<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456</id><updated>2012-02-16T09:06:20.424-02:00</updated><category term='eu e Antonio Miranda'/><category term='livraria da vila leitura livros'/><category term='Obama Bibliotecas Escolares'/><title type='text'>LER ...LER ... LER...</title><subtitle type='html'>Reflexões, análises, pesquisas do mundo da ciencia da informação e da leitura.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>117</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7479444781439663382</id><published>2009-05-28T19:36:00.000-02:00</published><updated>2009-05-28T19:53:08.552-02:00</updated><title type='text'>A polemica do Google Books</title><content type='html'>Quem abre o Google Books, página virtual dedicada aos livros do buscador mais usado no mundo, depara-se com a nota: “O Google selou um acordo revolucionário com autores e editoras”. A frase solta está interligada a outra página, dedicada a explicar “o futuro da pesquisa de livros do Google”. Na semana passada, porém, o jornal New York Times anunciou que esse futuro anunciado está em xeque. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Departamento de Justiça americano, de olho na possível criação de um monopólio livreiro, abriu um inquérito para investigar o tal “acordo revolucionário” – acerto que a empresa está fazendo com editoras e autores para a reprodução de livros ou trechos de livros no Google Books. As investigações teriam partido de protestos de representantes de organizações como a Internet Archive (uma biblioteca virtual sem fins lucrativos que desde 1996 disponibiliza gratuitamente 150 milhões de páginas web) e a Consumer Watchdog (uma das principais organizações de defesa dos consumidores nos Estados Unidos), que se opõem ao acordo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase ao mesmo tempo, o Google divulgava os detalhes de sua mais recente novidade no mundo tecnológico: o registro da patente 750897, que diz respeito a um poderoso scanner. Lançando mão de técnicas como raios infravermelhos, o novo equipamento escaneia textos com velocidade e qualidade muito maiores do que os convencionais, e seria um importante aliado para o projeto da empresa de criar o maior acervo de livros digitais do planeta – para o qual o “acordo revolucionário” é tão importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acordo tem causado polêmica entre editoras e escritores de diferentes países. Além das manifestações de repúdio da Internet Archive e da Consumer Watchdog, a Federação de Editores da Espanha manifestou, recentemente, sua discordância diante da proposta. Na Europa e na América Latina, escritores têm apoiado ou criticado, em seus blogs, a iniciativa do Google. No Peru, o escritor Iván Thays, finalista do Prêmio Herralde de 2008, incitou em seu blog autores do mundo todo a recusarem o acordo com o buscador – isso apesar de ser ele próprio um defensor ferrenho do formato digital de livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Julian&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7479444781439663382?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7479444781439663382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7479444781439663382&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7479444781439663382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7479444781439663382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2009/05/polemica-do-google-books.html' title='A polemica do Google Books'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-4726346850475431793</id><published>2008-11-16T15:06:00.000-02:00</published><updated>2008-11-16T15:18:42.717-02:00</updated><title type='text'>Etica e Deontologia o papel das associações profissionais</title><content type='html'>ÉTICA E DEONTOLOGIA : O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES &lt;br /&gt;PROFISSIONAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisca Rasche &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: Trata da ética e da deontologia no âmbito da biblioteconomia. Mostra o &lt;br /&gt;papel das associações no fortalecimento da profissão. Ressalta as associações &lt;br /&gt;profissionais como espaço privilegiado para a reflexão ética e deontológica. &lt;br /&gt;Problematiza sobre a importância da participação dos profissionais bibliotecários &lt;br /&gt;nas entidades representativas da categoria numa perspectiva de construção ética &lt;br /&gt;responsável. Concluí mostrando a importância de um agir ético que se paute no &lt;br /&gt;respeito ao outro e na construção de consenso como forma de minimizar a &lt;br /&gt;tendência de ações individualistas tão difundidas na sociedade atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chaves: Associações Profissionais; Deontologia – Bibliotecários; Ética Bibliotecários &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível existir ética profissional sem existir participação dos profissionais &lt;br /&gt;nos órgãos representativos da categoria? Esta pergunta apresenta a problemática &lt;br /&gt;que será abordada neste trabalho. Formulada durante o 1º Encontro de Ética para &lt;br /&gt;Bibliotecários do Estado de São Paulo1 permite algumas considerações sobre o &lt;br /&gt;espaço da discussão ética e deontológica e suas relações com os órgãos &lt;br /&gt;representativos da categoria profissional bibliotecária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a ética senão uma ação reflexiva em relação à conduta humana? A &lt;br /&gt;partir das concepções apresentadas por Abbagnano (1998) a ética pode ser &lt;br /&gt;considerada a ciência da conduta, como estudo do “ideal para o qual o homem se &lt;br /&gt;dirige” de acordo com sua natureza. De outro lado, o autor situa a ética como o &lt;br /&gt;estudo dos “motivos” ou “causas” da conduta humana ou das “forças” que a &lt;br /&gt;determinam, pretendendo ater-se ao conhecimento dos fatos”(ABBAGNANO, &lt;br /&gt;1998, p. 380). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo destas considerações, a ética profissional pode ser entendida como &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o estudo da conduta humana no exercício de uma profissão, seus ideais, motivos e &lt;br /&gt;causas. Inicialmente é importante destacar que a expressão “ética profissional” fere &lt;br /&gt;uma discussão de uma ética de perspectiva igualitária porque atribuí para um grupo &lt;br /&gt;de pessoas, membros de um grupo profissional, uma ética especial em detrimento &lt;br /&gt;dos demais membros da sociedade (TAVARES, 1998). Para tratar da ética &lt;br /&gt;profissional é necessário fazer referência à “deontologia”. Isso porque, deontologia &lt;br /&gt;Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.10, n.2, p . 175-188 , jan./dez., 2005 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;é um termo mais apropriado para a discussão em torno da conduta profissional, &lt;br /&gt;compreendendo-a como um esforço para obter-se uma uniformização da ação dos &lt;br /&gt;membros de uma categoria profissional. Uniformização não no sentido de igualar &lt;br /&gt;as ações, mas sim, de orientar, prescrever, controlar a conduta dos membros da &lt;br /&gt;profissão visando construir uma identidade e por meio desta, tornar-se respeitado e &lt;br /&gt;conhecido pelos demais membros da sociedade. Nas palavras de Souza (2001, p. &lt;br /&gt;55), a realização de um trabalho e a ação de um grupo se dará “como se fosse a &lt;br /&gt;ação de um único indivíduo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio a reflexão em torno do comportamento dos membros de uma &lt;br /&gt;categoria profissional tende a acontecer nos diferentes espaços nos quais estes &lt;br /&gt;membros se situam. Se a ética é uma ação reflexiva em torno dos ideais e causas da &lt;br /&gt;conduta humana, portanto, uma ação própria do homem enquanto ser social, ela se &lt;br /&gt;constrói em qualquer tempo e em qualquer lugar. O modo de um determinado &lt;br /&gt;profissional se comportar, independente de como tal comportamento venha a ser &lt;br /&gt;qualificado, se dá com base em certos princípios, a partir de um modo de ver a &lt;br /&gt;realidade, e principalmente, de se ver nesta realidade. Assim, enquanto um ser &lt;br /&gt;humano que sente e pensa, é possível refletir sobre um dado comportamento seus &lt;br /&gt;motivos e complicações individualmente ou em grupo. Porém, considerando que &lt;br /&gt;“ser profissional” implica em situar-se em um determinado contexto, o &lt;br /&gt;comportamento, as implicações e motivos para tal, bem como, as reflexões em &lt;br /&gt;torno do mesmo dizem respeito ao grupo que esse individuo integra. Esta &lt;br /&gt;compreensão tem por base as considerações de Berger e Luckmann (1995) &lt;br /&gt;relativas à construção social da realidade. Para esses autores, a construção da &lt;br /&gt;realidade social se dá em processos de comunicação (uso da linguagem) e interação &lt;br /&gt;do homem em diferentes graus de socialização, familiar, institucional e social de &lt;br /&gt;um modo geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de profissão adotado aqui se reporta a visão sistêmica de &lt;br /&gt;Freidson (1998). De acordo com o autor, uma ocupação organizada se constitui em &lt;br /&gt;uma profissão, a partir de elementos como a expertise (conjunto de conhecimentos, &lt;br /&gt;competências e técnicas especiais), credencialismo (escolas ou colégios que &lt;br /&gt;autorizam a entrada de novos membros no exercício da profissão) e a autonomia &lt;br /&gt;que reflete a capacidade da categoria reinvidicar pra si o poder de controlar arealização e o modo de fazer um determinado tipo de trabalho. É no âmbito da &lt;br /&gt;autonomia que estão as corporações profissionais, associações e sindicatos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As associações profissionais são entidades representativas dos membros de &lt;br /&gt;uma dada profissão que promovem uma maior interlocução entre seus membros edestes com a sociedade. É nesse sentido que Zamora (2003) destaca que num &lt;br /&gt;tempo de constantes mudanças tecnológicas que interferem nos serviços de &lt;br /&gt;bibliotecas, tanto as associações como os colégios profissionais devem dar &lt;br /&gt;respostas aos códigos de ética. A autora salienta que os mesmos (os códigos), &lt;br /&gt;devem promover um comportamento profissional que corresponda às necessidades &lt;br /&gt;de informação demandadas pela sociedade de acordo com os interesses dessa &lt;br /&gt;sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir destas considerações iniciais, este trabalho procura mostrar como a &lt;br /&gt;discussão ética e deontologica tende a contribuir para o fortalecimento da &lt;br /&gt;profissão, e conseqüentemente de seus membros, e promover um bem maior para a &lt;br /&gt;sociedade como um todo. Nesse sentido, situa o papel das associações profissionais &lt;br /&gt;com ênfase para a realidade biblioteconômica brasileira. Evidência a importância &lt;br /&gt;da efetiva participação dos membros da categoria no processo de fortalecimento da &lt;br /&gt;profissão na sociedade, como forma de construir um agir mais ético. Menciona um &lt;br /&gt;agir ético a partir de uma ética do consenso, de uma ética que respeita o outro, com &lt;br /&gt;base nas abordagens da ética da alteridade e do discurso, visando minimizar a &lt;br /&gt;tendência de uma ação individualista tão difundida na sociedade atual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 O DESAFIO ÉTICO &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;acho que, basicamente, queremos sentir que nossa vida &lt;br /&gt;redundou em algo mais do que consumir produtos e produzir lixo2 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa agir eticamente? O que significa fazer o bem sem interesses &lt;br /&gt;pessoais se conforme Singer (2002, p. 319), “somos socializados numa ética de &lt;br /&gt;individualismo e competição”? Qual o sentido da ética em uma sociedade na qual &lt;br /&gt;os valores humanos se perdem no consumo de objetos e de imagens e as relações &lt;br /&gt;cada vez mais, são mediadas já que na cena urbana, o medo da violência convida &lt;br /&gt;para o isolamento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas se passam de tal forma “que a cada dia ganha-se mais paracomprar cada vez mais aquilo que é cada vez menos necessário” (HERMÓGENES, &lt;br /&gt;2004, p. 279) e com isso é necessário produzir mais, para obter recursos e atender &lt;br /&gt;os desejos da aquisitise moderna. Aquisitese moderna que constituí um cenário no &lt;br /&gt;qual, um sofisticado trabalho é realizado na publicidade visando a criação de novas &lt;br /&gt;necessidades. Se de um lado, “a publicidade manda consumir a economia proíbe &lt;br /&gt;[...]. Este mundo que oferece o banquete a todos e fecha a porta no nariz de tantos, &lt;br /&gt;é ao mesmo tempo igualador e desigual : igualdade nas idéias e nos costumes que &lt;br /&gt;impõe e desigual nas oportunidades que proporciona” (GALEANO, 1999, p. 25). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imersos no desejo do consumo e voltados para uma vida na qual “ser é ser &lt;br /&gt;útil” (GALEANO, 1999, p. 176) vive-se em uma pretensa normalidade. &lt;br /&gt;Normalidade que é quebrada diante de alguns desafios éticos, que conforme &lt;br /&gt;Herrrero (2000, p. 164) “pela primeira vez na história, a ciência e a técnica estão &lt;br /&gt;dando à atividade humana um raio de ação e um alcance de dimensão planetária”. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Nestes tempos, permanecer numa total aceitação entre o igual e o desigual indica &lt;br /&gt;muito mais o que Chalita (2003) chama de anódina, a anestesia da capacidade de &lt;br /&gt;se impressionar. Isso porque, cotidianamente o cidadão moderno lida, direta ou &lt;br /&gt;indiretamente com questões que envolvem a crise ecológica, a devastação da &lt;br /&gt;natureza, a manipulação genética, a fome e a miséria que ainda matam em grande &lt;br /&gt;escala, a violação do direito à vida em guerras civis e ações terroristas, a &lt;br /&gt;desigualdade que minimiza à dignidade humana dado às disparidades na &lt;br /&gt;distribuição de rende e de riquezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, o desafio ético dos tempos modernos apresenta questões que &lt;br /&gt;vão desde aquelas que envolvem a natureza e a técnica (desafio tecnológicoecológico) &lt;br /&gt;até questões sociais diante de um mundo globalizado (desafio político) &lt;br /&gt;(HERRERO, 2000). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, ser humano e ser um profissional bibliotecário, nos &lt;br /&gt;aproxima de outras questões éticas também desafiantes. O profissional &lt;br /&gt;bibliotecário se ocupa basicamente do tratamento, armazenamento e &lt;br /&gt;disponibilização de informação, seja em bibliotecas, centros de informação, &lt;br /&gt;ambientes virtuais ou reais, seu objeto é a informação. A informação como tal, é &lt;br /&gt;apresentada em diferentes suportes, possuí natureza diferente em função de seu uso &lt;br /&gt;e seu fluxo, com objetivos que vão desde aqueles de educação, de cultura, de &lt;br /&gt;cidadania, de lazer até aqueles, de pesquisa e desenvolvimento, produção científica &lt;br /&gt;e tecnológica, de negócios, dentre outros. As condições materiais e intelectuais em &lt;br /&gt;torno do acesso à informação têm uma importância vital para os membros da &lt;br /&gt;sociedade contemporânea. Essa noção aparece claramente no conceito de &lt;br /&gt;analfabetismo da Organização das Nações Unidas (ONU), que coloca que “saber &lt;br /&gt;falar”, “saber se expressar”, “saber escrever” está relacionado ao domínio da &lt;br /&gt;linguagem e do idioma como condição para entender sobre seu oficio, e dessa &lt;br /&gt;forma, obter e manter-se em um trabalho (ser um trabalhador produtivo) e de outro &lt;br /&gt;lado, permite entender os próprios direitos e deveres na sociedade, e dessa forma &lt;br /&gt;viver como cidadão (TEIXEIRA FILHO, 2001). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num aspecto mais específico, relativo ao acesso à informação, do qual &lt;br /&gt;bibliotecários e outros profissionais da informação têm participado, está o &lt;br /&gt;movimento pelo “Acesso Livre ao Conhecimento nas Ciências e Humanidades”. &lt;br /&gt;Dentre as justificativas para tal movimento, consta a perda do controle acadêmico &lt;br /&gt;do sistema de comunicação da ciência em função da sua comercialização &lt;br /&gt;(RODRIGUES, 2004). Tal preocupação é visível em ações como a “Declaração do &lt;br /&gt;Estoril sobre o Acesso à Informação”. Documento do 8º Congresso Nacional de &lt;br /&gt;Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas realizado em 14 de maio de 2004 no &lt;br /&gt;Estoril, Portugal. Na Declaração do Estoril, os bibliotecários, arquivistas e &lt;br /&gt;documentalistas mostram uma preocupação e assumem posição em relação ao &lt;br /&gt;acesso à produção científica, especialmente em Portugal, questionando as margens &lt;br /&gt;de lucro dos grupos editoriais que distribuem periódicos científicos no país. A  &lt;br /&gt;referida declaração subscreve outros documentos que integram esse movimento, &lt;br /&gt;sendo, a Declaração da “Budapest Open Access Initiative” declarada e assinada em &lt;br /&gt;outubro de 2003, em Berlin durante a Open Acess Conference; a “Declaration on &lt;br /&gt;Access to research data from public funding", resultante da reunião do Comitê para &lt;br /&gt;a política científica e tecnológica da Organização para a Cooperação e o &lt;br /&gt;Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 30 de Janeiro de 2004, em Paris; e a &lt;br /&gt;Declaração da International Federation of Library Associations and Institutions &lt;br /&gt;(IFLA) sobre “Open Access to Scholarly Literature and Research Documentation” &lt;br /&gt;de fevereiro de 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito a questões éticas que têm preocupado bibliotecários e &lt;br /&gt;outros profissionais da informação, o direito de acesso à informação tem sido &lt;br /&gt;constantemente referenciado. Isso ganha ênfase a partir das observações de Pérez &lt;br /&gt;Pulido (2002) que destaca que a base que fundamenta os códigos de ética dos &lt;br /&gt;bibliotecários e outros profissionais da informação é a “Declaração Universal dos &lt;br /&gt;Direitos Humanos”, com especial atenção aos artigos que tratam da liberdade &lt;br /&gt;intelectual, da privacidade e confidencialidade, da propriedade intelectual, da &lt;br /&gt;educação, cultura e desenvolvimento da personalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, recentemente foi elaborado e publicado o “Manifesto das &lt;br /&gt;Bibliotecas da Amazônia”, durante o I Encontro de Bibliotecas da Amazônia, &lt;br /&gt;realizado de 5 a 9 de maio de 2004 em Manaus. Assinado por bibliotecários (as), &lt;br /&gt;educadores (as), gestores de instituições culturais públicas e privadas, estudantes, &lt;br /&gt;profissionais e trabalhadores (as) da leitura. Os signatários se manifestam em &lt;br /&gt;relação à função social da biblioteca e reportando-se ao “Manifesto sobre &lt;br /&gt;Bibliotecas Públicas da UNESCO”. Tecem recomendações para: orçamento e &lt;br /&gt;finanças; metas de qualidade; metas para construção da cidadania; metas de &lt;br /&gt;aprendizagem permanente; e metas de desenvolvimento socioeconômico, &lt;br /&gt;biodiversidade e diversidade cultural. No Manifesto em questão, a biblioteca é &lt;br /&gt;colocada como uma instituição social imprescindível para o desenvolvimento &lt;br /&gt;integral e sustentável da sociedade. Partindo dessa premissa inicial, a valorização &lt;br /&gt;das pessoas e das comunidades às quais serve, conforme trata o documento, deve &lt;br /&gt;ser pautada na valorização do compromisso ético. O texto reafirma que qualquer &lt;br /&gt;ação da Biblioteca deve assegurar o benefício das comunidades usuárias de forma &lt;br /&gt;ampla e irrestrita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, que implicações se apresentam na concretude do cotidiano das &lt;br /&gt;bibliotecas em relação a busca de um acesso igualitário à informação? Qual a &lt;br /&gt;capacidade de bibliotecários e outros profissionais da informação de interferir em &lt;br /&gt;aspectos econômicos e políticos relativos aos sistemas de comunicação científica e &lt;br /&gt;de acesso à informação? Como pautar a ação profissional com base em princípios &lt;br /&gt;que fundamentam documentos como a “Declaração Universal dos Direitos &lt;br /&gt;Humanos”? Percebe-se que tais questões envolvem uma complexidade de &lt;br /&gt;elementos, o que torna mais complexa a busca de respostas para um  &lt;br /&gt;comportamento que possa ser qualificado como ético. Nesta seara encontram-se &lt;br /&gt;muito mais perguntas do que respostas. Mas isso é um indicativo de que a ética é &lt;br /&gt;uma construção, de que as respostas, se existirem, deverão ser construídas, e ainda &lt;br /&gt;assim, poderão ser refutadas sob o olhar minucioso e crítico do humano senciente e &lt;br /&gt;pensante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na busca de respostas para um agir ético, atualmente se encontram &lt;br /&gt;difundidas correntes filosóficas que buscam soluções para questões éticascontemporâneas. É o caso da ética da responsabilidade, quando pensar no futuro &lt;br /&gt;das próximas gerações e do meio ambiente é um imperativo (PIVATTO, 2000). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, abordagens como a de Emmanuel Levinas, de uma ética da &lt;br /&gt;alteridade, traz presente o rosto do outro, o encontro com o outro (GIACOIA &lt;br /&gt;JUNIOR, 2000). Esta proposta prevê a construção de uma ética a partir do &lt;br /&gt;encontro com o outro, numa relação responsável. Nesta abordagem da ética, são &lt;br /&gt;questionados conceitos em que se propõe quebrar o individualismo a partir do &lt;br /&gt;respeito e do reconhecimento do outro. Como mostra Giacoia Junior (2000) a ética &lt;br /&gt;da alteridade vai se realizar a partir da relação face-a-face destituída de &lt;br /&gt;preconceitos e conceitos que tornam o outro um objeto e inundam as relações interpessoas &lt;br /&gt;de mecanismos de exercício de poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecer o outro como um sujeito de direitos, é a base da “Declaração &lt;br /&gt;Universal dos Direitos Humanos” proclamada em 1948 em Assembléia da ONU na &lt;br /&gt;época composta por 48 países. Este conceito serve como base para a realização de &lt;br /&gt;uma ética do discurso (DIAS, 1994). Na ética do discurso ganha espaço o conceito &lt;br /&gt;de ação comunicativa, desenvolvido por Habermas, quando a participação &lt;br /&gt;discursiva é um imperativo ético (HERRERO, 2000). Aqui é preciso estar &lt;br /&gt;informado para poder participar discursivamente, ter garantido a liberdade de &lt;br /&gt;expressão e assim construir soluções éticas pelo busca do consenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora algumas vezes a ética é muito mais invocada para preservar a si &lt;br /&gt;próprio, para proteger-se, do que propriamente para tratar de pensar uma &lt;br /&gt;construção ética que respeita o outro, que promove o bem maior para todos, é a &lt;br /&gt;partir da consciência da própria ética como a possibilidade de participar das &lt;br /&gt;soluções para os desafios morais, que há a possibilidade de se construir um agir &lt;br /&gt;mais responsável. Então o desafio não é tornar a ética um lugar-comum, mas sim, &lt;br /&gt;compreender a sua amplitude, para buscar e participar de soluções que sejam &lt;br /&gt;menos destrutivas, mais conscientes, é mudar a visão de sua própria existência &lt;br /&gt;enquanto ser humano. Singer (2000) coloca que uma abordagem ética da vida &lt;br /&gt;altera nosso sentido de prioridades, o que leva a uma reflexão sobre o próprio &lt;br /&gt;sentido da vida. Olhar para si, para os próprios ideais, para os motivos que nos &lt;br /&gt;conduzem será uma constante, assim como, olhar para o entorno e se colocar como &lt;br /&gt;um participante é se colocar numa perspectiva de construção ética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3 A DEONTOLOGIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deontologia e a ética profissional servem de um lado, para controlar a &lt;br /&gt;ação dos membros de um grupo profissional e, de outro lado, para orientar sua &lt;br /&gt;conduta, colaborando para a formação de um grupo que se identifica e é &lt;br /&gt;identificado por um modo de agir. Assim a sustentação de uma profissão depende &lt;br /&gt;do conjunto de seus membros, dado, a conduta de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A deontologia diz respeito aos “deveres específicos do agir humano no &lt;br /&gt;campo profissional”, e a dicologia, trata do “estudo dos direitos que a pessoa tem &lt;br /&gt;ao exercer suas atividades” (CAMARGO, 1999, p. 32). Algumas vezes, a &lt;br /&gt;deontologia aparece institucionalizada em códigos de conduta, códigos de &lt;br /&gt;princípios, mas geralmente, nos chamados códigos de ética profissional. Tais &lt;br /&gt;códigos podem ser proclamados e votados em assembléias de profissionais (no &lt;br /&gt;âmbito das associações) ou lavrados por lei (no âmbito dos conselhos ou colégios),&lt;br /&gt;como é o caso do “Código de Ética do Bibliotecário Brasileiro” (ZAMORA, 2003). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McGarry (1999) ressalta que a validade da ética profissional reside no papel &lt;br /&gt;que a pessoa desempenha e na confiança depositada no “profissional”, que ganha &lt;br /&gt;ênfase em sociedades tecnologicamente complexas nas quais, a aplicação de &lt;br /&gt;conhecimento por especialistas tende a aumentar. Além disso, a conduta ética &lt;br /&gt;profissional envolve os interesses do grupo, com base no interesse em garantir a &lt;br /&gt;sobrevivência de cada um, os interesses de realização pessoal obtida por meio do &lt;br /&gt;exercício profissional adequado, no sentido tanto de preservar, como de enobrecer &lt;br /&gt;a si e à profissão. Esse contexto confere as discussões de ética profissional, uma &lt;br /&gt;carga ideológica (FREIDSON, 1998). Para Souza (2001) tal carga ideológica, &lt;br /&gt;reflete os interesses dos membros de uma profissão limitando as discussões éticas e &lt;br /&gt;deontologicas em função, principalmente do modelo econômico vigente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ética compreende os fundamentos dos códigos deontológicos ou éticos &lt;br /&gt;porque estuda e reflete a conduta. Tais códigos refletem o contexto de constituição &lt;br /&gt;da própria profissão, o modo como ela se organiza como ela se situa em dada &lt;br /&gt;sociedade, como seus membros se relacionam entre si e com os usuários de seus &lt;br /&gt;serviços. Cabe citar aqui, que Souza (2001) destaca a existência de códigos &lt;br /&gt;deontológicos e de códigos com conteúdos éticos. O autor mostra como o “Código &lt;br /&gt;de Ética do Bibliotecário Brasileiro” e “Chileno” constituem propostas de &lt;br /&gt;deontologia, enquanto o “Código dos Bibliotecários Norte-Americanos” apresenta &lt;br /&gt;um texto com conteúdo mais voltado a ética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise comparativa de códigos de ética de bibliotecários e outros &lt;br /&gt;profissionais da informação, realizada por Pérez Pulido (2002), classifica os &lt;br /&gt;códigos em quatro tipos: aspiracionais (enumeram princípios básicos); &lt;br /&gt;educacionais (oferecem um conhecimento dos valores da profissão por meio de &lt;br /&gt;comentários e interpretações); disciplinários (relacionam deveres baseados em &lt;br /&gt;normas sob supervisão de comitês com a função de aplicar normas e sanções); e  &lt;br /&gt;por fim, os códigos mistos (englobam mais de uma das tipologias citadas). &lt;br /&gt;Compreender essas diferentes formas de tratar a ética exigiria um aprofundamento &lt;br /&gt;da constituição da biblioteconomia em diferentes países, analisando tanto o &lt;br /&gt;contexto de cada nação, bem como, elementos que interferem na organização da &lt;br /&gt;própria profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a discussão proposta neste texto, vale notar que diante destas &lt;br /&gt;categorizações, têm-se que o “Código de Ética do Bibliotecário Brasileiro” é &lt;br /&gt;qualificado como disciplinar (PÉREZ PULIDO, 2002) e com conteúdos &lt;br /&gt;propriamente deontológicos (SOUZA, 2001). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a institucionalização da ética bibliotecária começa a ganhar forma &lt;br /&gt;nos anos sessenta, quando é apresentada a proposta de implantação de um “Código &lt;br /&gt;de Ética do Bibliotecário Brasileiro” no III Congresso Brasileiro de &lt;br /&gt;Biblioteconomia e Documentação (CBBD) (CASTRO, 2000). Tal Código foi &lt;br /&gt;aprovado a partir de consulta às associações locais e escolas de biblioteconomia em &lt;br /&gt;plenária em 1963 no IV CBBD. A proposta inicial foi apresentada por Lauro &lt;br /&gt;Russo, sendo que durante a IV edição do CBBD, Volene Cardim, da Associação &lt;br /&gt;Pernambucana de Bibliotecários, apresentou uma proposta de criação de uma &lt;br /&gt;disciplina nos cursos de biblioteconomia que tratasse da ética profissional, como &lt;br /&gt;mostra Castro (2000). A proposta evidenciava uma preocupação com princípios &lt;br /&gt;morais da profissão bibliotecária, sua relação com autoridades, colegas, instituições &lt;br /&gt;e principalmente com o público. Conforme Castro (2000) a proposta foi polêmica, &lt;br /&gt;sendo aderida somente pelos cursos de Biblioteconomia das cidades paulistas de &lt;br /&gt;Campinas e São Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Código de Ética do Bibliotecário Brasileiro” tem origem no âmbito da &lt;br /&gt;Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários (FEBAB), mas passa aos &lt;br /&gt;auspícios do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) sofrendo as primeiras &lt;br /&gt;alterações em 1966 (CASTRO, 2000). É no âmbito do Conselho (colégio) que o &lt;br /&gt;Código ganha força de lei, com uma preocupação maior, de controlar o exercício &lt;br /&gt;ilegal da profissão. Conforme trabalho recente, após 15 anos de criação, o “Código &lt;br /&gt;de Ética do Bibliotecário Brasileiro” já passou por quatro reformulações &lt;br /&gt;(CUARTAS, 2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma sociedade “tecnológica complexa”, como diz McGarry (1999), ocaráter legal do “Código de Ética do Bibliotecário Brasileiro” faz jus às constantes &lt;br /&gt;necessidades de reformulação, dado que às condições materiais e culturais &lt;br /&gt;humanas estão em constante mudança, o que implica em desafios morais, também &lt;br /&gt;mutáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;4 AS ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual o papel das associações profissionais em uma sociedade na qual parece &lt;br /&gt;imperar a lógica da competitividade e do individualismo? Conforme Freidson &lt;br /&gt;(1998) a partir do momento em que um grupo de pessoas que realizam um mesmo &lt;br /&gt;tipo de trabalho passa a formar um grupo, este se incorpora num empreendimento &lt;br /&gt;organizado e com isso, é imerso num contexto, social, político e econômico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As corporações profissionais integram um quadro de elementos que &lt;br /&gt;configuram uma ocupação organizada. Conforme Freidson (1998), são as &lt;br /&gt;corporações que vão, mais diretamente, buscar negociar com consumidores de seu &lt;br /&gt;trabalho (o Estado, por exemplo), organizar instituições de recrutamento, &lt;br /&gt;treinamento e colocação de empregados num mercado. Em outros termos, as &lt;br /&gt;corporações profissionais vão buscar a mobilidade ascendente de seus membros, &lt;br /&gt;melhores salários, melhoria das condições de trabalho, significando autonomia por &lt;br /&gt;meio do esforço coletivo, representado pela ação das entidades (HOVEKAMP, &lt;br /&gt;1997). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as corporações profissionais estão as associações e os sindicatos. As &lt;br /&gt;associações colocam em primeiro lugar a autonomia e independência no trabalho, &lt;br /&gt;enquanto os sindicatos evidenciam os benefícios privados de seus membros &lt;br /&gt;(ALEXANDRE, 1980 apud HOVEKAMP, 1997). Conforme Hovekamp (1997), &lt;br /&gt;dentre os objetivos centrais das associações, está a ênfase nos bens públicos. Tal &lt;br /&gt;ênfase é um modo de melhorar a imagem da profissão mostrando o valor e &lt;br /&gt;importância dos seus membros para a sociedade em função da aplicação de seus &lt;br /&gt;conhecimentos e habilidades especiais. Para a autora citada, na área da &lt;br /&gt;biblioteconomia, no que diz respeito ao chamado “bem público” se tratam de &lt;br /&gt;questões como, acesso à informação, liberdade intelectual, direitos autorais, &lt;br /&gt;instrução, conhecimento e avanço tecnológico. Essas questões compreendem, &lt;br /&gt;como já mencionado anteriormente, os fundamentos dos códigos de ética dos &lt;br /&gt;profissionais bibliotecários e outros profissionais da informação, conforme Pérez &lt;br /&gt;Pulido (2002). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, as associações buscam promover uma interação entre seus &lt;br /&gt;membros estabelecendo uma unidade cultural da profissão, institucionalizando &lt;br /&gt;códigos de contatos, padrões educacionais e de desempenho, a defesa de mudanças &lt;br /&gt;e inovações (HOVEKAMP, 1997). As associações estimulam seus membros a &lt;br /&gt;participar de comunidades, painéis, atividades de força-tarefa e grupos de estudo a &lt;br /&gt;partir de características comuns de seus membros (GALASKIEWICZ, 1985 apud &lt;br /&gt;HOVEKAMP, 1997). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando uma ocupação alcança a chamada autonomia, com maior &lt;br /&gt;capacidade de controlar a realização e o modo de fazer um tipo de trabalho, de &lt;br /&gt;controlar inclusive a oferta de trabalho que entra no mercado e a procura do &lt;br /&gt;mesmo, existem maiores condições para o desenvolvimento de uma ética que  &lt;br /&gt;favoreça a manutenção e o fortalecimento do grupo e da profissão (FREIDSON, &lt;br /&gt;1998). Freidson (1998) trata da relação entre a realização de uma ética e o papel &lt;br /&gt;das corporações no espaço da autonomia. Essa relação se verifica, principalmente, &lt;br /&gt;quando há um abrigo de mercado, torna-se atrativo e viável, para os membros da &lt;br /&gt;sociedade, investir tempo e dinheiro em um treinamento para posteriormente &lt;br /&gt;aplicar os conhecimentos obtidos por um longo período de tempo, colaborando &lt;br /&gt;para que a ocupação escolhida torne-se um “interesse central de vida” (DUBIN et &lt;br /&gt;al, 1976 apud FREIDSON, 1998, p. 128). Esse contexto leva para a formação de &lt;br /&gt;uma identidade dos membros da ocupação, permitindo a formação de uma &lt;br /&gt;“comunidade ocupacional” (SALAMAN, 1974 apud FREIDSON, 1998, p. 128). &lt;br /&gt;Colocando em outros termos, quando um indivíduo busca uma profissão, na qual &lt;br /&gt;investirá um tempo para sua formação, e posteriormente terá condições de &lt;br /&gt;desenvolver um trabalho que lhe traga sustentação financeira é facilitado o &lt;br /&gt;processo de comprometimento com a realização do trabalho, bem como, a &lt;br /&gt;solidariedade na ação do grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moreira e Rego (2004) mostram que a origem das ordens, como dos &lt;br /&gt;engenheiros e advogados, pode ser vista na Idade Média. Os autores colocam que &lt;br /&gt;diferentes evidencias levam a crer que as afinidades naturais de uma profissão &lt;br /&gt;levaram oficiais a estabelecer pactos de assistência mútua (na velhice, na doença, &lt;br /&gt;na invalidez, na pobreza e em outras condições na quais havia uma fragilidade de &lt;br /&gt;um oficial) e de defesa comum, o que tem levado possivelmente ao nascimento das &lt;br /&gt;primeiras autoridades corporativas. Nesse meio, de defesa e assistência, &lt;br /&gt;aconteciam também, jantares de confraternização, laços religiosos eram comuns, &lt;br /&gt;tanto que as diferentes corporações elegiam um santo padroeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores supra-citados destacam uma diferença entre espírito corporativo &lt;br /&gt;e interesses corporativos. Moreira e Rego (2004) salientam que não se trata de &lt;br /&gt;excluir os interesses, mas sim de promover o respeito de regras e princípios que &lt;br /&gt;colaborem para organizar a vida em sociedade, dado que a função das corporações &lt;br /&gt;incluí não só a regulação e controle do exercício profissional, mas também, o &lt;br /&gt;exercício responsável da profissão e sua função social. Reforçando as &lt;br /&gt;considerações dos autores, embora as associações profissionais sejam um espaço &lt;br /&gt;minado de interesses, nelas ocorrem laços de solidariedade, de ajuda mútua, de &lt;br /&gt;cooperação e de defesa de causas sociais, o que tende a beneficiar não apenas os &lt;br /&gt;profissionais, mas a sociedade de um modo geral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 A PARTICIPAÇÃO DO PROFISSIONAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que participar das associações? A visibilidade da profissão depende da &lt;br /&gt;ação das associações? Há uma relação entre a pouca visibilidade de uma profissão &lt;br /&gt;e os salários pagos a seus membros? Qual é o efetivo envolvimento dos  &lt;br /&gt;profissionais em educação continuada, em trabalho cooperativo, com publicação de &lt;br /&gt;textos que relatam experiências de trabalho, bem como, experiências reflexivas ou &lt;br /&gt;teóricas (científicas) ou quaisquer outras ações que colaborem para o &lt;br /&gt;fortalecimento do grupo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que nas ações das associações predomine a defesa do bem público e o &lt;br /&gt;ideal do serviço, o que tem motivado profissionais a integrar as associações têm &lt;br /&gt;sido interesses privados atendidos pelas associações como: disseminação de &lt;br /&gt;informações por meio de revistas, boletins, listas de discussão, eventos &lt;br /&gt;profissionais e cursos (HOVEKAMP, 1997). Conforme mostrou um estudo &lt;br /&gt;realizado na Califórnia com bibliotecários universitários, estes apontaram como &lt;br /&gt;motivos centrais para participação nas associações, trabalho em rede com outras &lt;br /&gt;profissões e assinatura de revistas, que permitem o acompanhamento das &lt;br /&gt;novidades da área (ANDERSON et al, 1992 apud HOVEKAMP, 1997). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se de um lado, é no espaço associativo que as pessoas vão se encontrar, &lt;br /&gt;trocar idéias, resolver conflitos e encontrar soluções para problemas comuns, &lt;br /&gt;também é nesse ambiente que haverá espaço para a publicação de boletins &lt;br /&gt;informativos, revistas, realização de cursos e eventos permitindo assim a educação &lt;br /&gt;continuada. De outro lado, o comprometimento com a realização de um bom &lt;br /&gt;trabalho, a excelência de conhecimentos, competências e técnicas interferem na &lt;br /&gt;autonomia, reflexo de um grupo em que a ação individual integra a ação do grupo. &lt;br /&gt;Desse modo, as associações não devem ser compreendidas como a ação de um &lt;br /&gt;grupo de representantes, se assim for, as ações serão fragmentadas, a categoria não &lt;br /&gt;será reconhecida por uma identidade forte. É a partir de ações coletivas pautadas na &lt;br /&gt;compreensão do conjunto de elementos que compõe o cenário de uma sociedade &lt;br /&gt;profissionalista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito comum, perceber saídas individualistas para problemas relativos &lt;br /&gt;a questões profissionais. A expressão “cada um faz a sua parte” soa como um &lt;br /&gt;chavão, seja para propagar o voluntariado, seja para justificar a baixa adesão emações coletivas. É lógico, que mesmo em uma ação coletiva, cada um fará uma &lt;br /&gt;parte, a questão é: a parte que um dos membros faz está conectada com o conjunto &lt;br /&gt;ou com o grupo do qual este indivíduo participa ou se identifica? Ela serve para &lt;br /&gt;fortalece-lo ou para fragmenta-lo? Independente da ação ou dos esforços que cada &lt;br /&gt;profissional realiza é importante que essas ações ou esforços sejam ações que &lt;br /&gt;reflitam o pensamento do grupo, o anseio do grupo para que haja uma sintonia de &lt;br /&gt;ações. De outra forma, a saída individual é suicida quando não representa o grupo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ética? Na saída individual a ética também será de imperativo &lt;br /&gt;individualista prejudicando a possibilidade de realização de uma ética que é &lt;br /&gt;construção, que é consciência na ação, que é situar-se no seu contexto, que é &lt;br /&gt;participar, que é objetivar o bem maior de todos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;6 CONSIDERAÇÕES FINAIS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer busca de uma ética institucionalizada em um código, é &lt;br /&gt;preciso ter clareza do que representa a profissão na sociedade, o que é fazer parte &lt;br /&gt;de um grupo profissional. Sem essa compreensão, de que cada membro constrói a &lt;br /&gt;ação do grupo, não haverá um fortalecimento do próprio grupo, dificultará a &lt;br /&gt;discussão de uma ética. A ética começa na maneira como eu (como membro de um &lt;br /&gt;grupo profissional) me relaciono com o grupo no qual participo e me identifico, &lt;br /&gt;como me relaciono com os usuários dos serviços, como eu vejo a informação na &lt;br /&gt;sociedade, como eu me posiciono em relação aos rumos que os usos e fluxos da &lt;br /&gt;informação vem tomando. Esse se posicionar, pode e deve acontecer a partir de &lt;br /&gt;ações coletivas, por meio de associações profissionais, acadêmicas, voluntariado, &lt;br /&gt;dado que como mostra Souza (2002), em países em que há uma mínima &lt;br /&gt;democracia política ou uma razoável cidadania, coletivos sócio-profissionais &lt;br /&gt;também são governo, mesmo que limitadamente podem exercer sua capacidade de &lt;br /&gt;embate e negociação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Evento realizado na Biblioteca Mário de Andrade promovido pelo Conselho &lt;br /&gt;Regional de Biblioteconomia – 8ª Região – em 4 de setembro de 2004. &lt;br /&gt;2 Trecho de entrevista concedida por Henry Spira à Peter Singer retirada de: &lt;br /&gt;SINGER, Peter. Uma vida significativa. In: Vida ética. Rio de Janeiro: Ediouro, &lt;br /&gt;2002, p. 348-357 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo : Martins Fontes, 1998. p. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;380. &lt;br /&gt;BERGER, P. L., LUCKMANN, T. A construção social da realidade. 12. ed. &lt;br /&gt;Petrópolis : Vozes, 1995. &lt;br /&gt;CAMARGO, M. Fundamentos de ética geral e profissional. Petrópolis : Vozes, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1999. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CASTRO, C. A. História da biblioteconomia brasileira : perspectiva histórica. &lt;br /&gt;Brasília : Thesaurus, 2000. &lt;br /&gt;CHALITA, G. Os dez mandamentos da ética. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2003. &lt;br /&gt;CUARTAS, E. G. D.; PESSOA, M. L. de M. da V.; COSTA, C. G. da. O código &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de ética profissional do Bibliotecário: 15 anos depois. Brasília, DF: CFB, 2002. &lt;br /&gt;Disponível em: &lt; &lt;br /&gt;http://www.cfb.br/saladeleitura.03.asp &gt;. Acesso em: 18 fev. 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;186 Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.10, n.2, p . 175-188 , jan./dez., 2005 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DECLARAÇÃO do Estoril sobre o Acesso à Informação. Disponível em : &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;http://www.apbad.pt/Declaracao_do_Estoril.pdf&gt; Acesso em : 15 set. 2004. &lt;br /&gt;DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: &lt;br /&gt;&lt;http://www.direitoshumanos.usp.br/documentos/tratados/internacionais/declaraca &lt;br /&gt;o_universal_dos_direitos_humanos.html&gt;. Acesso em: 15 out. 2003 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIAS, M. C. De la ética Del discurso a la moral del respecto universal. Bogotá, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1994. Disponível em: &lt;br /&gt;&lt;http://www.ifcs.ufrj.br/cefm/publicacoes/derechoshumanos.pdf&gt;. Acesso em: 18 &lt;br /&gt;fev. 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIDSON, E. 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Petrópolis : Vozes, 2000. p. 79-98. &lt;br /&gt;RESUMO do Primeiro Encontro de Ética para Bibliotecários de São Paulo. &lt;br /&gt;Disponível em: &lt;http://www.crb8.org.br/imp/etica1.pdf&gt;. Acesso em 21 set. 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RODRIGUES, E. As bibliotecas universitárias, o sistema de comunicação &lt;br /&gt;acadêmica e o movimento do acesso livre ao conhecimento. In: JORNADAS DO &lt;br /&gt;GABINETE DE APOIO ÀS BIBLIOTECAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.10, n.2, p . 175-188 , jan./dez., 2005 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;2004, Porto. Disponível em: &lt;http://www.up.pt/bibliotecas/jgabup2/6.pdf&gt; Acesso &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em: 22 set. 2004. &lt;br /&gt;SINGER, P. Vida Ética: os melhores ensaios do mais polêmico filósofo da &lt;br /&gt;atualidade. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOUZA, F. das C. de. Ética e deontologia: textos para profissionais atuantes em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bibliotecas. Florianópolis: Ed UFSC, 2002. &lt;br /&gt;SOUZA, Francisco das Chagas de. Lutar por direitos humanos, informação e &lt;br /&gt;cidadania. Perspectiva, Florianópolis, v.20, n.02, p.329-355, jul./dez. 2002 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TAVARES, J. C. Fundamentos teóricos para uma deontologia profissional. In:&lt;br /&gt;SEMINÁRIO SOBRE ÉTICA PROFISSIONAL, 1986, [S.l.]. Disponível em: &lt; &lt;br /&gt;http://www.elo.com.br/~cynthia/deonto.htm &gt;. Acesso em: 27 jan. 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEIXEIRA FILHO, J. Sobre saber ler na sociedade do conhecimento. Insight &lt;br /&gt;Informal, n. 46. Disponível em: &lt;br /&gt;&lt;http://www.informal.com.br/insight/insight46.htm&gt;. Acesso em: 21 out. 2002. