a tela de Picasso, num sofisticado volume em capa dura. Já a série "Relógio do Rosário", elaborada por Júlio de Abreu e Silva e Ricardo Novais, distribuída pela editora Scriptum (scriptum@scriptum.com.br), é composta por 12 encartes com desenhos de artistas como Marco Tulio Resende e Ananda Sette para textos de poetas como Júlio Castañon Guimarães, Carlos Ávila, Fabiano Calixto e Tarso de Melo compostos a partir do poema homônimo de Drummond.Um caso à parte é o "Zinequanon", misto de fanzine e plaquete do poeta Reynaldo Damazio (
www.weblivros.com.br), que tem sido um canal precioso para originais e traduções de autores praticamente inéditos no Brasil, como o argentino Roberto Juarroz e os anglófonos Richard Brautigan e Charles Simic.

Manuel da Costa Pinto

Encontro de Bibliotecários no memorial da America Latina

2º ENCONTRO DE BIBLIOTECÁRIOS NO MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

17 de março de 2006 - Auditório do Anexo dos Congressistas


PROGRAMA


08h30 - Saída do hotel para Memorial

09h - Abertura com Dr. Fernando Leça (Presidente Memorial) e Elizabet de
Carvalho (IFLA)

09h20 - Apresentação sobre o Memorial - Prof. Eliézer

09h30 - Exposição dos convidados

12h - Almoço

13h - Visita monitorada aos espaços do Memorial, com ênfase na
Biblioteca

15h - Conclusão dos trabalhos

17h30 - Ida à Bienal Internacional do Livro de São Paulo

21h - Retorno ao hotel

Forum VivaLeitura - Programação

Programa



Domingo - 12/03
09h00 – Credenciamento
10h00 – AberturaSérgio Sá Leitão - Secretário de Políticas Culturais do Ministério da CulturaÂmbar de Barros - UNESCODaniel González, Diretor da OEI, Organização dos Estados Ibero-americanos no Brasil Luis Fernando Sarmiento, Secretário - Técnico do Cerlalc Alfredo Weiszflog - Coordenador Executivo do Vivaleitura
10h30 – Conferência de AberturaMarisa LajoloCoordenação: Fórum de Secretários de Estado da Cultura
11h30 – Painel 1: Ano Ibero-americano da Leitura: Avanços e ConquistasGaleno Amorim, Presidente do Conselho Diretivo do Vivaleitura Luis Fernando Sarmiento, Secretário Técnico do Cerlalc Coordenação: Elisabet de Carvalho, Gerente do Escritório da Federação Internacional das Associações de Bibliotecários (IFLA) para a América Latina e o Caribe
13h00 – Almoço
14h30 – Painel 2 – A Biblioteca e a Formação de LeitoresBibliotecários Mediadores de Leitura, Profa. Dra. Anna Maria Marques Cintra / USPTecnologias e a Cooperação para Formar Leitores, Profa. Dra. Regina Célia Baptista Beluzzo / Universidade do Sagrado Coração – Bauru Uma Década de Internet nas Bibliotecas, Dr. Emir José Suaiden - Diretor do IBICT Coordenação: Márcia Rosetto, Presidente da Federação das Associações de Bibliotecários (Febab)
16h00 – Intervalo
16h30 – Painel 3 – A Escola e a Formação de LeitoresFormação de Alunos e Professores para a Leitura e a Escrita, Luis Bernardo Peña (Colômbia)Sistemas de Avaliação das Práticas de Leitura e Escrita em Sala de Aula, Vera MazagãoCoordenação: Consed
18h00 – Sessão Solene do Dia do BibliotecárioGaleno Amorim, Coordenador Geral do PNLLMaria Cândida de A. Figueiredo, Presidente do CRB-8Márcia Rosetto, Presidente da Febab Raimundo Martins de Lima, Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia
18h30 – Palestra Solene do Dia do BibliotecárioProfa. Dra. Elsa Ramírez Leyva, Universidade Nacional Autônoma do México eMembro do Comitê Permanente da IFLA / Seção da América Latina e Caribe
19h00 – Comemoração do Dia do Bibliotecário
Segunda-Feira – 13/03
10h00 – Painel 4 – Livro e Leitura: Política de Estado (Marcos legais, Lei do Livro, Câmara Setorial do Livro, Literatura e Leitura, Plano Nacional de Cultura e Sistema Nacional de Cultura)Francisco das Chagas – Secretário de Educação Básica – Ministério da EducaçãoMuniz Sodré – Presdente da Fundação Biblioteca Nacional/MinC
11h30 – Painel 5 – Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL)Galeno Amorim, Coordenador Geral do PNLLJosé Castilho Marques Neto, Coordenador Executivo do PNLLRicardo Henriques – Secretário de Educação Continuada e Alfabetização do Ministério da Educação Coordenação: Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva – Presidente da Undime
13h00 – Almoço
14h00 – Eixo 1: Democratização do Acesso (Implantação de Novas Bibliotecas, Fortalecimento da Rede Atual de Bibliotecas, Conquista de Novos Espaços de Leitura, Distribuição de Livros Gratuitos, Melhoria do Acesso ao Livro e Outras Formas de Leitura e Novas Tecnologias)Henrique Paim – Presidente do FNDE - Debatedor João Arinos, Presidente da Abrelivros - DebatedorCoordenação: Ilce Cavalcanti, Coordenadora do Sistema Nacional de Biblioteca Pública
14h30 – Eixo 2: Fomento e Formação de Leitores (Projetos e Programas de Estados e Municípios, Projetos de Leitura, Estudos e Apoio à Pesquisa, Prêmios e Reconhecimento às Práticas de Leitura, Sistemas de Informação e Formação de Mediadores de Leitura)Jeanete Beauchamp, Diretora da Secretaria de Educação Básica, Ministério da Educação - Debatedora Tânia Rosing, Universidade de Passo Fundo – DebatedoraCoordenação: Aníbal Bragança, Coordenador do Proler - Fundação Biblioteca Nacional/MinC
15h00 – Eixo 3: Valorização da Leitura e Comunicação (Ações para Criar Consciência Sobre o Valor Social da Leitura, Ações para Converter a Leitura em Política de Estado e Publicações e Mídias)André Luiz Figueiredo Lázaro, Ministério da Educação - Debatedor José Luiz Goldfarb - Debatedor Coordenação: Eduardo Mendes, Comitê Executivo Vivaleitura
15h30 – Eixo 4: Apoio à Economia do Livro (Apoio à Cadeia Produtiva do Livro, Apoio à Distribuição e Circulação de Bens, Apoio à Cadeia Criativa do Livro e Maior Presença no Exterior)Elder Vieira, Secretaria Nacional de Política CulturalOswaldo Siciliano – Presdente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) – Debatedor Representante do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) - Debatedor
16h00 – Calendário Anual de Eventos e Atividades e Prêmio VivaleituraRepresentante do Ministério da Cultura Representante do Ministério da EducaçãoDaniel González, Diretor da OEI no Brasil Coordenação: Elmer Barbosa – Fundação Biblioteca Nacional / MinC
16h30 – Intervalo
17h00 – Cerimônia de Lançamento das Diretrizes Básicas da Política Nacional do Livro (2006/2022), do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) 2006/2008 e do Prêmio Vivaleitura Gilberto Gil – Ministro de Estado da Cultura Fernando Haddad – Ministro de Estado da Educação
18h30 – Encerramento