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZAMORA, R. M. F. de. Codes of ethics in Latin América. In: WORLD LIBRARY &lt;br /&gt;AND INFORMATION CONGRESS : IFLA GENERAL CONFERENCE AND &lt;br /&gt;COUNCIL, 69, Berlin, 1-9 ago 2003. Disponível em: &lt;www.ifla.org/IV/ifla69/ &lt;br /&gt;papers/087e-Fernandez-de-Zamora.pdf&gt; Acesso em: 23 ago 2004. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETHICS AND DEONTOLOGY : THE PROFISSIONAL ASSOCIATIONS ROLE &lt;br /&gt;Abstract: It treats about ethics and deontology in a librarianship scope. It shows &lt;br /&gt;the association role in the profession strengthening. It highlights the professional &lt;br /&gt;associations as privileged space for ethical reflection and deontology. It shows the &lt;br /&gt;problem about the importance of the librarian professional participations in &lt;br /&gt;representative class entities in a perspective of responsible ethical construction. It &lt;br /&gt;includes showing the importance in acting ethically in respect to the other and &lt;br /&gt;constructing the consensus as a way to minimize the trend to individualist actions &lt;br /&gt;so spread present society. &lt;br /&gt;Keywords: Librarianship Ethics; Librarianship Deontology; Professional-&lt;br /&gt;Librarian Associations. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisca Rasche &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da &lt;br /&gt;Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis - Brasil &lt;br /&gt;E-mail: franrasche@ced.ufsc.br, fran_rasche@yahoo.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-4726346850475431793?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/4726346850475431793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=4726346850475431793&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4726346850475431793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4726346850475431793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/11/etica-e-deontologia-o-papel-das.html' title='Etica e Deontologia o papel das associações profissionais'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7401301628806121017</id><published>2008-11-16T15:05:00.000-02:00</published><updated>2008-11-16T15:06:30.328-02:00</updated><title type='text'>Sobre ética e associações de bibliotecários</title><content type='html'>Rev. ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, v.10, n.2, p . 184 175-188 , jan./dez., 2005&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7401301628806121017?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7401301628806121017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7401301628806121017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7401301628806121017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7401301628806121017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/11/sobre-tica-e-associaes-de-bibliotecrios.html' title='Sobre ética e associações de bibliotecários'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-1424134373420594627</id><published>2008-11-16T14:51:00.001-02:00</published><updated>2008-11-16T14:56:13.900-02:00</updated><title type='text'>Sobre o programa Improving literacy through school libraries, do Depto de Educação USA</title><content type='html'>No site abaixo, poderemos analisar as politicas publicas americanas para promover a literacia usando as bibliotecas escolares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.ed.gov/programs/lsl/index.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-1424134373420594627?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/1424134373420594627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=1424134373420594627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1424134373420594627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1424134373420594627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/11/no-link-abaixo-sobre-o-programa.html' title='Sobre o programa Improving literacy through school libraries, do Depto de Educação USA'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5428540588595956162</id><published>2008-11-16T14:36:00.003-02:00</published><updated>2008-11-16T14:45:20.235-02:00</updated><title type='text'>O artigo sobre Obama e as bibliotecas está no site  abaixo</title><content type='html'>http://www.seguilaflecha.com/articles_13495_Obama,-la-lectura-y-las-bibliotecas.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5428540588595956162?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5428540588595956162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5428540588595956162&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5428540588595956162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5428540588595956162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/11/o-artigo-abaixo-est-no-site-abaixo.html' title='O artigo sobre Obama e as bibliotecas está no site  abaixo'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-4877604462106862545</id><published>2008-11-16T14:32:00.000-02:00</published><updated>2008-11-16T14:35:02.937-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Obama Bibliotecas Escolares'/><title type='text'>Obama e o compromisso com a Biblioteca Escolar</title><content type='html'>En el año 2005, cuando todavía era senador demócrata, el Presidente electo de los Estados Unidos, Barack Obama, pronunció un discurso ante la Amercian Library Association, Bound to the word, "vinculado a la palabra", que supone uno de los alegatos políticos más concluyentes y comprometidos en favor de la lectura, la educación pública y las bibliotecas que haya podido leer o escuchar en los últimos años, un análisis perentorio que, despojado de la retórica patriótica o religiosa, obligatoria en norteamérica, aboga por una acción concertada y decidida de los poderes públicos para aminorar mediante la educación en la escuela pública, los programas de alfabetización y la promoción de la lectura y el contacto con los libros las desigualdades sociales que están en la base del fracaso o del éxito escolar, del fracaso o el éxito personal y profesional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El discurso, pronunciado ahora hace algo más de tres años, gira en torno a tres grandes ideas: la promoción de la lectura como eje básico en torno al cual gira el desarrollo integral del ser humano; el papel que las bibliotecas, las escuelas, las familias y el Estado tienen en la consecución de ese objetivo; la caracterización de la biblioteca como espacio de conocimientos y libertades donde debe fraguarse el intelecto crítico de cada lector.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque creo que si deseamos proporcionar a nuestros hijos las mejores posibilidades en la vida, si queremos abrirles las puertas a diversas oportunidades mientras son jóvenes y enseñarles las competencias que necesitarán para tener éxito más adelante, entonces una de nuestras más altas responsabilidades como ciudadanos, como educadores y como padres será asegurarnos de que cada niño norteamericano pueda leer, y pueda leer bien. La alfabetización es la divisa más fundamental en la economía del conocimiento en la que hoy vivimos". "La lectura" -insiste y remacha algo más adelante, sin titubeo alguno-, "es la competencia fundamental que hace el resto del aprendizaje posible, desde los problemas complejos con palabras y el significado de nuestra historia hasta los descubrimientos científicos y la excelencia tecnológica. Y, a propósito, es lo que se requieren para hacernos verdaderos ciudadanos", porque es cierto que hay que añadir la dimensión política de la lectura a su dimensión instrumental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Una de las primeras decisiones que deberá ratificar su posición teórica será la de la cantidad destinada a financiar programas como el Improving Literacy through School Libraries, versión norteamericana de nuestras inexistentes bibliotecas escolares, fundamento indiscutible de la alfabetización infantil cuando la familia, sobre todo, no está en condiciones de proporcionar a sus hijos el capital cultural de partida necesario para que su trato con los libros tenga la familiaridad del que disfrutan los hijos de clases más acomodadas. Si hemos de creer en sus intenciones, vale la pena leer sus palabras: "los niños procedentes de familias con bajos salarios obtienen notas 27 puntos por debajo de la media de competencia lectora mientras que estudiantes de familias más acomodadas obtienen puntuaciones 15 veces por encima a la media. Mientras que solamente uno de cada doce jóvenes blancos de 17 años posee la competencia lectora suficiente para coger un periódico y entender la sección de ciencia, para los hispanos, la cifra es de 1 entre 50 y entre los afroamericanos de 1 entre 100".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-4877604462106862545?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/4877604462106862545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=4877604462106862545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4877604462106862545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4877604462106862545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/11/obama-e-o-compromisso-com-biblioteca.html' title='Obama e o compromisso com a Biblioteca Escolar'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-6321632923565275590</id><published>2008-09-06T12:39:00.000-02:00</published><updated>2008-09-06T12:43:56.663-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O artigo abaixo pode ser acessado na integra no site&lt;br /&gt;http://extralibris.org/revista/&lt;br /&gt; veja em meus links ... a revista virtual é muito boa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-6321632923565275590?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/6321632923565275590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=6321632923565275590&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6321632923565275590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6321632923565275590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/09/o-artigo-abaixo-pode-ser-acessado-na.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-8673388832703631451</id><published>2008-09-06T12:31:00.000-02:00</published><updated>2008-09-06T12:33:12.504-02:00</updated><title type='text'>O esvaziamento do discurso ético na educação e atuação profissional em biblioteconomia</title><content type='html'>Patética: o esvaziamento do discurso ético na educação e atuação profissional em Biblioteconomia&lt;br /&gt;Alex Sandre Lennine I. Mota; Eliane da Rocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho de conclusão de curso - bacharelado em Biblioteconomia; Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FaBCI-FESPSP), 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteconomia brasileira, se não ignora de todo Ética, é certamente muito parcamente ciosa do assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupa-se dele consideravelmente pouco: quase não há disciplinas sobre tanto nos cursos de graduação, é ínfimo o acervo de livros e artigos em periódicos ocupados com tal e notadamente incipientes as atividades a seu respeito organizadas pelas instituições competentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, também, quando procura instruir-se e formar estudantes e profissionais em Moral não atinge os objetivos almejados porque, a rigor, sequer está suficientemente preparada para lidar com o tema, em toda sua complexidade e peculiaridade. Ocorre que, então, seu discurso ético esteja repleto de problemas e sua atuação moral dê-se de modo muito limitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o estudo da moralidade e a orientação da conduta ética devemos ter claros diversos conceitos, responder a um certo conjunto de prerrogativas e reunir determinadas características cujo domínio não se efetiva rápida e facilmente. Incluem-se aí questões como as da liberdade, escolha e motivação; da autonomia (intelectual, psicológica e moral); da constituição de agentes de direitos e de deveres como sujeitos éticos; de fins e meios das ações; da derivação dos valores a partir dos fatos; dos obstáculos à ética (niilismo, relativismo, subjetivismo, emotivismo, egoísmo); das principais teorias morais atuais (conseqüencialismo, deontologia, teoria das virtudes); das diferenças reais e aparentes entre ética, moral e direito e da objetividade da ética na perspectiva do realismo moral, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carecemos, igualmente, de ter resolvido questões anteriores ao dever, relativas ao ser, como os objetivos e princípios da Biblioteconomia enquanto área do conhecimento e atuação profissional, sua função social, em concordância aos direitos e deveres dos usuários de seus conhecimentos, técnicas e tecnologias e, em decorrência, dos direitos e deveres de seus estudiosos e profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconhecendo a premência do tema para a vida das pessoas e da sociedade e ensejando reverter o atual quadro de deseducação ética e atraso moral da área, temos como invariável e inadiável a adoção, pelos cursos de graduação do País, de disciplinas em Ética e Biblioteconomia, cuja uma proposta apresentamos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-8673388832703631451?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/8673388832703631451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=8673388832703631451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/8673388832703631451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/8673388832703631451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/09/o-esvaziamento-do-discurso-tico-na.html' title='O esvaziamento do discurso ético na educação e atuação profissional em biblioteconomia'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-2882195034907171288</id><published>2008-08-26T21:04:00.000-02:00</published><updated>2008-08-26T21:06:33.601-02:00</updated><title type='text'>TBC vai reabrir com  Biblioteca Jenny K.Segall</title><content type='html'>Um projeto da Fundação Nacional de Artes (Funarte) pretende reabrir o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), palco da lendária companhia do empresário italiano Franco Zampari, um dos patronos da profissionalização do teatro nacional. Diferentemente de outras tentativas de reabertura - o TBC já fechou e reabriu pelo menos quatro vezes desde que deixou as mãos de Zampari, em 1964 -, a idéia da Funarte é manter somente a sala principal, de 370 lugares, para encenação de peças. Nos outros três espaços, ficaria a Biblioteca Jenny Klabin Segall, maior acervo especializado em artes do espetáculo do País, atualmente instalada no Museu Lasar Segall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As duas instituições serão valorizadas. A biblioteca procura um espaço nobre para que possa crescer e o TBC, com a importância que tem, simplesmente não pode ficar sem revitalização", disse o presidente da Funarte, Celso Frateschi. Após avaliação da Caixa Econômica Federal, finalizada há duas semanas, a fundação enviou proposta de compra do teatro a Magnólia do Lago Mendes Ferreira, proprietária do TBC desde 1982 - os valores, porém, não foram revelados. "A fundação está confiante de que o projeto terá sucesso. Trabalhamos com a expectativa de inauguração do TBC no final de 2009", disse Frateschi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto tem apoio do Ministério da Cultura, que está elaborando parecer jurídico para desvincular a biblioteca do museu, passando a administração para a Funarte. Caso o negócio se concretize, a nova configuração do TBC vai se aproximar do projeto original. "A Sala Assobradado servia para os ensaios, a Sala Porão era a marcenaria e a Sala Repertório, o guarda-roupas do teatro", explica Alberto Guzik, autor do livro ''TBC: Crônica de um Sonho'', que trata do primeiro período do teatro, entre 1948 e 1964.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, foram levadas aos palcos do TBC 144 peças, vistas por quase 2 milhões de pessoas. Foi lá, no prédio tombado da Rua Major Diogo, na Bela Vista, em São Paulo, que despontaram carreiras de sucesso, como as de Cacilda Becker, Tônia Carrero e Paulo Autran. "O teatro pode se transformar em um centro de referência das artes cênicas, com o espaço que sempre teve para espetáculos e também para pesquisa, agora com a biblioteca", afirma Guzik.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca hoje instalada no Museu Lasar Segall, na Vila Mariana, zona sul, tem um acervo de 2 mil periódicos - 200 deles ainda correntes - e 20 mil livros, entre outros itens, sobre teatro, ópera, dança, cinema, fotografia, rádio e televisão. O acervo ocupa uma área de 385 m². Percorrendo os corredores apertados da biblioteca, não é difícil encontrar raridades - em armários no setor de teatro, por exemplo, ficam cerca de 2.700 peças, muitas delas inéditas, originais e impressas em papel mimeografado. Também estão lá periódicos nacionais do início do século 20 - mais de 2 mil exemplares das revistas A Scena Muda, Cinearte e Fon-Fon, entre outras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. &lt;br /&gt;﻿&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COMENTÁRIOS (0) Seja o primeiro a comentar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-2882195034907171288?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/2882195034907171288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=2882195034907171288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2882195034907171288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2882195034907171288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/tbc-vai-reabrir-com-biblioteca-jenny.html' title='TBC vai reabrir com  Biblioteca Jenny K.Segall'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7501822734778268687</id><published>2008-08-26T20:57:00.001-02:00</published><updated>2008-08-26T21:02:06.685-02:00</updated><title type='text'>Entidades pedem recriação da Secretaria Nacional do Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SLSLN75D3VI/AAAAAAAAAPQ/eC52i0ejThs/s1600-h/8qoad1b4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SLSLN75D3VI/AAAAAAAAAPQ/eC52i0ejThs/s320/8qoad1b4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5238965338070310226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Entidades pedem recriação da Secretaria Nacional do Livro&lt;br /&gt;Cultura e Mercado - 17/8/2008 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a abertura da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, segundo maior evento do mercado editorial do mundo, realizada no dia 14, quinta-feira, no pavilhão de Exposições do Anhembi, a presidente da Câmara Brasileira do Livro, em nome de outras entidades ligadas ao setor, entregou ao ministro interino da Cultura, Juca Ferreira, um manifesto em que solicita a recriação da Secretaria Nacional do Livro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerimônia de abertura foi prestigiada pelo governador José Serra, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o senador Cristóvão Buarque, o secretário estadual de Educação, João Sayad, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal Feiras, e diversas autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Secretaria Nacional do Livro, que substituiu o Instituto Nacional do Livro desmantelado no governo de Fernando Collor, foi extinta em 2003, deixando o mercado editorial brasileiro sem um órgão específico no poder público para endereçar suas demandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O manifesto prega que “é hora de reforçar a musculatura política, a organicidade administrativa, a capacidade gerencial e operativa deste setor fundamental para a construção da cidadania” (leia a íntegra abaixo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Antonio Molina, ministro da Cultura da Espanha, país homenageado nesta edição da Bienal do Livro de São Paulo, também participou da abertura e destacou, em seu discurso, os laços que unem a literatura de seu país com o Brasil, citando diversos autores brasileiros que fazem sucesso em terras espanholas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro tema que recebeu bastante destaque na cerimônia, especialmente nos discursos de Serra e Kassab, foi a visita de 40 mil estudantes da rede pública estadual e municipal à Bienal a partir de segunda, dia 18. Além de transporte e lanche, cada criança vai receber um vale para adquirir livros no evento e, ainda, usufruir as atividades infanto-juvenis oferecidas por mais de 120 editoras que participam do projeto Ler é Minha Praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e organizada pela Francal Feiras – uma das maiores promotoras de feiras de negócios do País -, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo acontece até o dia 24 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi, com patrocínio de Volkswagen e Ipiranga, co-patrocínio do HSBC e Submarino, e apoio de Visa, Anhembi, Prefeitura da cidade de São Paulo e Ministério da Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Manifesto ao Ministro da Cultura pela recriação da Secretaria Nacional do Livro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, notadamente a partir da criação do Plano Nacional do Livro e Leitura em 2006 pelos Ministérios da Cultura e o da Educação, o governo federal tem tomado medidas exemplares e efetivas para o desenvolvimento do livro e da leitura em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da desoneração fiscal em 2004 às campanhas do Ano Ibero-americano da Leitura – VIVALEITURA, que deflagraram o ciclo que estamos vivendo hoje, medidas se somaram como o Programa Mais Cultura do MinC e o PDE do MEC. No âmbito desses programas abrangentes de ambos os ministérios o setor do livro e da leitura estão fortemente contemplados, animando a todos que lutam há muitos anos para a transformação do Brasil num país de leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre todas essas iniciativas, talvez as mais significativas estejam ocorrendo no âmbito do Ministério da Cultura e seu ambicioso e mais do que oportuno projeto de modernização de bibliotecas, de suprir todo município com pelo menos uma biblioteca pública, de criar milhares de pontos de leitura, de mudar o conceito da acessibilidade e programar a imprescindível mediação da leitura para a conquista de novos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, profissionais da escrita, da edição e das livrarias, em seus vários segmentos abaixo-assinados, estamos juntos e apoiamos fortemente esse conjunto de iniciativas governamentais. No entanto, Senhor Ministro Interino da Cultura Juca Ferreira, há ainda tarefas fundamentais que precisam ser cumpridas pelo Estado e por este governo e, entre as sugestões já entregues ao MinC, tornamos público uma preocupação cada vez crescente e cuja solução recomendamos fortemente à Vossa Excelência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmontado no governo Collor, o Instituto Nacional do Livro foi posteriormente substituído pela Secretaria Nacional do Livro, esta última também extinta em 2003 pelo MinC. Perderam o livro e a leitura a sua centralidade e visibilidade no centro do poder político do país e hoje, retomada a decisão política de fomentar o setor com objetivo maior da democratização do acesso à leitura, é hora de reforçar a musculatura política, a organicidade administrativa, a capacidade gerencial e operativa deste setor fundamental para a construção da cidadania, exemplo de transversalidade entre todas as formas de expressões culturais e artísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É HORA DE RECRIAR A SECRETARIA NACIONAL DO LIVRO!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20ª. Bienal Internacional do Livro de São Paulo, 14 de agosto de 2008″.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7501822734778268687?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7501822734778268687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7501822734778268687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7501822734778268687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7501822734778268687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/entidades-pedem-recriao-da-secretaria.html' title='Entidades pedem recriação da Secretaria Nacional do Livro'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SLSLN75D3VI/AAAAAAAAAPQ/eC52i0ejThs/s72-c/8qoad1b4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5097728463230876601</id><published>2008-08-11T15:51:00.000-02:00</published><updated>2008-08-11T15:54:34.067-02:00</updated><title type='text'>Importancia das bibliotecas escolares</title><content type='html'>REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 136  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mudança de hábito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Redes municipais começam a "acordar" para a importância das bibliotecas escolares e a promover ações sistêmicas  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 2001, durante seu mestrado em letras, Rovílson José da Silva, então professor de língua e literatura da rede pública de Londrina/PR, começou a pesquisar como se dava a leitura literária nas primeiras séries do ensino fundamental. Notou que havia dessintonia entre o discurso que exaltava a leitura, e as práticas, mal estruturadas. E, mais do que isso, que não havia bibliotecas nas escolas. "Havia praticamente só salas de leitura, que têm caráter sazonal e podem ser desfeitas a qualquer momento", relembra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do ano seguinte, passou a coordenar o Projeto Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes (título de uma obra de Eduardo Galeano sobre o cordel), encampado pela rede municipal. A proposta se assentava em cinco eixos: formação de professores; implantação de uma biblioteca em cada unidade escolar; ampliação do acervo; estímulo ao empréstimo de livros; realização da Hora do Conto Semanal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis anos depois, 80 escolas da rede (90%) contam com bibliotecas e em torno de 140 professores receberam formação. Entre 2002 e 2006, o número de empréstimos feitos aos alunos cresceu nove vezes, passando de 72 mil a 640 mil, resultado de uma política que busca fazer com que o estudante tenha o maior contato possível com os livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Rovílson, apesar de os livros distribuídos pelo PNBE serem de boa qualidade, a questão das bibliotecas tem sido "empurrada com a barriga há mais de uma década". "É preciso que os municípios tenham isso em conta, que provejam as escolas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua experiência, viu que há um vácuo enorme entre discurso e práticas escolares, pois, se todos falam que ler é bom e importante, sinalizam outra coisa ao deixar que as bibliotecas, quando existem, sejam mal iluminadas e mal arejadas, além de não funcionarem em muitos horários. "Se ler pode ser um bom lazer, por que ficam fechadas em muitos horários, até mesmo no recreio?", questiona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rede interativa&lt;br /&gt;Em São Bernardo do Campo/SP, um projeto que a princípio deveria contemplar cinco bibliotecas escolares acabou por se transformar numa rede com 73 bibliotecas, com projeção para se estender às 158 unidades de ensino fundamental, infantil e especial da secretaria municipal. A empreitada começou com um convênio com a USP para a constituição da Rede Escolar de Bibliotecas Interativas (Rebi). Com o processo de municipalização, a rede cresceu e as novas unidades passaram a solicitar as bibliotecas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Alunos da Escola Municipal de Educação Básica Anísio Teixeira, em São Bernardo do Campo: ensino para a busca da informação &lt;br /&gt;As unidades são modulares, adaptáveis ao espaço da escola, mas com um mesmo padrão. Têm, em média, 100 m2, área de leitura, espaço cênico (arquibancada com palco, espaço audiovisual (com aparelhos e periódicos), três computadores (um para o responsável, um para as crianças, um para a comunidade) e um acervo inicial de 3 mil títulos. O mobiliário, desenvolvido pela Faculdade de Arquitetura da USP, é colorido e feito sob medida para o tamanho dos alunos, variando de acordo com os usuários. A verba para construção e equipamentos é de R$ 150 mil, administrada pelas Associações de Pais e Mestres de cada escola.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A Rebi já nasceu com a proposta de não ter bibliotecários de ofício à frente das unidades. A secretaria optou por criar o cargo de professor de apoio à biblioteca escolar (Pabe) para as unidades. Esses professores têm, além da formação inicial, uma manhã por semana de formação contínua, além de apoio da equipe responsável (quatro bibliotecárias, uma orientadora pedagógica e 12 professores de referência). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Dalva Francheschetti, chefe da Seção de Bibliotecas Escolares da Secretaria de Educação, os professores de apoio trabalham a partir de quatro eixos: infoeducação (em que ensinam aos alunos os princípios dos principais códigos de biblioteconomia), cultura, leitura e memória. "Não queremos dizer que temos todo o saber, queremos ensinar a criança a usá-lo. Então, compomos um acervo básico e mostramos como procurar em outras fontes", explica Dalva, para quem a associação entre planejamento e projeto pedagógico é fundamental para mostrar como as informações estão organizadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os protagonistas&lt;br /&gt;Os professores de apoio são selecionados entre os docentes da rede interessados. Roberta Massaini, Pabe da EMEB Profa. Jandira Maria Casonato há dois anos, trabalhava como professora de educação especial em três escolas e candidatou-se para "respirar, fazer outra coisa". "O trabalho no Rebi mudou tudo. Ainda sou professora, mas agora tenho de lidar com outros docentes e seus alunos. O bom é que conheço todos os estudantes da escola. Antes, olhava apenas para os meus", diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cláudia Strini, que atua como "Pabe Referência", também buscou o cargo para se reciclar. Depois de 17 anos como professora de educação infantil, achou que era hora de passar sua experiência para colegas mais jovens e aproveitar o conhecimento acumulado em sala e em seus anos de formação. Visita as bibliotecas a cada 15 dias para reuniões de acompanhamento e planejamento. "O que funciona bem é reunir os Pabes para trocar experiências. Eles começam a ver tudo que é possível fazer", conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ônibus-biblioteca&lt;br /&gt;Fora da escola, também há relatos de sucesso na conquista de novos leitores. É o caso do projeto "Leitura em Movimento", da Secretaria de Cultura de Campinas/SP, que busca levar opções a espaços da periferia em que não há escolas. Desde 2003, dois ônibus-biblioteca visitam 40 bairros. O público, em sua maioria, é composto por adultos e crianças. Os adolescentes são poucos, a não ser quando há o chamariz do hip-hop. Também entre os adultos é preciso começar com o universo próximo para depois passar à literatura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles começam de um lugar do ônibus, onde estão as coisas de culinária, de bordados, e depois vão avançando", conta Gláucia Mollo, ex-coordenadora de bibliotecas públicas e responsável pelo projeto. Ela ressalta a importância do empréstimo. "Nos bairros tidos como piores segundo o conceito geral, estão as pessoas que mais devolvem os livros. O interessante é que são os filhos que os retiram pelos pais", relata.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5097728463230876601?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5097728463230876601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5097728463230876601&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5097728463230876601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5097728463230876601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/importancia-das-bibliotecas-escolares.html' title='Importancia das bibliotecas escolares'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-2542761724846321190</id><published>2008-08-11T12:08:00.000-02:00</published><updated>2008-08-11T12:10:33.812-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SKBIR6gXDUI/AAAAAAAAAPE/KZGN352Vznc/s1600-h/book+cell.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SKBIR6gXDUI/AAAAAAAAAPE/KZGN352Vznc/s320/book+cell.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233262239604477250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-2542761724846321190?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/2542761724846321190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=2542761724846321190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2542761724846321190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2542761724846321190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/blog-post.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SKBIR6gXDUI/AAAAAAAAAPE/KZGN352Vznc/s72-c/book+cell.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-1199404480991697093</id><published>2008-08-11T12:00:00.001-02:00</published><updated>2008-08-11T12:08:02.806-02:00</updated><title type='text'>II Forum doPlano Internacional de Bibliotecas Públicas e I Seminario Internacional de Bibliotecas Públicas e Privadas</title><content type='html'>Tema: Biblioteca Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa ação conjunta entre a Coordenação Executiva do Plano Nacional do Livro e da Leitura (Ministério da Cultura e da Educação) e Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo acontecerá o “II FORUM DO PLANO NACIONAL DO LIVRO E LEITURA e I SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E COMUNITÁRIAS no período de 14 a 17 de agosto de 2008na cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa iniciativa deveu-se ao fato da grande repercussão do lançamento em 2006 do Plano Nacional do Livro e Leitura, ocasião em que foi organizado o I Fórum Nacional do Livro e Leitura, na Bienal de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcorridos dois anos, observou-se um crescente e estimulante número de iniciativas de promoção e incentivo à leitura nas diversas regiões do país, que podem ser conhecidas no site www.pnll.gov.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a organização do II Fórum tornou-se imprescindível para a integração de pessoas que aderiram ao desafio de disseminar a leitura no país, assim como para o fomento e acompanhamento de ações implementadas na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento ganhou nova dimensão, reunindo-se com o “I Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias” idealizado pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serão discutidos experiências nacionais e internacionais (Argentina, Chile, Colômbia) bem sucedidas na área de promoção, mediação e incentivo à leitura incluindo projetos de acessibilidade para pessoas com baixa visão e cegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será um grande prazer poder nos reunir para trocar experiências, compartilhar novas idéias e formular novas propostas de trabalho conjuntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Promover a discussão entre profissionais e interessados na promoção e incentivo à leitura, valorização das bibliotecas, disseminação da informação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazer uma retrospectiva de dois anos do Plano Nacional do Livro e Leitura - PNLL, analisando avanços e dificuldades encontradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estimular desenvolvimento das pessoas que organizam, planejam e prestam atendimento à população em equipamentos culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temáticas do Evento&lt;br /&gt;• Fomento à leitura e formação de mediadores&lt;br /&gt;• Democratização do acesso &lt;br /&gt;• Valorização da leitura e comunicação&lt;br /&gt;• Desenvolvimento da economia do livro&lt;br /&gt;• Planejamento e organização de serviços aos usuários&lt;br /&gt;• Bibliotecas e ação cultural&lt;br /&gt;• Projetos de acessibilidade a pessoas com deficiência&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-1199404480991697093?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/1199404480991697093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=1199404480991697093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1199404480991697093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1199404480991697093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/ii-forum-doplano-internacional-de.html' title='II Forum doPlano Internacional de Bibliotecas Públicas e I Seminario Internacional de Bibliotecas Públicas e Privadas'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-2901797514282218245</id><published>2008-08-04T12:39:00.000-02:00</published><updated>2008-08-04T12:41:12.690-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>2º Seminário sobre Informação na Internet &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O 2º Seminário sobre Informação na Internet aconteceu de 27 a 30 de julho de 2008, no Museu Nacional – Complexo Cultural da República. A promoção foi do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), e o tema central, “Internet: Conteúdos e Infodiversidade”. O evento é a segunda versão do seminário organizado em 2006 pelo Ibict, que contou com a participação de ilustres conferencistas nacionais e internacionais e alcançou significativo sucesso. Temas propostos para debate: WEB 2.0: mitos e limites; preservando a fronteira digital; gerenciando conteúdos na WEB; políticas nacionais de conteúdos digitais; informação governamental na Internet; inclusão digital e uso de informação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-2901797514282218245?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/2901797514282218245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=2901797514282218245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2901797514282218245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2901797514282218245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/2-seminrio-sobre-informao-na-internet-o.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5922988214448965783</id><published>2008-08-04T11:44:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T15:50:00.660-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eu e Antonio Miranda'/><title type='text'>2º Seminario sobre Informação na Internet - Brasilia</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SJcIPwhul6I/AAAAAAAAAO8/vZPUxgYQLZU/s1600-h/Fotos+importadas+00132p.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SJcIPwhul6I/AAAAAAAAAO8/vZPUxgYQLZU/s320/Fotos+importadas+00132p.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230658559031547810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5922988214448965783?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5922988214448965783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5922988214448965783&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5922988214448965783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5922988214448965783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/08/2-seminario-sobre-informao-na-internet.html' title='2º Seminario sobre Informação na Internet - Brasilia'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SJcIPwhul6I/AAAAAAAAAO8/vZPUxgYQLZU/s72-c/Fotos+importadas+00132p.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-281415737774465532</id><published>2008-05-15T12:09:00.001-02:00</published><updated>2008-05-15T12:13:32.090-02:00</updated><title type='text'>leitura na Biblioteca Escolar</title><content type='html'>ATIVIDADES DE INCENTIVO À LEITURA EM BIBLIOTECAS ESCOLARES&lt;br /&gt;http://www.ced.ufsc.br/~ursula/papers/leitura.html&lt;br /&gt;Araci Isaltina de Andrade&lt;br /&gt;Universidade Federal de Santa Catarina/Departamento de Biblioteconomia e Documentação&lt;br /&gt;Campus Universitário - Florianópolis - SC E-mail: araci@ced.ufsc.br&lt;br /&gt;Ursula Blattmann&lt;br /&gt;Universidade Federal de Santa Catarina/Departamento de Biblioteconomia e Documentação&lt;br /&gt;Campus Universitário - Florianópolis - SC E-mail: ursula@ced.ufsc.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;RESUMO&lt;br /&gt;Relata o projeto desenvolvido em 3 bibliotecas de escolas de ensino de 1º grau de Florianópolis. Objetivo centrado em desenvolver atividades de incentivo à leitura de forma integrada ao processo de ensino-aprendizagem. A revisão de literatura concentra-se sobre atividades de incentivo a leitura em bibliotecas escolares. Apresenta as atividades desenvolvidas com as crianças e professores das escolas. Os resultados mostram mudanças do corpo docente referente aos serviços prestados pela biblioteca e reconhecem a importância da biblioteca no incentivo da leitura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-281415737774465532?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/281415737774465532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=281415737774465532&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/281415737774465532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/281415737774465532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/05/leitura-na-biblioteca-escolar.html' title='leitura na Biblioteca Escolar'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7991831429124570277</id><published>2008-05-15T12:04:00.000-02:00</published><updated>2008-05-15T12:06:38.342-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript" src="http://idgnow.uol.com.br/json/"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://idgnow.uol.com.br/SpryAccordion.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="geral-widget"&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript" src="http://idgnow.uol.com.br/widgets.js?n=3"&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;&lt;img src="http://idgnow.uol.com.br/imagens/bullet_tit.gif" /&gt;   &lt;a href="http://idgnow.uol.com.br/" title="Tecnologia em primeiro lugar" target="_blank"&gt;IDG Now!&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="borda-bottom"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;var acc1 = new Spry.Widget.Accordion("Acc1",{ useFixedPanelHeights: false });&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7991831429124570277?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7991831429124570277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7991831429124570277&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7991831429124570277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7991831429124570277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/05/idg-now-var-acc1-new-spry.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-2294577664486160971</id><published>2008-05-14T11:13:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T15:50:00.813-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrr6GXmtGI/AAAAAAAAAOQ/eUtQZq93tGo/s1600-h/bibli+6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrr6GXmtGI/AAAAAAAAAOQ/eUtQZq93tGo/s320/bibli+6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200228103127217250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-2294577664486160971?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/2294577664486160971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=2294577664486160971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2294577664486160971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2294577664486160971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/05/blog-post.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrr6GXmtGI/AAAAAAAAAOQ/eUtQZq93tGo/s72-c/bibli+6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5417810696844128674</id><published>2008-05-14T11:03:00.000-02:00</published><updated>2008-05-14T11:04:55.580-02:00</updated><title type='text'>Retratos da Leitura no Brasil</title><content type='html'>Retratos da Leitura no Brasil sai dia 28&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Do Blog do  Galeno Amorim - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está marcado para o dia 28/5 o seminário nacional para apresentação dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro. Maior estudo feito até hoje no país sobre o comportamento leitor da população, seu anúncio reunirá, em Brasília, ministros, autoridades da área, dirigentes das entidades do livro, especialistas em leitura, pesquisadores, gestores de projetos e membros de ONGs que atuam com o tema. A pesquisa teve o apoio da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros).&lt;br /&gt;Deve ser um dos mais importantes acontecimentos do mundo do livro no Brasil em 2008, quando se comemora os 200 anos da indústria do livro no país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5417810696844128674?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5417810696844128674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5417810696844128674&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5417810696844128674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5417810696844128674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/05/retratos-da-leitura-no-brasil.html' title='Retratos da Leitura no Brasil'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-8543104850628757120</id><published>2008-05-14T10:56:00.000-02:00</published><updated>2008-12-09T15:50:01.107-02:00</updated><title type='text'>CRB 8 - Uma foto historica de Conselheiras e Funcionarias</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrh9GXmtEI/AAAAAAAAAOA/STywGIlkByw/s1600-h/121068276746681.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrh9GXmtEI/AAAAAAAAAOA/STywGIlkByw/s320/121068276746681.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200217159550547010" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-8543104850628757120?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/8543104850628757120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=8543104850628757120&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/8543104850628757120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/8543104850628757120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2008/05/crb-8-uma-foto-historica-de.html' title='CRB 8 - Uma foto historica de Conselheiras e Funcionarias'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NHsj075cwzk/SCrh9GXmtEI/AAAAAAAAAOA/STywGIlkByw/s72-c/121068276746681.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5845292923937968439</id><published>2007-08-22T15:43:00.000-02:00</published><updated>2007-08-22T15:44:29.611-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Jovem gosta e quer ler, mas acesso aos livros é difícil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julia Dietrich &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Portal Aprendiz)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;"Eu gosto muito de ler, mas a biblioteca da minha escola está sempre fechada. Só podemos entrar se a professora reservar a sala, o que nunca acontece". A afirmação é de Everton Dias, que aos treze anos não recebe autorização da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Felício Pagliuso, em São Paulo (SP), para ter acesso aos livros, revistas e gibis da biblioteca da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o caso não é exceção. Segundo a Associação dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), em recorte do censo escolar 2006 realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), apenas 15% das mais de cinco mil escolas estaduais paulistas têm bibliotecas e, na maioria dos casos, o acesso é controlado. "É fundamental que as bibliotecas fiquem abertas e que tenham profissionais capacitados responsáveis pela organização do material e auxílio aos alunos", conta o presidente da associação, Carlos Ramiro de Castro. De acordo com a mesma pesquisa, 73% das escolas públicas do estado não têm bibliotecários, funcionando apenas como depósito de livros ou salas de leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em contrapartida, Juliana de Ferran Cremone, de 11 anos, que estuda em escola particular bilíngüe de Curitiba (PR), não só tem acesso livre e irrestrito aos livros na escola, como busca bibliotecas públicas para satisfazer sua enorme vontade de ler. "Acho que meu gosto pela literatura vem muito do incentivo da minha mãe e da minha bisa-avó que me dão livros e sempre insistiram que eu lesse bastante", conta, associando seu hábito também ao fato de ser aluna da rede particular de ensino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o presidente da Apeoesp, o governo tem absoluta responsabilidade na oferta da literatura aos jovens. "Se não agirmos rapidamente, a distância entre os jovens que saem das escolas públicas em relação ao das particulares será cada vez maior", observa, lembrando que o gosto pela leitura está ligado ao incentivo que a família dá. "Como o pai da escola pública não tem tempo para encorajar seus filhos porque está trabalhando ou como ele mesmo não teve acesso, forma-se um ciclo ininterrupto", analisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em média, os livros infanto-juvenis não saem por menos de R$15,00. "É mais do que o preço, é a falta do culto à leitura presente em toda sociedade, do âmbito familiar à estrutura das escolas", indica Castro. Porém, em alguns casos, por razões individuais, a vontade de ler rompe as barreiras financeiras. "Tenho alguns gibis e já reli cada um pelo menos três vezes. Enquanto não ganho outros, volto aos meus antigos. Isso que é legal da leitura, dá para ler tudo várias vezes e sempre descobrir coisas novas", explica Dias, de apenas 13 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tentativa de transformar esse panorama, o governo federal, em parceria inédita entre Ministério da Cultura e Ministério da Educação, desenvolveu o Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) que aumentou o número de bibliotecas e acervo em mais da metade dos municípios brasileiros. Para o presidente da Apeoesp, a ação é fundamental, mas o reconhecimento dos profissionais da área deve ser maior e o incentivo governamental deve percorrer todos os setores do país. "Não adianta doar livros, se não tiver quem os organize. É preciso que a ação seja cada vez maior e englobe todos de forma autônoma dos partidos. A descontinuidade de políticas públicas ainda é um dos problemas centrais na escola", verifica. Segundo o secretário do PNLL, José Castillo, o grande diferencial do programa é ser suprapartidário e manter-se contínuo ao longo das futuras gestões é uma de suas grandes metas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aline da Silva Santos, que atualmente trabalha como adolescente aprendiz em uma empresa de seguros, conta que foi sua vontade e gosto pela literatura que a ajudou a se destacar profissionalmente. "Quando conseguia ir a biblioteca da escola, sempre pegava livros emprestados que aumentaram meu vocabulário e senso crítico. Sempre descubro coisas novas", diz a menina, hoje com 17 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os jovens que lêem, os gêneros de aventura e mistério figuram como os favoritos. "O leitor se identifica com os protagonistas das histórias. Ele se vê vivendo os conflitos e jornadas de amadurecimento próprios da sua juventude", conta a editora do segmento infanto-juvenil na Editora Ática, Gabriela Dias, lembrando que a partir dos 13 ou 14 anos as meninas começam a se interessar mais por histórias que tenham romance e os meninos, aventuras de turmas juvenis que envolvam molecagem, que trabalhem conceitos de união de grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porém, é claro que determinada literatura não é exclusiva de certo gênero. As meninas gostam muito de aventura, mas, como característica da própria idade, elas se interessam por temas como o primeiro beijo ou o primeiro amor", conta, citando como exemplo, a coleção para meninas pré-adolescentes, "Psiu!É segredo." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano em que completa 35 anos, a coleção Vaga-lume, voltada ao público juvenil, continua a ser um marco editorial com 90 títulos no catálogo, além dos novos que estão sendo lançados. A primeira edição da coleção foi lançada com 50 mil exemplares de cada título. De 2001 a junho de 2007, a Coleção Vaga-lume vendeu mais de 1,5 milhões de exemplares, segundo a empresa. "Eu li quase todos, pois são super divertidos. Tem sempre um mistério a ser resolvido, aventuras com pessoas da minha idade", conta a estudante Cremone. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bruna Mikelly, oito anos, que recém ingressou no universo dos livros, se identifica muito com o feminino dos contos de fada. "Gosto de imaginar e os livros ajudam a gente a fazer isso", conta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo portas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Castro, a literatura é a porta de entrada para o auto-conhecimento e para desvendar os mistérios do outro. "Quando o jovem lê, ele passa a se questionar e questionar aquilo que vê no mundo. Ao tomar conhecimento de outras realidades, ele vê a sua própria", observa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva, a editora Dias conta sobre uma coleção da Ática que transpõe grandes clássicos para a linguagem e contexto do jovem. "Clássicos são universais porque trabalham temas que permanecem atemporais. É uma forma de despertar a curiosidade do jovem para ler autores clássicos e verificar que eles trabalharam questões ainda atuais e presentes na sociedade", verifica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a editora, para competir com videogames e a grande oferta de filmes e desenhos animados é preciso incentivar a possibilidade da imaginação. A posição é referendada unanimemente por todos os jovens entrevistados. "Na tevê vem tudo pronto, não tem tanta graça. É bem mais divertido imaginar o que meus heróis estão fazendo e às vezes, consigo até mudar a história que está escrita e fingir que estou participando dela", pontua Everton Dias sobre as histórias em quadrinhos e livros de aventura que tanto aprecia.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cremone diz que os livros fazem com que ela busque conhecer mais sobre os temas. "Quando começo a ler sobre uma coisa vou atrás de mais histórias sobre o tema. Gosto de acompanhar coleções e o divertido é que sempre aprendo algo novo e posso imaginar. Nos filmes e nos desenhos não tenho espaço para isso", conclui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5845292923937968439?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5845292923937968439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5845292923937968439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5845292923937968439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5845292923937968439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/jovem-gosta-e-quer-ler-mas-acesso-aos.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7184491088344543012</id><published>2007-08-18T13:10:00.000-02:00</published><updated>2007-08-18T13:13:37.474-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;politicas publicas para o livro a leitura e bibliotecas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O artigo passa em revista as políticas públicas nacionais para &lt;br /&gt;o livro, a leitura e as bibliotecas. Recupera seus antecedentes &lt;br /&gt;históricos, discute sua situação atual e analisa suas &lt;br /&gt;perspectivas. Descreve os programas governamentais mais &lt;br /&gt;recentes, apontando as contradições e desigualdades que os &lt;br /&gt;caracterizam. &lt;br /&gt;Palavras-chave &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca. &lt;br /&gt;Analfabetismo. Analfabetísmo funcional. Indicadores de &lt;br /&gt;analfabetísmo funcional. Cenário da leitura no Brasil. &lt;br /&gt;Lei Rouanet. Plano nacional do livro e leitura. Brasil. &lt;br /&gt;Public policies for book, reading and library &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstract &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The article analyses Brazilian national public policies for &lt;br /&gt;book publishing, reading and for libraries. It recoveries the &lt;br /&gt;history of those policies, discusses their present situation &lt;br /&gt;and evaluates their perspectives. Recent government &lt;br /&gt;programmes on this issue are described and have their &lt;br /&gt;contradictions and inequalities pointed. &lt;br /&gt;Keywords &lt;br /&gt;Public policies for the book, reading and library. Reading and &lt;br /&gt;library. Illiteracy. Functional illateracy. Functional illetaracy &lt;br /&gt;indicators. Scenario of reading in Brazil. Rouanet Law. &lt;br /&gt;National book and reading plan. Brazil. &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca &lt;br /&gt;Flávia Goullart Mota Garcia Rosa &lt;br /&gt;Mestra em ciência da informação pelo PPGCI/UFBA. Professora da &lt;br /&gt;EBA/UFBA. &lt;br /&gt;E-mail: flaviagoulartgr@yahoo.com.br &lt;br /&gt;Nanci Oddone &lt;br /&gt;Doutora em ciência da informação (UFRJ/Ibict). Professora do PPGCI/ &lt;br /&gt;UFBA. &lt;br /&gt;E-mail: neoddone@uol.com.br &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UM BREVE PANORAMA DA LEITURA NO &lt;br /&gt;BRASIL, CENÁRIO CONTRADITÓRIO E &lt;br /&gt;DESIGUAL &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem a maior produção editorial da América &lt;br /&gt;Latina e é responsável por mais da metade dos livros &lt;br /&gt;editados no continente (LINDOSO, 2004). Com uma &lt;br /&gt;indústria editorial bem-sucedida, apesar de uma &lt;br /&gt;trajetória que se iniciou tardiamente no século XIX, &lt;br /&gt;chegou-se ao novo milênio vendo consolidada essa &lt;br /&gt;indústria, notadamente no que diz respeito à qualidade &lt;br /&gt;gráfico-editorial. Possui razoável número de editoras em &lt;br /&gt;atividade – 530 editoras concentradas nas regiões Sul e &lt;br /&gt;Sudeste, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), e &lt;br /&gt;114 editoras universitárias, conforme dados da &lt;br /&gt;Associação Brasileiras de Editoras Universitárias (Abeu) &lt;br /&gt;– e um mercado potencial que tem despertado a cobiça &lt;br /&gt;dos grandes grupos editoriais estrangeiros, sobretudo por &lt;br /&gt;conta do mercado de livros didáticos altamente &lt;br /&gt;financiado pelo governo federal. Mesmo assim, existem &lt;br /&gt;fatores que interferem no seu processo de expansão. &lt;br /&gt;O baixo índice de leitura de sua população talvez seja o &lt;br /&gt;obstáculo mais comprometedor para a superação das &lt;br /&gt;dificuldades e é uma conseqüência das condições &lt;br /&gt;socioeconômicas e educacionais da população do país. &lt;br /&gt;Ainda que a Constituição Federal, no seu Título I – Dos &lt;br /&gt;Princípios Fundamentais, disponha como objetivos &lt;br /&gt;fundamentais uma sociedade livre, justa, solidária, com a &lt;br /&gt;redução das desigualdades sociais e a erradicação da &lt;br /&gt;pobreza, e, no Capítulo II – Dos Direitos Sociais, assegure &lt;br /&gt;ao cidadão direitos sociais como educação, trabalho, lazer, &lt;br /&gt;saúde, segurança, moradia (BRASIL, 1988), o Índice de &lt;br /&gt;Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil traduz uma &lt;br /&gt;situação de desigualdade social e de não-cumprimento &lt;br /&gt;do que determina a Constituição. &lt;br /&gt;O IDH é a síntese de três fatores – longevidade, educação &lt;br /&gt;e renda – apresentados no Relatório de Desenvolvimento &lt;br /&gt;Humano do Programa das Nações Unidas para o &lt;br /&gt;Desenvolvimento. Situa o Brasil em 63ª posição entre &lt;br /&gt;177 países auditados, ficando atrás, inclusive, de sete &lt;br /&gt;países da América Latina: Argentina (34º), Chile (37º), &lt;br /&gt;Uruguai (46º), Costa Rica (47º), Cuba (52º), México (53º) &lt;br /&gt;e Panamá (56º) (AFP, 2005). Além do IDH, outros índices &lt;br /&gt;são preocupantes não apenas pelo seu reflexo na atividade &lt;br /&gt;editorial especificamente, mas porque demonstram que &lt;br /&gt;o país ainda está distante de alcançar o desenvolvimento &lt;br /&gt;nacional e a cidadania. &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;184 &lt;br /&gt;Com relação ao analfabetismo, uma pesquisa nacional &lt;br /&gt;denominada Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), &lt;br /&gt;realizada pelo Instituto Paulo Montenegro – Ação Social &lt;br /&gt;do Ibope e pela ONG Ação Educativa, tem como dados &lt;br /&gt;conclusivos o seguinte: &lt;br /&gt;Habilidade de Inaf 2001 Inaf 2003 Inaf 2005 &lt;br /&gt;alfabetismo &lt;br /&gt;Analfabetismo absoluto 9% 8% 7% &lt;br /&gt;Muito baixa 31% 30% 31% &lt;br /&gt;Básica 34% 37% 38% &lt;br /&gt;Plena 26% 25% 26% &lt;br /&gt;Fonte: Instituto Paulo Montenegro/Ibope &lt;br /&gt;A pesquisa do Inaf, ao estabelecer “[...] correlação entre &lt;br /&gt;letramento e condição social, [tornou] possível perceber &lt;br /&gt;que, [...] quanto menor o tempo de escolaridade e a &lt;br /&gt;condição socioeconômica, tanto menor é o desempenho &lt;br /&gt;do candidato” (BRASIL, 2005). Conclui-se que a &lt;br /&gt;condição socioeconômica é fator responsável não só pela &lt;br /&gt;permanência do aluno na escola, mas também pelo seu &lt;br /&gt;desempenho para alcançar satisfatoriamente o &lt;br /&gt;letramento. &lt;br /&gt;Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas &lt;br /&gt;Educacionais Anísio Teixeira (Inep) reforçam os dados &lt;br /&gt;apresentados e revelam que existe atualmente no Brasil &lt;br /&gt;mais de 16 milhões de analfabetos. Considerando os &lt;br /&gt;analfabetos funcionais, caracterizados como pessoas com &lt;br /&gt;menos de quatro séries concluídas, são mais de 33 milhões &lt;br /&gt;de analfabetos. A região Nordeste concentra quase 50% &lt;br /&gt;desse contingente, e, por esses indicadores, pode-se &lt;br /&gt;relacionar o baixo desenvolvimento econômico dessas &lt;br /&gt;regiões e conseqüentemente as desigualdades regionais &lt;br /&gt;do país. A Bahia está entre os cinco estados onde se situa &lt;br /&gt;metade dos analfabetos do país na distribuição total de &lt;br /&gt;analfabetos absolutos. E, apesar de ser, dentre eles, o &lt;br /&gt;estado que mais possui escolas, apresenta o menor &lt;br /&gt;percentual de escolas com bibliotecas: 7,06%, como foi &lt;br /&gt;citado pelo jornal A Tarde (LIVRO, 2005). &lt;br /&gt;Em que pesem os problemas de analfabetismo, o baixo &lt;br /&gt;índice de leitura e as discussões sobre o futuro do livro, &lt;br /&gt;este é ainda considerado “[...] o mais poderoso &lt;br /&gt;instrumento do saber jamais inventado pelos homens &lt;br /&gt;[...]” (CROPANI, 2004). Os autores da Lei nº 10.753, &lt;br /&gt;conhecida como a “Lei do Livro” de 30 de outubro de &lt;br /&gt;2003 e que institui a Política Nacional do Livro, definiram &lt;br /&gt;o livro como “o meio principal e insubstituível (grifo &lt;br /&gt;nosso) da difusão da cultura e transmissão do &lt;br /&gt;conhecimento, do fomento à pesquisa social e científica, &lt;br /&gt;da conservação do patrimônio nacional, da &lt;br /&gt;transformação e aperfeiçoamento social e da melhoria &lt;br /&gt;da qualidade de vida” (BRASIL, 2003). &lt;br /&gt;Convivendo com outros meios eletrônicos de &lt;br /&gt;armazenamento e acesso à informação, o conhecimento &lt;br /&gt;que circula na sociedade ainda tem no livro o seu principal &lt;br /&gt;meio e nas bibliotecas o local para a guarda do acervo e &lt;br /&gt;da memória de um povo. Segundo Eco, “as bibliotecas, &lt;br /&gt;ao longo dos séculos, têm sido o meio mais importante &lt;br /&gt;de conservar nosso saber coletivo. Foram e são ainda &lt;br /&gt;uma espécie de cérebro universal onde podemos reaver o &lt;br /&gt;que esquecemos e o que ainda não sabemos” (2003, p.2). &lt;br /&gt;Apesar de saber a “fórmula” para fazer circular a &lt;br /&gt;informação inclusive com as novas tecnologias que &lt;br /&gt;facilitam o acesso à informação, a questão da leitura não &lt;br /&gt;está firmada. Não basta ter acesso, é fundamental que, ao &lt;br /&gt;longo da sua formação escolar, o indivíduo seja estimulado &lt;br /&gt;à prática da leitura. Caso contrário, o livro não cumpre &lt;br /&gt;sua função, como questiona Chartier (1998, p. 154), &lt;br /&gt;[...] um livro existe sem leitor? Ele pode existir como &lt;br /&gt;objeto, mas sem leitor, o texto do qual ele é portador &lt;br /&gt;é apenas virtual. Será que o mundo do texto existe &lt;br /&gt;quando não há ninguém para dele se apossar, para &lt;br /&gt;inscrevê-lo na memória ou transformá-lo em &lt;br /&gt;experiência? &lt;br /&gt;Nesse sentido, acrescenta-se que, se o indivíduo não &lt;br /&gt;incorpora a prática de leitura, não desenvolve de forma &lt;br /&gt;satisfatória as habilidades necessárias ao uso do &lt;br /&gt;conhecimento para poder entender, compreender e &lt;br /&gt;apreender. De acordo com a American Library &lt;br /&gt;Association (1989), &lt;br /&gt;[…] Para ser competente em informação, uma pessoa &lt;br /&gt;deve ter habilidade para reconhecer quando a &lt;br /&gt;informação é necessária e ter a capacidade para &lt;br /&gt;localizar, avaliar e suprir efetivamente a necessidade &lt;br /&gt;de informação. Para produzir tal cidadão será &lt;br /&gt;necessário que escolas e faculdades compreendam e &lt;br /&gt;integrem o conceito de information literacy &lt;br /&gt;(competência em informação) nos seus programas de &lt;br /&gt;aprendizagem e que elas desempenhem um papel de &lt;br /&gt;liderança na preparação dos indivíduos e instituições &lt;br /&gt;para tirar vantagem das oportunidades inerentes à &lt;br /&gt;sociedade da informação. Finalmente, pessoas com &lt;br /&gt;competência em informação são aquelas as quais &lt;br /&gt;aprenderam a aprender. […]. &lt;br /&gt;Para Cropani (1998), citado por Barros (2005), baseado &lt;br /&gt;em estudos globais encomendados pela Unesco, os fatores &lt;br /&gt;críticos que fortalecem o estabelecimento das práticas &lt;br /&gt;de leitura de um povo ou mesmo de um indivíduo são os &lt;br /&gt;seguintes: ter nascido em uma família de leitores; ter &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Flávia Goullart Mota Garcia Rosa / Nanci Oddone &lt;br /&gt;185 &lt;br /&gt;passado a juventude em um sistema escolar preocupado &lt;br /&gt;com o estabelecimento da prática de leitura; o preço do &lt;br /&gt;livro e o valor simbólico que a população atribui ao livro. &lt;br /&gt;Dadas essas pré-condições, verifica-se que expressiva &lt;br /&gt;parcela da população não possui condições de desenvolver &lt;br /&gt;a prática leitora. Embora a escola seja um espaço adequado &lt;br /&gt;para o contato do leitor com essa prática, observa-se que &lt;br /&gt;o ambiente escolar não tem sido explorado adequadamente &lt;br /&gt;para atingir a meta de formar leitores. Essa questão &lt;br /&gt;é mais grave nas nações com altos índices de cidadãos &lt;br /&gt;não-alfabetizados, entre as quais se inclui o Brasil. &lt;br /&gt;Quanto aos estudantes do 3º grau, a maioria ingressa na &lt;br /&gt;universidade sem habilidades leitoras amadurecidas. Isso &lt;br /&gt;fica mais acentuado na cultura de pré-vestibular, já que o &lt;br /&gt;ensino médio tem se voltado quase exclusivamente para &lt;br /&gt;facilitar o acesso à universidade. O material didático &lt;br /&gt;básico utilizado pelos estudantes nesse período é de &lt;br /&gt;conteúdo reducionista. Como exemplo, os módulos e &lt;br /&gt;resumos de textos de literatura e de demais disciplinas. &lt;br /&gt;Os próprios cursinhos e escolas reproduzem esses &lt;br /&gt;materiais didáticos, que são compilações de várias obras, &lt;br /&gt;raramente citadas ou referenciadas. Soma-se, a esse &lt;br /&gt;quadro, o fato de a relação do estudante com os livros &lt;br /&gt;estar sendo fragilizada pelo surgimento de novos suportes &lt;br /&gt;de informação propiciados pelo advento das tecnologias &lt;br /&gt;de informação e comunicação. A atual sociedade apóiase &lt;br /&gt;cada vez mais na cultura digital, o que também traz &lt;br /&gt;implicações para a indústria editorial. Segundo Freitas e &lt;br /&gt;Silva (1998, p. 87), &lt;br /&gt;Por um lado, o professor universitário constata que a &lt;br /&gt;leitura decodificação [...] não é suficiente para que o &lt;br /&gt;aluno possa fazer, via texto, o nível de intermediação &lt;br /&gt;necessário na construção do seu conhecimento. Essa &lt;br /&gt;leitura é quase sempre classificada como “ingênua”, &lt;br /&gt;“pobre”. Por outro lado, os professores universitários, &lt;br /&gt;inclusive os de língua e literatura, se eximem da tarefa &lt;br /&gt;de lidar com o ensino da leitura, promovendo uma &lt;br /&gt;espécie de adiamento às avessas do problema, ou seja, &lt;br /&gt;procrastina-se a responsabilidade com a “empreitada” &lt;br /&gt;aos graus anteriores: responsabilidade com o ensino &lt;br /&gt;da leitura cabe [...] aos professores de português do 1º &lt;br /&gt;e 2º graus. Assim, o ensino da leitura na escola assume &lt;br /&gt;o papel de verdadeira “batata quente”: ninguém quer &lt;br /&gt;segurar o encargo e a questão é arremessada de mão &lt;br /&gt;em mão num sucessivo adiamento de &lt;br /&gt;responsabilidade. &lt;br /&gt;Um fato a ser considerado é o baixo poder aquisitivo da &lt;br /&gt;população e o conseqüente obstáculo à aquisição de bens &lt;br /&gt;culturais, que contribui para que o livro seja tido como &lt;br /&gt;artigo de luxo. Pesquisa encomendada pelo Banco &lt;br /&gt;Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social &lt;br /&gt;(BNDES) revelou, no seu relatório final, o seguinte dado: &lt;br /&gt;“O PIB brasileiro apresentou um crescimento de 16% &lt;br /&gt;entre 1995 e 2003, enquanto no mesmo período o &lt;br /&gt;faturamento declarado pelas editoras teve uma queda de &lt;br /&gt;48%” (EARP, 2005, p.29 e 30). Dessa forma, fica claro &lt;br /&gt;que a indústria editorial não contribuiu para o aumento &lt;br /&gt;do PIB. Altbach (1997), citado por Oddone (1998, p. &lt;br /&gt;30), diz que: &lt;br /&gt;[...] A atividade editorial tem uma importância que &lt;br /&gt;ultrapassa seu limitado papel econômico, porque ela &lt;br /&gt;é essencial à vida cultural, científica e educação das &lt;br /&gt;nações. [...] A produção de livros - que reflete de &lt;br /&gt;maneira direta a cultura, a história e os interesses de &lt;br /&gt;uma nação ou de um povo – é algo que não pode ser &lt;br /&gt;transferido a terceiros. [...] Essa é uma parte vital de &lt;br /&gt;uma cultura. Nesse sentido, a atividade editorial é &lt;br /&gt;diferente, merecendo consideração especial. [...]. &lt;br /&gt;Transformar o Brasil em um país de leitores não é tarefa &lt;br /&gt;fácil, sobretudo no contexto da sociedade da informação, &lt;br /&gt;no qual novos suportes informacionais direcionam as &lt;br /&gt;políticas não apenas para as práticas leitoras e para a &lt;br /&gt;alfabetização cidadã, mas principalmente para o domínio &lt;br /&gt;das novas tecnologias, muitas vezes distantes da &lt;br /&gt;formação do cidadão leitor e apenas instrumentalizadoras &lt;br /&gt;de habilidades primárias que têm como objetivo incluir &lt;br /&gt;o cidadão nessa sociedade. Para Barros (2005, p. 3), &lt;br /&gt;desde que a indústria editorial se implantou no Brasil, &lt;br /&gt;no início do século XIX, sempre houve políticas públicas &lt;br /&gt;voltadas para o livro, o que tem variado é o caráter &lt;br /&gt;[...] que transitaram entre o controle, a repressão, a &lt;br /&gt;distribuição gratuita, o incentivo à leitura [...]. &lt;br /&gt;A falta de continuidade dessas políticas e o pouco &lt;br /&gt;envolvimento da sociedade civil e demais atores sociais &lt;br /&gt;contribuíram para que o país chegasse ao século XXI com &lt;br /&gt;uma média de leitura por ano equivalente a 1,8 livro por &lt;br /&gt;habitante, segundo dados da CBL. &lt;br /&gt;POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL &lt;br /&gt;Uma política pública reflete a vontade de diferentes &lt;br /&gt;setores da sociedade em avançar para uma determinada &lt;br /&gt;direção e representa uma articulação coerente de medidas &lt;br /&gt;para transformar uma situação. Sua eficácia se mede por &lt;br /&gt;sua sustentabilidade e sua coerência interna, que faz com &lt;br /&gt;que nos distintos setores envolvidos tenha repercussão &lt;br /&gt;positiva. Uma política pública permite garantir que os &lt;br /&gt;problemas não serão crônicos e idênticos aos que sempre &lt;br /&gt;existiram (GOLDIN, 2003, p.163). &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca &lt;br /&gt;186 &lt;br /&gt;Nessa perspectiva de política pública, o Brasil ainda está &lt;br /&gt;distante, notadamente, na área cultural e educacional. &lt;br /&gt;Historicamente, a política cultural adotada pelo país a &lt;br /&gt;partir do século XIX foi protecionista, uma vez que &lt;br /&gt;exercia o mecenato junto aos artistas que viviam na Corte &lt;br /&gt;e promovia viagens à Europa para jovens talentosos que &lt;br /&gt;tinham seus projetos financiados pelo governo, além de &lt;br /&gt;postos diplomáticos e políticos para poetas e romancistas &lt;br /&gt;em uma verdadeira troca de favores (LINDOSO, 2004, p. &lt;br /&gt;24). Essa situação perdurou durante todo o Império e &lt;br /&gt;somente foi alterada no período denominado República &lt;br /&gt;Velha, graças à expansão do sistema educacional e à &lt;br /&gt;autonomia alcançada em algumas áreas da produção &lt;br /&gt;artística. &lt;br /&gt;Na década de 1930, quando o cenário no Brasil era de &lt;br /&gt;mudanças econômicas, políticas e culturais, a partir de &lt;br /&gt;dois acontecimentos importantes – a Revolução de 30 e &lt;br /&gt;o Estado Novo –, foi institucionalizado o primeiro órgão &lt;br /&gt;para efetivar “[...] políticas de bibliotecas públicas, &lt;br /&gt;mecanismos institucionais que facultavam o &lt;br /&gt;compartilhamento, a difusão e o uso da informação &lt;br /&gt;disponível para as comunidades” (OLIVEIRA, 1994, &lt;br /&gt;p.17). Em pleno governo ditatorial de Getúlio Vargas, &lt;br /&gt;por meio do Decreto-lei nº 93, de 21 de dezembro de &lt;br /&gt;1937, criou-se o Instituto Nacional do Livro (INL), por &lt;br /&gt;iniciativa do ministro da Educação, Gustavo Capanema, &lt;br /&gt;com as seguintes competências: organizar e publicar a &lt;br /&gt;Enciclopédia Brasileira e o Dicionário da Língua Nacional, &lt;br /&gt;editar obras de interesse para a cultura nacional, criar &lt;br /&gt;bibliotecas públicas e estimular o mercado editorial &lt;br /&gt;mediante promoção de medidas para aumentar, melhorar &lt;br /&gt;e baratear a edição de livros no país (OLIVEIRA, 1994, &lt;br /&gt;p.43). A origem do INL resultou da incorporação das &lt;br /&gt;funções do Instituto Cairu, criado no mesmo ano para &lt;br /&gt;produzir a Enciclopédia Brasileira, e o Plano Nacional &lt;br /&gt;de Educação (PNE). Conforme explica Silva, o Plano foi &lt;br /&gt;um documento &lt;br /&gt;[...] que consolidava os intensos debates, que &lt;br /&gt;ocorreram nos anos 20 e 30, sobre o sistema &lt;br /&gt;educacional brasileiro. Debates objetivando ampliar &lt;br /&gt;o acesso da população à educação, definir as &lt;br /&gt;responsabilidades da União, estados e municípios em &lt;br /&gt;assuntos educacionais, propor currículos e métodos &lt;br /&gt;de ensino, enfim, dotar o país de uma política nacional &lt;br /&gt;de educação, até então inexistente (SILVA, 1992, &lt;br /&gt;p.20). &lt;br /&gt;Em 1973, o Instituto é reestruturado por meio do Decreto &lt;br /&gt;nº 72.614, de 15 de agosto, e nas suas atribuições passa de &lt;br /&gt;“editor” para “promotor de publicações” não apenas de &lt;br /&gt;interesse a cultura nacional, mas também de interesse &lt;br /&gt;educacional, científico e cultural (OITICICA, 1997, &lt;br /&gt;p. 6). Esse foi o período em que o INL mais beneficiou a &lt;br /&gt;iniciativa privada, transferindo a sua linha editorial para &lt;br /&gt;editoras comerciais estabelecidas. &lt;br /&gt;A avaliação da atuação do INL nos seus 52 anos de &lt;br /&gt;existência, de 1937 a 1989, é um tanto quanto polêmica. &lt;br /&gt;No que diz respeito ao mercado livreiro do país, o instituto &lt;br /&gt;buscou &lt;br /&gt;[...] contribuir para a criação de uma cultura nacional &lt;br /&gt;[...] centrou seu trabalho no livro, como instrumento &lt;br /&gt;de estabilidade social e transmissão desta cultura &lt;br /&gt;(OLIVEIRA, 1994, p. 43). &lt;br /&gt;No entanto, na análise de Miceli, &lt;br /&gt;estas competências do instituto, agregadas às políticas &lt;br /&gt;de cooptação de intelectuais para o trabalho em &lt;br /&gt;organismos governamentais e de censura da atividade &lt;br /&gt;intelectual, permitiram ao Estado Novo controlar &lt;br /&gt;todo o ciclo de produção cultural impressa, desde a &lt;br /&gt;elaboração, passando pela editoração e &lt;br /&gt;comercialização, até sua divulgação (MICELI, 1979, &lt;br /&gt;p.159). &lt;br /&gt;Para Oiticica, a transferência da linha editorial do INL &lt;br /&gt;para o setor privado não privilegiou a difusão do livro &lt;br /&gt;nem o estímulo à leitura, questão que se manteve &lt;br /&gt;insolúvel, &lt;br /&gt;[...] o alvo imediato [...] não era necessariamente o &lt;br /&gt;público, mas a iniciativa privada, que além da &lt;br /&gt;exclusividade do mercado e da subvenção de seus &lt;br /&gt;custos, ganhava ainda o redimensionamento das &lt;br /&gt;compras de parte da edição pelo Estado [...] &lt;br /&gt;(OTICICA, 1997, p.7). &lt;br /&gt;Ficou patente que a simples oferta de livros não garantiu &lt;br /&gt;a formação de práticas de leitura. Esta é uma crítica que &lt;br /&gt;se faz às ações do instituto, que deixou de lado &lt;br /&gt;mecanismos de desenvolvimento e formação leitora que &lt;br /&gt;[...] deveriam ser ativados nas comunidades, &lt;br /&gt;concentrando sua ação na mera distribuição de obras &lt;br /&gt;como instrumento de enraizamento da biblioteca na &lt;br /&gt;sociedade (OLIVEIRA, 1994, p.71). &lt;br /&gt;A intervenção do Estado, pelo INL, na qualidade da &lt;br /&gt;difusão da informação pelos livros que comporiam os &lt;br /&gt;acervos das bibliotecas públicas foi bastante clara, &lt;br /&gt;sobretudo no período pós-64 &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Flávia Goullart Mota Garcia Rosa / Nanci Oddone &lt;br /&gt;187 &lt;br /&gt;[...] sob o regime de co-edição a partir da Portaria nº &lt;br /&gt;35, de 11/3/70, o INL censurou diversas propostas de &lt;br /&gt;publicação através de pareceres que introjetavam a &lt;br /&gt;repressão do período (OITICICA, 1997, p. 2). &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o INL não conseguiu implementar a &lt;br /&gt;criação da Enciclopédia Brasileira e o Dicionário da &lt;br /&gt;Língua Nacional, que constava do decreto de sua criação. &lt;br /&gt;Considerando o quadro político, econômico e cultural &lt;br /&gt;daquele período, as ações do INL não devem ser tomadas &lt;br /&gt;apenas nos seus pontos negativos. Sua contribuição para &lt;br /&gt;o desenvolvimento da biblioteca pública no Brasil foi &lt;br /&gt;expressiva, bem como no desenvolvimento da &lt;br /&gt;biblioteconomia para a formação de recursos humanos &lt;br /&gt;especializados. Em 5 de novembro de 1987, por meio da &lt;br /&gt;Lei nº 7.624, o Instituto Nacional do Livro e a Biblioteca &lt;br /&gt;Nacional passaram a integrar a Fundação Nacional Pró- &lt;br /&gt;Leitura, que em 12 de abril de 1990 foi extinta, pela Lei &lt;br /&gt;nº 8.029, sendo suas atribuições transferidas para a &lt;br /&gt;Fundação Biblioteca Nacional. &lt;br /&gt;SITUAÇÃO ATUAL DAS POLÍTICAS PÚBLICAS &lt;br /&gt;A partir da década de 80, após o período ditatorial, &lt;br /&gt;algumas políticas foram empreendidas para a área &lt;br /&gt;cultural, com as chamadas leis de incentivo, como foi a &lt;br /&gt;Lei nº 7.505 de 20 de junho de 1986 – Lei Sarney – &lt;br /&gt;criada pelo presidente José Sarney e substituída em 1991 &lt;br /&gt;pela Lei nº 8 313 – Lei Rouanet – elaborada pelo &lt;br /&gt;diplomata, ensaísta e cientista político Sérgio Paulo &lt;br /&gt;Rouanet, secretário de Cultura da Presidência (1991/ &lt;br /&gt;1992) no Governo Fernando Collor. &lt;br /&gt;A Lei Rouanet engloba todo o setor cultural e instituiu o &lt;br /&gt;Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a &lt;br /&gt;finalidade de captar e canalizar recursos para a cultura, e &lt;br /&gt;a Comissão Nacional de Incentivo a Cultura (CNIC), &lt;br /&gt;responsável pela análise dos projetos que se candidatam &lt;br /&gt;a receber incentivos da Lei. Ficou estabelecido que o &lt;br /&gt;Pronac captará recursos por meio do Fundo Nacional de &lt;br /&gt;Cultura (FNC), anteriormente denominado Fundo de &lt;br /&gt;Promoção Cultura, Fundo de Investimento Cultural e &lt;br /&gt;Artístico (Ficart) e outros incentivos a projetos culturais. &lt;br /&gt;Tais incentivos poderão ser concedidos por pessoa &lt;br /&gt;jurídica ou pessoa física, as quais utilizarão descontos do &lt;br /&gt;imposto de renda até o limite de 4% do valor devido para &lt;br /&gt;empresa e de 6% para pessoa física. Quanto aos recursos &lt;br /&gt;do FNC, serão captados das empresas e outros setores &lt;br /&gt;previstos na lei, dentre os quais 1% da arrecadação dos &lt;br /&gt;fundos de investimentos regionais e 3% oriundos das &lt;br /&gt;loterias federais. &lt;br /&gt;Nas suas disposições preliminares, a Lei Rouanet avança &lt;br /&gt;em relação às práticas intervencionistas do Estado na &lt;br /&gt;produção cultural e prevê a promoção da regionalização &lt;br /&gt;da produção cultural, o livre acesso às fontes de cultura, &lt;br /&gt;a valorização das manifestações culturais e de seus &lt;br /&gt;criadores, a preservação dos bens materiais e imateriais &lt;br /&gt;do patrimônio cultural e histórico brasileiro; o estímulo &lt;br /&gt;à produção e difusão de bens culturais de valor universal &lt;br /&gt;formadores e informadores de conhecimento, cultura e &lt;br /&gt;memória e prioridade ao produto cultural nacional. &lt;br /&gt;Bastante abrangente nas suas disposições, cita &lt;br /&gt;especificamente projetos na área editorial no Capítulo &lt;br /&gt;III, quando se refere ao uso do Fundo de Investimento &lt;br /&gt;Cultural e Artístico. No item III, trata da “edição &lt;br /&gt;comercial de obras relativas às ciências, às letras e às &lt;br /&gt;artes, bem como de obras de referência e outras de cunho &lt;br /&gt;cultural” e, no Capítulo IV, sobre incentivo a projetos &lt;br /&gt;culturais, cita, no parágrafo terceiro, os segmentos a serem &lt;br /&gt;beneficiados: no item b, consta “livros de valor artístico, &lt;br /&gt;literário ou humanístico” (BRASIL, 1991). &lt;br /&gt;Embora bastante abrangente nas suas ações, a Lei Rouanet &lt;br /&gt;recebe várias críticas quanto à sua eficácia e à &lt;br /&gt;concentração das ações nas regiões Sudeste e Sul, onde &lt;br /&gt;estão situadas as grandes empresas que têm, de fato, &lt;br /&gt;interesse em financiar projetos culturais. Na área &lt;br /&gt;editorial, quase que exclusivamente livros de arte são &lt;br /&gt;contemplados e, mais recentemente, projetos de livros &lt;br /&gt;em Braille. Segundo Dória (2003, p. 1), &lt;br /&gt;[...] não há muita transparência nos dados que &lt;br /&gt;permitiriam julgar a eficácia da Lei Rouanet, mas &lt;br /&gt;também falta às análises uma clara consciência do &lt;br /&gt;sentido democrático que deveria perseguir uma lei &lt;br /&gt;que destina recursos do tesouro para atividades &lt;br /&gt;públicas. Ora, num país onde as leis costumam &lt;br /&gt;“pegar” ou “não pegar”, a Lei Rouanet inaugura uma &lt;br /&gt;nova modalidade: a das leis que “pegam” e fracassam. &lt;br /&gt;Ela não fracassou por falta de adesão, mas por excesso &lt;br /&gt;de adesão interesseira, contemplando apenas a &lt;br /&gt;perspectiva dos ganhos econômico-financeiros que &lt;br /&gt;promete. &lt;br /&gt;Ao completar 15 anos, em 2006, a Lei Rouanet continua &lt;br /&gt;provocando polêmica, mesmo após um ano e meio de &lt;br /&gt;discussões organizadas pelo Ministério da Cultura em &lt;br /&gt;todo o país, que resultaram em um novo decreto que &lt;br /&gt;regulamenta a Lei Federal de Incentivo à Cultura. &lt;br /&gt;As mudanças, para alguns, tímidas, para outros &lt;br /&gt;prejudiciais aos denominados captadores de recursos, não &lt;br /&gt;alteram os percentuais de renúncia fiscal, o que deverá &lt;br /&gt;acontecer no texto reformulado da lei que brevemente &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca &lt;br /&gt;188 &lt;br /&gt;tramitará no Congresso Nacional. Na opinião de Paulo &lt;br /&gt;Oliver, conselheiro da área de humanidades da CNIC do &lt;br /&gt;Ministério da Cultura e vice-presidente do Instituto &lt;br /&gt;Interamericano de Direito Autoral, &lt;br /&gt;[...] a noiva é a mesma, só mudou o vestido [...] o que &lt;br /&gt;deveria mudar é a ótica de análise dos processos. Há &lt;br /&gt;projetos bons, mas às vezes não são bem &lt;br /&gt;fundamentados (O INCENTIVO, 2006). &lt;br /&gt;Outras políticas para o setor surgiram expressas na forma &lt;br /&gt;de leis mais específicas, como é o caso da Lei do Direito &lt;br /&gt;Autoral – Lei 9.610/98 – e a denominada Política &lt;br /&gt;Nacional do Livro – Lei 10.753/2003 –, sendo esta voltada &lt;br /&gt;para as questões do livro; por meio dela instituiu-se “[...] &lt;br /&gt;o instrumento legal que autoriza o Poder Executivo criar &lt;br /&gt;e executar projetos de acesso ao livro e incentivo à leitura” &lt;br /&gt;(BRASIL, 2005). As políticas também se manifestaram &lt;br /&gt;por meio de programas governamentais, como Próleitura, &lt;br /&gt;Programa Nacional de Incentivo à Leitura &lt;br /&gt;(Proler), Fome do Livro e Vivaleitura, assim como &lt;br /&gt;programas mais específicos voltados para o livro didático &lt;br /&gt;e a biblioteca escolar – Programa Nacional de Biblioteca &lt;br /&gt;Escolar (PNBE) e o Programa Nacional de Livro Didático &lt;br /&gt;(PNLD). &lt;br /&gt;Uma atualização da Lei do Direito Autoral ocorreu em &lt;br /&gt;19 de fevereiro de 1998, e entrou em vigor a Lei 9.610/ &lt;br /&gt;98, a qual ampliou os suportes possíveis para difusão da &lt;br /&gt;informação, englobando as novas tecnologias. Baseia-se &lt;br /&gt;em convenções internacionais assinadas pelo Brasil. No &lt;br /&gt;capítulo I, Título IV, trata especificamente da edição, e é &lt;br /&gt;enfática na relação autor / editor, no que se refere à &lt;br /&gt;reprodução, conforme tratado no capítulo 2. &lt;br /&gt;Em 30 de outubro de 2003, foi sancionada a Lei nº 10.753, &lt;br /&gt;a “Lei do Livro” proposta pelo senador José Sarney e que &lt;br /&gt;instituiu a Política Nacional do Livro. Esta lei trata de &lt;br /&gt;questões pontuais relacionadas ao livro, desde a política &lt;br /&gt;nacional para a difusão e a leitura, até a editoração, &lt;br /&gt;distribuição e comercialização. A sua regulamentação &lt;br /&gt;[...] deverá apresentar o Plano Nacional do Livro e &lt;br /&gt;Leitura, de caráter trienal, e formas possíveis para a &lt;br /&gt;organização e estruturas capazes de formular, &lt;br /&gt;coordenar e executar ações dessa política setorial &lt;br /&gt;(CSLL). &lt;br /&gt;O Artigo 7º do capítulo III dessa lei prevê o &lt;br /&gt;estabelecimento de linhas de crédito específicas para o &lt;br /&gt;financiamento das editoras e distribuidoras de livro. Essas &lt;br /&gt;linhas de crédito tornaram-se disponíveis, em 2005, por &lt;br /&gt;meio do Banco Nacional de Desenvolvimento &lt;br /&gt;Econômico e Social (BNDES), que, após estudo &lt;br /&gt;encomendado ao Grupo de Pesquisa em Economia do &lt;br /&gt;Entretenimento do Instituto de Economia da &lt;br /&gt;Universidade Federal do Rio de Janeiro, intitulado &lt;br /&gt;“O desenvolvimento da cadeia produtiva do livro no &lt;br /&gt;Brasil em perspectiva internacional comparada: &lt;br /&gt;propostas de ações públicas e privadas na construção de &lt;br /&gt;uma agenda de transformação setorial”, estabeleceu &lt;br /&gt;parâmetros e normas para a liberação de crédito para o &lt;br /&gt;setor produtivo do livro. &lt;br /&gt;A Lei do Livro não é algo novo. Entre 1974 e 1976, um &lt;br /&gt;grupo de editores e livreiros representando a CBL e o &lt;br /&gt;SNEL preparou um anteprojeto da lei, que, quando &lt;br /&gt;concluído, foi encaminhado ao ministro da Educação, &lt;br /&gt;Ney Braga, durante o governo do presidente Geisel, que &lt;br /&gt;não deu a devida importância ao documento &lt;br /&gt;(HALLEWELL, 2005, p. 597). &lt;br /&gt;O Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) foi &lt;br /&gt;apresentado pelos ministros da Cultura e da Educação, &lt;br /&gt;no dia 13 de maio de 2006, no encerramento do FÓRUM &lt;br /&gt;– PNLL/Vivaleitura 2006/2008. No documento &lt;br /&gt;apresentado, é dito que o PNLL &lt;br /&gt;[...] é uma ação liderada pelo governo federal para &lt;br /&gt;converter esse tema em política pública mediante a &lt;br /&gt;concentração e articulação dos esforços desenvolvidos &lt;br /&gt;pelos diversos atores sociais: Estado, universidade, &lt;br /&gt;setor privado e demais organizações da sociedade civil &lt;br /&gt;que formam o chamado terceiro setor. Tem como &lt;br /&gt;objetivo central melhorar a realidade da leitura no &lt;br /&gt;país e, por isso, é construído e se desenvolve por meio &lt;br /&gt;de um processo que transcende a imediatez (PNLL, &lt;br /&gt;2006, p.5). &lt;br /&gt;O PNLL possui quatro eixos estratégicos, vinte linhas &lt;br /&gt;de ação e um calendário anual de eventos. Os quatro &lt;br /&gt;eixos são os seguintes: democratização do acesso; &lt;br /&gt;fomento à leitura e à formação; valorização da leitura e &lt;br /&gt;da comunicação; apoio à economia do livro. No primeiro &lt;br /&gt;eixo – democratização do acesso –, contém uma referência &lt;br /&gt;à “melhoria do acesso ao livro e a outras formas de cultura &lt;br /&gt;letrada” e “incorporação e uso de novas tecnologias” &lt;br /&gt;(2006 p.6). Essa ressalva é importante, uma vez que, no &lt;br /&gt;Capítulo II – DO LIVRO, na Lei nº 10.753, o livro não &lt;br /&gt;foi pensado e definido dentro dos parâmetros da sociedade &lt;br /&gt;da informação e dos novos suportes possíveis, salvo &lt;br /&gt;no item VII, que trata de livros em meio digital para “uso &lt;br /&gt;exclusivo de deficientes visuais” (BRASIL, 2003). &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Flávia Goullart Mota Garcia Rosa / Nanci Oddone &lt;br /&gt;189 &lt;br /&gt;Um longo caminho foi percorrido até se chegar ao PNLL. &lt;br /&gt;No início do atual governo, a Secretaria do Livro e da &lt;br /&gt;Leitura (SNLL) foi extinta, e suas atribuições passaram à &lt;br /&gt;Fundação Biblioteca Nacional (FBN). Antes de ser &lt;br /&gt;extinta, a SNLL, responsável pela política do livro e da &lt;br /&gt;leitura no país, teve como secretário o poeta baiano Wally &lt;br /&gt;Salmão. Com a morte de Salomão em maio de 2003, a &lt;br /&gt;secretaria foi extinta, obedecendo a projeto do próprio &lt;br /&gt;secretário. Em 2004, é criado o Programa Fome do Livro, &lt;br /&gt;denominação bastante emblemática do populismo do &lt;br /&gt;governo, ligado à FBN, que resultou de &lt;br /&gt;[...] parte dos esforços do governo federal na tarefa de &lt;br /&gt;se construir uma política pública nacional para o &lt;br /&gt;livro, a leitura e a biblioteca pública no Brasil &lt;br /&gt;(BIBLIOTECA NACIONAL, 2005). &lt;br /&gt;Assumiu sua coordenação Galeno Amorim, ex-secretário &lt;br /&gt;de cultura de Ribeirão Preto, primeiro município &lt;br /&gt;brasileiro a implantar uma lei do livro, Lei nº 9.353, de 5 &lt;br /&gt;de outubro de 2001. &lt;br /&gt;Em julho de 2004, realizou-se em Ribeirão Preto o &lt;br /&gt;I Encontro Preparatório para o Fórum Nacional da &lt;br /&gt;Leitura, coordenado por Galeno Amorim, cujo objetivo &lt;br /&gt;era apresentar o Programa Fome do Livro e discuti-lo &lt;br /&gt;com os vários segmentos ligados ao livro e à leitura. Esse &lt;br /&gt;programa foi debatido em centenas de cidades brasileiras &lt;br /&gt;no decorrer do ano. A receptividade do programa &lt;br /&gt;aparentemente não convenceu o então presidente da &lt;br /&gt;FBN, Pedro Côrrea do Lago, e o ministro da Cultura, &lt;br /&gt;Gilberto Gil, tomou a seguinte medida “[...] tirou a &lt;br /&gt;coordenação do Programa Fome do Livro/ Plano &lt;br /&gt;Nacional do Livro e da Leitura de sob as asas da Fundação &lt;br /&gt;Biblioteca Nacional” (WASSERMAN, 2005). &lt;br /&gt;De fato, a missão da FBN é ser &lt;br /&gt;depositária do patrimônio bibliográfico e documental &lt;br /&gt;do Brasil, [...] tem o objetivo de garantir a todos os &lt;br /&gt;cidadãos, desta e das futuras gerações, o acesso a toda &lt;br /&gt;memória cultural que integra seu acervo &lt;br /&gt;(BIBLIOTECA NACIONAL, 2005). &lt;br /&gt;Cabe à Fundação cuidar do acervo, preservá-lo, recuperálo &lt;br /&gt;e disponibilizá-lo; políticas de leitura cabem a outras &lt;br /&gt;instâncias. Em 2002, a Câmara Brasileira do Livro &lt;br /&gt;entregou um documento aos candidatos à Presidência &lt;br /&gt;da República, no qual alertava sobre a missão da &lt;br /&gt;Biblioteca Nacional, a qual deveria ser &lt;br /&gt;[...] focar o importante trabalho de preservação de &lt;br /&gt;seu valioso acervo e deixar a política do livro e da &lt;br /&gt;leitura para um órgão independente, capaz de dialogar &lt;br /&gt;com várias instâncias do governo para que o assunto &lt;br /&gt;deixasse de ser tratado como “perfumaria cultural” &lt;br /&gt;(WASSERMANN, 2005). &lt;br /&gt;O ano de 2004 se encerrou de forma bastante otimista &lt;br /&gt;para os que fazem parte da denominada cadeia produtiva &lt;br /&gt;do livro. Em 21 de dezembro, o presidente Luiz Inácio &lt;br /&gt;Lula da Silva sancionou a lei de desoneração fiscal, que &lt;br /&gt;isenta “[...] a produção, comercialização e importação de &lt;br /&gt;livros do pagamento do PIS/Cofins/Pasep, o que varia &lt;br /&gt;entre 3,655 a 9,25%” (SCORTECCI; PERFETTI. 