Forum Vivaleitura tem mais de 500 inscritos

Mais de 500 pessoas já se inscreveram para participar do Fórum PNLL Vivaleitura 2006/2008 desde a abertura de inscrições no dia 20 de fevereiro. O Fórum, que acontece nos dias 12 e 13 de março, durante a 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, promete ser um marco no lançamento de medidas - tanto governamentais como de iniciativas da sociedade organizada - que buscam converter o tema do livro e da leitura em Política de Estado. O evento também encerra oficialmente o Ano Ibero-americano da Leitura, que contabilizou mais de 100 mil atividades de incentivo à leitura no Brasil. Na ocasião, serão apresentados o Prêmio Vivaleitura e os avanços institucionais (incluindo marcos legais) obtidos em 2005, além de se debater a melhor forma de ampliar e fortalecer a integração das ações do Estado, Setor Privado e Terceiro Setor, durante os vários painéis programados. Destaque também para o lançamento, no dia 13 de março, do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que compreende o triênio entre 2006 e 2008. As inscrições para o Fórum PNLL Vivaleitura (2006-2008) são gratuitas e podem ser feitas até às 18h do dia 9 de março, preenchendo o formulário disponível no endereço www.vivaleitura.com.br/forum2006/inscricao.asp. O número de vagas é limitado. Os inscritos receberão uma confirmação da disponibilidade no prazo de cinco dias após o ato da inscrição. O evento será no Auditório Elis Regina, no Centro de Convenções do Anhembi, na capital paulista, com o credenciamento sendo realizado a partir das 9h do domingo, dia 12.

quinta-feira, março 02, 2006

32 livros e um misterio -Elio Gasperi

Reapareceu na Biblioteca Mário de Andrade um expediente de três folhas que deveria ser exposto nas principais casas de livros do país. Foi achado em 2001, mas retornara ao arquivo carregando de volta seu mistério. Uma linda história, de final triste. No dia 6 de abril de 1964, 48 horas depois da chegada do presidente deposto João Goulart a Montevidéu, uma pessoa entrou na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo. Carregava duas maletas e deixou-as na portaria. Ficaram lá durante 20 dias, até que um zelador as abriu. Continham 32 livros. Naqueles dias, as forças de ditadura apreendiam livros e filmes, fechavam rádios e jornais. Muita gente jogou parte de sua biblioteca no lixo, mas o personagem das maletas teve uma idéia que encantaria o escritor Jorge Luís Borges. Não tomou medo de seus livros. Sentindo que não podia mais guardá-los, decidiu deixá-los onde alguém cuidasse deles. Abandonou-os na portaria da maior biblioteca pública da cidade e voltou para casa. Nada se sabe da figura. Lia em italiano, espanhol e inglês. Oito obras de Marx e Lênin, bem como dois exemplares da revista "Problemas da Paz e do Socialismo", informam que era comunista. Um livro de Andrei Zhdanov, o comissário cultural de Stalin, sugere que tivesse mais de 50 anos. Gostava de cinema, pois tinha dois boletins dos "Amigos da Cinemateca", de Dante Ancona Lopes. Um volume de O Direito Soviético, de Benjamin de Oliveira Filho, indica que talvez fosse advogado. Parece ter conservado seus romances russos, pois abandonou apenas os volumes intitulados Literatura Soviética. O zelador encarregado da portaria (Salvador Finotti) comunicou o achado das maletas e recebeu ordens do chefe da Divisão Cultural 2 (Francisco José de Azevedo) para listar as obras, juntando uma cópia à biblioteca abandonada. Final triste: o atual diretor da Mário de Andrade, o advogado Luís Francisco da Silva Carvalho Filho, pediu que se buscasse no catálogo da Casa os volumes sobreviventes. Não os há. O comunista de 1964 certamente já se foi. Felizmente, sem saber que não adiantou nada. Restou só a história de sua paixão.
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terça-feira, fevereiro 14, 2006