2006, &lt;br /&gt;p. 29) Desse modo, editores, livreiros e distribuidores &lt;br /&gt;não mais pagarão qualquer tipo de taxa ou imposto sobre &lt;br /&gt;operações com livro, gozando, pois, de imunidade &lt;br /&gt;tributária, conforme prevê a Constituição, na Seção II – &lt;br /&gt;Das Limitações do Poder de Tributar, Art. 150, inciso VI, &lt;br /&gt;alínea d (BRASIL, 2005). A desoneração é vista por alguns &lt;br /&gt;de forma bastante otimista, sobretudo pelo próprio &lt;br /&gt;governo, como garantia de uma redução no preço do livro, &lt;br /&gt;fato que não está assegurado. O Ministério da Cultura &lt;br /&gt;prevê &lt;br /&gt;[...] que a lei vai causar dois tipos de impactos &lt;br /&gt;imediatos no mercado editorial brasileiro. Um deles &lt;br /&gt;é a redução dos preços nos livros, prevista para ocorrer &lt;br /&gt;já a partir deste mês e que deve chegar a 10% em três &lt;br /&gt;anos. A outra conseqüência é a retomada dos &lt;br /&gt;investimentos por parte de editores e livrarias para &lt;br /&gt;lançamentos de novos selos editoriais e a abertura de &lt;br /&gt;pontos de venda ainda no primeiro semestre deste &lt;br /&gt;ano (SCORTECCI; PERFETTI; 2006, p. 29). &lt;br /&gt;A contrapartida dos empresários do livro à desoneração &lt;br /&gt;fiscal é oferecer “espontaneamente” 1% sobre o resultado &lt;br /&gt;da venda de livros para criar o Fundo Pró-Leitura. &lt;br /&gt;A expectativa do Fundo é gerar recursos da ordem de &lt;br /&gt;R$ 45 milhões anuais a serem utilizados em projetos e &lt;br /&gt;programas para fomentar a leitura, as bibliotecas e &lt;br /&gt;conseqüentemente a própria indústria editorial. Em &lt;br /&gt;outubro de 2005, cinco entidades do livro – Associação &lt;br /&gt;Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação &lt;br /&gt;Brasileira de Editores e Livreiros (Abrelivros), Associação &lt;br /&gt;Nacional de Livrarias (ANL), Sindicato Nacional de &lt;br /&gt;Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro &lt;br /&gt;(CBL) – assinaram a ata de criação do Fundo. Os primeiros &lt;br /&gt;recursos do Fundo foram utilizados em uma campanha &lt;br /&gt;de incentivo à leitura, com a participação em caráter &lt;br /&gt;voluntário dos atores “globais” Reynaldo Gianecchini e &lt;br /&gt;Cleo Pires. O objetivo da campanha era mostrar o livro &lt;br /&gt;como fonte de lazer e entretenimento; no entanto a &lt;br /&gt;sofisticação do cenário dos clips continua reforçando a &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca &lt;br /&gt;190 &lt;br /&gt;idéia do livro como um lazer de elite. A escolha de atores &lt;br /&gt;que não têm uma trajetória profissional consolidada e &lt;br /&gt;popularizada junto às camadas sociais que seriam o foco &lt;br /&gt;da campanha, assim como os livros apresentados como &lt;br /&gt;leituras desses atores desconhecidos do grande público, &lt;br /&gt;faz com que os clips não fixem a imagem de popularizar a &lt;br /&gt;leitura. &lt;br /&gt;Na mesma solenidade de assinatura da Lei de &lt;br /&gt;Desoneração, foi lançado o calendário do Ano Ibero- &lt;br /&gt;Americano do Livro e da Leitura (Ilimita), que no Brasil &lt;br /&gt;recebeu a denominação de Vivaleitura. Coordenado pela &lt;br /&gt;Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), &lt;br /&gt;Centro Regional para o Fomento do Livro na América &lt;br /&gt;Latina e Caribe (Cerlalc), Unesco e governos dos países &lt;br /&gt;da região, esse programa teve como objetivo gerar &lt;br /&gt;políticas que contribuíssem para uma mudança de &lt;br /&gt;cenário para o livro e a leitura nos países iberoamericanos, &lt;br /&gt;em uma tentativa de reverter os baixos &lt;br /&gt;índices de leitura dos seus cidadãos.O Ilimita foi &lt;br /&gt;deliberado na XIII Reunião Anual de Cúpula Ibero- &lt;br /&gt;Americana dos Chefes de Estado e de Governo, realizada &lt;br /&gt;em novembro de 2003, em Santa Cruz de La Sierra, na &lt;br /&gt;Bolívia (CERLALC, 2004). &lt;br /&gt;No Brasil, o Ano Ibero-Americano do Livro e da Leitura/ &lt;br /&gt;Vivaleitura realizou inúmeras ações, tais como identificar &lt;br /&gt;e apoiar projetos já existentes, criar medidas para &lt;br /&gt;promoção do livro e da leitura, articular com todos os &lt;br /&gt;segmentos da sociedade – instituições de ensino, &lt;br /&gt;iniciativa privada, representantes do mercado editorial, &lt;br /&gt;instituições não-governamentais. Essas ações &lt;br /&gt;incentivaram a criação da Câmara Setorial do Livro e &lt;br /&gt;Leitura (BRASIL, 2005), que faz parte dos órgãos &lt;br /&gt;consultivos do Sistema Minc e será acolhida pelo &lt;br /&gt;Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC). &lt;br /&gt;A Câmara Setorial do Livro e Leitura é composta por 26 &lt;br /&gt;membros, desde representante dos Ministérios da Cultura &lt;br /&gt;e da Educação, como das diversas entidades do segmento &lt;br /&gt;livreiro, dos escritores, dos bibliotecários, além de &lt;br /&gt;representantes das cinco regiões do país. A instalação e a &lt;br /&gt;posse do CSLL ocorreram em dezembro de 2005, e na &lt;br /&gt;oportunidade foi discutida e elaborada a proposta do &lt;br /&gt;PNLL, lançada em março de 2006. No momento, esse &lt;br /&gt;plano passa por uma consulta pública disponível no site &lt;br /&gt;www.pnll.gov.br. &lt;br /&gt;O Plano, que esteve a cargo de Galeno Amorim até abril &lt;br /&gt;de 2006, está sob a coordenação de José Castilho Marques &lt;br /&gt;Neto e contará com um comitê executivo a ser instituído &lt;br /&gt;pelos ministérios da Cultura e da Educação. Segundo &lt;br /&gt;Castilho, a Coordenação Geral do PNLL poderá ser &lt;br /&gt;instalada tanto no Ministério da Cultura quanto na &lt;br /&gt;Biblioteca Nacional, porém o Comitê Executivo será o &lt;br /&gt;interlocutor do PNLL e dos participantes do universo &lt;br /&gt;editorial, para que haja maior dinâmica (PNLL, 2006). &lt;br /&gt;PROGRAMAS GOVERNAMENTAIS PARA O &lt;br /&gt;LIVRO DIDÁTICO E PARA LEITURA &lt;br /&gt;Sob a tutela do governo federal, por intermédio do MEC, &lt;br /&gt;existem ainda os programas específicos voltados para &lt;br /&gt;aquisição do livro didático para as escolas públicas – &lt;br /&gt;Programa Nacional de Livro Didático (PNLD), Programa &lt;br /&gt;Nacional de Livro Didático para o Ensino Médio &lt;br /&gt;(PNLEM) – e para as bibliotecas escolares – Programa &lt;br /&gt;Nacional de Biblioteca Escolar (PNBE). Essas aquisições, &lt;br /&gt;pelo volume de recursos que envolvem, sempre geraram &lt;br /&gt;uma disputa entre as editoras de livros didáticos e &lt;br /&gt;paradidáticos nacionais e, nos últimos anos, a cobiça das &lt;br /&gt;editoras estrangeiras que se instalaram no Brasil. &lt;br /&gt;Os programas governamentais de distribuição de livros &lt;br /&gt;didáticos se iniciaram em 1938, com o Decreto-Lei nº &lt;br /&gt;1006, que, sob a coordenação do MEC, instituiu a &lt;br /&gt;Comissão Nacional do Livro Didático (CNLD). &lt;br /&gt;A finalidade dessa comissão era estabelecer condições &lt;br /&gt;para produção, importação e utilização do livro didático. &lt;br /&gt;Em 1966, foi criada a Comissão do Livro Técnico e do &lt;br /&gt;Livro Didático (Colted), com o objetivo de coordenar as &lt;br /&gt;ações referentes à produção, edição e distribuição do livro &lt;br /&gt;didático. Em 1971, essa atribuição passou para o INL, &lt;br /&gt;por meio do Programa do Livro Didático para o Ensino &lt;br /&gt;Fundamental (Plidef) (BRASIL, 2004). &lt;br /&gt;Em 1976, a Fundação Nacional do Material Escolar &lt;br /&gt;(Fename) foi criada e assumiu, além das atribuições &lt;br /&gt;referentes ao material escolar, a execução do programa &lt;br /&gt;do livro didático. Até a implantação do PNLD e do &lt;br /&gt;PNLEM, várias outras denominações e siglas foram &lt;br /&gt;substituindo os programas existentes. Em 1983, a &lt;br /&gt;Fundação de Assistência ao Estudante (FAE) assumiu as &lt;br /&gt;atribuições da Fename. No ano de 1985, com a edição do &lt;br /&gt;Decreto nº 91.542, de 19/8/85, o Plidef foi substituído &lt;br /&gt;pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) e &lt;br /&gt;ocorreram algumas mudanças: indicação dos livros pelos &lt;br /&gt;professores, extinção do livro descartável para permitir &lt;br /&gt;a sua reutilização, aperfeiçoamento das especificações &lt;br /&gt;técnicas para produção dos livros, ampliação da oferta &lt;br /&gt;para os alunos de todas as séries e, finalmente, a &lt;br /&gt;participação dos professores no processo de escolha dos &lt;br /&gt;livros e o fim da participação financeira dos estados. &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Flávia Goullart Mota Garcia Rosa / Nanci Oddone &lt;br /&gt;191 &lt;br /&gt;Atualmente, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da &lt;br /&gt;Educação/FNDE mantém, com recursos financeiros do &lt;br /&gt;Orçamento Geral da União e da arrecadação do salárioeducação, &lt;br /&gt;os programas voltados para o livro didático - &lt;br /&gt;PNLD e PNLEM. Adotou-se um processo de análise para &lt;br /&gt;a aquisição dos livros a serem distribuídos e, a cada três &lt;br /&gt;anos, é lançado um edital com os critérios estabelecidos &lt;br /&gt;a fim de que os detentores dos direitos autorais inscrevam &lt;br /&gt;as obras didáticas. O processo de avaliação conta com a &lt;br /&gt;participação das universidades, uma vez que envolve &lt;br /&gt;livros de todas as disciplinas do currículo da educação &lt;br /&gt;básica. Ao final do processo de avaliação, é elaborado o &lt;br /&gt;Guia dos Livros Didáticos contendo resumo das obras &lt;br /&gt;para que os professores das escolas procedam à escolha &lt;br /&gt;dos livros a serem adotados. A principal crítica que se faz &lt;br /&gt;a esses programas voltados para o livro didático é a &lt;br /&gt;seguinte: &lt;br /&gt;A acentuada centralização da participação de um &lt;br /&gt;grupo de editores no PNLD coloca em questão as &lt;br /&gt;perspectivas de descentralização do programa. Na &lt;br /&gt;medida em que, por sua posição no mercado, dispõe &lt;br /&gt;de mecanismos mais eficientes de divulgação, de &lt;br /&gt;marketing [...] alcançam grande poder de penetração e &lt;br /&gt;circulação entre seus “clientes”. Essa situação, &lt;br /&gt;associada a outros fatores, condiciona, em grande &lt;br /&gt;medida, a escolha feita pelo professor (HÖFLING, &lt;br /&gt;2000, p.9) &lt;br /&gt;O PNBE foi criado em 1997, por meio da Portaria &lt;br /&gt;Ministerial nº 584, de 28 de abril, e tem como objetivo &lt;br /&gt;possibilitar o acesso dos alunos e professores à &lt;br /&gt;informação, contribuindo para fomentar a prática da &lt;br /&gt;leitura e formação dos professores das escolas de ensino &lt;br /&gt;fundamental. Por intermédio desse programa, foram &lt;br /&gt;constituídos os acervos das bibliotecas escolares &lt;br /&gt;formados por obras de referência, literatura e de apoio à &lt;br /&gt;formação dos professores. Esse acervo passa por um &lt;br /&gt;processo de escolha e seleção, mediante edital &lt;br /&gt;previamente divulgado (BRASIL, 2005). &lt;br /&gt;Quanto aos programas voltados às práticas leitoras, o &lt;br /&gt;Pró-Leitura foi criado em 1992 por iniciativa da &lt;br /&gt;Secretaria de Educação Básica – MEC em parceria com &lt;br /&gt;as secretarias de Educação dos estados, universidades e &lt;br /&gt;Embaixada da França. Ele objetivou a formação &lt;br /&gt;continuada, oportunizando ao professor a discussão &lt;br /&gt;teórica e ampliação do repertório de vivências de leitura &lt;br /&gt;e escrita, além de constituir estratégias de reflexão e de &lt;br /&gt;intervenção nas práticas pedagógicas. No atual site do &lt;br /&gt;MEC, esse programa não está mais acessível. Na página &lt;br /&gt;da Secretaria de Educação Básica, faz-se referência à &lt;br /&gt;Política de Formação de Professores e Alunos Leitores, &lt;br /&gt;cujo objetivo é similar ao Pró-Leitura. &lt;br /&gt;Voltado para formação de leitores nos espaços sociais, o &lt;br /&gt;Proler surgiu em 1992, quando foi institucionalizado por &lt;br /&gt;meio do Decreto nº 519 de 13 de maio, sob a coordenação &lt;br /&gt;do teatrólogo Francisco Gregório e a professora Eliana &lt;br /&gt;Yunes. Segundo os coordenadores, o Proler &lt;br /&gt;[...] já tinha como pressuposto o não-estabelecimento &lt;br /&gt;de planos verticalizados e acabados para implantação. &lt;br /&gt;Pelo contrário, teorias e práticas vêm constantemente &lt;br /&gt;sendo repensadas e hoje o Programa continua &lt;br /&gt;adequando-se em resposta aos indicadores sinalizados &lt;br /&gt;pela sociedade (UNIVERSIDADE FEDERAL DO &lt;br /&gt;ESPÍRITO SANTO, 2003). &lt;br /&gt;Atualmente ele está vinculado à Fundação Biblioteca &lt;br /&gt;Nacional e tem como sede a Casa da Leitura, no Rio de &lt;br /&gt;Janeiro, que dispõe, dentre outras coisas, de centro de &lt;br /&gt;referência e documentação para jovens e duas bibliotecas: &lt;br /&gt;infantil e juvenil. Sua atuação está vinculada a uma &lt;br /&gt;política de leitura e busca colaborar para qualificar as &lt;br /&gt;relações sociais, mediante a formação de leitores &lt;br /&gt;conscientes e críticos dentro do seu contexto social. Em &lt;br /&gt;meados de 1996, a nova direção da Fundação Biblioteca &lt;br /&gt;Nacional, por meio da Comissão Nacional, promoveu a &lt;br /&gt;integração do Proler com o MEC e outras instituições &lt;br /&gt;com experiência de leitura, tais como Fundação Nacional &lt;br /&gt;do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Associação de Leitura &lt;br /&gt;do Brasil (ALB), Programa de Alfabetização e Leitura &lt;br /&gt;(Proale/UFF) e Ministério da Educação (MEC). &lt;br /&gt;AVANÇOS &lt;br /&gt;As discussões em favor de políticas nacionais de leitura, &lt;br /&gt;como foi visto, acontecem há alguns anos. Em 1992, por &lt;br /&gt;exemplo, foi realizada no Rio de Janeiro, promovida pelo &lt;br /&gt;Cerlalc e a Fundação Biblioteca Nacional, a Reunião &lt;br /&gt;Internacional de Políticas Nacionais de Leitura para &lt;br /&gt;América Latina e Caribe. Nessa reunião, a leitura foi &lt;br /&gt;defendida como responsabilidade de todos e &lt;br /&gt;recomendava-se que os países participantes criassem &lt;br /&gt;programas de efeitos multiplicadores cujo objetivo era &lt;br /&gt;atingir maior número de cidadãos – crianças, jovens e &lt;br /&gt;adultos – na tentativa de criar condições favoráveis ao &lt;br /&gt;desenvolvimento da capacidade leitora. Sobre o Estado &lt;br /&gt;e as políticas de leitura, foi dito que &lt;br /&gt;É função primordial do Estado ocupar-se dos direitos &lt;br /&gt;básicos da população e de seu desenvolvimento &lt;br /&gt;econômico e social. A leitura constitui-se num desses &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca &lt;br /&gt;192 &lt;br /&gt;direitos e contribui para o desenvolvimento. O que &lt;br /&gt;se pede ao Estado é a vontade política para articular, &lt;br /&gt;estimular e apoiar experiências qualificadas &lt;br /&gt;(REUNIÕES, 1994, p.16) (grifo nosso). &lt;br /&gt;Na publicação que reúne os documentos das Reuniões &lt;br /&gt;Internacionais de Políticas Nacionais de Leitura para &lt;br /&gt;América Latina e Caribe, ocorridas entre 1992 e 1994, &lt;br /&gt;verifica-se que muitas questões colocadas hoje não &lt;br /&gt;diferem de 14 anos atrás. Faltou e falta vontade política &lt;br /&gt;para avançar. Conforme divulgação do Instituto Paulo &lt;br /&gt;Montenegro, o Brasil situa-se “[...] em último lugar numa &lt;br /&gt;avaliação que mediu a capacidade de leitura em 32 países” &lt;br /&gt;(A MELHOR, 2006). &lt;br /&gt;A política pública do governo para o livro, leitura e &lt;br /&gt;biblioteca que, desde 2003, a partir da Lei do Livro, tem &lt;br /&gt;sido discutida e avaliada por todo o segmento da &lt;br /&gt;denominada cadeia produtiva do livro e com a sociedade &lt;br /&gt;em geral, precisa ser mais objetiva, a fim de se chegar a &lt;br /&gt;ações concretas que de fato revertam os quadros atuais. &lt;br /&gt;Observa-se que, dentre as políticas propostas, o ensino &lt;br /&gt;superior não é contemplado. Sabe-se que a realidade do &lt;br /&gt;estudante universitário é de baixa freqüência nas &lt;br /&gt;bibliotecas e de leituras fragmentadas por meio de cópias &lt;br /&gt;de livros. Embora vivendo na sociedade da informação, &lt;br /&gt;o acesso a esta informação está abaixo do desejável. &lt;br /&gt;A tecnologia faz parte do dia-a-dia de muitos estudantes, &lt;br /&gt;mas está longe de ser utilizada para ampliar o &lt;br /&gt;conhecimento mediante o acesso a portais confiáveis. &lt;br /&gt;Artigo submetido em 27/10/2005 e aceito em 24/04/2007. &lt;br /&gt;REFERÊNCIAS &lt;br /&gt;A MELHOR escola para alfabetizar. Veja, São Paulo, n. 16, p. 118, abr. &lt;br /&gt;2006. &lt;br /&gt;AMERICAN LIBRARY ASSOCIATION - ALA. Report of the &lt;br /&gt;presidential commitee on information literacy: final report. [S.l.], 1989. &lt;br /&gt;Disponível em: &lt;http://www.ala.org/ala/acrl/acrlpubs/whitepapers/ &lt;br /&gt;presidential.htm&gt;. Acesso em: 06 ago. 2005. &lt;br /&gt;AFP. Brasil tem índice de desenvolvimento médio (ONU). 2005. Disponível &lt;br /&gt;em: &lt;http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/economia/2105001- &lt;br /&gt;2105500/2105414/2105414_1.xml&gt;. 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O Instituto Nacional do Livro e as ditaduras: &lt;br /&gt;academia brasílica dos rejeitados. 270 f. Tese (Doutorado em &lt;br /&gt;Literatura:literaturas de língua portuguesa)– Departamento de Letras, &lt;br /&gt;Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, &lt;br /&gt;[s.d.]. &lt;br /&gt;PLANO Nacional do Livro e da Leitura - PNLL. 2006. &lt;br /&gt;PNLL em novas mãos. Panorama Editorial, São Paulo, v. 2, n. 19, p. 28- &lt;br /&gt;31, maio 2006. &lt;br /&gt;REUNIÕES internacionais de políticas nacionais de leitura: América &lt;br /&gt;Latina, Caribe-Mercosul, pacto amazônico e grupo dos três. [S.l.: &lt;br /&gt;s.n.], 1994. 56 p. &lt;br /&gt;SCORTECCI, João; PERFETTI, Maria Esther Mendes. Informações &lt;br /&gt;importantes para quem quer escrever e publicar um livro: guia do profissional &lt;br /&gt;do livro. São Paulo: Scortecci, 2006. &lt;br /&gt;SILVA, Suely Braga da. O Instituto Nacional do Livro e a institucionalização &lt;br /&gt;de organismos culturais no Estado Novo (1937-1945): planos, idéias e &lt;br /&gt;realizações. 1992. 154 f. Dissertação (Mestrado em Ciência da &lt;br /&gt;Informação)- Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, &lt;br /&gt;1992. &lt;br /&gt;WASSERMANN, Raul. Livros, leitura, desenvolvimento. O livro é &lt;br /&gt;um importante fator de desenvolvimento econômico e social de uma &lt;br /&gt;nação, uma verdade nem sempre lembrada?. Desafios do desenvolvimento, &lt;br /&gt;Brasília, 01 jan. 2005. Disponível em: &lt;http://www.desafios.org.br/ &lt;br /&gt;Edicoes/6/artigo13076-1.asp?o=s&gt;. Acesso em: 12 abr. 2006. &lt;br /&gt;UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. Núcleo de &lt;br /&gt;educação aberta e à distância. 2003. Apresenta arquivo de informes &lt;br /&gt;sobre eventos promovidos e informações úteis à comunidade. Disponível &lt;br /&gt;em: &lt;http://www.neaad.ufes.br/&gt;. Acesso em: 23 abr. 2006. &lt;br /&gt;Ci. Inf., Brasília, v. 35, n. 3, p. 183-193, set./dez. 2006 &lt;br /&gt;Políticas públicas para o livro, leitura e biblioteca&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7184491088344543012?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7184491088344543012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7184491088344543012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7184491088344543012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7184491088344543012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/politicas-publicas-para-o-livro-leitura.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-7985251915340341691</id><published>2007-08-18T12:35:00.001-02:00</published><updated>2007-08-18T12:39:09.644-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Las bibliotecas escolares son una de las mejores herramientas para conseguir que los alumnos se aficionen a la lectura. Por eso, el Departamento de Educación financiará los proyectos de aquellos colegios e institutos públicos que quieran mejorar este equipamiento y convertirlo en un lugar atractivo para los alumnos e integrado dentro de los planes culturales del centro. Este proyecto recibirá una inversión máxima de 201.750 euros y los claustros de profesores interesados podrán pedir esta ayuda antes del 24 de septiembre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con esta iniciativa se pretende mejorar la organización de la biblioteca y la atención a los usuarios de la biblioteca, tanto a profesores como alumnos, padres y personal cercano al centro. Otro de los objetivos consiste en integrar el proyecto en las actuaciones que se desarrollen en el centro y fomenten la afición por la lectura, la escritura y enseñen a los alumnos a utilizar las fuentes de información. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los profesores intentarán también incorporar las bibliotecas al aula y hacer que formen parte del proyecto educativo del colegio. Con la financiación de la DGA, se podrán también actualizar los fondos documentales de las bibliotecas y mejorar sus equipamientos. Se comprarán libros, revistas, partituras, grabaciones de vídeo, audio o juegos educativos y se instalarán accesos a internet y otros recursos para alumnos extranjeros o con alguna necesidad especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la hora de valorar los proyectos, se tendrán en cuenta cinco parámetros. Los dos más importantes serán la calidad, coherencia y viabilidad del proyecto y el grado de implicación de los profesores y la comunidad educativa. Otros criterios fundamentales serán la utilización prevista de la biblioteca por los alumnos, la dotación y organización del servicio y el nivel de coordinación y colaboración que existe entre la biblioteca del centro y las bibliotecas públicas de la zona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Con todo esto, Educación pretende cumplir uno de los objetivos del curriculum educativo aragonés, que persigue el fomento de la lectura. Además de la mejora de las bibliotecas, los niños de Primaria leerán en clase durante media hora a la semana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-7985251915340341691?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/7985251915340341691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=7985251915340341691&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7985251915340341691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/7985251915340341691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/las-bibliotecas-escolares-son-una-de.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5114224387184054701</id><published>2007-08-18T12:35:00.000-02:00</published><updated>2007-08-18T12:36:11.531-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.elperiodicodearagon.com/noticias/noticia.asp?pkid=344321"&gt;&lt;b&gt;Plan de mejora de las bibliotecas escolares para fomentar la lectura&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; ( &lt;a href="http://www.elperiodicodearagon.com"&gt;El Periódico de Aragón&lt;/a&gt; - 18/08/2007 )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5114224387184054701?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5114224387184054701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5114224387184054701&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5114224387184054701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5114224387184054701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/plan-de-mejora-de-las-bibliotecas.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-2534020042272722803</id><published>2007-08-12T20:53:00.000-02:00</published><updated>2007-08-12T20:54:08.253-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O Seminário Prazer em Ler de Promoção da Leitura - Nos Caminhos da Literatura está organizado em torno de seis conferências e de cinco mesas de debates. Delas participarão, ao todo, 17 palestrantes, entre convidados do Brasil e exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22/08/07, quarta-feira, das 8h30 às 17h  8h30 às 9h45  &lt;br /&gt;Credenciamento e entrega de materiais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10h às 11h  Sessão de abertura &lt;br /&gt;Gisela Pinto Zincone - FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Castro - Instituto C&amp;A (Barueri, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre Schneider - Secretaria Municipal de Educação de &lt;br /&gt;São Paulo (São Paulo, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;11h às 12h30  Conferência 1 - Andar entre Livros: A Leitura Literária na Escola &lt;br /&gt;Conferencista&lt;br /&gt;Teresa Colomer&lt;br /&gt;Universidade Autônoma de Barcelona (Barcelona, Espanha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa &lt;br /&gt;Elizabeth D´Angelo Serra&lt;br /&gt;FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12h30 às 13h30  Almoço  &lt;br /&gt;13h45 às 15h30  Mesa de debates 1 &lt;br /&gt;Palestrantes &lt;br /&gt;Angela Lago&lt;br /&gt;Escritora e ilustradora (Belo Horizonte, Brasil)&lt;br /&gt;O Prazer do Livro para o Leitor Iniciante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graça Lima&lt;br /&gt;Universidade Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;A Leitura Imagética&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Cris Eich&lt;br /&gt;Ilustradora (São Paulo, Brazil) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;15h30 às 16h  Intervalo  &lt;br /&gt;16h às 17h30  Conferência 2 - Alguns Equívocos sobre Leitura Conferencista&lt;br /&gt;Ana Maria Machado&lt;br /&gt;Escritora e tradutora (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa&lt;br /&gt;Alais Ávila&lt;br /&gt;Instituto C&amp;A (Barueri, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;17h30  Lançamento da obra Andar entre Livros: A Leitura Literária na Escola (Global), de Teresa Colomer  &lt;br /&gt;Dia 23/08/07, quinta-feira, das 9h às 16h30  9h às 10h30  Conferência 3 - A confirmar Conferencista&lt;br /&gt;Xosé Antonio Neira Cruz&lt;br /&gt;Escritor (Santiago de Compostela, Espanha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa&lt;br /&gt;Áurea M. Alencar R. de Oliveira&lt;br /&gt;Instituto C&amp;A (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10h30 às 12h  Mesa de debates 2 &lt;br /&gt;Palestrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz Percival Leme Britto&lt;br /&gt;Universidade de Sorocaba (Sorocaba, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretenimento ou Conhecimento - O que Faz a Literatura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Munduruku&lt;br /&gt;Escritor (Lorena, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Literatura Indígena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Ísis Valéria Gomes &lt;br /&gt;FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12h às 13h  Almoço &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;13h15 às 15h  Mesa de debates 3 &lt;br /&gt;Palestrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Regina Zilberman&lt;br /&gt;Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ensino Médio e a Formação do Leitor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marisa Lajolo&lt;br /&gt;Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura e Pesquisa nos Estudos Literários: O Caso de Monteiro Lobato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura Sandroni&lt;br /&gt;FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A década de 70 e a Renovação da Literatura Infantil e Juvenil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Ana Dourado &lt;br /&gt;Instituto C&amp;A (Brasília, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;15h às 15h30  Intervalo  &lt;br /&gt;15h30 às 17h  Conferência 4 - Da Leitura da Palavra à Leitura de Mundo &lt;br /&gt;Conferencista&lt;br /&gt;Silvia Castrillón &lt;br /&gt;Associação Colombiana de Leitura e Escrita (Bogotá, Colômbia)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa&lt;br /&gt;Marcia Wada &lt;br /&gt;A Cor da Letra (São Paulo, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dia 24/08/07, sexta-feira, das 9h às 17h  9h às 10h30  Conferência 5 - O Tripé Infância-Literatura-Leitura - &lt;br /&gt;Marcos de sua Estruturação na Argentina &lt;br /&gt;Conferencista&lt;br /&gt;Cecilia Bettolli&lt;br /&gt;Centro de Difusão e Investigação de Literatura Infantil e Juvenil (Córdoba, Argentina)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa&lt;br /&gt;Cynthia Maria Campelo Rodrigues&lt;br /&gt;FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;10h30 às 12h  Mesa de debates 4 &lt;br /&gt;Palestrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bartolomeu Campos de Queirós&lt;br /&gt;Escritor (Belo Horizonte, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que Escrevo - Reflexões sobre a Leitura do Texto Literário e Educação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marina Colasanti&lt;br /&gt;Escritora e jornalista (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espaços da Prática Criativa, do Livro e da Literatura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Luiz Raul Machado&lt;br /&gt;Escritor (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;12h às 13h  Almoço  &lt;br /&gt;13h15 às 15h  Mesa de debates 5 &lt;br /&gt;Palestrantes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nilma Gonçalves Lacerda&lt;br /&gt;Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitura: Uma Escolha de Caminhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Azevedo&lt;br /&gt;Escritor, ilustrador e pesquisador (São Paulo, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas do Uso de Textos de Ficção e Poesia na Escola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Regina Célia Lico Suzuki&lt;br /&gt;Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (São Paulo, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;15h às 15h30  Intervalo  &lt;br /&gt;15h30 às 17h  Conferência 6 - Leitura e Literatura em Tempos de Internet &lt;br /&gt;Conferencista&lt;br /&gt;Nelly Novaes Coelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presidente da mesa&lt;br /&gt;Paulo Castro&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;17h  Sessão de encerramento &lt;br /&gt;Elizabeth D´Angelo Serra&lt;br /&gt;FNLIJ (Rio de Janeiro, Brasil)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Castro&lt;br /&gt;Instituto C&amp;A (Barueri, Brasil)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Seminário Prazer em Ler - Instituto C&amp;A &lt;br /&gt;Todos os direitos reservados - 2007&lt;br /&gt;AG2&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-2534020042272722803?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/2534020042272722803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=2534020042272722803&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2534020042272722803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/2534020042272722803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/o-seminrio-prazer-em-ler-de-promoo-da.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-1459142051776751800</id><published>2007-08-12T20:21:00.000-02:00</published><updated>2007-08-12T20:35:16.021-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Terminal de ônibus de Sorocaba tem biblioteca&lt;br /&gt;O Estado de S. Paulo - 07/08/2007&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Desde a semana passada, passageiros de ônibus de Sorocaba não precisam apresentar documentos nem preencher cadastro para retirar livros num posto avançado da biblioteca municipal. O guichê está instalado no terminal Santo Antonio, o principal do sistema público de transporte da cidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta escolher o título, que deve ser devolvido em até 15 dias. O projeto “Vai e Vem” colocou cerca de mil livros à disposição e recebe doações. O posto abre três dias por semana, das 10 às 19 horas. O projeto estimula a leitura e a responsabilidade, já que não tem como cobrar a devolução dos livros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-1459142051776751800?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/1459142051776751800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=1459142051776751800&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1459142051776751800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/1459142051776751800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/08/terminal-de-nibus-de-sorocaba-tem.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-6187422425747735980</id><published>2007-04-24T10:16:00.000-02:00</published><updated>2007-04-24T10:19:23.600-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No mês de março, foram promovidas visitas monitoradas pela Biblioteca da UNESP, campus de Bauru, para a apresentação da biblioteca e do sistema on-line de acesso ao acervo bibliográfico, com o objetivo de adaptação dos calouros ao novo ambiente e suas implicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visitas foram agendadas pelo coordenador de cada curso no campus, diferentemente do que ocorria em anos anteriores (em que as visitas eram agendadas pelos próprios alunos, superlotando as salas de visita). Foram divididas por turma, de modo que todos os alunos conheceram as características da biblioteca num ambiente que acomodasse a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as visitas, programadas em três horários diários, bibliotecários e um técnico em biblioteconomia acompanharam os alunos às diversas instâncias da biblioteca, fornecendo informações a respeito do acervo e do sistema on-line de acesso ao mesmo, através do catálogo Athena. Foram disponibilizadas informações como: datas e prazos de empréstimos, reservas, conservação e renovação de livros, bem como a ocorrência de multas e penalidades, em relação aos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maith Martins de Oliveira, bibliotecária supervisora da UNESP, afirma que "as visitas à biblioteca são de extrema importância, pois durante as mesmas os estudantes têm acesso a informações e serviços mais amplos do que apenas os relacionados ao acervo e sua utilização, como, por exemplo, os serviços de Base de Dados, Comutação Bibliográfica - COMUT e Empréstimo entre Bibliotecas - EEB, serviços que articulam diversas bibliotecas do município e do país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a apresentação do catálogo Athena, sistema on-line através do qual é possível realizar as transações de empréstimo, reserva e renovação de volumes, foi disponibilizada uma sala de demonstração, contendo cerca de 15 computadores, para que os alunos pudessem acessar, não somente o sistema Athena, mas também a página da biblioteca e o boletim informativo da mesma, atividades realizadas sobre monitoramento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a bibliotecária, "durante as visitas, os alunos não dispõem de muitas dúvidas, aparentemente, mas estas surgem no decorrer do ano, na utilização efetiva da biblioteca; para sanar possíveis dúvidas e auxiliar na utilização do sistema, os funcionários da biblioteca estão sempre disponíveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra inovação se refere a visitas periódicas a biblioteca, que ocorrem durante o ano, para alunos veteranos, agendadas por professores dos diversos cursos. De acordo com a bibliotecária, "para os alunos veteranos, acostumados com o sistema antigo de acesso ao acervo, a adaptação ao sistema on-line Athena é muitas vezes difícil". Para sanar este problema, as visitas dos alunos veteranos a biblioteca surge como uma alternativa, inserindo-os na pesquisa ao banco de dados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as diversas iniciativas promovidas pela UNESP, campus de Bauru, para auxiliar na adaptação aos alunos ingressantes no ano de 2007, como, por exemplo, a Semana de Integração, as visitas monitoradas a biblioteca promovem maior autonomia discente, possibilitando que os alunos direcionem sua vivência acadêmica segundo seus interesses.&lt;br /&gt;Para maiores informações a respeito da biblioteca e os serviços prestados por ela, é possível acessar o site http://www.biblioteca.bauru.unesp.br/ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Unesp&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-6187422425747735980?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/6187422425747735980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=6187422425747735980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6187422425747735980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6187422425747735980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/04/no-ms-de-maro-foram-promovidas-visitas.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-6022734860375883505</id><published>2007-02-18T23:10:00.000-02:00</published><updated>2007-02-18T23:11:29.052-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Biblioteca Mário de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando neste ideal de biblioteca, é impossível não lembrar da contribuição de Sérgio Milliet para a Biblioteca Mário de Andrade e para a cidade de São Paulo. Grande conhecedor de artes plásticas no país, Milliet foi o terceiro diretor da biblioteca e nela atuou de1943 até 1959. Durante estes 16 anos elevou-a a um padrão internacional, sendo desta época a relação desta com a Biblioteca Nacional de Paris. Atento ao plano de preservação que constituiu desde o início o plano principal da Biblioteca Mário de Andrade, Milliet criou em 1945 a sala de Artes, nela agrupou testemunhos e registros significativos para a história da arte e da cultura. Para Sérgio Milliet o legado artístico de cada geração deveria ser preservado, para que as futuras gerações pudessem entender, através destes testemunhos, não apenas o passado, mas o próprio presente. Assim, a biblioteca oferece ao público um dos acervos mais expressivos do país, destacando-se dentre suas coleções mais importantes as de Referência, Artes, Mapas, Obras Raras e Periódicos, num total de mais de mais de 3 milhões de itens. Conta ainda com os Serviços de Multimeios, Microfilme, Reprografia e com um acervo para empréstimo domiciliar, feito pela sua Seção Circulante. Oferece várias atividades culturais, através de sua Seção de Extensão Cultural e Colégio de São Paulo, como cursos, palestras, oficinas literárias, exposições, recitais e shows musicais. O público freqüentador é heterogêneo, formado na sua maioria por estudantes universitários e de nível médio, pesquisadores e profissionais das mais diversas categorias, cuja afluência é decorrente da qualidade do acervo e da localização privilegiada da biblioteca na cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-6022734860375883505?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/6022734860375883505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=6022734860375883505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6022734860375883505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/6022734860375883505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/02/biblioteca-mrio-de-andrade-pensando.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-5606296735648298919</id><published>2007-02-12T10:30:00.000-02:00</published><updated>2007-02-11T21:28:00.902-02:00</updated><title type='text'>RDBCI , V. 4, N° 2 (2007)</title><content type='html'>Pesquisas na web: estratégias de busca&lt;br /&gt;Searching on the web: search strategies &lt;br /&gt;p. 53-66 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Elias Estevão Goulart, Universidade IMES&lt;br /&gt;Annibal Hetem Junior, Centro Universitário da Fundação Santo André&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A World Wide Web tem sido utilizada amplamente para a busca e seleção de informações, resultando em um de seus principais empregos como suporte para atividades acadêmicas e profissionais. Este trabalho apresenta um estudo sobre as estratégias de busca de informações na World Wide Web, visando analisar e comparar os resultados de uma pesquisa exploratória com estudo similar realizado na Universidade de Telaviv. Apresenta-se nove formas possíveis de buscas e como elas foram utilizadas nos estudos comparados. Como resultado, são apresentadas as mais efetivas e sugere-se melhor treinamento dos usuários para o conhecimento das técnicas apresentadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras-chave&lt;br /&gt;Estratégias de busca; Internet; World wide web &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstract&lt;br /&gt;The World Wide Web has been largely used for searching and selecting information, and is one of the most important tools to support academic and professional activities. This work presents a study about information search strategies on the world wide web, seeking to analyze and compare the results of a similar exploratory research implemented at Telaviv University. It presents nine possible ways of information search and how they were compared in both studies. As a result, the most effective of the strategies are presented and users training are suggested as the best way to make them aware of the discussed techniques. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Key words&lt;br /&gt;Search strategies; Internet; World wide web&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-5606296735648298919?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/5606296735648298919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=5606296735648298919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5606296735648298919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/5606296735648298919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/02/rdbci-v-4-n-2-2007.html' title='RDBCI , V. 4, N° 2 (2007)'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-4734575504676677690</id><published>2007-02-11T21:23:00.000-02:00</published><updated>2007-02-11T21:19:03.814-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livraria da vila leitura livros'/><title type='text'></title><content type='html'>Em prédio contemporâneo com ar de sebo, 1,28 km de livros  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livraria da Vila abre outra loja, desta vez na Alameda Lorena, Jardins, para deleite dos leitores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daniel Piza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem passeia pelas ruas dos Jardins, com suas lojas, restaurantes, hotéis, cafés e sorveterias, que sugerem poder aquisitivo e bom gosto, imagina que poderia haver ali uma livraria muito boa. Agora não precisa mais imaginar. Daqui a cerca de três semanas, no número 1.731 da Alameda Lorena, o bairro ganha a Livraria da Vila. A nova unidade da livraria que nasceu em 1985 na Vila Madalena - e que há dois anos abriu filial na Casa do Saber, no Itaim - foi projetada por Isay Weinfeld e terá, além de 130 mil livros, um andar para DVDs e CDs, um café e uma sala para cursos e palestras.'É uma loja nova; tem nossa marca, mas não é igual', diz Samuel Seibel, o proprietário das livrarias. 'Não se trata de uma franquia. Nossa idéia nunca foi ter uma rede.' A livraria da Lorena, apesar de cerca de 30% de volumes a mais, terá perfil semelhante à da Fradique Coutinho: um acervo que não se limita aos lançamentos mais recentes e inclui o chamado 'fundo de catálogo', como os clássicos; forte ênfase na seção infantil, que ocupa todo o andar inferior; atendimento qualificado, aberto a encomendas; e realização de muitos eventos, como noites de autógrafo. Mas terá particularidades, como o destaque a livros de arte, fotografia e culinária. E, claro, o projeto de Weinfeld.'Sempre fui admirador da arquitetura dele', diz Seibel. 'Achei que o Isay seria um dos poucos capazes de criar uma linguagem clara, funcional, e ao mesmo tempo com muito charme, com um clima acolhedor.' Seibel diz que a livraria, como a da Fradique, é encarada como 'um ponto de encontro, um pólo cultural', e para isso o projeto era fundamental. Weinfeld diz que é justamente esse o motivo por que está achando 'fascinante' o trabalho. 'Eu tentei criar uma livraria como as que gosto de freqüentar, um lugar onde o cliente sente vontade de ficar.' Em cidades como Rio, Londres e Nova York, é comum encontrar livrarias assim. Em São Paulo, não.COM JEITO DE SEBOA livraria fica num dos quarteirões menos agitados da Lorena, entre os restaurantes Z Deli e Piola, onde antes havia uma loja de Fause Haten. Mesmo em obra, já se pode perceber que o espaço combinará quantidade com critério. Não há nada que lembre o estilo 'megastore' cada vez mais presente no setor. 'Quis dar à livraria um jeito parecido com o dos sebos', conta Weinfeld, apontando o desalinhamento de algumas das prateleiras, que são de cor marrom escuro (exceto no andar dos infanto-juvenis, onde são brancas). 'É uma pseudo-desorganização', define. Mesas de madeira antigas, de grandes designers brasileiros, serão tomadas por pilhas de livros e luminárias. Sofás com tecido jeans, encaixados entre as estantes, e poltronas espalhadas completam o ambiente 'lotado de livros'.O aconchego também se verá nos outros andares. No superior, onde ficarão os CDs e DVDs, ao lado de livros sobre esses temas (música e cinema), fica o café, com sete mesas na parte interna e três na externa. No inferior, haverá quatro 'buddha begs' - grandes pufes coloridos - para que as crianças sentem e, além de ler, ouçam contadores de histórias. O auditório, com cerca de 50 lugares e vista para um jardim lateral, fica nesse mesmo piso. Toda a tipologia da livraria, ao mesmo tempo prática e refinada, foi desenvolvida por Roberto Cipolla. Os rodapés e caixilhos embutidos, até mesmo dos aparelhos de ar-condicionado, têm a marca do escritório de Weinfeld.O estilo de Weinfeld, naturalmente, pode ser reconhecido desde a fachada (veja o croqui nesta página). O recuo de formas retas, pontuado por uma árvore e um banco à direita, além de um pequeno jardim ao longo do muro oposto; a fachada com um bloco de concreto cinza encimado pelo letreiro em fundo vermelho; e as portas pivotantes, ocupadas como estantes de livros, que ao fechar formam uma ampla vitrine horizontal - esses são apenas alguns elementos característicos. Dentro, além do jogo entre as texturas dos sofás e tapetes com as longas fileiras de livros, vemos também a grande escada sob luz zenital e uma série de detalhes que enriquecem a experiência arquitetônica do visitante.O toque mais original fica por conta dos dois vãos que conectam visualmente os andares. Do térreo para o superior, o vão é quadrado e marrom, com as laterais cobertas de livros para cima e para baixo. Do térreo para o inferior, ele é oval e branco, também emoldurado por livros, e dali mesmo já vemos que os elementos curvos distinguem o ambiente infanto-juvenil.O que deverá impressionar, mais uma vez em Weinfeld, é que um terreno de 10 por 40 metros se multiplique em três pisos de pé direito médio (diferentemente do que ocorre na Vila Madalena) a ponto de abrigar não só 1,28 km lineares de livros, mas também 12 mil CDs e 3,6 mil DVDs, sem dar a sensação de abarrotamento. Sorte do bairro, sorte da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-4734575504676677690?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/4734575504676677690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=4734575504676677690&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4734575504676677690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/4734575504676677690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/02/em-prdio-contemporneo-com-ar-de-sebo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116854636306587677</id><published>2007-01-11T18:11:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T18:12:43.163-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Leitura e Animação Cultural - repensando a escola e a biblioteca - organizado por Tania M. K. Rösing e Paulo Becker.Editora UPF&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha abaixo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116854636306587677?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116854636306587677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116854636306587677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116854636306587677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116854636306587677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/01/leitura-e-animao-cultural-repensando.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116854609654056391</id><published>2007-01-11T18:06:00.000-02:00</published><updated>2007-01-11T18:08:16.673-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Repensando a Leitura, Animando a Escola e a Biblioteca:A cura para o analfabetismo cultural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Peazê*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este tomo de Leitura e Animação Cultural – repensando a escola e a biblioteca nas mãos, me ocorreu a analogia com uma frase de um carpinteiro naval amigo, sobre a construção dos barcos de madeira. Disse-me ele: quando se constrói um barco realizando um sonho, a alma que habita o tronco das árvores vai aos poucos se integrando com a alma do próprio sonhador e ali começa a história de ambos, que nunca mais se dissociam um do outro, barco e construtor.&lt;br /&gt;Falar de barcos, leitura, sonho e livros é um movimento natural e recorrente para mim, da mesma forma deveriam ser indissociáveis a escola da biblioteca, estas da cultura, e obviamente os agentes sociais dos livros e multimeios de leitura, produzindo todos juntos uma onda orgânica e realimentadora do saber. E foi exatamente esta visão que eu tive logo na apresentação feita pela Professora Tania Rösing, desta coletânea de artigos, produzidos a partir da discussão e reflexão dos princípios e metodologias desenvolvidas no curso de Especialização em Leitura e Animação Cultural, do Centro de Referência de Literatura e Multimeios da Universidade de Passo Fundo, RS.&lt;br /&gt;A visão, contudo, se deu pelo viés do "na-prática-não-é-isto-que-acontece" na conclusão que a Prof. Tania faz ao comentar a importância da dinamização de bibliotecas escolares e a transformação de bibliotecas em centros multimidiais de promoção de leitura, posto que a leitura é prática social de interesse de todas as áreas do conhecimento, "especialmente quando se constata um analfabetismo cultural em diferentes segmentos profissionais". Afirmação forte, mas discorde se for capaz – pronto, o livro se torna um desafio. A cura.&lt;br /&gt;E a sua leitura é animada, poderia não ser, quando se entende o seu propósito: um livro que ensina a se ensinar a ler, e onde se aprender a ler, neste caso quem não for um educador de leitura, sabendo que, para ensinar a ler tem-se que aprender a ensinar aprendendo com os leitores. Por fim, para se ensinar e aprender qualquer matéria, saber ler é fundamental.&lt;br /&gt;Eu sei ler? Perguntei e mergulhei no primeiro capítulo, "Contribuições Teóricas para o desenvolvimento do leitor: teorias de leitura e ensino", pensando, honestamente, que fosse marear logo nas primeiras vagas, e quando me dei conta estava já em alto mar, lendo inclusive o contraste não apenas sonoro entre o português e o espanhol desta edição bilíngüe.&lt;br /&gt;O interessante, e aí aparece o mérito dos organizadores, é que os textos se coadunam indiferentes às preferências cognitivas dos seus autores, pois, se um opta pelo registro in loco da referência bibliográfica, que remete o leitor ao rodapé e dali às estantes das bibliotecas propriamente ditas, o outro escolhe o subterfúgio da expressão coloquial, para, ambos, criarem imagens que podem remeter o leitor criativo à produção de um conto, se quiser. Por exemplo: ao estabelecer um paralelo entre alunos de leitura que provêm de famílias com pouca ou nenhuma escolaridade, diga-se, não acostumados com bilhetes domésticos, leituras e referências a jornais, revistas e, francamente, nem a livros, e alunos que aculturam-se socialmente através inclusive destes meios de leitura e hábitos e costumes qualquer coisa sofisticados, um dos autores aproveita para criar-nos mentalmente uma biblioteca de referências imperdíveis, tais como em Bamberger, Bakhtin, Terzi, Rojo, Shirley B. Heath, por aí. E temos ou não temos assim, um cenário real, factível? Daí, como aprender e ensinar leitura neste contexto?&lt;br /&gt;Outro autor, como se tivesse combinado com o anterior, refere-se à conhecida afirmação de Paulo Freire: "A leitura de mundo precede a leitura da palavra". O caso da criança que abre os olhos e lê o teto, os corpos gigantes das pessoas curvadas olhando para dentro do berço, depois ela lê as árvores, o vento, os animais, as coisas ao redor e aquilo que lhe servem à boca, quando um belo dia todos os substantivos são reapresentados a ela com este sobrenome e um nome próprio, ela descobre a palavra, as regras escritas e começa a ler o mundo novamente, agora através do letramento. Mais adiante o mesmo autor nos põe também na cena de um conto a ser escrito, lembrando o hábito de crianças ainda não alfabetizadas imitando o gesto dos adultos lerem – a idéia é para afirmar que a leitura está definitivamente introjetada no modus vivendi do homus sapiens, mas o conto está ali antes de tudo. E estamos lendo, inclusive lendo nas entrelinhas deste próprio livro que ensina a ensinar a ler.&lt;br /&gt;E assim por diante seguem-se os demais artigos, inclusive citando a bibliografia dos organizadores, uma simbiose singular em livros do gênero. Nesta altura, se o livro nas suas mãos pecou foi em reafirmar sistematicamente a necessidade da criação de Centros de Promoção de Leitura de Múltiplas Linguagens e não vir com sons, cheiros, desenhos animados e coloridos, eletrônicos, interconectados, e com textos interativos e multimidiais. O que seria impossível, portanto um pecado inescapável, absolvido. Isto é, ainda estamos com o velho livro nas mãos, e lendo sobre tudo isso, sobre uma terra a ser descoberta. Talvez um dos motivos para não termos chances de marear, estando bem ocupados trabalhando sobre o convés da leitura.&lt;br /&gt;A propósito, a hiper organicidade textual citada acima é abordada no livro de modo sintético, mas com mérito que merece destaque, posto que o assunto é tão novo quanto extenso, é tão desconhecido quanto afugenta àqueles que dele conhecem pouco ou nada, criando um escudo de inibição, no caso dos educadores. "Na verdade, a resistência em discutir os novos mídias em sala de aula parte geralmente da insegurança do próprio professor, que, de um lado, não domina ainda esses equipamentos e, de outro, também se sente excluído".&lt;br /&gt;E a primeira parte termina, contudo sem antes deixar de assumir contornos ligeiramente difusos no artigo intitulado "Como planejar a pesquisa em leitura". Mas eu perguntaria: como ensinar a planejar pesquisa em leitura para ensinar a ler, em apenas um artigo? Talvez então, este artigo seja o que demande uma leitura mais atenta do que os outros, ou mais lenta, mais reflexiva, cerebral, abstrata. Quem sabe.&lt;br /&gt;Corta para a Formação do leitor infanto-juvenil, pois até aqui não havia uma idade definida para o nosso público alvo, portanto, supondo que a resenha de um livro que pretende ensinar a ensinar a ler esteja sendo lida somente por adultos, cuidado, entrar-se-á numa área em que nós adultos afundamos no nosso passado e nos recusamos ao resgate de nós mesmos, embora afirmem os psicólogos de plantão, seja esta a saída para todos, nunca naufragar por opção. Sendo assim, coragem, viremos a página e rumemos para a "Natureza e funções da literatura infantil". E tenhamos uma aula de história, para nunca mais utilizar a expressão "cara de bobo como se estivesse num conto de fadas". Os contos de fadas nem sempre comportam as fadas, tampouco desaguam em finais felizes. Pensemos: quanta diferença há entre narrar um conto para uma criança conhecendo as suas fontes, e narrá-lo com a mesma ignorância dos infantes? Ora, se acreditamos que aqueles três porquinhos vivem exatamente como naquela última edição encadernada com capa dura e ilustrações recentes, não haverá nada, um gesto, um tom de voz, um sinal de que há um algo mais, verdadeiro, na história, e ela fica como em nós mesmos, submersa no passado, para sempre. Os dois primeiros artigos são meritórios exatamente por isso, não nos convidam somente a fazer chover batendo com as pontas dos dedos, depois com as palmas das mãos e finalmente com os pés, levando a audiência a imaginar um temporal sobre o telhado. O texto explica e explica bem. Uma aula. Nem por isso o façamos como num quadro de Bruguel (Jogos Infantis) em que ele retrata as brincadeiras de rua com os personagens sem nenhum sorriso nos lábios. E, novamente, adquire-se uma biblioteca, pois um dos artigos tem um lastro de três páginas com referências bibliográficas, portanto valoriza-se aqui o conteúdo – para a forma e estilo há muito tempo nesta própria resenha faz-se vista grossa. Sem culpa.&lt;br /&gt;Parte três, terra à vista: A biblioteca como centro de ações educacionais e culturais. Já anunciava em sua apresentação, a Professora Tania Rösing, na França a biblioteca é um centro irradiador de conhecimento que modela o sistema de ensino. A biblioteca como eixo estruturador curricular. Aos livros! Aos espaços de leitura, aos projetos, conteúdos e animação cultural, à leitura na biblioteca multimídia, entre o poder e o desejo, à sala de leitura como espaço de animação cultural, à política educacional... Apesar destes títulos, os artigos não têm necessariamente o tom de planfletagem, mas não deixam de ser um mote com sabor de um novo paradigma, ou de uma sugestão de novo paradigma, necessário. Com destaque à experiência da Universidade de Extremadura, através do seu seminário interfacultativo de leitura como plataforma de cooperação entre instituições, pela novidade que representa para o educador/leitor brasileiro, e por ser o mais extenso dos artigos do livro – com algumas reservas pode-se, guiado por ele, provavelmente montar-se uma biblioteca modelo – bem didático. Estrategicamente colocado antes do artigo que transporta a contribuição francesa para o tomo, uma referência para os tomadores de decisão na esfera estrutural de ensino oficial.&lt;br /&gt;E aqui, a poucas páginas do colofão, "A biblioteca e a sala de leitura como espaço de animação cultural" se nos abre diante dos olhos com um poema de Antonio Cícero, Guardar, fazendo analogia com o significado da palavra biblioteca que ao contrário de sua origem etimológica não deve permanecer associada à caixa de livros, ao lugar sombrio, inóspito, ranzinza. Se faltava poesia já não falta mais, naveguemos no que o autor sugere, num "território de produção de sentidos".&lt;br /&gt;O fechamento deste livro de coletânea de artigos sintetiza o seu vasto conteúdo no seu último título: "ressignificando a escola", de modo que a biblioteca deve assumir um novo status no processo educacional e cultural. Ponto.&lt;br /&gt;Resumo este produzido por um dos organizadores, não por acaso o criador há vinte e dois anos da maior movimentação cultural literária no Brasil, as Jornadas Nacionais de Literatura, que nasceram no seio do Mundo da Leitura, apelido carinhoso do Centro de Referência e Multimeios da Universidade de Passo Fundo, embrião para o curso de especialização em leitura e animação cultural, fonte para o presente livro, a pura realização de um sonho. Que de agora em diante passa a conter a mesma alma, embarcação e autores, numa coisa só. Leia mais&gt;&gt;&gt;.&lt;br /&gt;Os artigos citados acima são de autoria dos professores Tania Rösing, Paulo Becker, Hercílio Fraga de Quevedo, Maria Fátima Ávila Betencourt, Cláudio Joaquim Paiva Wagner e Eliana Teixeira (UPF); Sérgio Capparelli (UFRGS); Vera Teixeira de Aguiar e Luciana Lhullier Rosa (PUC-RS); Nanci Gonçalves da Nóbrega (UFF); Angela Kleiman (Unicamp); Leiva de Figueiredo Vianna Leal (UFMG)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116854609654056391?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116854609654056391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116854609654056391&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116854609654056391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116854609654056391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/01/repensando-leitura-animando-escola-e.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116774360476756545</id><published>2007-01-02T11:11:00.000-02:00</published><updated>2007-01-02T11:13:30.740-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;Esse tal de contador de histórias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Grupo Morandubetá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esses dias recebemos um e-mail com uma pergunta de um "navegador": O que é um contador de histórias?&lt;br /&gt;Ficamos nos questionando sobre qual resposta daríamos. Qual seria essa definição. A pergunta nos fez refletir sobre o nosso trabalho. Quem somos nós? Como somos vistos aos olhos dos outros? O que é na verdade o nosso fazer? E descobrimos que existem muitas definições para os contadores de histórias. Descobrimos que existem diferentes espécies...Vamos explicar melhor.&lt;br /&gt;Existem aqueles que contam histórias que aprenderam. Geralmente são histórias que gostaram e contam pelo prazer de falar e de serem ouvidos. Quase sempre a realização é mais pessoal que material, porém às vezes tentam ganhar algum dinheiro para contar e aceitam qualquer coisa. Com o tempo o repertório se esgota, fica repetitivo e vai cansando o ouvido dos outros.&lt;br /&gt;Há os que resolvem ensinar o que não sabem e vivem dando cursos e escrevendo livros. Mas não dizem as palavras, não contam as histórias, não constroem a narrativa. Apenas ensinam, ensinam, ensinam. O quê? Nem eles mesmos sabem.&lt;br /&gt;Um outro tipo é o que pensa que conta, que pensa que ensina, que pensa que escreve e além disso agencia e explora os artistas. Suga a essência vital do contador para ganhar o dinheiro e a fama que jamais teria com o talento que não possui. Aproveita-se da situação, dos conhecimentos (pessoais, políticos, familiares...) e ganha sem fazer esforço, sem "mostrar a cara", sem contar histórias. ESSES SÃO TERRÍVEIS!&lt;br /&gt;Tem os que exageram e utilizam tantos adereços e "caras e bocas" que a narrativa se perde no meio de apelos redundantes.&lt;br /&gt;Também não podemos esquecer dos artistas financeiramente insatisfeitos que buscam no ato de contar histórias apenas o lucro, não acreditando que seja um trabalho artístico.&lt;br /&gt;Agora, existe o artista que é artista por natureza, que de nada precisa a não ser da palavra, do gesto e do olhar do seu ouvinte. O artista é sempre grandioso. Traz na alma a emoção e contagia a todos.&lt;br /&gt;E há ainda os que têm o desejo do artista, acreditam no que fazem e o fazem com a alma, porque o corpo emprestam aos personagens das histórias. Investigam, pesquisam, inovam, escrevem, ensinam e aprendem muito, muito mais. Possuem um trabalho artístico e também são formadores de cidadãos mais conscientes, críticos e questionadores. Seus ouvintes não escutam apenas histórias, escutam no fundo de cada palavra a fala de educadores e formadores de leitores. Por que para esses que chamamos de narradores e pesquisadores da arte de contar histórias: leitura, educação e cidadania andam sempre juntas.&lt;br /&gt;Temos certeza que deve haver outras espécies de contadores e aos poucos vamos descobrí-las. Elas estão crescendo e se multiplicando. Infelizmente também estão se vulgarizando e usando o nome do contador em vão, sem perceber ou se importar com o valor da palavra.&lt;br /&gt;Contar histórias é revelar segredos, é seduzir o ouvinte e convidá-lo a se apaixonar...pelo livro... pela história... pela leitura. E tem gente que ainda duvida disso.&lt;br /&gt;O contador é aquele que diz , por isso precisa saber bem o que irá dizer. Precisa ter dúvidas, certezas, conhecimentos, estudo e talento. Talento de sedução. Se fazer ouvir não é tão fácil assim, ainda mais quando atendemos a um público sem idade.&lt;br /&gt;Contar histórias é uma arte e quem faz arte é artista, está no sangue, na alma. Quem faz arte não pode temer. Tem que encarar. A arte tem um preço. Tem um valor. Mas infelizmente sabemos que nem todo mundo tem olhos para admirar a arte, nem tem dinheiro para pagar o preço. E aí se confundem na escolha. E preferem qualquer coisa ao invés do nada.&lt;br /&gt;Mas não podemos entrar nesse jogo, nem fazer menor. Este não é um trabalho para multidões, mas para um público que se sente seduzido pela palavra. Nós não "exploramos" o corpo, nem vulgarizamos a palavra, contamos histórias. Sem exageros ou excessos, com simplicidade e sutileza. E nunca estamos sós, pois as histórias nos acompanham, elas nos fazem preenchidos e nos fazem também solidários, já que estamos sempre dividindo palavras, ouvindo e contando.&lt;br /&gt;Foi essa a resposta que encontramos. Não sabemos se podemos chamar de resposta. Ela está cheia de perguntas nas entrelinhas. Enfim...o contador de histórias é aquele que cria, é aquele que empresta o corpo, a voz e a alma para dar vida a mais uma nova história.&lt;br /&gt;O contador é aquele que preserva a história e não a deixa morrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116774360476756545?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116774360476756545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116774360476756545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116774360476756545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116774360476756545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2007/01/esse-tal-de-contador-de-histrias-grupo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116713492528420220</id><published>2006-12-26T10:06:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T10:08:45.610-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Jim Dodge cria uma pequena e ótima fábula sobre ciclo da vida&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOCA REINERS TERRON&lt;br /&gt;ESPECIAL PARA A FOLHA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; "Fup" é aquele tipo de livro que pode mudar a vida de alguém. Para nossa imensa sorte não são poucos os livros que têm essa capacidade. Ocorre, porém, que com "Fup" as mudanças vêm mais rápidas, cerca de uma hora depois de iniciada a leitura. O livro é pequeno em volume, mas ocupa um gigantesco espaço no coração transformado dos leitores. É o que Marçal Aquino afirma no prefácio a essa oportuna nova edição. "Fup" é daqueles livros que "não estão no cânone. E não estão nem aí", diz, certamente atribuindo à novela de Jim Dodge algo daquela voltagem zen de certas obras artísticas dos anos 60, período em que filosofias orientais (acrescidas de outros temperos) espanaram parafusos de cabeças ocidentais em profusão. Publicado em 1983 pelo californiano Dodge (nascido em 1945), o livro está menos para "beat" tardio, entretanto, e mais próximo do surrealismo "hippie" de Jim Harrison, Richard Brautigan e Gary Snyder, com suas fábulas amorais e libertárias. Vovô Jake é um beberrão viciado em jogo e rabugento que ouve de um índio moribundo a receita de uísque que mudaria sua vida, ou melhor, que estenderia sua vida, já que ele confere ao "Velho Sussurro da Morte" o poder de tornar imortal quem o bebe. Trânsfuga da sociedade e de numerosos casamentos, Jake de repente vê-se obrigado a criar Miúdo, o neto órfão que não sabia ter. E é o que ele faz, comprando um rancho e levando o garoto para lá. Para compensar a dieta "insuportável" do bebê, Vovô Jake acrescenta algumas doses de seu estranho uísque à mamadeira do neto. Resultado: Miúdo torna-se um adulto de 1,92 m e 155 kg, obcecado em construir cercas. Assim segue a rotina rural dos dois até surgir Fup, uma pata gordíssima e desastrada que recusa-se a voar, e o Cerra-Dente, um porco-do-mato que diverte-se em destruir as cercas de Miúdo, tornando-se seu nêmesis. Em seu desenvolvimento circular entre os princípios de vida e de morte, "Fup" trata disso, de como estamos presos a esses ciclos com apenas início e fim definidos e todo o resto em aberto, prontinho para ser preenchido. Dodge criou uma história imprescindível, plena em ressonâncias poéticas e que em muito tem a ver com esses finais de anos em que tudo termina e ao mesmo tempo se renova. O que ele procura plantar é a idéia de que a vida é selvagem e assim deve permanecer. Ele resume no seguinte verso: "Evite morar em qualquer lugar onde não dê pra mijar da porta da frente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOCA REINERS TERRON é autor de "Sonho Interrompido por Guilhotina" (Casa da Palavra)&lt;br /&gt;FUP      Autor: Jim Dodge Tradução: Melanie Laterman Editora: José Olympio Quanto: R$ 22 (98 págs.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116713492528420220?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116713492528420220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116713492528420220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116713492528420220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116713492528420220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/12/jim-dodge-cria-uma-pequena-e-tima.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116601283469573304</id><published>2006-12-13T10:23:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T10:28:51.553-02:00</updated><title type='text'>Biblioteca Nacional da Venezuela - exposição Biblioteca nacional : Gestión en Revolución</title><content type='html'>&lt;strong&gt;La Biblioteca Nacional expone sus logros de los últimos tres años &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EnOriente&lt;br /&gt;&lt;a title="E-mail" href="javascript:void" option="com_content&amp;task=emailform&amp;amp;id=4660'," status="no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=400,height=250,directories=no,location=no');&amp;quot;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;12.12.2006&lt;br /&gt;La apertura de 36 bibliotecas públicas en todo el país, el fortalecimiento de las ya creadas, la extensión de sus horarios de servicio, la incorporación de Infocentros e Infopuntos, el respaldo a las misiones, entre otros avances, formarán parte de la exposición “Biblioteca Nacional: Gestión en Revolución”&lt;br /&gt;La Plataforma Red de Bibliotecas del Ministerio de la Cultura resumirá la multiplicidad de avances alcanzados por sus trabajadores y directivos, en el período 2003-2006 en la exposición “Biblioteca Nacional: Gestión en Revolución”, que será inaugurada este jueves 14 de diciembre de 2006 a las 11:00 a.m, en el vestíbulo de su sede, Cuerpo de Servicios, Nivel AP1 del Foro Libertador.&lt;br /&gt;La muestra estará compuesta por una serie de fotografías, afiches, textos y cuadros estadísticos, que darán cuenta de lo logros obtenidos por las distintas colecciones y unidades administrativas de la BN en los últimos tres años, para el cumplimiento de su misión institucional y el beneficio de los usuarios de los servicios bibliotecarios, tanto del Foro Libertador como en el Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, enmarcado en la política de cogestión instaurada por el Prof. Arístides Medina Rubio desde su arribo a la Dirección General de la BN en el año 2003.&lt;br /&gt;Entre los éxitos alcanzados resalta el Plan de Municipalización del Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que con el respaldo de los gobiernos regionales ha alcanzado la apertura de 36 nuevas bibliotecas públicas en los siguientes estados: Carabobo 4, Aragua 3, Guárico 4, Mérida 5, Yaracuy 8, Anzoátegui 2, Monagas 3, Trujillo 3, Táchira 1, Dtto. Capital 1, Lara 1, Nueva Esparta 1 y Vargas 1. Destaca el fortalecimiento de 40 servicios bibliotecarios a través de reparaciones y mejoras de sus sedes, la ampliación del horario de atención a los fines de semana en otras 40 bibliotecas, la firma de convenio a través del FIDES y la Ley de Asignaciones Especiales para la recuperación y dotación de la Red Metropolitana de Bibliotecas Públicas.&lt;br /&gt;El patrimonio documental de las distintas colecciones de la Biblioteca Nacional también ha experimentado una ampliación, con un crecimiento de 12,6 % (de 1999 hasta el 2006), aproximándose a un total de 7,5 millones piezas, que lo hacen el primer acopio bibliográfico y no bibliográfico del país. El número de obras consultadas ha sufrido un sostenido incremento, estimándose que sobrepasará largamente el millón de obras para el 2006. Algo similar ocurrió en este último renglón en el Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, que para el presente año alcanzará una cifra superior a los 4 millones y medio.&lt;br /&gt;La incorporación de la BN y las bibliotecas públicas del país a las misiones impulsadas por el ejecutivo nacional, así como a las organizaciones comunitarias, es otro de los aspectos resaltantes de éstos últimos tres años. En este sentido, de 752 sedes que componen el Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 546 dan apoyo directo a las misiones y organizaciones comunitarias, lo que equivale a un 73%. En los primeros 10 meses del año, 114 mil personas vinculadas a la Misión Ribas han sido atendidas en las bibliotecas, la Misión Robinson alcanza los 42 mil, la Misión Sucre sobrepasa los 46 mil, la Misión Barrio Adentro los 50 mil, la Misión Guaicaipuro 31 mil, la Misión Vuelvan Caras 9 mil, la Misión Ciencia los 25 mil, la Misión Cultura los 52 mil usuarios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116601283469573304?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116601283469573304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116601283469573304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116601283469573304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116601283469573304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/12/biblioteca-nacional-da-venezuela.html' title='Biblioteca Nacional da Venezuela - exposição Biblioteca nacional : Gestión en Revolución'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116601240702438704</id><published>2006-12-13T10:18:00.000-02:00</published><updated>2006-12-13T10:20:07.833-02:00</updated><title type='text'>Links da Library of Congress</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Alcove 9: An Annotated List of Reference Websites&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Main Reading Room of the Library of Congress has eight alcoves. This ninth "virtual alcove" is a collection of websites selected and annotated by Humanities and Social Sciences Division subject specialists. All of these websites have components that are free and available to the public; some might require user registration, or may have links to fee-based services. Please read the &lt;a href="http://www.loc.gov/global/disclaim.html"&gt;standard disclaimer&lt;/a&gt; regarding these links.&lt;br /&gt;The Library of Congress also administers &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/portals.html"&gt;Portals to the World&lt;/a&gt;, an annotated collection of websites organized by country. The Humanities and Social Sciences Division maintains the country Portals for &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/main/australia/"&gt;Australia&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/main/canada/"&gt;Canada&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/main/ireland/"&gt;Ireland&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/main/newzealand/"&gt;New Zealand&lt;/a&gt;, and the &lt;a href="http://www.loc.gov/rr/international/main/uk/"&gt;United Kingdom&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;SUBJECT INDEX&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/address.html"&gt;Addresses and Telephone Numbers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/arts/arts.html"&gt;Arts, Fine and Decorative&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/perform.html"&gt;Arts, Performing&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/biograph.html"&gt;Biography&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/books.html"&gt;Books and Booksellers&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/classics.html"&gt;Classical and Medieval History&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/computer.html"&gt;Computers and the Internet&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/education/educate.html"&gt;Education&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/gwtime.html"&gt;Geography, Weather, Time&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/general.html"&gt;Humanities and Social Sciences (General)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/indians/indians.html"&gt;Indians of North America&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/internat/internat.html"&gt;International Relations&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/journal.html"&gt;Journalism and Media&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/language.html"&gt;Language and Linguistics&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/library.html"&gt;Libraries, Archives, and Consortia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/literature/literature.html"&gt;Literatures in English&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/maritime.html"&gt;Maritime History&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/psych/psych.html"&gt;Psychology&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/religion.html"&gt;Religion&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/sociology.html"&gt;Sociology&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/sport.html"&gt;Sports and Recreation&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/statdata.html"&gt;Statistical Databases and Data Sets&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/military/military.html"&gt;Military History and Military Science&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/usgov/usgov.html"&gt;U.S. Government, Law, and Politics&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/ushist.html"&gt;U.S. History&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.loc.gov/rr/main/alcove9/women/women.html"&gt;Women's Studies&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116601240702438704?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116601240702438704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116601240702438704&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116601240702438704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116601240702438704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/12/links-da-library-of-congress.html' title='Links da Library of Congress'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116518816819463759</id><published>2006-12-03T21:21:00.000-02:00</published><updated>2006-12-03T21:22:48.603-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>«La lectura ya no es una obligación social, es una empresa alternativa» Carlos Monsiváis - Escritor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JAVIER HERNÁNDEZ. ENVIADO ESPECIAL GUADALAJARA (MÉXICO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Después de haber hablado, escuchado o leído lo que Jorge Herralde dice de Carlos Monsiváis (Ciudad de México, 1938), cuesta creer que este cronista excepcional de su país, escritor, crítico y ensayista sea un autor tan prolífico. Herralde lleva cinco años esperando un manuscrito de un autor que, sin embargo, tiene una bibliografía de lo más extensa en su país; una treintena de libros entre crónicas, antologías de poesía mexicana, fábulas y cuentos satíricos y perfiles de artistas, obras que le han valido varios premios nacionales. Pero en España sólo se ha publicado una obra, «Aires de Familia» (premio Anagrama de Ensayo 2005), gracias a la paciencia de Herralde (esperó más de veinte años a que le mandara un borrador), que, de todas maneras, lo califica de «fuera de serie». El reconocimiento al autor de «Los rituales del caos» (1995) ha venido este año de la mano de la Feria de Guadalajara, que le ha concedido su galardón más importante. ABC habló con él.&lt;br /&gt;-¿Cómo ha transcurrido esta Feria del Libro, que mañana cierra sus puertas?&lt;br /&gt;-Un éxito enorme en cuanto a influencia de jóvenes, de familia, de editores. No sé las cifras de ventas, pero se asentó como la más importante de Hispanoamérica. Los lectores están ahí, pero no en las cantidades que permitirían decir que México es un país de lectores.&lt;br /&gt;-México y, en general, en todo el mundo. Lo han dicho varios premios Nobel esta semana, entre ellos la surafricana Nadine Gordimer, que está ocurriendo en su país, en Estados Unidos, Gran Bretaña, España...&lt;br /&gt;-En Suráfrica, sí, pero en Estados Unidos, Inglaterra o España hay un sistema de bibliotecas públicas muy eficaz: compran los libros que van saliendo y los lectores con el sistema de préstamos, ahora muy agilizado por la red, tienen grandes posibilidades aún en un momento de culto a la imagen. En México la red de bibliotecas públicas es mínima y son centros para que los estudiantes hagan sus deberes. No tienen vocación de servicio al lector. La Universidad de Harvard (donde fue profesor), tiene más libros que todas las bibliotecas de México juntas.&lt;br /&gt;-¿Qué papel juega la lectura hoy en día? ¿Ve el final del libro?&lt;br /&gt;-No, y esto se prueba con la Feria. No veo ningún «Fahrenheit 451» en el porvenir, sí veo la idea de la lectura como una actividad minoritaria, prescindible en la mayoría de los casos y fuera de las metas familiares. Las familias no tienen la lectura como un propósito de integración interna. Tampoco es ya una causa social, que pudo haberlo sido hace un siglo, ni desde luego una obligación personal. Entró ya en el terreno de las opciones. La lectura es ya una empresa alternativa.&lt;br /&gt;-¿Cómo ve la influencia de las múltiples ofertas de ocio en los libros?&lt;br /&gt;-Las ofertas de ocio no tienen por qué influir. Cuando no las había, tampoco se leía en proporciones muy significativas, lo que pasa es que sí había la necesidad de mantener un mínimo de lecturas como forma de convivencia. Se leía lo que la moda o la necesidad ideológica o religiosa dictaba y eso ya creaba la impresión de la lectura como obligación social. Ahora lo que queda como obligación social pura es fragmentario, episódico y sujeto al azar, que es navegar por internet. Ahí sí se está leyendo mucho, pero ya es un nuevo tipo de lectura; ya no es la relación de una persona con un objeto, sino de una persona con su necesidad informativa, que va cruzándose con otras y que va creando en cada persona una red de intereses enorme o mínima. Se sigue leyendo en ese sentido, siguen descifrándose signos en esa página, pero lo que se ha perdido, insisto, irreparablemente, es la obligación social de la lectura.&lt;br /&gt;-Puede que vayamos hacia una cultura de la violencia en la sociedad porque la gente no se preocupa por su formación cultural.&lt;br /&gt;-Recuerdo un libro de Hanna Arendt, «Jerusalén o la banalidad del mal». En él esta autora alemana dice que los alemanes que había en los campos de concentración eran con frecuencia gente instruida, que gozaba de la música clásica. Eso no les impedía hacer atrocidades. Arendt concluye diciendo que, aunque la lectura es un proceso civilizatorio en el orden personal, tampoco es una garantía y que, en ese sentido, no hay que sacralizar tanto el proceso de leer. Todo depende, en primera instancia, de los estímulos que proporcionen los maestros, que en educación pública o privada en México siguen estando muy mal pagados. Incluso se ha dado el fenómeno de que los maestros no recomiendan libros porque ellos no leen.&lt;br /&gt;-Eso es un grave problema.&lt;br /&gt;-Se lee lo suficiente para mantener una industria editorial, pero no lo suficiente como para garantizar la presión para que existan bibliotecas públicas. El mejor ejemplo es que se inauguró hace unos meses una gran biblioteca en Ciudad de México, con costes millonarios y unos fondos de 250.000 ejemplares. Es el lugar donde van los estudiantes a hacer tareas escolares y nada más.&lt;br /&gt;-Ha habido cierta percepción en la Feria de que hay una generación que parece despedirse. La editora Inge Feltrinelli dice que la literatura hispanoamericana tiene que volver a coger brío.&lt;br /&gt;-Sí, es muy probable que haya una generación que esté en el inicio de una gira de despedida. Pero también se ve un nuevo referente generacional de excelente nivel que de momento no tiene reconocimiento. Está Santiago Roncagliolo. en Argentina; Alberto Fuguet, en Chile; en México, Juan Villoro, Jorge Volpi, Pedro Ángel Palou... Autores de excelente nivel que en otro momento habrían tenido una aceptación distinta, pero vienen envueltos ya en el fragor del mercado y eso es un ruido que contiende con el entusiasmo que levanten sus lecturas. De los 200 autores de esta edición de la FIL, ¿cuáles son los que tienen que ver con la literatura como tal y cúales con el deseo de aprovechar las luces que ahora caen sobre el mercado literario? García Márquez, Carlos Fuentes o Saramago surgen antes del mercado, pero su literatura no se consideró nunca como producto de ese mercado, que a veces tiende a sobrevalorar el libro como producto.&lt;br /&gt;-Juan Rulfo también pertenece a ese grupo. ¿Qué piensa de lo que ha pasado en los últimos meses entre la viuda y los hijos de Rulfo y lo que pasó con Tomás Segovia el pasado año?&lt;br /&gt;-Cuyo premio (antes Juan Rulfo y ahora FIL) me fue negado. Tomás hizo unas declaraciones que se leyeron mal. No tengo la cita textual, pero dijo algo así como que era un milagro que hubiera surgido Juan Rulfo. La familia entendió que Tomás dijo que Rulfo era una personalidad nula que, de pronto, fue iluminada por el espíritu para hacer esos grandes libros como «Pedro Páramo». Si la familia está en contra hay que respetar ese derecho. El proceso legal todavía continúa en los tribunales.&lt;br /&gt;AP&lt;br /&gt;Monsiváis, esta semana en Guadalajara junto a su bronce como ganador del Juan Rulfo&lt;br /&gt;Enlaces Patrocinados&lt;br /&gt;Restaurante El PedregarEl marco ideal para celelebrar sus eventos. Barcelona. http://www.elpedregar.com/&lt;br /&gt;¡Un Chef que cocina por ti!Por sólo 19,95€ al mes con Chef 2000 prepararás deliciosos platos sin siquiera saber cocinar... ¡Disfruta tu tiempo sin complicarte en la cocina!. Y llévete dos libros de recetas gratis. http://www.shopo.tv&lt;br /&gt;País Vasco: con mucho gusto en Euskadi.netLa web oficial del País Vasco. La información completa de Euskadi: instituciones, boletines oficiales, servicios, alojamiento, cines, teatros, exposiciones, museos, el tiempo, tráfico… ¡Ven ya! http://www.paisvascoturismo.net&lt;br /&gt;Restaurante La Casuca (Madrid)Descubre en La Casuca un restaurante de cocina tradicional con toques personales donde podrás disfrutar de recetas de siempre. Carta infantil para los fines de&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116518816819463759?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116518816819463759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116518816819463759&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116518816819463759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116518816819463759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/12/la-lectura-ya-no-es-una-obligacin.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116420292803293492</id><published>2006-11-22T11:39:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T11:42:12.560-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ARTIGO DO POVOA SEMANARIO (&lt;a href="http://www.povoasemanario.pt"&gt;www.povoasemanario.pt&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atenção para a escrita portuguesa...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116420292803293492?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116420292803293492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116420292803293492&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116420292803293492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116420292803293492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/11/artigo-do-povoa-semanario-www.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116420266364058749</id><published>2006-11-22T11:36:00.000-02:00</published><updated>2006-11-22T11:37:44.150-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A importância de brincar a ler&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura é uma actividade bastante importante para a formação do ser humano. É essencial que este gosto se desenvolva nas crianças o mais cedo possível. Decorreu na Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim uma acção de formação, ao longo de dois dias, que teve como principal objectivo ensinar os adultos a atraírem os mais novos para este hábito saudável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção de formação "Portal para a descoberta – literatura para crianças e jovens" teve como propósito ensinar estratégias para incutir o gosto pela leitura na infância e aprofundar o conhecimento de autores e ilustradores nacionais e estrangeiros.&lt;br /&gt;A sessão foi conduzida por Leonor Riscado, docente da Escola Superior de Educação de Coimbra, e inseriu-se no Programa de Itinerâncias Culturais, do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas (IPLB), dirigindo-se a professores do ensino básico, bibliotecários e animadores sócio-culturais, que têm em comum o facto de lidarem com crianças de diferentes faixas etárias.&lt;br /&gt;Leonor Riscado afirmou, em entrevista ao Póvoa Semanário, que esta acção de formação é indispensável para os participantes, pois todos são "intermediários de um conjunto de informações sobre os livros" sendo os seus papéis essenciais para a "promoção da leitura junto das crianças".&lt;br /&gt;A literatura infantil é destinada às crianças entre os dois e os dez anos de idade. Qualquer obra infantil precisa de ser fácil e compreensível para todas as crianças que a leiam, quer sozinhas, quer com a ajuda de uma pessoa mais velha.&lt;br /&gt;A docente considera essencial que a criança seja estimulada para a leitura, pelo que todas as pessoas que a rodeiam, desde os familiares aos professores e educadores, devem "promover a utilização do livro desde a mais tenra infância", explicando que a "leitura infantil pode fazer-se de várias formas" com recurso ao tacto, à visão e ao paladar, daí que também se deva "promover o prazer de ler, antes de saber ler".&lt;br /&gt;Os pequenos leitores gostam de ver imagens coloridas e começam a conhecer os autores e ilustradores. A pouco e pouco, começam a ganhar o gosto pela leitura e pelo som das palavras. O livro apresenta-se perante elas como uma "caixinha de surpresas" ou um "mapa de tesouros".&lt;br /&gt;Leonor disse que o IPLB procura, a partir do plano nacional de leitura, "alertar os mediadores para a necessidade de conhecerem os livros e saberem avaliar a qualidade dos mesmos, nomeadamente em termos linguísticos, literários e estéticos" porque, completou a docente, o "livro é um objecto muito particular" e tanto pode ser "aliciante" como "perigoso, dependendo da forma como se escolhe e se utilize".&lt;br /&gt;O adulto que tenta incutir nos mais novos o gosto pelos livros "tem de ser um leitor convicto", pois, como explicou a professora, a demonstração da "convicção à criança desperta nela a curiosidade" e aquilo que começa por ser "um brinquedo entre outros" revela-se "um brinquedo muito mais completo que os outros".