Novo conceito de Biblioteca.. para refletir...

Abaixo está uma das reportagens publicadas no OGlobo de 11 de fevereiro de 2006. Um dos trechos diz que .. deve-se procurar um novo conceito de biblioteca... pergunto: que novo conceito seria esse? será que as bibliotecas formalmente gerenciadas por profissionais bibliotecários não estão cumprindo sua finalidade? E o que dizer sobre livros coletados no lixo, sem nenhum tratamento higiênico, colocados em estantes improvisadas, qual o nome que deve-se dar a esse amontoado? O cidadão deve estar atento às diferenças entre Biblioteca e Monturo de livros e se a comunidade está se organizando em torno desses monturos, dai, sim precisamos refletir sobre o papel das bibliotecas públicas. Sem banalização e com seriedade...
Governo aumenta investimento em leitura

Carolina Brígido

BRASÍLIA OMinistério da Cultura gastou, no ano passado, R$ 32,8 milhões para custear o programa Livro Aberto — mais que o dobro dos R$ 15,8 milhões gastos para o mesmo fim em 2004. O dinheiro é empregado em bibliotecas de todo o país, incluindo sua instalação, a capacitação de funcionários para gerenciá-las e a produção de eventos culturais nesses locais. Apesar do crescimento no investimento, a cifra ainda é inferior aos R$ 51,9 milhões gastos em 2005 pelo ministério nas áreas de cinema, som e vídeo.
Ainda assim, o coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura, Galeno Amorim, diz estar satisfeito com a verba usada em bibliotecas no país.
— O investimento feito em 2005 nessa área foi muito maior do que o registrado em qualquer época. Houve um crescimento muito grande em relação ao ano anterior. Esse é o tipo de comparação que deve ser feita, porque cada área tem demandas diferentes de gastos — diz Amorim.
O governo federal gastou no ano passado mais de R$ 45 milhões na compra de livros de literatura para crianças de 1 a 4 série. Esses recursos saíram do orçamento do Ministério da Educação (MEC). Parte das obras adquiridas serão distribuídas neste ano às bibliotecas de todas as escolas públicas do país. A compra foi custeada com recursos do Programa Nacional de Bibliotecas Escolares, do MEC, em vigor desde 2003.
Mais que distribuirl ivros, equipar
A intenção do projeto é equipar as instituições de ensino com livros, e não simplesmente distribuí-los individualmente aos alunos. Acredita-se que, dessa forma, a política de incentivo à leitura seja mais efetiva.
— Não basta só distribuir livros. É preciso que os professores e os bibliotecários façam a intermediação entre as crianças e as obras. Elas precisam ser incentivadas e inseridas no hábito da leitura — argumenta a secretária de Educação Básica do MEC, Jeanete Beuchamp.
Por isso, o ministério inclui nos gastos a capacitação dos professores e bibliotecários para lidar com os alunos e estimular a leitura através de um guia. Além disso, será lançada em abril uma revista com o relato de experiências bem-sucedidas na área e dicas para os educadores. A preocupação com o tema surgiu porque uma inspeção do MEC ainda não concluída flagrou em várias escolas livros empacotados, em vez de dispostos nas estantes.
Nessa mesma linha de incentivo à leitura, serão inaugurados ao longo deste ano, ainda em caráter experimental, centros multimídia em 19 cidades. Trata-se de um novo conceito de biblioteca, com mais atrativos do que apenas os livros. Os locais terão computadores, televisores e aparelhos de DVDs para oferecer aos jovens conteúdo educativo em várias formas de comunicação.
— Queremos expandir o conceito de biblioteca — explica Jeanete.
Os livros são distribuídos em quantidades proporcionais ao número de alunos de cada escola. Instituições com 500 mil estudantes, por exemplo, recebem 100 livros. Antes de 2003, eram utilizados exemplares em formato padrão, com o mesmo tipo de letra, com ilustrações em preto e branco, em um tamanho único e grampeado. Atualmente, os alunos das escolas públicas têm acesso às obras originais, iguais às disponibilizadas no mercado.