&lt;br /&gt;Para que esta iniciativa tenha sucesso, a especialista em educação aconselha aos pais e restantes intervenientes a "escolha de bons ilustradores", porque "a criança é particularmente observadora do pormenor" e toma nota da dedicação de mais tempo por parte dos pais e professores à arte de "contar histórias". Assim, adiantou Leonor Riscado, à parte destas acções destinadas aos profissionais de ensino básico, escolas superiores de educação promovem iniciativas deste tipo para os pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angélica Santos&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:asantos@povoasemanario.pt"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116420266364058749?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116420266364058749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116420266364058749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116420266364058749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116420266364058749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/11/importncia-de-brincar-ler-leitura-uma.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116415217351862183</id><published>2006-11-21T21:34:00.000-02:00</published><updated>2006-11-21T21:36:13.920-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Biblioteca Escolar = Tecnologia da Emoção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bibvirt.futuro.usp.br/textos/humanas/biblioteconomia/biblioteca/graca7.html#autor"&gt;Graça Maria Fragoso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da biblioteca sempre esteve relacionada com a magia e o mistério. No livro de Umberto Eco, O nome da rosa, as páginas envenenadas da obra Poética, de Aristóteles, conduzem à morte diversos monges curiosos. Assim, o ambiente onde se lê permanece ligado ao labirinto. Descobrir como chegar ao livro, tirando-lhe a venda enigmática da morte constitui a essência do próprio espaço "biblioteca".&lt;br /&gt;Jorge Luis Borges cria um hexaedro e coloca os livros nesse lugar, cujos prismas equivalem à possibilidade múltipla das leituras. Também para Borges, a biblioteca possui em si a potencialidade do mágico. Em algum lugar dessa fabulosa arquitetura, existe uma porção diabolicamente divina ou uma chave que abre a porta do prazer.&lt;br /&gt;A partir dessas considerações literárias, inicia-se uma discussão interessante em torno da paixão e da técnica, incorporada à biblioteca. Esses, recintos, tão trabalhado pelos magos escritores, não costuma ser bem compreendido pelos elementos que nele atuam. Entrando na sala, vemos um funcionário debruçado sobre a poeira do tempo, sem conseguir retirar dela o fascínio secular.&lt;br /&gt;Empregado sem vocação, esse falso bibliotecário é o simulacro do mago, a imitação do poder que poderia emanar de suas faces pálidas. Às vezes, somente as sombras das personagens circulam por ali, solicitando em silêncio o favor de um toque, algo que lhes dê vida e as transforme em seres. Entretanto, o livro que deveria andar de mão em mão jaz sobre as mesas ou nas prateleiras, incapaz de reavivar a chama de sua confecção. Ficam mortos o autor, a obra, o leitor , a biblioteca. Túmulos de almas, cemitérios da criatividade. A história não acontece e o real permanece duro, porque duro é o olhar sem o gozo da leitura.&lt;br /&gt;Suponhamos que, certo dia, penetre na escuridão um leitor destemido. Um leitor quixotesco, desses que não temem moinhos, nem a tentação das sereias. Galopando no Rocinante, de repente o leitor passa ao limite de uma outra leitura (um livro que esteja lendo) e encaminha-se vertiginosamente para o interior da biblioteca. "Quem é você, intruso?" interroga-lhe o morcego guardião. "A que vem e por que quer retirar os sete véus que ocultam o saber? "Venho conhecer o segredo de nunca haver segredos. Venho libertar você e o mundo de todas as prisões. Deixe-me entrar nessa sala e descobrirei a máquina do mundo que os escritores descrevem. Depois de lhe mostrar um pouco da fantasia, poderemos viver uma existência muito mais feliz. Entre o livro e nos, a ilusão se instaurará e diminuirá a força do absoluto. A verdade em mil lendas e letras".&lt;br /&gt;Suponhamos que esse leitor consiga romper as barreiras da velha biblioteca e leia. "Será uma vez em que o morcego voará num canto e a biblioteca será povoada por fadas e duendes e crianças pequenas e velhos de longas barbas".&lt;br /&gt;Depois, quando um ancião recontar essa história, haverá um marciano que chega do futuro. Todos verão descer um disco sobre a sala, mudando o clima do ambiente austero. O astronauta trará do espaço os discos eletrônicos.Mil fitas de acetato com casos de cristal. A um toque de dedos, instalará as TVs e o computador do ano imaginável. A um canto, um bebê de fraldas e de chupeta acionará a impressora e imprimirá o seu próprio texto.&lt;br /&gt;O que faz desse sonho um conto encantador? É a paixão em todos os leitores. A tecnologia, acoplada ao sentimento, faz coisas do outro mundo na biblioteca. E porque há sentimento, não há mais preconceitos. O jovem e o velhinho convivem nessas páginas de um livro que pensamos escrever. Convivem juntamente o cão o gato e o rato, saídos de um video-game .Alice, de súbito irrompe, correndo entre as estantes. Não se sabe o que é livro e o que é o imaginário. Escritores /leitores, leitores/ escritores inventam o país no jogo do contente.&lt;br /&gt;Isso é a biblioteca e seus deslumbramentos! Personagens e gente, sem nenhuma diferença, misturando o concreto e o abstrato, a rosa perfumada ao contorno do lápis. Plena de rebuliço e vozes, sem avisos nem proibições, essa biblioteca também é sem paredes. Capta energias, estrelas telepáticas pelo fio do telefone. Merlim manda dizer na tela de um monitor que o rei Arthur venceu a guerra e está para chegar. "Quem sabe da notícia?" -pergunta o camundongo. E uma menina diz:- "Foi um disquete anônimo."&lt;br /&gt;Quão distante ainda estamos da biblioteca, como muitos a têm imaginado! Geralmente silenciosas e cheias de bilhetes: Não converse. Ponha os livros no lugar. Não deixe suas marcas nas folhas. Psiu...Psiu...Psiuuu.&lt;br /&gt;Essas tristes salinhas de ler mastigam o mistério e o engolem num instante. No estômago de mentira desses preguiçosos, há uma moça gentil, vestida de cetins, ansiosa por buscar a alegria, lá fora. No ventre desses monstros que fingem algum sonho, há um monte de estudantes bem comportados. No frio do salão, há vários professores. Querem tirar xerox da face da princesa. Querem copiar um trecho de comédia, para passar no quadro ou dar um longo ditado. Querem destacar um parágrafo das fadas, a fim de macaquear a sintaxe lusíada. E ensinam a gramática com verso de Virgílio. Vendilhões do templo!&lt;br /&gt;Na viagem de Pinóquio, também ele foi engolido por uma dessas baleias, Gepetto pôs fogo na sua barriga e a explodiu, enchendo o ar de fumaça. Felizmente, a fada madrinha de Pinóquio era moça moderninha percebeu, via Telex , o perigo do afilhado e , no fim , deu tudo certo. A casa de Gepetto juntou a tecnologia e o afeto, vendendo cucos muito futurólogos. Por que também não incorporamos à biblioteca essas fadas prodigiosas, derivadas das telinhas?&lt;br /&gt;Antigamente - vamos a outra história - havia muitas bruxas, vampiros incontáveis. Havia demoníacos filhos da noite e esqueletos que vinham perturbar o sono. Todo o mundo , no caso, sofria muitos medos. Nossas vovós não dormiam, com o ruído das correntes. As almas penadas resvalavam pelos berços e levavam para o limbo os doentinhos. Assombrações, ah, quantos elementos! Fugiam do abismo e pulavam paras as sombras.&lt;br /&gt;Dizem até que os lampiões se apagavam e as ruas assopravam o bafo das feiticeira. Oh, tempo pavoroso, oh, tempo sem saída! Esta história tem happy end. Numa cidade muito além daqui, morava um moço que era um príncipe no estudo. Passava as noites todas lendo e se informando, para um dia, derrotar a noite. O nome desse jovem? Era Thomas Edson e ele inventou a luz elétrica. E aí, adeus, monstruosos entes do outro mundo, que vinham roubar almas de meninos! Nunca mais as vovós se assombrariam e nossos pais poderiam ler até o Edgar Alan Poe, sem fazer xixi na cama. Hoje, livres dos monstros horrendos da escuridão, podemos correr pelas ruas sob holofotes, dançar nas pistas em plena meia-noite. Vemos o sol nascer, duvidoso do que vê : a tecnologia não é só o tema da história. É a realidade com que agora convivemos.&lt;br /&gt;Um simples movimento de olhos e percebemos o progresso: luzes faíscam nas avenidas; botões aceleram a multiplicação das imagens; corpos energéticos se intercomunicam, criando novos conceitos de ciência, descobrindo campos gravitacionais. Parece-nos que, de uns tempos para cá, as nações vêm caminhando para a era aquariana e já sentimos no ar os cheiros da fraternidade. Dentro em pouco, a tecnologia se aperceberá de que deve se juntar à paixão, visando à paz dos homens.&lt;br /&gt;Talvez em tudo o que falamos perpasse o fio da criatividade, transformando até as palavras em varas de condão. Se a filosofia se reúne à técnica ; se não existe mais distinção de gênero literário? Se a física é tão mágica quanto as ficções, como pode a biblioteca ficar alheia a tudo, permanecer estagnada e distante da transformação? Como pode a biblioteca ficar abandonada aos falsos leitores que mumificam a letra? Como podem os professores fechar a leitura em pedagogias que se prendem às ideologias mantenedoras do poder? É hora de romper com a dominação sobre os olhos e permitir ao leitor enxergar o que quiser.&lt;br /&gt;E seria possível ao bibliotecária promover a produção de textos, incentivando o leitor a recriar o que vive? Sim, através da incorporação dos meios de comunicação, no recinto da biblioteca. Computadores, fitas magnéticas, filmes, video-games, CD-ROM tudo é objeto de leitura a descortinar os planos da fantasia.&lt;br /&gt;Mas, uma vez presentes esses recursos eletrônicos, é necessário cuidar das mãos que irão manipulá-los. Sobre o teclado de um computador, deve tocar a seda , o carinho da fada que pensa em seu Pinóquio. Sobre o programador de um filme, deve debruçar-se um coração e transmitir à tela o calor do tique-taque. Biblioteca com vida, falada "Biloteca" que cruzam prateleiras e pedem para subir nas torres de papel. Paixão e técnica, ligação perfeita para que se inicie o século de amor.&lt;br /&gt;Não pode, portanto, a biblioteca estar longe do mistério. Dos dramas . Das comédias. Das tragédias. Não pode estar longe do progresso, que se mistura às fábulas, pelo milagre da ciência. Vivemos tantos milagres , fáceis de se acionar com os dedos, que nem percebemos sua importância. E a biblioteca, por mais que o desejamos, continua parada, sem buscar o progresso. As favelas estão, esperando por projetos. Estamos tentando subir o morro e deixar o livro falar a linguagem dos pobres e carentes. Trazemos os alunos para a biblioteca e criamos uma biblioteca dentro da outra, como há livros dentro de livros. Nessa experiência, o aluno cria por um tempo que pode ser eterno na biblioteca. Por uma sala onde entramos todas as manhãs, passam gênios inventando a luz do dia, escritores fazendo outras bibliotecas.&lt;br /&gt;Os bibliotecários, somos bruxos e fadas, motivos até de lendas escolares. Lutamos por tirar da sala os burladores, aqueles que pertubam o ato da leitura.(Ah, esses educadores xeroquistas).Nosso trabalho é árduo, porque temos por missão fazer o trânsito entre leitores e os livros. Cabe-nos a tarefa miraculosa de tornar realidade as ficções, de tornar ficções as realidades. No ambiente sem fim por onde andamos, não há pouco de nada, nem economia da fé de bem servir. As emoções da leitura, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências Bibliográficas&lt;br /&gt;BORGES, Jorge Luis .Ficções .A biblioteca de Babel.&lt;br /&gt;CERVANTES, Miguel de .D.Quixote. Paris : Rouge et or , 1968&lt;br /&gt;CÂNFORA , Lucino . A biblioteca desaparecia. São Paulo : Companhia das Letras, 1980. 195p&lt;br /&gt;ECO , Umberto . O nome da Rosa.&lt;br /&gt;LOBATO , Monteiro . Fábulas . São Paulo: Brasiliense, 1973&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="autor"&gt;&lt;/a&gt;* Graça Maria Fragoso é bibliotecária Coordenadora da biblioteca do Colégio Santa Dorotéia, diretora da biblioteca do Colégio Edna Roriz, e Consultora da TV Futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo foi publicado na revista Presença Pedagógica. v.2, n.9, Mai/Jun 1996, p.52-57.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116415217351862183?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116415217351862183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116415217351862183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116415217351862183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116415217351862183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/11/biblioteca-escolar-tecnologia-da-emoo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116335962539086723</id><published>2006-11-12T17:26:00.000-02:00</published><updated>2006-11-12T17:27:06.013-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Incentivando a leitura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas de jornais, revistas e livros, os funcionários do Supermercado Querência, na cidade de Erechim (RS), redescobrem o gosto pela leitura. É o programa Gôndola Cultural que transforma a informação num bem comum aos 45 funcionários da pequena empresa. Segundo a gerente Silvânia Fávero o que torna o acesso a informação ainda mais valiosa é o fato de que muitos funcionários não estudam mais. A empresa tem um gasto mensal de cerca de R$ 250 com a assinatura dos quatro jornais da cidade, além de revistas e livros de temas variados como: auto-ajuda, poesia, romance, e espiritual. "Eles levam pra casa o material e ficam com ele os dias necessários. O que a gente esta buscando é o incentivo pela vivência que eles têm nos livros. Eles conseguem melhorar a qualidade de vida tanto profissional como pessoal", acredita Silvânia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116335962539086723?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116335962539086723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116335962539086723&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116335962539086723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116335962539086723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/11/incentivando-leitura.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116239179371625270</id><published>2006-11-01T12:35:00.000-02:00</published><updated>2006-11-01T12:36:34.030-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Muitos herdeiros, fortuna pouca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rodrigo Manzano e Peter Fussy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2 de julho de 1948, Monteiro Lobato concedia sua mais conhecida entrevista à Rádio Record. Entre irônico e um tanto reticente, Lobato lamentava apenas um fato de sua atribulada vida: "as crianças me condenam por uma coisa: que eu escrevi pouco para elas, que poderia ter escrito muito mais. Eu creio que sim. Perdi tempo escrevendo para gente grande, que é uma coisa que não vale a pena." Dois dias depois, Lobato morria de um derrame e essa sua fala derradeira, como se tivesse sido um testamento, deixou como herança um legado a quem o sucedesse - investir o próprio espírito, assim como ele o havia feito, na literatura infantil. &lt;br /&gt;Passados quase 60 anos, são muitos os herdeiros de Lobato. Não há quem não o reconheça como o ancestral mais importante da produção de livros para crianças. Patriarca, influência, desbravador. A herança de Monteiro Lobato, por um lado, amplificou-se. Por outro, parece ter-se pulverizado no mercado editorial de livros infantis, cada vez mais rentável, mais produtivo e mais competitivo. &lt;br /&gt;No tempo de Lobato, havia ele mesmo e uns tantos outros autores de literatura infanto-juvenil. Hoje, os livros proliferam nas prateleiras das livrarias, assim como escritores de obras para crianças. Guto Lins é um autor dessa geração pós-lobatiana, herdeiro e continuador de seu trabalho. Escreveu quase duas dezenas de livros infantis, ilustrou tantos outros e é reconhecido como um dos designers gráficos mais competentes do segmento - autor do livro Literatura infantil? - Projeto gráfico, metodologia, subjetividade, lançado em 2002 pela Editora Rosari - e professor de Design para Literatura Infantil na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Lins avalia o crescimento das demandas por livros dedicados às crianças a partir de três causas, bastante contemporâneas: o reconhecimento da criança como público-alvo do mercado da cultura, o desenvolvimento do parque gráfico brasileiro e a revisão pedagógica do papel da leitura e da própria criança. "A leitura do que seja uma criança também evoluiu muito nas últimas décadas. E o mercado editorial acompanhou essa evolução", afirma Guto Lins.&lt;br /&gt;De fato, entre algumas oscilações, as editoras brasileiras encontraram no segmento infantil um mercado bastante lucrativo. Em alguns casos, a operação de todos os outros lançamentos é financiada pelo lucro dos livros dedicados às crianças. Dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL) indicam que, entre 1994 e 2005, a média de livros infanto-juvenis lançados anualmente foi de 8,2 mil títulos e 44,6 milhões de exemplares. Em 1998, o número de títulos chegou a 14.500 e o pico de impressão aconteceu em 2002, quando as editoras despejaram 85,8 milhões de exemplares para consumo.  &lt;br /&gt;"A gente só entende a solidariedade se conhece a crueldade. Acho que é possível discutir com crianças assuntos que, talvez, para os adultos sejam polêmicos demais." Fernando Bonassi, autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A euforia evidente esconde, no entanto, aspectos pouco discutidos no mercado de livros infantis: onde estão os autores, quem são e qual é a interface entre esse mercado e uma literatura que seja, de fato, articulada com os princípios estéticos e artísticos. A crítica literária Nelly Novaes Coelho, especializada em literatura infanto-juvenil, afirma que essa questão é central no debate sobre a função e qualidade desse gênero, atualmente. Professora da Universidade de São Paulo (USP) e autora do Dicionário crítico de literatura infantil / juvenil brasileira (Edusp), Nelly lembra que "toda criação literária, para chegar ao leitor, precisa transformar-se em produto comercial. E, como produto, todos parecem iguais", ressaltando que cabe às "grandes e sérias" editoras estabelecer critérios honestos de publicação. Ela ressalta que os livros infantis devem apresentar as questões mais prementes do homem na pós-modernidade: "Quem sou eu? O que estou fazendo no mundo? Qual a minha tarefa? Quem é o outro?", entre tantos questionamentos. No entanto, nem sempre isso é alcançado pela atual produção, critica a professora. "Nem tudo que existe caudalosamente no mercado editorial é literatura autêntica", afirma a professora ao recordar de um período de ouro da literatura infantil no país, entre os anos de 1970 e 80, quando viu surgir nomes da envergadura de Ruth Rocha, Mary e Eliardo França, Mirna Pinsky, Gian Calvi, Ruth Rocha e Ana Maria Machado, ícones de uma geração de autores dedicados à literatura infantil. "Naquele momento, a literatura acertou o passo com o mundo em transformação à sua volta. Surgiu uma literatura autêntica, sintonizada com as interrogações atuais, ainda em aberto", relembra Nelly. &lt;br /&gt;Uma das integrantes daquela geração, Eva Furnari - ganhadora do prêmio Jabuti de Melhor Ilustração e da terceira colocação na categoria Livro Infanto-Juvenil, nesse ano, com o livro Cacoete (Ática) - começou a escrever e produzir livros infantis ainda na década de 1970 e já nos anos de 1980 era reconhecida como portadora de um discurso novo no gênero. Eva Furnari entende que, apesar do espantoso crescimento desse mercado, o livro infantil deve comportar-se como "um espaço de reflexão, no qual se condensa e transmite certas mensagens da experiência humana, não como um conselho didático, mas como reflexões sobre nossos conflitos e questões" e que a falta de qualidade em alguns títulos atualmente disponíveis se dá pela "especialização e desenvolvimento da sociedade de consumo", quando se descobriu "a criança como uma grande fatia do mercado consumidor, onde estão inseridos os livros". "É importante oferecer à criança um produto de mais qualidade estética, menos estereotipada", recomenda. &lt;br /&gt;Contemporânea de Eva e igualmente premiada, Ana Maria Machado, em palestra do 2º Encontro de Formação de Leitores e Literatura Infantil, realizado em São Paulo nos dias 1 e 2 de setembro, afirmou que muito da discussão sobre a leitura se concentra na sua importância, e em uma espécie de utilitarismo dessa experiência. "A literatura é um passeio, não uma expedição comercial interessada em obter vantagens, cuja importância possa ser medida em termos utilitários para o consumo", criticou Ana Maria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A criança, hoje, tem um acesso restrito à arte. E o livro infantil é uma possibilidade de acesso a essa introdução artística. Os bons livros, naturalmente."&lt;br /&gt;Eva Furnari, autora e ilustradora    &lt;br /&gt;Além de terem se transformado em objetos de consumo, os livros infantis são, ainda, eficientes ferramentas ideológicas, de educação - no bom e no mal sentido - das crianças. A essa expectativa, a de que a literatura serve para ensinar conteúdos morais, soma-se um componente que interfere diretamente no ofício do autor: muito mais que um inventor, torna-se reprodutor de um discurso que se afasta da função libertadora da literatura. "Acho insuportável essa produção de coisas edificantes. Justamente porque afasta o leitor, ele não se identifica com tanta retidão", critica Fernando Bonassi, autor de O pequeno fascista (CosacNaify), entre outros. Este livro provocou uma positiva ressonância quando foi lançado, justamente porque seu protagonista, um menino que dá nome ao livro, é o oposto daquilo que se espera das personagens da literatura dedicada às crianças. "É preciso defender a liberdade antes de defender a retidão. As pessoas precisam escolher o que é bom e não serem forçadas a escolher. A experiência da vida é muito dura. As crianças já sabem disso. Parece que só as editoras não sabem", explica Bonassi, ao justificar os temas e a abordagem de sua literatura, uma exceção entre a produção de seus colegas autores.&lt;br /&gt;O critério, muitas vezes, não é mais o estético. Há, além do mercado, uma outra força de influência na produção: o governo federal, maior comprador de livros infanto-juvenis no Brasil. "O governo tem uma influência muito forte", avalia a autora e ilustradora pernambucana Rosinha Campos, "se por um lado a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) é fundamental porque orientou alguns princípios, por outro, a lei está dirigindo a produção da literatura infantil a partir desses mesmos princípios". Essa influência do governo não existe à toa: os números revelam que o investimento público na compra de livros para crianças e adolescentes, entre os anos de 1998 e 2005, ultrapassa os R$ 273 milhões. Algumas editoras de livros didáticos e paradidáticos sobrevivem exclusivamente do investimento público. Esta estrutura alterou o paradigma da produção: "Antes, os autores eram senhores do que seria publicado; hoje, o autor foi substituído pelas editoras. É como se ele tivesse perdido a força", lamenta Rosinha, que também atua na formação de novos leitores, atendendo a demanda de professores que desejam inserir a literatura no seu cotidiano escolar. "Uma hora esse mercado vai explodir, porque não há leitores para tantos títulos", prevê Rosinha. &lt;br /&gt;Discípulos de Lobato duelam na arena editorial. São muitos herdeiros para pouca fortuna.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116239179371625270?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116239179371625270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116239179371625270&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116239179371625270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116239179371625270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/11/muitos-herdeiros-fortuna-pouca-rodrigo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116152864072966365</id><published>2006-10-22T12:47:00.000-02:00</published><updated>2006-10-22T12:50:40.870-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>SOBRE O BIBLIOTECÁRIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lucília Maria Sousa Romão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um rápido olhar sobre a história da escrita e das bibliotecas é capaz de revelar a dimensão do passeio humano pelos caminhos de expressão, da tentativa de guarda e estocagem da memória. Mobilizando barro, cera, papiros, pedra, metal e couro animal, uma trilha de interpretações foi percorrida em suportes diversos, sinalizando a ilusão de que o tempo e o espaço poderiam ficar ali encapsulados. Deriva daí a superfície de um imaginário de suposto prestígio, dessa tarefa de preservar pensamentos para além do tempo de vida de seus atores e protagonistas. O investimento humano na construção desses espaços é determinado por relações sociais, em que os lugares de posse eram reservados a determinados círculos, fechados e dominantes, posto que não eram todos que dispunham de autorização e poder para adentrar o mundo dos livros e dos acervos. A base de sustentação de tais círculos só pode ser compreendida na distribuição desigual de saberes e poderes. Apenas alguns eleitos debruçavam-se sobre os materiais guardados, assim, a marca de pertencimento a determinado grupo ou classe social era a senha para o acesso ao espaço físico e imaginário da leitura. A biblioteca, local já falado no Egito como: "O tesouro dos remédios da alma", não se apresentava aberta aos escravos, plebeus e analfabetos; também não guardava todo e qualquer documento. Algumas obras eram "escolhidas", pelo bibliotecário, para ocupar espaço nas estantes, institucionalizando, assim, a importância delas, ao mesmo tempo em que se excluíam outras obras, tidas como indesejáveis e, assim, merecedoras de um apagamento. Pergunta-se: qual processo político define tal tarefa de selecionar? Como relações sócio-históricas estabelecem esse movimento de dar visibilidade a certos livros e não a outros? O que leva o profissional a identificar o lugar exato dos livros, tratando-os como importantes e merecedores de crédito, prontos a deitarem-se sob estantes das bibliotecas e integrarem acervos, enquanto outros livros são considerados menos valiosos? Tais questões sinalizam o processo sócio-histórico de saberes e poderes, que define o que pode e/ou deve ser guardado; o que merece persistir como vestígios do tempo para as gerações vindouras e quais escritos que devem ser destinados ao lodo do esquecimento. Esse movimento basculante de guardar (e esquecer) livros constitui um exercício reflexivo que vai bem além do trabalho técnico de catalogar, indexar e afixar códigos e organizar acervos, visto que reclama a compreensão o que está nas bordas desse fazer, isto é, a interpretação de processos e não apenas de produtos. Exige também que, além de olhar, ler e conferir o que está escrito nas lombadas dos livros, eles sejam abertos e vasculhados em suas reentrâncias, opacidades e deslimites. Entretanto, o mais recorrente é o esquecimento desses fazeres e o aprisionamento do bibliotecário à tarefa de manter a ordem, resguardar o silêncio, conferir entradas e saídas, domesticar o uso e assumir o lugar de bedel das obras, enfim, um guarda a garantir a guarda do acervo. Há indícios de que, nos últimos vinte anos, vários profissionais têm buscado assumir novos sentidos, deslocando-se dessa posição e enunciando de outra forma, embora tais mudanças ainda sejam tímidas.&lt;br /&gt;Lucília Maria Sousa Romão é professora da USP (Universidade de São Paulo), campus de Ribeirão Preto&lt;br /&gt;(Fonte: Jornal Gazeta de Ribeirão Preto)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116152864072966365?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116152864072966365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116152864072966365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116152864072966365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116152864072966365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/sobre-o-bibliotecrio-luclia-maria.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116152784893795682</id><published>2006-10-22T12:35:00.000-02:00</published><updated>2006-10-22T12:37:29.363-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Un país a libro abierto, por la magia y el placer de la lectura   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt; Un país a libro abierto formaron ayer más de 1.800.000 chicos, jóvenes y adultos que participaron de la IV Maratón Nacional de Lectura para revalorizar el hábito de leer por placer. Así, por iniciativa de la Fundación Leer, miles de escuelas, plazas, centros culturales, clubes y sociedades de fomento de distintas regiones del país se convirtieron en bibliotecas públicas y rincones de lectura, en los que chicos y grandes compartieron cuentos, dramatizaciones, obras de títeres y campamentos de lectura, entre varias propuestas creativas.&lt;br /&gt;"Hay que leer porque así uno puede llegar a ser ingeniero", comentó Franco Redondo, muy seguro de sí, junto a sus compañeros de 7° grado de la Escuela Julio Le Parc, en el barrio Eva Perón, de Mendoza.&lt;br /&gt;Franco tiene una lanza en la mano y luce un chaleco de goma eva que emula la armadura de Don Quijote, porque en cuanto termine de conversar con LA NACION subirá al escenario para representar el episodio de los molinos de viento cervantinos. Su compañero Emiliano Ormeño, que asumirá el papel de Sancho Panza, acota: "Un libro entretiene más que estar en la calle sin hacer nada".&lt;br /&gt;Rocío Suárez, de 14 años, comentó orgullosa haber leído este año Platero y yo , Mi planta de naranja lima , El principito , Corazonada y varios libros de poesías. "Me gusta leer en la cama antes de dormirme. Lo prefiero antes que ver televisión", señaló Rocío, que cursa séptimo grado.&lt;br /&gt;Su compañera, Cecilia Mogro, niega que leer sea aburrido, mientras que Susana Ibaceta se muestra admirada por El diario de Ana Frank . "Me impresionó esa mujer cómo soportó tanta maldad", aseguró.&lt;br /&gt;La alegría y el entusiasmo se repitió en Córdoba, donde grupos de abuelos narraron historias a los niños, y en Resistencia, Posadas, Jujuy, Santa Fe, Nogoyá, San Juan, San Antonio de Areco y Río Gallegos, entre otras ciudades. En la Base Esperanza de la Antártida, chicos y grandes disfrutaron de un café literario.&lt;br /&gt;En Ushuaia, la fiesta de la lectura se vivió al aire libre, en las escuelas y por la calle. Malvina tiene 10 años y leyó Agustina y cada cosa , de Santiago Kovadloff en el aula de la escuela 15; Santiago, de 9 años, dio vuelta a la última página de Pido Gancho , de Estela Smania, y Lucas recitó en voz alta algunos "chinventos" de Silvia Schujer, en una plaza.&lt;br /&gt;Al ritmo de redoblantes y tambores, los estudiantes de la Escuela Domingo Faustino Sarmiento, las más antigua de Ushuaia, montaron una "batucada literaria" por la calle San Martín, la arteria comercial del centro de la ciudad, y repartieron a los peatones pequeños volantes con títulos de libros y frases de las obras "que más nos llamaron la atención", contó Laura, entusiasmada, enfundada en un guardapolvos blanco.&lt;br /&gt;Campamento de libros&lt;br /&gt;La Escuela Proyecto Sur, de Ezeiza reunió a sus alumnos, desde jardín de infantes hasta sexto grado, en un campamento dedicado a la lectura. Los más grandes llegaron al camping el día anterior y, tras armar sus carpas, prendieron un fogón al atardecer y recibieron la noche leyendo textos de Eduardo Galeano.&lt;br /&gt;Ayer, los docentes convocaron a los chicos alrededor de una gran caja. Allí estaban guardados los libros que los papás habían preparado como regalo para sus hijos. "Me gustó el de Lucas, que es de unos monstruos. El mío es de un príncipe y es aburrido", contó Santiago, de cinco años. Violeta, de la misma edad, se acercó a su compañero y, mientras acomodaba su mochila, dijo: "Mi libro cuenta la historia de un dragón". A pocos metros, Luca, de cinco, sentado en el césped y muy concentrado, pasaba las hojas del atlas de ciencias que había recibido.&lt;br /&gt;Al finalizar la jornada, los alumnos desarmaron el campamento y guardaron sus cosas en las mochilas, pero algunas quedaron perdidas. Entonces, un docente las reunió y ante la mirada atenta de los chicos preguntaba por cada elemento para encontrar a su dueño. Al final, consultó: "¿Hay algún libro perdido?". Y la respuesta de todos fue contundente: "No".&lt;br /&gt;Nueve años de estímulo&lt;br /&gt;Constituida en 1997, la Fundación Leer ( &lt;a href="http://www.leer.org.ar/"&gt;www.leer.org.ar&lt;/a&gt; ) es una organización sin fines de lucro, dedicada a incentivar la lectura y promover la alfabetización de niños y jóvenes. Desde su creación viene desarrollando 24 programas en todo el país, que acercaron el libro a más de 500.000 chicos, entre los que se destacan las experiencias "Preparados para la escuela", con la que se busca generar un entorno alfabetizador entre los chicos de 2 a 5 años, y "Paso a paso", dirigido a fortalecer el desempeño escolar. En las anteriores ediciones de la Maratón de Lectura participaron 1.725.000 chicos y jóvenes. (La Nación)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116152784893795682?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116152784893795682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116152784893795682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116152784893795682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116152784893795682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/un-pas-libro-abierto-por-la-magia-y-el.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116095763852545427</id><published>2006-10-15T22:13:00.000-02:00</published><updated>2006-10-15T22:13:59.726-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a name="13628"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Universidades botam teses na internet&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Uerj criou uma &lt;a class="mini-link" href="http://www.bdtd.uerj.br/" target="_blank"&gt;biblioteca digital&lt;/a&gt; de teses e dissertações. Bem pequena por enquanto, só com 37 documentos. Mas o objetivo é passar a inserir lá todos textos que foram defendidos na universidade. Todos, ou quase todos, na íntegra. Quem dirige o projeto é a Rosângela Aguiar Salles. Ela me explicou que ele é parte de uma iniciativa maior, coordenada pelo IBCT, um órgão do Ministério de Ciência e Tecnologia, da qual já fazem parte &lt;a class="mini-link" href="http://bdtd.ibict.br/instituicoes/instCoopLista.jsp" target="_blank"&gt;várias universidades brasileiras&lt;/a&gt;. No site do IBCT, vi que universidades como a Unicamp, a USP e a Puc-Rio já têm milhares de teses arquivadas online. É chegar e ler. "São teses que são financiadas com dinheiro público", diz a Rosângela. "A idéia é dar um retorno à sociedade". Teses e dissertações em geral ficam esquecidas nas bibliotecas universitárias ou são publicadas em pequenas edições que ninguém lê. Ainda que parte da produção acadêmica seja chata ou desinteressante, é óbvio que as universidades produzem também muitas coisas de valor. É uma boa idéia facilitar o acesso a elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116095763852545427?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116095763852545427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116095763852545427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116095763852545427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116095763852545427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/universidades-botam-teses-na-internet.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116015701984600384</id><published>2006-10-06T15:49:00.000-02:00</published><updated>2006-10-06T15:50:29.376-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Polícia identifica ladrão de obras raras &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;MARIO CESAR CARVALHOda Folha de S.Paulo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Polícia Civil de São Paulo acredita ter identificado um dos ladrões de obras raras da Biblioteca Mário de Andrade e de outros arquivos. Todos os indícios apontam para o bibliotecário Ricardo Pereira Machado, que estagiou na Mário de Andrade entre 2002 e 2003 e no ano seguinte foi preso --e depois liberado-- pelo furto de obras raras da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.Machado foi apontado por duas fontes diferentes: uma pessoa que foi presa anteontem com obras raras e um colecionador que comprou a segunda edição de "O Guarany", de José de Alencar, num leilão e descobriu depois que a obra era da biblioteca. O livro, editado em 1863 e vendido por R$ 5.760, integrava um lote entregue por Machado à Babel Livros, do Rio. Foi leiloado em março.O site da Babel informava que a página de rosto (que tinha o carimbo da Mário de Andrade) fora cortada --um indício de furto. O carimbo da biblioteca na página 100 havia sido raspado, mas havia uma falha: o número de registro da biblioteca fora mantido."Todos as frentes apontam para Ricardo, mas é preciso investigar se ele furtou ou se pegou as obras de alguém", diz o delegado Fernando Pires.O preso, Erivaldo Tadeu dos Santos Nunes, é ex-cunhado do responsável pelo restauro na biblioteca, José Camilo dos Santos. Funcionário do local há 25 anos, Santos disse que restaurava as obras que tinham sido entregues por Machado.A polícia suspeita que Machado e o restaurador possam ter ligação com o furto que a biblioteca notou em setembro. Sumiram um livro de orações de 1501, 58 gravuras de Rugendas e 42 de Debret, entre outros. A Folha não conseguiu localizar Machado.A Justiça recusou o pedido de prisão do restaurador e de Machado por considerar que esse tipo de punição não pode ser aplicada em casos de furto. "Eles são tratados como batedores de carteira, mas não são. Trata-se de uma quadrilha que atua em todo o Brasil", disse Luís Francisco Carvalho Filho, diretor da biblioteca.A polícia encontrou com Nunes uma gravura da Mário de Andrade. Trata-se de uma peça do álbum "10 Gravuras em Madeira de Oswaldo Goeldi", impresso em 1930 no Rio. A raridade da obra deve-se ao fato de ser considerada o primeiro álbum de gravura moderna impresso no país, segundo Rizio Bruno Sant'Ana, curador de obras raras da biblioteca.O preso tinha também um manuscrito de 1791 de Dona Maria I (1734-1816), conhecida como a "rainha louca", que foi furtado do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Tinha também gravuras raras. Uma única gravura do livro "Collection de Fleurs et de Fruits", de Jean-Louis Prévost (1745-1810), foi avaliada em US$ 6 mil (R$ 12.960). Prévost é valioso porque seu livro é considerado um dos mais bonitos já editados sobre botânica.LeilãoA partir do livro de José de Alencar, devolvido à Mário de Andrade pelo colecionador, a polícia descobriu o possível canal que os ladrões usavam para vender as obras: a Babel Livros.Carvalho Filho conferiu quatro leilões realizados neste ano e descobriu que a Babel vendeu 234 lotes entregues por Machado. Entre eles havia 17 livros com as mesmas características de obras que estão desaparecidas da Mário de Andrade. Os leilões renderam R$ 87.310,00 a Machado.A Babel recusou-se inicialmente a entregar o nome dos compradores dos livros idênticos aos títulos que sumiram do acervo da Mário de Andrade, segundo o diretor da biblioteca. Alegou que seria violação da privacidade dos compradores. "Estamos diante de bens públicos e eles estão falando em privacidade", disse Carvalho Filho. O delegado afirmou que os empresários já mudaram de idéia e devem entregar a lista amigavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u126776.shtml"&gt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u126776.shtml&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116015701984600384?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116015701984600384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116015701984600384&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116015701984600384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116015701984600384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/polcia-identifica-ladro-de-obras-raras.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-116000343538153246</id><published>2006-10-04T21:06:00.000-02:00</published><updated>2006-10-04T21:10:49.653-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Limites de atuaçao entre o estagiario e o Profissional da Informação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre estagio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estágios têm valor pedagógico inquestionável, mas apenas sob determinadas condições, sem as quais o estudante pode até ser prejudicado, ainda que sem necessariamente perceber o prejuízo. Essas condições estão, principalmente, na natureza do trabalho a ser realizado, no local onde ocorrerá e no horário a ser cumprido.Quase sempre são condições fixadas por quem oferece o estágio, com o que só resta ao candidato aceitá-las ou não. E, às vezes, só depois de iniciar a experiência, pois muitos estagiários só sabem de suas atividades depois de iniciá-las. A NATUREZA DO TRABALHO O objetivo do estágio é aprender sobre a realidade da profissão escolhida. Muitos empregadores inescrupulosos, porém, contratam estagiários não para oferecer-lhes esse aprendizado, mas simplesmente como mão-de-obra barateada, pelo fato de que na sua contratação não incidem encargos trabalhistas e previdenciários, exceto um seguro de vida. Com isso, há estágios cujas atividades nada têm a ver com o objetivo de aprendizado na área de estudo. Essa distorção se manifesta de várias formas, como no caso de estagiários que ficam a tirar cópias ou dos contratados para levar e protocolar documentos em repartições públicas. Às vezes, as tarefas podem ser simples, como as de pesquisar fontes, levantar dados, realizar cálculos e preparar gráficos, mas seu propósito pedagógico é preservado se o estagiário acompanha a utilização de seu trabalho na fase analítica desenvolvida por seu chefe ou supervisor e é informado do que aí se passa. Enfim, se dialoga com o profissional que usa o seu trabalho, aprendendo algo do que ele faz. O LOCALDependendo da distância entre trabalho, residência e escola, em particular numa cidade como São Paulo, o tempo gasto no deslocamento entre esses três pontos onde se dá o dia-a-dia do estagiário pode tornar contraproducente sua experiência como tal. Entre outras conseqüências, pode prejudicar o tempo destinado ao estudo fora da escola, levar a atrasos na chegada a ela, levar a refeições apressadas e/ou de baixa qualidade, além de todo o cansaço e estresse que vêm com os deslocamentos que tomam muito tempo.O HORÁRIOÉ comum a exigência de uma jornada de oito horas por dia, a qual, para os trabalhadores não estagiários, é conhecida como de “tempo integral”". Ora, como compatibilizar essas oito horas de trabalho com mais quatro horas diárias na escola, mais o tempo de deslocamento entre casa, estágio e escola, e o horário indispensável para estudar e aprender o material do curso, de forma a alcançar nele um bom desempenho? E para o lazer, nada?Como compatibilizar tudo isso é dificílimo, alguma coisa acaba cedendo e, freqüentemente, é o tempo de estudo fora da escola. Nessas condições, o aproveitamento escolar usualmente é fraco, voltado apenas para passar de ano, e o estagiário se ilude ao imaginar que o que interessa é apenas o diploma, valorizando mais o estágio que o curso. Essa é uma visão míope, pois, em geral, o bom aproveitamento abre maiores perspectivas para o desenvolvimento na carreira, como nos casos em que é valorizado pelos empregadores. Ou, quando, já formado, o profissional busca a pós-graduação e o aproveitamento passado é um critério de seleção adotado pela instituição de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diz a legislação sobre o estágio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes as organizações sem conhecer a legislação sobre o exercício da profissão do bibliotecário, contratam estagiários para levar avante a administração e o gerenciamento de unidades de informação, desvirtuando totalmente a finalidade do estágio, que é uma oportunidade do estudante podercomplementar seus conhecimentos teóricos com experiências práticas dentro de uma instituição.&lt;br /&gt;O que fazer para não cair nessa armadilha e servir de  mão de obra barata???...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DENUNCIAR AO CRB 8... por telefone, email, fax...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais serão as medidas que o CRB 8 tomará?&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, o estagiário não deve ficar com medo de denunciar, por medo de perder o emprego, pois a denuncia é sigilosa ..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolução CFB 033/ 2001, dispõe sobre o processo fiscalizatorio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O CRB 8 tem obtido vitórias em instituições que burlam a Lei, sobretudo quando na biblioteca não há um profissional com o devido registro do CRB 8 da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o CRB 8 continuará atento para a fiscalização de todo o tipo de ilícito no  âmbito das instituições que possuam bibliotecas e unidades de informação, pois acima de tudo – e essa é a luta permanente de toda a nossa categoria  - é a não banalização de nossa profissão, não nos permitir cair em vala comum&lt;br /&gt;Temos que confiar que  o CRB  desenvolve e promove açóes para a construção de um pais mais justo, buscando garantir a prestação de serviços de qualidade a comunidade&lt;br /&gt; Se todos nós nos articularmos, tornaremos um poderoso instrumento de transformação de um pais mais ético e desenvolvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-116000343538153246?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/116000343538153246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=116000343538153246&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116000343538153246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/116000343538153246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/limites-de-atuaao-entre-o-estagiario-e.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115982967839180139</id><published>2006-10-02T20:54:00.000-02:00</published><updated>2006-10-02T20:54:38.903-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>10 mandamentos para futuros bibliotecários&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A la pregunta de uno de sus alumnos sobre en qué aspectos de la profesión centrarse, a cuáles poner más atención o dedicar más esfuerzos para conseguir un buen trabajo (interesante, bien remunerado, con proyección profesional…), &lt;a title="Michale Stephens' blog TameTheWeb" href="http://tametheweb.com/" target="_blank"&gt;Michael Stephens&lt;/a&gt; ha elaborado una lista de &lt;a title="Ten rules for the new librarians" href="http://tametheweb.com/2006/06/ten_rules_for_the_new_libraria_1.html" target="_blank"&gt;diez “mandamientos” para futuros bibliotecarios&lt;/a&gt;, muchos de los cuales giran entorno a la tan de moda ahora &lt;a title="http://en.wikipedia.org/wiki/Library_2.0" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Library_2.0" target="_blank"&gt;Library 2.0&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;Haz preguntas en las entrevistas de trabajo sobre los proyectos que se están llevando a cabo en la biblioteca, en especial los tecnológicos.&lt;br /&gt;Presta atención a lo que tu entrevistador dice de sus usuarios. ¿Aburridos, desprecupados, molestos por su presencia en la biblioteca? ¡Huye de un sitio así!&lt;br /&gt;Lee cuanto puedas y empápate todo lo que puedas de cualquier tema sobre cultura, música, etc… Te ayudará a conocer a tus usuarios, sus intereses…&lt;br /&gt;Aprende sobre propiedad intelectual, licencias Creative Commons e interésate por cómo estas últimas Van a influir en una cultura en la que la creación de contenidos estará al alcance de casi todos.&lt;br /&gt;Utiliza las herramientas de la web 2.0, no porque estén de moda, o porque lo digan los gurús y bloggers de moda, si no porque te ayudarán a estar al día en la profesión. Suscríbete a canales RSS especializados en ByD, y anímate a participar en la blogosfera, escribiendo tu propio blog o comentando en los de otros.&lt;br /&gt;Juega limpio con tus compañeros en el trabajo, en jornadas profesionales, ¡colabora! No vas a entrar en un concurso, no se trata de que tú seas el centro de atención, todo gira en torno al usuario, se trata de crear Buenos servicios para el beneficio de los usuarios.&lt;br /&gt;Sé profesional, pero no dejes de lado la diversión, la curiosidad, el juego. Organiza tu tiempo y tu trabajo para poder cumplir con todo aquello con lo que te comprometas&lt;br /&gt;Evita la “lujuria tecnológica”. Adorar a la tecnología se convierte en una trampa, no dejes que se convierta en un dios al que adorar.&lt;br /&gt;Escucha a los bibliotecarios que ya tienen experiencia. Saben de qué hablan. Aprende de cada una de las conversaciones que mantengas con ellos (¡ojo bibliotecarios experimentados! ¡Escuchad a los recién llegados! Una escucha bidireccional es la garantía para superar las diferencias generacionales que se encuentran en muchas organizaciones)&lt;br /&gt;Ten siempre una visión global. No pongas en marcha 5 nuevos servicios basados en las tecnologías más de moda sin planificar cómo mantenerlos en el futuro. Preocúpate por los presupuestos, el marketing… construye servicios, colecciones y bibliotecas sostenibles, útiles para el usuario.&lt;br /&gt;Muchos de estos consejos pueden parecer obvios, algunos son más acertados que otros, ¿quizás más fáciles de seguir al otro lado del charco?, no obstante pueden ser un buen punto de partida para reflexionar sobre algunos temas e ideas interesantes de los que quizás no eres muy consciente nada más “salir del cascarón”.¿Qué pensáis?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115982967839180139?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115982967839180139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115982967839180139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115982967839180139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115982967839180139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/10/10-mandamentos-para-futuros.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115963287117075510</id><published>2006-09-30T14:12:00.000-02:00</published><updated>2006-09-30T14:14:31.426-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;1,2,3, Agora é a sua vez: Relato de uma experiência&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Kátia Tavares1Lígia Rodrigues2Susana Dantas3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discute o papel social e político das Bibliotecas Populares, através de um projeto de dinamização e recreação infantil desenvolvido na Biblioteca Pública do Estado na seção infanto-juvenil, no período de férias escolares, com o objetivo de aumentar a freqüência naquele período. Narra as atividades realizadas como resgate cultural através de oficinas artisticas de música, teatro e pintura, criação de uma agenda cultural dentre outras. Reflete sobre a função social da Biblioteca Pública e sua 'transformação" para escolar. Palavras-chaves&lt;br /&gt;Biblioteca Pública, Biblioteca escolar, Leitura na biblioteca, recreação infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 INTRODUÇÃO&lt;br /&gt;Um projeto de recreação em uma Biblioteca Popular geralmente tem a finalidade de contribuir para o “crescimento“ de seus usuários e da comunidade, considerando-se que a Biblioteca geralmente é “amparada”&lt;br /&gt;por um discurso que a coloca como depositária da cultura e o Bibliotecário como animador cultural. “Ainda se&lt;br /&gt;fala muito em animação cultural, em animador cultural, entre nós na prática essas expressões remontam a uma época em que o objetivo dessa “animação” era levar as pessoas a esquecer as “ agruras do cotidiano”, de modo a deixá-las num estado físico e espiritual mais conveniente para o trabalho do dia seguinte, da&lt;br /&gt;semana seguinte” ( COELHO, p.99.1986). Discutir atividades de leitura em Biblioteca Popular e comunidades carentes é, antes de tudo, defender um discurso político, pois a atual organização política e social brasileira se divide em duas classes&lt;br /&gt;dos dominantes e dominados, onde segundo SILVA “a percepção crítica do nosso sistema econômico e&lt;br /&gt;político somada “a compreensão objetiva da nossa organização levaram-me a caracterizar o ato de ler como 1Bacharel em Biblioteconomia pela UFPE 2Bacharel em Biblioteconomia pela UFPE 3Aluna da Graduação em Biblioteconomia na UFPE sendo um ato perigoso” (p.163) . Se fosse “dado” a todos os brasileiros o direito a ler criticamente livros4que expressassem e questionassem as relações econômicas, talvez a realidade social fosse outra, quanto maior as&lt;br /&gt;dificuldades de acesso a estes instrumentos “elucidadores”, menor será a possibilidade de mudanças reais na&lt;br /&gt;estrutura social existente, ou seja, esse caos em que encontra-se a educação no Brasil tem um propósito claro&lt;br /&gt;e bem definido pela elite dominante. Talvez, este fato explique o discurso simplista dos programas de governo com slogans do tipo “quem lê viaja”, com Rute Rocha dizendo que “vamos fazer do Brasil um País de leitores”, resumindo os&lt;br /&gt;“problemas” de acesso a leitura a compras de milhões de livros. “Dessa forma fica fácil imaginar os porquês de existirem, em nosso país, mais de trinta milhões de analfabetos (..) e ausência de boas bibliotecas escolares e públicas, com acervos e serviços condignos, a altura&lt;br /&gt;das necessidades da maioria da população” (SILVA, 1987, p.164)&lt;br /&gt;Talvez em decorrência dessa “política” e a desestruturação (para não dizer ausência) de bibliotecas escolares, não haja uma identificação popular com as bibliotecas populares, uma instituição que, deveria ser&lt;br /&gt;instrumento de conquistas sociais. Afinal, “atividade cultural, instiga, perturba, incomoda, e por isso, não se espera que o espaço onde ela se desenvolva seja lugar exclusivamente de lazer e procurado por multidões.” ( MILANESI, 1997) Em decorrência desse processo, as comunidades carentes, os analfabetos, crianças que ainda não são alfabetizadas, não vislumbram na biblioteca pública um espaço popular para interesses políticos como&lt;br /&gt;reuniões de moradores, espaço para recreação infantil. Pela sua total descaracterização de popular para&lt;br /&gt;restritamente escolar. Como defende MARTINS, (1994, p.35) “Enquanto permanecemos isolados na cultura letrada, não poderemos encarar a leitura senão como instrumento de poder, dominação dos que sabem ler e escrever sobre os analfabetos ou iletrados , essa realidade precisa ser alterada .Não que se proponha o&lt;br /&gt;menosprezo pela escrita – isso seria tolice, ela em última instância, nos oportuniza condições de maior abstração, de reflexão. Importa antes começarmos a ver a leitura como instrumento libertador e possível de ser usufruído por todos, não apenas pelos letrados” (1994, p.35). Sugere-se então a “desmistificação” do espaço Biblioteca Pública como instituição neutra da cultura, como primeiro passo para um processo de empatia popular. Sem discursos, nem propósitos didáticos pois,&lt;br /&gt;entende-se hoje que a leitura não é uma função que se nasce com ela e se desenvolve como um dom ou&lt;br /&gt;talento, trata-se de um processo, desenvolvido através de seu exercício e que exige várias condições&lt;br /&gt;favoráveis a ela. “A biblioteca pública, como um esforço de democratização da leitura, exige para seu desenvolvimento uma consciência da realidade que faz parte da visão geral que os indivíduos tem da&lt;br /&gt;realidade” (MILANESI, 1983). Porém esta realidade entre indivíduo e biblioteca não se dá uma vez que, as&lt;br /&gt;bibliotecas ao se transferirem para o poder público são geridas como repartição pública e com todo estigma&lt;br /&gt;negativo de “repartição pública”. Sabe-se por exemplo que para leitura, precisa-se de tempo e que no entanto o funcionamento da biblioteca , é horário de repartição pública e não de usuário. Quando discuti-se os porquês e os pra quês da leitura e da biblioteca popular, agora sim está sendo desenvolvido um trabalho social e precipuamente cultural no sentido de desenvolver um senso crítico&lt;br /&gt;daqueles que ali freqüentam, e não só com a leitura escrita, mas com a leitura de mundo que precede a leitura&lt;br /&gt;da palavra a que Paulo Freire já se referia : (...) Uma compreensão do que é a palavra escrita, a linguagem, as suas relações com o contexto de quem fala e de quem lê e escreve, compreensão portanto da relação entre "leitura" do mundo e leitura da palavra, a biblioteca popular, como&lt;br /&gt;centro cultural e não como um deposito silencioso de livros, é vista como fator fundamental para o aperfeiçoamento e a intensificação de uma forma correta de ler o texto em relação com o contexto. (1983)&lt;br /&gt;2 AFINAL, QUE PROBLEMA É ESSE , LEITURA? Geralmente nos textos sobre os problemas da leitura e a falta de identificação popular com as bibliotecas populares são apontadas as causas, suas possíveis conseqüências e muito pouco de soluções&lt;br /&gt;"práticas", mesmo havendo um consenso, que não há fórmulas mágicas que resolvam o problema , porém 4“isto é, livros que não mascaram elementos da realidade vivida, mas que desvelam em sua concretude”. Silva, Ezequiel Theodoro da. 1987.&lt;br /&gt;são exposições sobre seus usuários (na maioria estudantes), e descaso na motivação que os "levam" a&lt;br /&gt;biblioteca, ou seja, a obrigação escolar. Sabe-se que na atual sociedade descartável e de consumo não há tempo para ler. E que no entanto este processo requer reflexão e condições favoráveis , e que o espaço ideal a&lt;br /&gt;este "exercício" e sua difusão seria a biblioteca. Mas como ligar esta a aquele? Supondo que a maioria das bibliotecas populares (entenda escolar) fossem espaços funcionais ao estímulo de "leituras", mesmo sabendo que a maioria de seus usuários, são "alunos" então porque não&lt;br /&gt;identificá-los?, estruturando estudos verticais sobre estes usuários. A UNESCO em 1994 publicou um Manifesto sobre Bibliotecas Públicas onde define dentre outras que a missão-chave da biblioteca pública relacionada com a informação, a alfabetização e a educação e&lt;br /&gt;cultura são em primeiro lugar "Criar e fortalecer o hábito de leitura nas crianças, desde a primeira infância"&lt;br /&gt;. Esta recomendação tem fundamento uma vez que uma criança estimulada a ler desde pequena mesmo quando ainda não foi alfabetizada, consequentemente será um "bom" leitor. Como defende TERZI, "o&lt;br /&gt;domínio da leitura antes de a criança iniciar a primeira série é um fator determinante de seu bom&lt;br /&gt;desenvolvimento como leitora, ou seja o fato de a criança estar inserida numa cultura letrada tem uma&lt;br /&gt;influência positiva significativa em seu progresso em leitura na primeiras séries escolares". (2001) Paulo Freire, há vinte anos atrás já defendia que "um outro ponto que me parece interessante sublinhar, característico de uma visão crítica da educação, portanto da alfabetização, é o da necessidade que&lt;br /&gt;temos, educadoras e educadores, de viver na prática, o reconhecimento do óbvio de que nenhum de nós está&lt;br /&gt;só no mundo" (1983, p. 30) Educadores, deve ser esta postura de professores e bibliotecários preocupados com o "esclarecimento" da leitura crítica tanto na biblioteca como na escola, apesar de estar nesta última, mais forte&lt;br /&gt;enraizado o discurso da elite dominante, sendo reproduzido lá um movimento contrário ao de estímulo a&lt;br /&gt;leitura como afirma KLEIMAN5, "cabe notar aqui que o contexto escolar não favorece a delineação de objetivos específicos em relação a essa atividade. Nele a atividade de leitura é difusa e confusa, muitas vezes&lt;br /&gt;se constituindo apenas em um pretexto para cópias, resumos, análises sintática, e outras tarefas de ensino de&lt;br /&gt;língua" ( 2002). Há quem interessa que o povo leia? Discutir atividades de leitura em Biblioteca Popular e comunidades carentes é, antes de tudo, defender um discurso político, pois a atual organização política e&lt;br /&gt;social brasileira se divide em duas classes a dos dominantes e dominados, ALEVATO em sua pesquisa sobre&lt;br /&gt;o mito da escola de qualidade esclarece , "a escola pública é representada como escola do Estado, isto é, cabe&lt;br /&gt;a "ele" preocupar-se com ela, uma vez que, numa sociedade neoliberal, a valorização do privado embute um&lt;br /&gt;distanciamento do público: a cada um cabe cuidar de si. " (1999) Desemprego, violência, fome e miséria, gravitam todos simultaneamente em torno da família pobre, que vítima da situação não propicia a seus filhos ambiente favorável a quase nada, a não ser a sua própria&lt;br /&gt;sobrevivência. Pois se o processo de leitura, pede o contexto social em que está inserido este futuro leitor, é&lt;br /&gt;cobrada também da instituição "família" sua participação. Porém com este estado de vire-se como puder a família está perdendo o domínio dos seus filhos, e a noção de cidadania. Como descreve TEVES em sua&lt;br /&gt;pesquisa feita sobre ressocialização de meninos de rua , discutindo sobre a participação dos pais neste&lt;br /&gt;processo: "interessante é que raramente atribuíam as suas condições de existência o fato de não viverem com&lt;br /&gt;aquelas crianças, ao contrário, em geral culpavam a própria criança pelo seu abandono, aceitavam a situação de viverem separados como um dado de realidade: não tinha forças para retê-las, para educá-las, para corrigi-las, melhor dizendo, no imaginário de seus familiares, aquelas crianças&lt;br /&gt;eram indomáveis, os pais rendiam-se a essa evidência, por isso mesmo se afastavam (..) Com isso, livravam-se do sentimento de culpa por. deixá-los 'a própria sorte. ( 1999). Um exercício de reversão do quadro atual exige, a participação social da comunidade, entendendo participação como “o processo histórico de conquista das condições de autodeterminação. Participação não&lt;br /&gt;pode ser dada, outorgada, imposta. Participação existe, se e enquanto for conquistada. Porque é processo, não&lt;br /&gt;produto acabado. Pela mesma razão é igualmente uma questão de educação de gerações. Não se implanta por&lt;br /&gt;decreto, nem é conseqüência automática de qualquer mudança econômica, porque tem densidade própria,&lt;br /&gt;embora nunca desvinculada da esfera da sobrevivência material. (DEMO, 1988)”. 5Angela Kleiman, Ph.D. pela universidade de Illinois EUA, professora do Departamento de Lingüistica aplicada no instituto de estudos da linguagem da unicamp. E que este caminho de participação popular se dá essencialmente via leitura, é sempre importante lembrar Paulo Freire, "a compreensão crítica da alfabetização, que envolve a compreensão igualmente crítica&lt;br /&gt;da leitura, demanda a compreensão crítica da biblioteca" (1983) 3 JUSTIFICATIVA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A biblioteca Pública do Estado de Pernambuco, localizada no bairro de Santo Amaro, além de vários problemas políticos - administrativos é reconhecidamente utilizada por um segmento da sociedade carente,&lt;br /&gt;que são os estudantes. (ou os “órfãos das bibliotecas escolares”). Sugeriu-se então a adoção de um programa de recreação e a dinamização do espaço , no setor infanto- juvenil na Biblioteca Publica do estado, para atender as propostas de ampliar seu espaço com o&lt;br /&gt;intuito de contribuir para a formação de leitores críticos e como conseqüência cidadãos mais conscientes e&lt;br /&gt;participantes.&lt;br /&gt;A BPE é cercada por escolas públicas, localiza-se numa posição privilegiada central ao lado de um dos maiores parques da cidade que é o Parque Treze de Maio. Apesar de muitos “problemas estruturais” no&lt;br /&gt;setor Infanto-Juvenil a BPE mantém em sua programação cultural atividades recreativas para comunidade&lt;br /&gt;infantil em geral, durante todo ano inclusive nas férias escolares.&lt;br /&gt;Propôs-se então que no Setor Infanto-Juvenil no mês de janeiro, fôsse implementado as habituais atividades e a inclusão de ações recreativas como resgate de brincadeiras antigas (bola de gude, pião etc.)&lt;br /&gt;exibição de filmes e documentários nacionais, hora do conto, oficinas, e a melhoria das condições físicas do&lt;br /&gt;ambiente como: adaptação da linguagem usada na sinalização para seu público. As atividades seriam&lt;br /&gt;direcionadas por faixa etária e normalmente ministradas pela manhã, por convidados específicos.&lt;br /&gt;Contemplando inclusive acompanhantes, sem portanto estabelecer critérios educativos e /ou pedagógicos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 O QUE FOI FEITO OU AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço físico da seção infantil da BPE é dividida em 3 ambientes funcionais, um primeiro voltado a estudantes adolescentes e as pesquisas escolares, o segundo à literatura infantil (e Infanto-Juvenil), com&lt;br /&gt;mobiliário adequado a crianças pequenas. Na seção há uma programação mensal de atividades lúdicas e culturais, como: Hora do Conto “cineminha”,oficinas e jogos. Esta divisão entre os ambientes infantil e juvenil é caracterizada basicamente&lt;br /&gt;pela decoração e pelo mobiliário, porém não há uma separação feita por paredes, ou restrições que impeçam&lt;br /&gt;as crianças de usar um ou outro ambiente. O terceiro ambiente é área reservada para refeições dos&lt;br /&gt;funcionários. Como já foi citado anteriormente há na seção vários problemas estruturais. As atividades na seção Infanto-Juvenil da BPE foram implementadas com a finalidade de estimular a freqüência dos habituais usuários no período de férias escolares. Os métodos adotados para estruturar as ações&lt;br /&gt;foram: entrevista, questionário , observação e levantamento bibliográfico. O projeto de dinamização da seção contava com duas partes :uma "Física- estrutural", outra "cultural". Para a estruturação da primeira, a equipe lançou mão da observação e da entrevista com usuários e os&lt;br /&gt;funcionários, para a segunda parte usou-se os questionários (ver anexo 1), numa amostragem inicial de 100&lt;br /&gt;usuários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.1 DAS ATIVIDADES ESTRUTURAIS Para esta parte que foi denominada "física-estrutural" , foram desenvolvidos trabalhos no sentindo de melhorar o aspecto visual da biblioteca. Para isto foram feitas pinturas das janelas de vidro com tinta&lt;br /&gt;guache, em substituição aos antigos "desenhos de isopor", de tamanho desproporcional as vidraças da&lt;br /&gt;bibliotecas, o que escurecia o ambiente. Substituição das disposições do mobiliário, com o intuito de ampliar&lt;br /&gt;o espaço de circulação dos usuários. Mudança de toda sinalização das estantes, com aumento da fonte , com a&lt;br /&gt;finalidade de chamar mais atenção dos estudantes, para dar mais independência aos usuários. Foram retirados&lt;br /&gt;o excesso de cartazes no setor, que o poluía visualmente. 4.1.1 O mito de isopor&lt;br /&gt;Procurou-se também através da decoração desenvolver um trabalho de resgate cultural, das lendas e tradições brasileiras no espaço infantil, em substituição aos painéis de isopor , com figuras de "branca-de&lt;br /&gt;neve", Cinderela, e outros mitos do imaginário infantil, representados por replicas dos desenhos Disney. Não desconsiderando, as idéias de Bruno Bethelem, em Psicanálise dos Contos de Fadas, onde ele defende a importância dos contos de fadas e de seus heróis e princesas para formação social e intelectual das&lt;br /&gt;crianças, a substituição se deu mais por uma questão ergonômica, do que política. Como já foi dito, os&lt;br /&gt;desenhos eram muito grandes para o espaço, muito infantis e tendenciosamente femininos, pois ali onde se&lt;br /&gt;encontra as vidraças ficam coleções de literatura Infanto-Juvenil (adolescente) , o que poderia constranger&lt;br /&gt;aqueles usuários. Optou-se então por um tema neutro, atemporal, e que pudesse ser substituído depois, caso a bibliotecária responsável pelo setor assim o desejasse. Foi escolhido então o motivo fundo-do-mar, onde&lt;br /&gt;predomina os tons em azul (que é calmante), com a técnica da pintura em tinta guache, que é lavável, portanto&lt;br /&gt;fácil de ser removível. Foi deixado um mural sem pintura, com o objetivo de abrir um concurso de pintura entre as crianças, onde o prêmio seria a pintura do desenho vencedor. O que não foi possível, pela baixa freqüência das&lt;br /&gt;crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.2 DAS ATIVIDADES CULTURAIS Para a seleção das atividades, foram aplicados 72 questionários, entre crianças e adolescentes com idade média de 9 a 15 anos, no período de dois meses, respectivamente os meses de novembro e dezembro de&lt;br /&gt;2002, a proposta inicial era entrevistar um universo de 100 usuários e não-usuários da unidade de informação,&lt;br /&gt;porém os questionários foram aplicados no período de final do mês de novembro e inicio do dezembro,&lt;br /&gt;coincidindo com os meses de férias, restringindo o número dos usuários entrevistados, um total de 52, vale&lt;br /&gt;salientar que todos os questionários foram aplicados junto com entrevista com os jovens, despendendo um&lt;br /&gt;tempo médio de 5 a 10 minutos por questionário. Foram consideradas crianças aqueles até doze anos e&lt;br /&gt;adolescentes os até 16 como prevê o estatuto da criança e do adolescente. O questionário foi aplicado junto com entrevista, por haver "termos" e expressões que as crianças e os adolescentes não conheciam. Não foram consultados os acompanhantes das crianças, nem adultos, uma vez&lt;br /&gt;que a programação daquele setor não contempla este público. Vale ressaltar que o "estudo do usuário", não foi um fim foi um meio, para garantir um suporte na escolha das ações culturais, portando só serão relatados alguns dos números que justificam as escolhas das&lt;br /&gt;ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.3 A PROGRAMAÇÃO&lt;br /&gt;Através dos questionários (e entrevista) definiu-se sobre que atividades as crianças e os adolescentes se identificavam mais. Baseados nos dados criou-se uma agenda com atividades de segunda 'a sexta-feira,&lt;br /&gt;desenvolvidos pela manhã pelos funcionários e 'a tarde pelas estagiárias de Biblioteconomia, com exceção das&lt;br /&gt;oficinas que eram ministradas por convidados todos voluntários.(ver anexo 2). Após as atividades, era sugerido às crianças que se expressassem (se assim desejassem), através de desenhos, pinturas, sua percepção do exposto. Não se conseguiram patrocínios, mas deve-se salientar que com o apoio da direção da BPE, compramos pipoca, pirulitos, e doação de revistinhas educativas do SESI, onde foram confeccionados kits&lt;br /&gt;para distribuição após cada atividade.&lt;br /&gt;As atividades mais produtivas do ponto de vista da participação foram as oficinas (de música e teatro) e a Hora do Conto, as ações contaram com uma freqüência média de 20 crianças. Na oficina de&lt;br /&gt;música, houve o recorde de audiência, havia cerca de 100 pessoas entre adultos e crianças. Esta foi ministrada&lt;br /&gt;pelo músico Alexandre Rodrigues e a participação especial da "banda Amigos de Casa Amarela", esta atividade tinha a finalidade de explicar as crianças, um pouco de teoria musical, e indicar onde no estado&lt;br /&gt;ensina-se o curso gratuitamente. Foram executados, frevos, cirandas. As crianças também tocaram junto com&lt;br /&gt;a banda, algumas músicas, com os instrumentos da biblioteca que foram distribuídos entre elas .&lt;br /&gt;A oficina de teatro contou com a participação especial dos usuários do setor Braille, da BPE cerca de oito pessoas entre adultos e adolescentes e o público remanescente da oficina de música, desenvolvida pelo ator Aramis Macedo, que fez uma breve descrição da história do teatro e improvisou uma dramatização com o&lt;br /&gt;grupo. A "peça" nasceu sob o tema "o que você fez de mais importante hoje". Antes da encenação o ator fez&lt;br /&gt;sessões de relaxamento, fazendo com que o grupo se integrasse e interagisse na proposta da oficina.&lt;br /&gt;A Hora do Conto foi a atividade realizada cada Sexta-feira e ficava sob a responsabilidade de uma pessoa do grupo, cabendo a esta a escolha das histórias e etc. e as outras a monitoria das crianças e o suporte&lt;br /&gt;técnico. Apesar da literatura sobre o tema, definir várias modalidades de hora do conto, desde à simples leitura do livro até dramatizações. A ferramenta escolhida, foi a de bonecos de fantoches, pois dava um&lt;br /&gt;caráter de teatro a atividade, eliminando qualquer semelhança possível, com os trabalhos de leitura&lt;br /&gt;desenvolvidos na escola. Todos os livros foram selecionados na biblioteca, para cada sessão da Hora do Conto, havia uma pré-seleção de até três livros, definido pelo número de crianças e pela idade média do grupo. Pois foi um dos&lt;br /&gt;pontos citados em entrevista pelas funcionárias do setor, a imprevisibilidade da idade do grupo, podendo ser&lt;br /&gt;adolescentes, crianças de até 8 anos ou muito pequenas com 4 anos, ou seja, deveria haver uma preparação&lt;br /&gt;com histórias adequadas para qualquer um desses. Conscientes, desta faceta os livros foram escolhidos em&lt;br /&gt;diversos níveis de compreensão da criança. (ver anexo 3) 4.3.1 Onde estão os filmes infantis brasileiros? Esta pergunta ilustra muito bem uma dificuldade encontrada em relação 'as atividades culturais. O "cineminha " 'as quartas, pretendia ser um resgate , aliás como todas as atividades, da cultura brasileira. O que&lt;br /&gt;não foi possível pela falta de opção deste tipo de material. Os filmes inéditos que foram selecionados , como&lt;br /&gt;"Castelo Rá-tim-bum", nbão foi encontrado em fitas, outros como "Tainá ", já havia sido exibido várias vezes na seção. Então optou-se por exibição de filmes estrangeiros, mais que contivessem um questionamento&lt;br /&gt;político . Como, "vida de insetos", "Os monstros S.A.", "A era do Gelo". 5 OS RESULTADOS A maioria dos entrevistados 80% entre crianças e adolescentes eram oriundos de escolas públicas da vizinhança, estes afirmavam que havia biblioteca em sua escola, mas preferiam a seção Infanto-Juvenil da&lt;br /&gt;BPE, pela sua diversidade do acervo e comodidade do espaço 79, 16%. A maioria dos estudantes (ver fig.2)&lt;br /&gt;freqüenta a seção por obrigação escolar, porém estes números variam entre adolescentes e crianças, entre&lt;br /&gt;estas últimas apareceu a motivação "brincar". Figura. 1 (gráfico que mostra o percentual de crianças e adolescentes entrevistados). Motivação- obrigação escolar38%62%crianças&lt;br /&gt;adolescentesgrupo de usuários por faixa tária54%46%CriançasAdolescentesFig. 2 . Gráfico que ilustra a resposta a pergunta Porque você vem a esta biblioteca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este número talvez, justifique a falta de identificação entre os adolescentes e a seção , isto se dê pelo direcionamento que é dada as atividades só para crianças. E alerta para outra conclusão perigosa, que a&lt;br /&gt;imagem da biblioteca está muito associada a escola, é como se a biblioteca fosse uma extensão da escola. E&lt;br /&gt;"escola" não é lugar de se visitar nas férias (?). Porém entre as crianças (ver fig. 3), aparece outras motivações como por exemplo, jogar (brincar de academia, dominó, damas), ler e simplesmente beber água. Merecendo um estudo de usuário mais detalhado&lt;br /&gt;deste, que se utiliza apenas do bebedouro da biblioteca. Há também os que vão por outros motivos, como o de&lt;br /&gt;acompanhar um amigo, ou esperar a mãe que trabalha na biblioteca, ou nas proximidades.&lt;br /&gt;Fig. 3 Outros motivos, além da obrigação escolar, para as crianças irem a seção Infanto-Juvenil.&lt;br /&gt;Como já foi esclarecido anteriormente, este questionário não foi o objeto de estudo, portanto não serão analisados todos os números apenas os que reforçam a escolha das ações e os que dão mais&lt;br /&gt;embasamento as constatações que foram feitas nas observações in loco . O que merece destaque é que, como foi diagnosticado no plano inicial a biblioteca tem vários problemas estruturais, como falta de refrigeração(é um local muito quente), pequeno para a quantidade de&lt;br /&gt;usuários, enfim sem mínimas condições de conforto, apesar do exposto na pergunta sugestões, "o que você&lt;br /&gt;sugere para melhorar a biblioteca?" 50% das crianças , afirmavam que não precisava melhorar em nada, em&lt;br /&gt;contrapartida outros 50% pediam melhor atendimento. Entre os adolescentes 35% não tinham sugestões e os&lt;br /&gt;outros 75% sugeriam idéias para melhorar a estrutura da seção como organização e limpeza, conserto do&lt;br /&gt;sistema de refrigeração, aquisição de novos jogos, maior e melhor divulgação da programação. Um outro ponto que de grande relevância e reforça a idéia de desatenção com a biblioteca, é que em sua entrada há um "cavalete" como toda programação mensal, e apesar disso 62, 50% das crianças afirmavam Outros motivos para ir a biblioteca17%39%17%10%17%JOGAR&lt;br /&gt;LER&lt;br /&gt;FILMES&lt;br /&gt;BEBER ÁGUA&lt;br /&gt;OUTROSque não ouviu falar da programação, entre os adolescentes este cai um pouco, para 60,71%. Ou seja, não há&lt;br /&gt;interação entre os entrevistados e a biblioteca. Merece destaque ainda, alguns depoimentos colhidos: "Não precisa melhorar nada, temos um bom atendimento" Danilo Rocha, 14 anos.&lt;br /&gt;"Aqui a gente se sente mais aberto, tem mais livros, agente se sente no país das maravilhas" Douglas&lt;br /&gt;Barbosa, 11 anos.&lt;br /&gt;5 CONCLUSÃO&lt;br /&gt;Embora esta pequena amostragem, demonstre que a maioria dos usuários da seção Infanto-Juvenil da BPE, não a freqüente nas férias, eles "acham" o espaço funcional, e que atende as suas necessidades de&lt;br /&gt;pesquisa escolar. Talvez inconscientemente estes saibam que a biblioteca deva ter mais que livros, um&lt;br /&gt;adolescente de 14 anos ao justificar sua preferência à seção em detrimento à de sua escola argumentou : "lá só&lt;br /&gt;tem livros, faltam atividades". Dinamizar a seção, foi esta a meta principal do trabalho. Mas para quê? Para aumentar a "estatística" das férias? Ou para dar mais "atividade", àquela que o jovem se referia?. Dinamizar uma instituição como uma biblioteca pública, vai muito além da simples pintura, ou da implementação de uma agenda cultural. Uma biblioteca é administrada e usada por "pessoas", e esse processo&lt;br /&gt;de "dinamização" deveria, a priori , ser o fio condutor de mudanças, primeiro no corpo dos funcionários e na&lt;br /&gt;conduta com que desempenham suas funções. Em conseqüência destas mudanças deveria haver um trabalho&lt;br /&gt;político com seus usuários. O que foi percebido na seção Infanto-Juvenil da BPE foi o descompromisso, com o real, o social. As atividades culturais existem ,mas não de verdade , normalmente não são implementadas, com a desculpa de&lt;br /&gt;não haver usuários. E começa a discussão, não há usuários porque além do desconforto das instalações, não&lt;br /&gt;existe um bom atendimento. E por isso os usuários não a freqüentam, e como não o fazem alguns funcionários&lt;br /&gt;continuam com seu mau atendimento. Um trabalho cultural em uma biblioteca pública, vai muito além da famosa Hora do Conto, não é um trabalho cosmético, de fácil resultado. É um trabalho a longo prazo e de resultados duvidosos. No entanto este&lt;br /&gt;pensamento sócio-cultural, deve ser a meta dos que fazem a biblioteca, o que se vê lá é a repetição de um&lt;br /&gt;discurso conformista. E é esta a mais triste constatação, alguns bibliotecários não tem consciência de sua&lt;br /&gt;missão político-social.&lt;br /&gt;ANEXO 1 QUESTIONÁRIO Estudo do Usuário NOME (OPCIONAL)&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________________ 1.Qual a sua idade?&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;2.Qual o nome de sua&lt;br /&gt;escola?_______________________________________________________________________&lt;br /&gt;3.Qual a sua série?&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;4.Em que bairro você mora?&lt;br /&gt;________________________________________________________________________&lt;br /&gt;5.Em sua escola tem biblioteca?&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________ ( ) sim&lt;br /&gt;( ) não&lt;br /&gt;Você freqüenta mais lá ou aqui? Porque? _______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.Com que freqüência você vem a esta biblioteca? ( ) todos os dias ( ) uma vez por semana&lt;br /&gt;( ) mais de uma vez por semana&lt;br /&gt;( ) raramente 7. Por qual motivo você vem a esta biblioteca? ( ) obrigação escolar ( ) ler ( ) jogar ( ) assistir filmes ( ) outros _______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Qual atividade recreativa você mais gosta?&lt;br /&gt;( ) Hora do Conto ( ) jogos ( ) brincadeiras ( ) teatro ( ) música ( ) filmes ( ) oficinas&lt;br /&gt;9. Você freqüenta a biblioteca nas férias?&lt;br /&gt;( ) Sim Quantas vezes __________________________ ( ) Não&lt;br /&gt;10. Você conhece a programação cultural do Setor infanto-juvenil?&lt;br /&gt;( ) Sim ( ) Não&lt;br /&gt;11. Que sugestões você daria para programação Cultural ?&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________________12. Que&lt;br /&gt;sugestões você daria para melhor o setor infanto-juvenil da BPE?&lt;br /&gt;_______________________________________________________________________________&lt;br /&gt;ANEXO 2&lt;br /&gt;PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO SETOR INFANTO-JUVENIL DA BIBLIOTECA PÚBLICA DO ESTADO DE PERNAMBUCO JANEIRO / 2003&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDAS-FEIRAS - DIAS 06, 13, 20, 27&lt;br /&gt;• Brincadeiras populares: "Um resgate da cultura infantil". Estagiárias do curso Biblioteconomia - UFPE&lt;br /&gt;TERÇAS- FEIRAS - DIAS 07, 14, 21, 28&lt;br /&gt;Dia 07 - música : "como é bom poder tocar um instrumento"&lt;br /&gt;(demonstração e prática com instrumentos musicais) Alexandre Rodrigues - músico convidado&lt;br /&gt;DIA 14 - Poesia - " A criança e as palavras "&lt;br /&gt;Augusto M elo - poeta DIA 21 - Teatro : "Faça você um personagem"&lt;br /&gt;Aramis Macedo - ator&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;QUARTAS-FEIRAS - 08, 15, 22, 29&lt;br /&gt;Cineminha: "Telinha, pipoca e almofada"&lt;br /&gt;QUINTAS-FEIRAS - DIAS 09,16,23,30.&lt;br /&gt;Descobrindo a biblioteca e a informação"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEXTAS-FEIRAS - DIAS 10, 17, 24, 31.&lt;br /&gt;Hora do Conto: "uma história pra contar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ANEXO 3 SELEÇÃO DE HISTÓRIAS POR FAIXA ETÁRIA PARA HORA DO CONTO CRIANÇAS* 4 -8 ANOS CRIANÇAS 9 - 12 ANOS ADOLESCENTES 12- 15 ANOS "Nicolau tinha uma idéia.." "A fada que tinha idéias..." LENDAS POPULARES- PE - FUNDAJ "A descoberta da Joaninha.." "Papirofobia.." " Couro de piolho" "Chapeuzinho Amarelo" "o reizinho mandão" " Os Três diabos" "Pata aqui, pata acolá.." "O fósforo" * "Meio a meio " Obs. livros utilizados na Hora do Conto.&lt;br /&gt;FONTES BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BAGNO, M. Preconceito Lingüístico: o que é, como se faz. 5 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. 150p.&lt;br /&gt;BAMBERGER, R. Como incentivar o hábito de leitura. 3 ed. São Paulo : Ática: UNESCO, 1987. 110 p. (&lt;br /&gt;Série educação em ação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL, Constituição de 1988: Texto constitucional de 5 de outubro de 1988 com as alterações adotadas&lt;br /&gt;pelas Emendas Constitucionais n. 1/92 a 22/99 e Emendas Constitucionais de revisão n 1 a 6/94. Brasília:&lt;br /&gt;Senado Federal, subsecretaria de edições técnicas, 1999. 360 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COELHO, T. Usos da cultura: Políticas de ação Cultural. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986. 124 p. (Educação e comunicação, v.16)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIMENSTEIN, G. O cidadão de papel: A infância, a adolescência e os direitos humanos no Brasil. 13 ed.&lt;br /&gt;São Paulo: Ática, 1997.157 p. ( Série Discussão Aberta).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEMO, P. Pobreza Política. São Paulo: Cortez: autores associados, 1988. 112p.&lt;br /&gt;( Coleção polêmicas do nosso tempo, 27).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEITOSA, L..T. O Poço da Draga: A favela e a biblioteca. São Paulo: Annablume; Secretaria da Cultura e Desporto, Ceará. 1998. 208 p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se complementam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1983. 94 p. (Coleção polêmicas do nosso tempo, 4)&lt;br /&gt;KLEIMAN, A . Texto &amp; Leitor: aspectos cognitivos da leitura. 8 ed. São Paulo: Pontes, 2002. 82p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;KISHIMOTO, T.M. Escolarização e brincadeira na educação infantil disponível em: http://www.fe.usp.br/laboratorios/labrimp/escola.htmacesso em 15/01/2003. LAJOLO, M. Do mundo da leitura para leitura do mundo 6 ed. São Paulo: Ática, 2002.112p. (Série Educação em ação)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas (1994) disponível em: http://www.fl.uc.pt/CIENDOC/CURRICUL/PLANO2DB/LEITPUBL.htmlacesso em 18 de novembro de 2002.&lt;br /&gt;MARTINS, M.ª H. O que é Leitura?. 19 ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. 96p. ( Coleção Primeiros Passos,&lt;br /&gt;74)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MILANESI, L. A casa da Invenção: biblioteca, centro de cultura. 3 ed. ver. Amp. São Paulo: Atelier&lt;br /&gt;Editorial, 1997. 271p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______. Ordenar para desordenar: centros de cultura e bibliotecas públicas. São Paulo: Brasiliense, 1986.&lt;br /&gt;P.131&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______. O que é biblioteca? 4 ed. São Paulo: Brasiliense, 1983. P. 96 (Coleção primeiros passos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MORROW, R. A ; TORRES C. A . Teoria Social e educação: uma crítica das teorias da reprodução social e&lt;br /&gt;cultural. Porto: Edições afrontamento, 1997. 439 p.&lt;br /&gt;(Coleção Biblioteca das Ciências do Homem: Ciências da Educação, 10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PERROTI, E. A leitura como fetiche. Leitura : teoria e prática, Porto Alegre ,n. 8 , ano 5, 127- 147. 1986.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SILVA, E. T. Leitura na escola e na biblioteca. 3 ed. São Paulo: Papirus, 1991, 116 p.&lt;br /&gt;________. O bibliotecário e a formação do leitor. Leitura: teoria e prática, Porto Alegre, n.10, ano 6. p 160- 170. 1987.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERZI, S.B. A construção da leitura. 2 ed. São Paulo: Pontes, 2001. 165p.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TEVES,N. ; RANGEL, M. (Org.). Representação social e educação.; temas e enfoques contemporâneos de&lt;br /&gt;pesquisa. São Paulo: Papirus, 1999. 176 p. (Coleção magistério: Formação e trabalho pedagógico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WEHRPLOTZ, E., CANDIDO, H.; BONO, L. Padrões de espaços em biblioteca:&lt;br /&gt;acervo, usuários, funcionários. Disponível em: http://campus.fortunecity.com/mcat/102/espaco.htm&lt;br /&gt;ZILBERMAN, R. A leitura e o ensino da literatura. São Paulo: Contexto, 1988. 147p. ( coleção&lt;br /&gt;repensando o ensino)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115963287117075510?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115963287117075510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115963287117075510&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115963287117075510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115963287117075510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/123-agora-sua-vez-relato-de-uma.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115904342804572871</id><published>2006-09-23T18:29:00.000-02:00</published><updated>2006-09-23T18:30:58.616-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Grupo de 37 escritores de vários países imagina biblioteca ideal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grupo de 37 escritores de vários países reúne-se entre 26 e 30 de Setembro perto da cidade francesa de Estrasburgo para imaginar «A Biblioteca Ideal».Originários de Espanha, Argentina, Turquia, Irão, Martinica, Tunísia, República do Congo, Togo e França, os escritores debaterão com os seus leitores temas diversos e assistirão à leitura de extractos das respectivas obras, em alguns casos com acompanhamento musical. Falarão, além disso, das leituras favoritas, do livro que levariam para uma ilha deserta, das obras que consideram indispensáveis em qualquer biblioteca, no âmbito de um programa elaborado pelas autoridades de Estrasburgo em colaboração com uma importante livraria local.«Porquê ler os clássicos?», «A Biblioteca Ideal de Mapas e Escritores de Viagens», «Uma Biblioteca das Nuvens», «A Noite Casanova», «Dos Continentes Negros», «Do Sentimento Amoroso», «De Virginia Woolf» e «Do Comediante» são os títulos de algumas sessões de debate previstas, precisaram os organizadores.O representante espanhol em «A Biblioteca Ideal”, o jornalista e escritor granadino José Manuel Fajardo, autor de obras como «Carta do Fim do Mundo», «Terra Prometida» e «Os Demónios à minha Porta» (publicados pelas edições ASA), falará das personagens do seu último romance, ainda não traduzido para português, «A Pedir de Boca».Por sua vez, o ensaísta e novelista argentino Alberto Manguel, autor de «Uma História da Leitura» (editado em Portugal pela Presença), centrar-se-á na figura de Jorge Luis Borges, que conheceu aos 16 anos.O director da colecção «L’Infini» (o infinito) da editora Gallimard, Philippe Sollers, particularmente apaixonado pelo mito histórico de Casanova, e a historiadora Evelyne Lever, autora de «Marie-Antoinette, la Dernière Reine», são alguns dos convidados franceses que assistirão aos debates.Na iniciativa, participarão também os africanos Alain Mabanckou, Scholastique Mukasonga e Boniface Mongo-Mboussa, indicou o presidente da Comunidade Urbana de Estrasburgo, Robert Grossman, declarando-se convencido de que a biblioteca ideal “é um mito que pode ser realidade”, como prova o antecedente da biblioteca de Alexandria.Os encontros de «A Biblioteca Ideal» estrearão a grande sala de L’Aubette, um edifício de 1928 que acaba de ser reabilitado naquela cidade do nordeste de França, onde têm sede o Conselho da Europa e o Parlamento Europeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115904342804572871?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115904342804572871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115904342804572871&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115904342804572871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115904342804572871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/grupo-de-37-escritores-de-vrios-pases.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115845288813715165</id><published>2006-09-16T22:27:00.000-02:00</published><updated>2006-09-16T22:28:08.516-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Biblioteca e museus obtêm verba do BNDES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DA FOLHA ON LINE, NO RIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, receberá R$ 390 mil do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômica e Social) para cuidar da preservação emergencial da coleção geral de periódicos. Os Museus Castro Maya, que englobam Chácara do Céu e Açude, no Rio de Janeiro, vão receber R$ 350 mil para a implantação de sistema de segurança.O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, região central, teve obras de Salvador Dalí, Pablo Picasso, Claude Monet e Henri Matisse roubadas em fevereiro passado. A biblioteca, o museu e outras 18 instituições fazem parte da lista de aprovados para receber financiamento para a recuperação de acervo dentro do Programa de Apoio a Projetos de Preservação de Acervos.No caso dos Museus Castro Maya, a verba segue exclusivamente para a segurança, mas o banco também concederá recursos para as instituições investirem em itens como base eletrônica de dados e manutenção e restauração de acervo.O programa do BNDES tem valor total de R$ 5,4 milhões. Para cada instituição, o banco liberará no máximo o equivalente a 85% do total do projeto, limitado R$ 500 mil.O presidente do BNDES, Demian Fiocca, negou que tenha havido privilégio a instituições públicas nas aprovações. No total foram 11 museus públicos e nove privados. "O critério de seleção foi de importância de acervo."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115845288813715165?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115845288813715165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115845288813715165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115845288813715165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115845288813715165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/biblioteca-e-museus-obtm-verba-do.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115790031504192287</id><published>2006-09-10T12:54:00.000-02:00</published><updated>2006-09-10T12:58:35.266-02:00</updated><title type='text'>O que os livros dizem dos bibliotecarios</title><content type='html'>Lo que los libros dicen de nosotros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hay encomiables esfuerzos realizados por colegas antes que yo para contarnos la imagen de los bibliotecarios en el cine, en los comics, en las novelas, etc. Yo he sido capaz de leer alguna de estas cosas, a pesar de que suelen venir en inglés. Entonces he pensado en hacer algo como más ligerito y menos enjundioso, a partir de imágenes de cubiertas de libros que digan algo de los bibliotecarios, bien porque son libros de biblioteconomía (¿porqué los manuales de ByD españoles no llevan NUNCA fotos en la cubierta?) bien porque tengan un bibliotecario, documentalista o archivero entre sus personajes dignos de mención.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos a verlos:&lt;br /&gt;Comenzamos con las novelas, como éste "The archivist: a novel" que creo yo que reúne algunos de los paradigmas del género: libros apilados, con apariencia de sobadillos, como debe de ser en una biblioteca, y la confirmación editorial de que se trata de una novela, no se vayan a pensar. La cosa es que un archivero profesional habría usado como ilustración ¿una pila de expedientes administrativos? ¿un cartapacio notarial? ¿una tartera de CD-ROMs? pero los publicitarios esteblecen la relación: archivero - bibliotecario - libros viejos. Y así se venden las novelas mejor que si le preguntaran al archivero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y esta otra novela "Here lies the librarian" rompe con el esquema de mostrar el ambiente interior de la biblioteca o la imagen del bibliotecario, para sugerir sutilmente la presencia "hic iacet" de éste bajo la tumba que reza: SHH! propio del imaginario bibliotecario (Maneras de mandar callar). Recomiendo leer el argumento: trata de unas estudiantes de biblioteconomía que desentierran un cadaver o algo así, cada vez entiendo peor estas lenguas bárbaras.&lt;br /&gt;"How I fell in love with a librarian and lived to tell about it". Podría éste ser una novela con tintes autobiográficos o un falso libro de memorias con chismorreos sexual-bibliotecarios. No sé si en España triunfaría un libro llamado "Me enamoré de mi bibliotecaria". Pero todo indica que es un libro cuyo público objetico son los bibliotecarios: dice Amazon que lo compran los mismos que compraron este tipo de cosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aunque éste creo que está teniendo éxito en España: "La biblioteca de la piscina". No sé si hay bibliotecarios en la trama, sólo sé que va de gays. Pero no es incompatible. Dice el Library Journal en su crítica: "The occasionally graphic descriptions of sex will likely upset some readers". ¿Entristecer? De verdad que ya no entiendo este idioma. ¡Gay significa alegre!&lt;br /&gt;Ésta ya la saqué el otro día, porque me encanta la nueva imagen del libro encadenado. "Le Grand amour du bibliothécaire". Argumento: Fulberto, bibliotecario del pueblo de Tiralaservilleta, odia los libros, nidos de polvo sobre sus bellas estanterías. Se pone a expurgar yl final se queda con un sólo libro, y porque está encadenado; pero entonces viene y se hace el carnet de la biblioteca una bella zagala llamada Rosamari, de la que Fulberto se enamora de inmediato. Fulberto se pone a comprar libros para su bella usuaria... y ya no cuento más, pero hay intervención de malvados villanos, la chica se casa con el chico y al final todo el pueblo se saca el carnet de la biblioteca (bueno, ya la he destripado, joer).&lt;br /&gt;Este es un novelón, un thriller de esos que gustan ahora. "The librarian". Misterios políticos, enredos electorales, crímenes, líos de faldas, pederastias, etc. ¿Qué pinta aquí el bibliotecario? No sé. Leed la novela si os amosca. O ved la película. Bueno, adelanto el arranque de la historia: "Un bibliotecario universitario, para ganarse una perras extra, se ofrece a catalogar la biblioteca privada de un ricacho ultraderechista norteamericano, que resulta estar implicado en una conspiración de carácter político..." y ya no digo más, como diría Mayra Gómez Kemp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luego están otras novelas de misterios: lo de las bibliotecas levanta en el imaginario colectivo más referencias al misterio que las peluquerías de señoras o las gestorías administrativas, no me lo explico pero así es:&lt;br /&gt;"¡Socorro, que me he quedado encerrada en la Biblioteca!" es el título de una de ellas. La protagonista es una niña que también se llama Rosamari; Rosamari entra a hacer pis en el servicio de una biblioteca pública rural y como es la hora del cierre pues echan el cierre, la chica se queda encerrada (con su hermanita) y pasan allí la noche. Eso es todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Miss Zukas and the Library Murders" de Jo Dereske. (Ojo al nombre de la autora: léelo en voz alta). Pues la autora es bibliotecaria. Joder, es que lo veía venir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tomás y la señora de la Biblioteca", de Pat Mora. Book Description [tomado de Amazon]: Basado en la historia real del educador Mejicano-Americano Tomás Rivera, un hijo de trabajadores inmigrantes que llegó a convertirse, dentro del sistema de la Universidad de California, en el Canciller del primera minoría, esta inspiradora historia sugiere lo que las librerías-y la educación-pueden hacer posible. "Las bellas ilustraciones esgrafiadas de Colón, en su rítmico estilo texturizado y brillantemente colorido, capturan el calor y los sueños que el chico encuentra en el mundo de los libros." -Booklist. Me encantan los traductores automáticos; han llegado a un nivel de sofisticación tal, dignos de la inteligencia artificial, que todavía no saben que library es biblioteca, no librería. Es asombroso lo que la tecnología puede llegar a hacer por nosotros: darnos más trabajo.&lt;br /&gt;"Lo que hay que oir -dijo la Bibliotecaria". Es una novela de miedo, y se sabe por la tipografía de la cubierta y el tono oscuro. Argumento: En un poblaco de la América Profunda se produce un crimen, y la bibliotecaria, que tiene su biblioteca en el mismo edificio del cuartelillo de la policía local, se pone a investigar con su moño y su literna. En Amazon un lector anónimo dejó dicho: "I loved this little mystery! I am a Texan and a librarian, so I bought it for myself at the Texas Book Festival in Austin. I think we have found a new author for our library, we are ordering a couple of copies-my own copy is a keeper! I can usually guess the "murderer" before the end-but this one had me fooled." Bibliotecaria, y tejana... ¡a ver si va a ser la mujer de Bush!&lt;br /&gt;Y eso era respecto a los libros de ficción. ¿Qué pasa con los de no-ficción? Ya digo que hay hasta manuales de biblioteconomía con imágenes de bibliotecarios que me hacen pensar. Aunque sean libros impensables como éste: "Ensayos de Biblioteconomía Cristiana". Es una recopilación de artículos en los que se habla, por ejemplo, de la perspectiva bíblica del multiculturalismo en las bibliotecas públicas, "La llamada del Señor para trabajar en bibliotecas", o cómo hacer para respetar el domingo y abrir la biblioteca al mismo tiempo. Hagan como nosotros: no abran los domingos.&lt;br /&gt; o que nos hablen de una literatura bibliotecaria alternativa que no sé si aquí existe: "Biblioteconomía Alternativa". Creo que es una recopilación de artículos de los que ponen en dedo en la llaga: ¿Hay censura en las bibliotecas? ¿Debemos ejercer la censura? ¿Se puede encontrar realmente todo tipo de información? Y entonces pinchan en la llaga: ¿literatura nazi? ¿KKK? ¿fundamentalismos? O creemos o no creemos en las bibliotecas como instrumentos del libre desarrollo de las personas y las sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tan enigmáticos como este otro que ya mostré. Os adjunto un enlace a la búsqueda que he hecho en Amazon sobre libros de este estilo,¡y hay varios!: "El sexo y el bibliotecario indeciso", "Actitud del bibliotecario infantil y juvenil ante el sexo", "Gestión de Hemerotecas Pornográficas" o "Todo lo que quieres que los niños NO sepan sobre el sexo".&lt;br /&gt;uno mexicano (por cierto, felicidades por la BIBLIOTECOTA, es de las mejores palabras que he oído en este ámbito profesional):&lt;br /&gt;Uno de los que me da pereza leer, pero que debería desiderar:&lt;br /&gt;... o sobre los bibliobuses, que fenómeno que recogió la BBC en un documental:&lt;br /&gt;Dentro de la sección "ficción" me queda una subsección de género fantástico, destinado al público infantil-juvenil, supongo, aunque uno nunca sabe:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luego vienen estos, destinados a un público un poco más joven, y como queriendo hacer proselitismo bibliotecofílico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Y ya para terminar, los libros de divulgación sobre las bibliotecas. Sí, ya sé que es un género (casi) inexistente por estos pagos. Sobre todo de este tipo, destinado a los niños en apariencia. También los hay destinados a bibliotecarios que tienen niños entre sus clientes:&lt;br /&gt;"A bookworm who hatched": un crítico infantil (niño él mismo) escribió la siguiente crítica en Amazon: "I think this book is a good book". Más claro, agua. My taylor is rich.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este de "Love a librarian" me ha llevado a conocer otras obras como "Guía del amor entre las estanterías", o "La Clasificación Dewey del amor". Impagables.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rhyme: The LibrarianThe librarian helps the visitors findSeveral good books to strengthen their mind.Magazines and records stored on a rack,You can take some things homeBut you must bring them back.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115790031504192287?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115790031504192287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115790031504192287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115790031504192287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115790031504192287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/o-que-os-livros-dizem-dos.html' title='O que os livros dizem dos bibliotecarios'/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115767384334809228</id><published>2006-09-07T22:01:00.000-02:00</published><updated>2006-09-07T22:04:05.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Mais uma rapina do patrimonio bibliográfico brasileiro... desta vez foi na Biblioteca Mário de Andrade.&lt;br /&gt;Do Jornal Hoje, TV Globo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obras raras são levadas de biblioteca&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, a polícia procura pistas que ajudem a esclarecer o furto de obras raras em uma biblioteca municipal.&lt;br /&gt;Entre as obras furtadas da biblioteca Mário de Andrade estão dezenas de gravuras de Debret e Rugendas e litografias de Hurmeister.&lt;br /&gt;As salas onde os furtos ocorreram não têm câmeras de segurança e não são abertas à visitação. Por isso está sendo investigada a participação de funcionários.&lt;br /&gt;Segundo a direção do museu, as obras estavam em local fechado à visitação pública. Só três funcionários tinham acesso ao acervo.&lt;br /&gt;Quem comprar uma peça furtada pode pegar até oito anos de cadeia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115767384334809228?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115767384334809228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115767384334809228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115767384334809228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115767384334809228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/mais-uma-rapina-do-patrimonio.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115729444145121447</id><published>2006-09-03T12:37:00.000-02:00</published><updated>2006-09-03T12:40:41.913-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Google disponibiliza livros clássicos para download gratuito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arquivos poderão ser baixados em formato PDF, além de terem seu conteúdo indexado para facilitar buscas&lt;br /&gt;Com Agências Internacionais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/noticias/2006/ago/30/155.htm#" target="_blank"&gt;Veja também&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;¤ &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://books.google.com.br/" target="_blank"&gt; Google Pesquisa de Livros &lt;/a&gt;¤ &lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.ebookcult.com.br/" target="_blank"&gt; Ebook Cult &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;SÃO PAULO - Arquivos poderão ser baixados em formato PDF, além de terem seu conteúdo indexado para facilitar buscas&lt;br /&gt;Como parte de seu projeto de digitalização de livros, o Google passará a oferecer aos usuários a possibilidade de baixar livros clássicos gratuitamente.&lt;br /&gt;Os arquivos, disponíveis no formato PDF, incluem títulos de autores como Dante Alighieri e outros livros que não estão mais sujeitos às leis de direito autoral. A novidade é uma evolução do sistema, já que os arquivos podem ser impressos, copiados e transportados livremente (até então só era possível consultá-los na tela do computador). \nTodo o conteúdo dos livros disponíveis para consulta pode ser consultado com a ferramenta de busca do site, que está fechando acordo com editoras de livros e universidades nos EUA e em outros países para a digitalização de acervos, iniciativa que inclui grupos editoriais e bibliotecas brasileiras. \nNo caso dos livros disponibilizados pelo Google, há uma marca d´água em cada página nos arquivos PDF onde se lê, em inglês, a frase "digitalizado pelo Google." \n\nVersão brasileira\nNa semana passada, a Google anunciou o lançamento da versão em português de sua ferramenta de busca em livros, chamada de Google Pesquisa de Livros, que está em fase de desenvolvimento (beta) e que permite pesquisar textos de livros brasileiros com base em palavras chave. \nO download gratuitos de livros que não estão no mercado, no entanto, não é exclusividade do Google. Outros sites que promovem formatos eletrônicos como o brasileiro Ebook Cult trazem arquivos de clássicos para download, além de links para outros sites que promovem livros em formato eletrônico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os arquivos, disponíveis no formato PDF, incluem títulos de autores como Dante Alighieri e outros livros que não estão mais sujeitos às leis de direito autoral. A novidade é uma evolução do sistema, já que os arquivos podem ser impressos, copiados e transportados livremente (até então só era possível consultá-los na tela do computador).&lt;br /&gt;Todo o conteúdo dos livros disponíveis para consulta pode ser consultado com a ferramenta de busca do site, que está fechando acordo com editoras de livros e universidades nos EUA e em outros países para a digitalização de acervos, iniciativa que inclui grupos editoriais e bibliotecas brasileiras.&lt;br /&gt;No caso dos livros disponibilizados pelo Google, há uma marca d´água em cada página nos arquivos PDF onde se lê, em inglês, a frase "digitalizado pelo Google."&lt;br /&gt;Versão brasileira&lt;br /&gt;Na semana passada, a Google anunciou o lançamento da versão em português de sua ferramenta de busca em livros, chamada de Google Pesquisa de Livros, que está em fase de desenvolvimento (beta) e que permite pesquisar textos de livros brasileiros com base em palavras chave.&lt;br /&gt;O download gratuitos de livros que não estão no mercado, no entanto, não é exclusividade do Google. Outros sites que promovem formatos eletrônicos como o brasileiro Ebook Cult trazem arquivos de clássicos para download, além de links para outros sites que promovem livros em formato eletrônico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115729444145121447?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115729444145121447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115729444145121447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115729444145121447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115729444145121447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/09/google-disponibiliza-livros-clssicos.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115662153763101262</id><published>2006-08-26T17:44:00.000-02:00</published><updated>2006-08-26T17:45:39.263-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Moda européia é ‘Para ler no ônibus’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura “de expresso” só se dava no metrô das grandes cidades. Agora, na Espanha, com o surgimento dos diários gratuitos para leitura em ônibus, nas cidades que não possuem metropolitano, algumas regiões espanholas adotaram a distribuição gratuita de livros para leitura em viagem. As empresas municipais de transporte de Málaga, Granada e Córdoba distribuem, em um ano, 240 mil relatos inéditos de autores reconhecidos na coleção “Relatos para ler no ônibus”. Entre os novos autores a serem lidos nos ônibus está inclusive o português José Saramago, um dos que foram seduzidos pela idéia. O projeto agora está sendo estudado pelas municipalidades de Madri e de Londres, que pretendem desenvolver o hábito de leitura entre os passageiros e ao mesmo tempo melhorar as condições do transporte público.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115662153763101262?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115662153763101262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115662153763101262&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115662153763101262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115662153763101262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/moda-europia-para-ler-no-nibus-leitura.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115609123376703013</id><published>2006-08-20T14:25:00.000-02:00</published><updated>2006-08-20T14:27:14.110-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Barbara Epstein, a alma da NYT Review of Books Como a criadora e diretora da publicação, que morreu no mês passado, fez de cada edição uma leitura obrigatória &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Martin Kettle, The Guardian &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já saiba que existem cerca de 300 milhões contêineres de expedição em todo o globo, que no século 20 revolucionaram o comércio mundial, permitindo aos países em desenvolvimento, em especial a China, enviar mercadorias com mais rapidez, de forma mais barata e lucrativa, e tornando possível a manufatura moderna na qual os componentes são feitos num continente e montados em outro? Ainda mais que a internet, os contêineres são as artérias da globalização moderna. Mas eles se transformaram em dor de cabeça para a segurança. Seria difícil detectar contêineres adaptados e equipados para transportar pessoas entre os milhões deles repletos de mercadorias genuínas. O potencial de morticínio decorrente da explosão de um contêiner-bomba seria bem maior que de um avião comercial lotado.&lt;br /&gt;Agora, uma segunda questão e um tópico diferente: você sabia que durante a revolução americana do século 18, entre 80 mil e 100 mil escravos afro-americanos (quase um quinto da população escrava da América do Norte) fugiu? Bem, eu também não sabia disso. Mas os escravos não fugiram para qualquer lugar. Uma parcela passou para o lado dos britânicos, que lutavam para impedir a independência americana, na esperança de obter liberdade e proteção. No fim da guerra, entre 15 e 20 mil escravos fugidos continuaram sob proteção britânica. Muitos permaneceram nos EUA e se aventuraram. E, apesar de o próprio George Washington ter exigido o retorno deles, cerca de 9 mil preferiram seguir os últimos ingleses quando estes se retiraram da terra que se tornou os Estados Unidos.&lt;br /&gt;A deles foi uma das mais pungentes das diásporas humanas. Alguns desses ex-escravos foram para Nova Escócia. Outros atravessaram o Oceano Atlântico para a Europa. Alguns continuaram na Grã-Bretanha, outros participaram de projetos de colonização no oeste da África, principalmente em Serra Leoa, às vezes em associação com escravos libertos que haviam permanecido nos EUA. E, em 1787, em 11 casos individuais notáveis, fizeram parte da "primeira frota" de condenados pela justiça e colonos que viajaram de navio para o que é hoje o porto de Sydney para criar a moderna Austrália. Assim, não é impossível que ao menos 1 desses 11 tenha nascido na África, crescido nos EUA, ido já adulto para a Europa e terminado seus dias na Austrália - uma história de vida de viajante global que seria notável mesmo no século 21, quanto mais no século 18.&lt;br /&gt;A esta altura, você talvez esteja se fazendo uma terceira pergunta: aonde tudo isso pretende nos levar? Os dois assuntos têm em comum o interesse inerente e o estímulo intelectual. E ambos são brilhantemente discutidos na mais recente edição da publicação que, ao menos na opinião deste leitor geral, mais pode reivindicar para si o título da publicação indispensável do moderno mundo falante do inglês - a New York Times Review of Books.&lt;br /&gt;Há cerca de um ano, um amigo atento insinuou que, em muitas ocasiões, esta coluna conteve uma recomendação para ler este ou aquele artigo num exemplar recente da NYRB. Desde então, tenho tentado refrear este hábito, nem sempre com sucesso. Mas minha devoção a este maravilhoso exame quinzenal da política e das artes não diminuiu, e a morte no mês passado da sua fundadora e diretora, Barbara Epstein, é uma oportunidade de explicar por quê.&lt;br /&gt;Para fazer isso, não é preciso ir muito longe, pois na atual edição de 10 de agosto, amigos e colegas lembram Epstein e o cuidado dela com a edição. Em um artigo, Gore Vidal recorda como Epstein contestou o uso casual do adjetivo "implacável" aplicado a Bobby Kennedy (imagine tentar manter tal tato e escrúpulo na imprensa britânica de hoje movida a insultos). Em uma outra participação, o historiador de Yale, Edmund S. Morgan, capta um aspecto essencial da NYRB, que qualquer leitor assíduo reconhecerá instantaneamente. O método de Epstein de encomendar matérias era muito peculiar, revela Morgan: "Nada de solicitar um determinado número de palavras em uma determinada data marcada sobre o livro a ser enviado se eu concordasse com as condições. Nada disso. Um livro chegava à sua porta com uma mensagem de uma só sentença - 'se este livro lhe interessar'. A pressuposição era que eu talvez quisesse escrever algo sobre o livro para ela. Sem data de entrega, sem especificar o tamanho, sem precisar entregar o livro se este não me interessasse. Fui desarmado pelo alto estilo desse modo de se dirigir a mim... Era um convite para ser você mesmo, para mostrar o que você tinha a dar."&lt;br /&gt;Com essas maneiras irresistíveis, Epstein e seu co-editor, Robert Silvers, criaram a publicação de leitura obrigatória com 68 páginas que está diante de mim na minha mesa. Embora este último exemplar não contenha nada do meu habitual favorito da NYRB, o grande Garry Wills, ainda consegue - com suas avaliações magistrais das exposições de Dada e Frederic Church (a última de autoria de nada mais nada menos que John Updike), da vida de Stravinski ("Quando Stravinski morreu (...) o mundo ficou sem um grande compositor pela primeira vez em 600 anos. E ainda está.) e sua análise da política moderna iraquiana, o islamismo xiita, da nova Bolívia e do significado de a decisão da Suprema Corte sobre Guantánamo - proporcionar uma demonstração do jornalismo superior que dá uma surra nas futilidades de seus imitadores britânicos.&lt;br /&gt;Você, às vezes, pode ter a impressão que o liberalismo americano da era Bush caiu em descrédito e fracassou, ainda mais tomando como exemplo a seletividade da imprensa britânica. Continuem sonhando, vocês esquerdistas hipócritas e neoconservadores raivosos, com suas certezas superficiais. Enquanto a incomparável New York Review of Books de Barbara Epstein existir e estiver bem, ela é capaz de convencê-lo uma vez a cada 15 dias que ainda existe algo na nossa vida intelectual que vale a pena ser passado adiante.&lt;br /&gt;TRADUÇÃO DE MARIA DE LOURDES BOTELHO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115609123376703013?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115609123376703013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115609123376703013&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115609123376703013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115609123376703013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/barbara-epstein-alma-da-nyt-review-of.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115602454940279023</id><published>2006-08-19T19:53:00.000-02:00</published><updated>2006-08-19T19:55:49.663-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Relatório Geral Resumido, contendo as recomendações gerais do Seminário Sul – Americano dos Manifestos e Diretrizes IFLA/UNESCO para Bibliotecas Públicas e Escolares, promovido e realizado pela FEBAB no período de 14 a 16 de julho de 2005, em Curitiba, Paraná, Brasil1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Summarized General Report, contend the general recommendations of the South Seminar - American of the Manifests and Lines of Direction IFLA/UUNESCO for Public and School Libraries, promoted and realized for the FEBAB in the period of 14 the 16 of July of 2005, in Curitiba, Paraná, Brazil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês Maria de Moraes Imperatriz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral, através de estudos sobre a questão de políticas de educação na América do Sul, verifica-se que os Manifestos e Diretrizes da UNESCO para Bibliotecas Públicas e Escolares tem tido, nos últimos anos, um impacto restrito quanto à organização de bibliotecas e de serviços especializados na área, e a ampliação da divulgação desses documentos podem trazer efeitos positivos para o planejamento desses serviços. Sendo assim, o objetivo principal para a organização do seminário foi apresentar e disseminar os Manifestos e Diretrizes para Bibliotecas Públicas e Escolares para o profissional dessa região, verificar o estágio em que se encontram essas bibliotecas nos países sul-americanos por meio de relatórios apresentados pelos países, e promover a utilização desses documentos no planejamento de sistemas de bibliotecas públicas e escolares.&lt;br /&gt;De acordo com a proposta, onze países, dos 13 existentes, apresentaram relatórios sobre as condições atuais das bibliotecas públicas e escolares: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai. Além disso, o Seminário contou com a presença de titulares e representantes de órgãos públicos e organizações parceiras na organização do evento, e de especialistas da área e com a apresentação de Conferência Magna do Dr. Abdelaziz Aziz, da UNESCO, com o tema "UNESCO, Bibliotecas e Sociedade da Informação", destacando o panorama e os programas institucionais para a preservação, uso e disseminação da informação, ressaltando a importância das bibliotecas contextualizadas nos&lt;br /&gt;1 O relatório geral foi organizado pela Profa.Ms Inês Maria de Moraes Imperatriz, com o apoio de Carminda Nogueira de Castro Ferreira, Vice-Presidente da FEBAB; Marcia Rosetto, Presidente da FEBAB e Elizabet Maria Ramos de Carvalho, Gerente do Escritório Regional da América Latina e Caribe da IFLA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;© Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação, Nova Série, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 115-120, jan./jun. 2006. 115&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115602454940279023?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115602454940279023/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115602454940279023&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115602454940279023'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115602454940279023'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/relatrio-geral-resumido-contendo-as.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115540220383121173</id><published>2006-08-12T14:59:00.000-02:00</published><updated>2006-08-12T15:03:24.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O livro morreu? Viva o livro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo Roberto Pires&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éramos 148 editores de livros e revistas. Vindos de 32 países, de Ruanda à Suécia, isolamo-nos por onze dias no campus da Stanford University para, de longe, tentar enxergar melhor os desafios de nossos mundos. “Desafio”, aqui, não é figura de linguagem: de que serve o papel impresso num mundo atolado até o pescoço de informação, entretenimento e estímulos bem mais reluzentes do que a página de livro, revista e jornal?Desde 1978 os Stanford Publishing Courses repetem o mesmo ritual, uma imersão nos problemas, complexidades, perdas (muitas) e ganhos (escassos) da cada vez mais difícil arte de ganhar a vida com a palavra impressa. No ar abafado de Palo Alto, pairava a tentação do diagnóstico alarmista: “o livro morreu?”. Nas entrelinhas de cada aula, uma resposta que tampouco se teve coragem de bradar: “viva o livro!”Stanford é o berço das novas e novíssimas tecnologias de informação. Nos alojamentos da universidade, nasceram o Yahoo e o Google. Plantada no Silicon Valley, conjuga tradição inabalável com arrojos sem paralelo. E esta identidade da universidade funciona como uma metáfora perfeita para o curso de Book Publishing: afinal este é, em todo mundo, um business muito especial, que como um outro qualquer movimenta somas espetaculares e operações transnacionais mas que, como poucos outros, depende ainda fortemente de um núcleo artesanal – que é, finalmente, o trabalho do editor.São assombrosos os números dos best sellers, assim como os valores das disputas por direitos autorais. Fenômenos como “Harry Potter” fazem com que o mundo inteiro gaste seus olhos com as mesmas histórias. Poucos grupos internacionais dominam editoras-chave em diversos países, uniformizando sucessos e buscando esconjurar o que se vê como “fracassos”. E, no fundo disso tudo, é preciso admitir, estão decisões pouco científicas ou calculadas que, por incrível que pareça, ainda fazem a diferença fundamental neste jogo pesado.Um veteraníssimo executivo americano batizou sua aula de “Meus grandes erros”. Ao longo de uma hora, contou suas inúmeras decisões equivocadas – menos como uma lição de moral do tipo “meninos, não façam o que eu fiz” do que como uma sábia advertência: o imponderável ainda é um fator determinante neste negócio, por mais que o trabalho tenha se tornado quase científico. É assim, na base da intuição, que nascem best sellers e se perdem inúmeras oportunidades “imperdíveis”.Um outro grande executivo, que saiu direto das revoltas estudantis de 1968 para o mercado do livro, não conseguiu até hoje decidir entre razão e sensibilidade. Ele já vendeu livros de livraria em livraria, já dirigiu uma mega-corporação e hoje é agente literário de sucesso. Para ele, os executivos “brincam de bingo” nas planilhas de custos enquanto o trabalho verdadeiro é decidido no olho-no-olho, no alarme que dispara na primeira leitura de um sucesso em potencial – um alarme que também, como se viu, pode perfeitamente “enguiçar”.Ambos são legítimos representantes da “velha escola”, mas acabam tendo muito em comum com os defensores mais ferrenhos das novas tecnologias e estratégias minuciosamente planejadas para o mercado editorial. E este ponto em comum é, especialmente, o fascínio pela grande qualidade tecnológica deste estranho objeto que, em qualquer lugar, pode erguer e destruir mundos, disparar imaginação, levar à ação, emocionar e fazer pensar: o livro.O fato é que não há palmtop, e-book ou qualquer outra traquitana mais inteligente do que os maços de papel encadernados que, como a gente, envelhecem e, diferentemente de nós, têm a virtude de permanecer no tempo. E aí vai pouco idealismo e bastante pragmatismo: livros e putas, escreveu Walter Benjamin, “podem-se levar para a cama”. E, relacionando uns e outras, o filósofo alemão continuava no célebre ensaio “Rua de mão única”: “Livros e putas – raramente vê seu fim alguém que os possui”.Éramos, como eu dizia, 148 editores – de revistas populares e chiques, de editoras de todos os tamanhos e personalidades, diretores editoriais e designers, proprietários de grandes empresas ou funcionário-diretor-office boy de um negócio nascente. Nas salas de aula, viramos... alunos. Havia intriga contra o colega mais chato (logo identificado), atenções especiais para as colegas bonitas, bagunça antes de começar a aula, festa depois da aula, tensão e correria na véspera de apresentação do trabalho final para os professores. Assim, distantes de nossas rotinas até nos detalhes mais cotidianos, andando de bicicleta para não perder nenhum compromisso numa intensa agenda iniciada às 8 da manhã (sem sábado nem domingo de folga), pudemos perceber o quanto podemos ainda estar tateando as novas possibilidades do livro. E, também, constatar que a melhor solução para esta “crise” do livro está no próprio livro. Ou melhor, na óbvia e difícil aposta neste objeto genial, feito de papel, costura, cola e, por que não, muita confiança no poder, ainda inabalável, da palavra impressa.&lt;a class="rodape" href="mailto:prp@nominimo.ibest.com.br"&gt;prp@nominimo.ibest.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115540220383121173?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115540220383121173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115540220383121173&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115540220383121173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115540220383121173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/o-livro-morreu-viva-o-livro-paulo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115495628434623260</id><published>2006-08-07T11:08:00.000-02:00</published><updated>2006-08-07T11:11:25.066-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cultura e Educação se unem para ampliar acesso de estudantes à cultura - Secretaria de Estado da Cultura &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Mais estudantes nos museus, teatros e outros espaços culturais do Estado, além de participação em oficinas e cursos de formação. Essas foram algumas das propostas discutidas Secretários de Estado da Educação Maria Lucia Marcondes Carvalho Vasconcelos e Cultura João Batista de Andrade para ampliar as parcerias entre as duas pastas. A idéia é unir forças para dar às crianças e adolescentes das escolas públicas estaduais uma formação cultural, escolar e de cidadania mais sólida.&lt;br /&gt;Durante o encontro entre os dois secretários, ficou acertada a imediata criação de uma comissão intersecretarial para definir estratégias que devem ser colocadas em prática já no mês de agosto. O grupo será coordenado pelos secretários adjuntos das duas pastas, Carmen Vitória Annunziato e Fábio Magalhães, respectivamente.&lt;br /&gt;De acordo com João Batista de Andrade, é preciso fazer um intercâmbio dos espaços culturais e educacionais para romper a distância que se estabeleceu entre duas secretarias. Estas, justifica ele, deveriam atuar muito próximas. A parceria deve incentivar a participação em atividades nos espaços oferecidos pela Cultura, como teatro, salas de concerto, museus e bibliotecas. Andrade espera que os estudantes freqüentem esses espaços e não fiquem circunscritos apenas às atividades de suas escolas.&lt;br /&gt;Segundo Maria Lucia Vasconcelos, a educação e cultura são elementos indissociáveis no processo voltado para a formação dos alunos. “A Secretaria Estadual de Educação busca, com essa iniciativa, ampliar as parcerias já existentes com a Cultura (OSESP, Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Memorial da América Latina entre outras), aumentando, assim, as possibilidades de acesso ao patrimônio cultural de São Paulo", completa a secretária.&lt;br /&gt;Fábio Magalhães lembra que algumas parcerias já estão em operação como as visitas monitoradas de estudantes aos museus e treinamento de professores nas salas de aula para acompanhar os alunos nessas visitas. “Desse modo, já prestamos um serviço de educação, mas iniciativas assim precisam ser ampliadas”, diz ele. “São Paulo é uma cidade sem diálogos com classes sociais e medidas assim vão permitir essa aproximação”, afirma Magalhães&lt;span style="color:#990000;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;O secretário adjunto observa ainda que a Cultura tem procurado promover ações com a Secretaria de Saúde na área hospitalar, a partir da abertura de bibliotecas. Faz o mesmo com a Justiça e Cidadania – seis bibliotecas foram instaladas em presídios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115495628434623260?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115495628434623260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115495628434623260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115495628434623260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115495628434623260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/cultura-e-educao-se-unem-para-ampliar.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115495487088885578</id><published>2006-08-07T10:44:00.000-02:00</published><updated>2006-08-07T10:47:51.453-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Biblioteca não é depósito de livros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Idealizador de redes de leitura em escolas diz que é função do educador ajudar os estudantes a processar as informações do acervo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desafios como a criação do hábito da leitura entre crianças e adolescentes, as novidades tecnológicas, a ampliação do acesso ao ensino e a sofisticação do mercado editorial levaram o professor Edmir Perrotti a uma nova concepção de biblioteca escolar e de seu papel pedagógico. Com formação em Biblioteconomia — área que combinou com seu interesse em Educação —, ele é docente da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, conselheiro do Ministério da Educação para a política de formação de leitores e autor de livros infantis. Perrotti orientou a implantação de redes de bibliotecas inovadoras nas escolas municipais de São Bernardo do Campo, Diadema e Jaguariúna, no estado de São Paulo. Nessas estações de conhecimento, como ele prefere chamá-las, a aprendizagem é estimulada pela presença de suportes tecnológicos, como o computador e a televisão.&lt;br /&gt;Em um ambiente que convida as crianças a descobrir e aprofundar o prazer da leitura, os livros convivem com outras linguagens, como a do teatro. "Assim trabalha-se o contato com as informações e também o processamento delas", diz. Ex-professor da Universidade de Bordeaux, na França, e de escolas de Ensino Fundamental no Brasil, além de editor e crítico literário, Perrotti concedeu a seguinte entrevista a NOVA ESCOLA.&lt;br /&gt;O que deve orientar a constituição de uma biblioteca escolar?&lt;br /&gt;Ela não pode restringir-se a um papel meramente didático-pedagógico, ou seja, o de dar apoio para o programa dos professores. Há um eixo educativo que a biblioteca tem de seguir, mas sua configuração deve extrapolar esse limite, porque o eixo cultural é igualmente essencial. Isso significa trazer autores para conversar, discutir livros, formar círculos de leitores, reunir grupos de crianças interessadas num personagem, num autor ou num tema. A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo.&lt;br /&gt;De que modo se realiza essa abertura para fora da escola?&lt;br /&gt;O responsável pela biblioteca tem o papel de articular programas com a biblioteca pública e fazer contato com a livraria mais próxima, além de estar atento à programação cultural da cidade. Há uma série de estratégias possíveis para inserir a criança num contexto letrado. A biblioteca precisa ter outra finalidade que não seja simplesmente a de um depósito de onde se retiram livros que depois são devolvidos. Nós não trabalhamos mais com a idéia de unidades isoladas. O ideal é formar redes, um conjunto de espaços que eu chamo de estações de conhecimento, cujo objetivo é a apropriação do saber pelas crianças.&lt;br /&gt;Qual é a necessidade das redes?&lt;br /&gt;Com o atual excesso de informações e a multiplicação de suportes, nenhuma biblioteca dá conta de todas as áreas em profundidade, até porque não haveria recursos para isso. O trabalho tem de ser compartilhado com outras unidades da rede, por meio de mecanismos de busca informatizados. Por exemplo: a escola guarda um pequeno acervo inicial sobre arte, mas, se o interesse for por um conhecimento aprofundado, recorre-se a uma biblioteca especializada na área. Hoje não há mais condições de manter o antigo ideal de bibliotecas enciclopédicas, que abarcavam todas as áreas de conhecimento.&lt;br /&gt;Quem deve ser o responsável pela biblioteca?&lt;br /&gt;Processar as informações e criar nexos entre elas é um ato educativo. O responsável, portanto, é um educador para a informação, que nós chamamos de infoeducador, um professor com especialização em processos documentais. Uma rede de bibliotecas tem uma plataforma de apoio técnico-especializado, que é a área do bibliotecário, um especialista em planejamento e organização da informação. Junto com ele trabalham os educadores, que são especialistas em processos de mediação de informação. Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba selecionar e processar informações e estabelecer vínculos entre elas.&lt;br /&gt;De que modo se estimula a autonomia numa biblioteca?&lt;br /&gt;É preciso desenvolver programas para construir competências informacionais. Isso inclui desde ensinar a folhear um livro — para crianças bem pequenas — até manejar um computador. Antigamente imperava a idéia de que os adultos é que deveriam mexer nas máquinas e pegar os livros na estante. Hoje deve-se formar pessoas que tenham uma atitude desenvolvida, não só de curiosidade intelectual mas de domínio dos recursos de informação. Essa é uma questão essencial da nossa época.&lt;br /&gt;Por que a escola tem falhado em ensinar os alunos a processar informações?&lt;br /&gt;Porque se acredita que basta escolarizar as crianças para formar leitores. De fato, a escola tem o papel de construir competências fundamentais para a leitura, mas isso não quer dizer formar atitude leitora. Hoje, o que distingue o leitor das elites do leitor das massas é que o primeiro tem um circuito de trocas. Ele participa do comércio simbólico da escrita, da produção à recepção: sabe o que é publicado, informa-se sobre os autores, encontra outros leitores etc. Já a criança da escola pública muitas vezes não tem livros em casa e só lê o que o professor pede. Ela não tem com quem comentar. Está sozinha nesse comércio das trocas simbólicas.&lt;br /&gt;Qual é o mínimo necessário para o funcionamento de uma biblioteca escolar?&lt;br /&gt;Estou convencido de que é a pessoa que trabalha ali, mediando relações entre a criança, a informação e o espaço. Não precisa ser alguém superespecializado, mas que compreenda a função da escrita e da imagem e que saiba qual é a importância daquilo na vida das pessoas. Assim, a compra de livros seguirá um critério de escolha consciente. É claro que é bom construir um ambiente agradável e funcional, mas não é indispensável, porque a leitura não depende das instalações da biblioteca; ela se dá em qualquer lugar.&lt;br /&gt;Quem deve escolher o acervo?&lt;br /&gt;Nós temos trabalhado um modelo em que a escolha é feita por todos os que participam dos processos de aprendizagem: professores, coordenadores, diretores e alunos. Formulários são colocados à disposição para que sejam feitas sugestões de compra. O infoeducador não só coleta esses dados como divulga, por meio dos quadros de aviso, as informações sobre lançamentos que saem na imprensa e na internet. Depois, ele vai analisar os pedidos, separá-los em categorias — livros importantes para os projetos em andamento, leituras de informação geral ou complementares etc. — e, com base nessas listas, a escolha é feita de acordo com os recursos disponíveis.&lt;br /&gt;Como comprometer o aluno com a organização e a manutenção da biblioteca?&lt;br /&gt;Ele participa da escolha do acervo e também pode estar pessoalmente representado nele, por meio de livros que ele escreve e de documentos de sua passagem pela escola. Uma parte do acervo vem da indústria cultural e outra é produzida internamente, com documentos e relatos referentes à história da instituição. Formar um repertório de dados locais cria relações com as informações universais.&lt;br /&gt;Descreva a biblioteca escolar ideal.&lt;br /&gt;É aquela que possui todo tipo de recurso informacional, do papel ao equipamento eletrônico. O espaço é construído especialmente para sua finalidade e de acordo com quem vai usar. Se o público majoritário é infantil, a disposição dos móveis e do acervo deve permitir que a criança se mova com autonomia. É preciso ser um local acolhedor, mas que empurre rumo à aventura, porque conhecer é sempre se deslocar.&lt;br /&gt;Por que se diz que os jovens não gostam de ler?&lt;br /&gt;Os interesses mudam na passagem da infância para a adolescência e a leitura que era feita antes já não interessa tanto, mesmo porque cresce a concorrência de outras mídias. Essa é uma transição crítica e ainda não foram definidas ações específicas para promover a leitura nessa faixa etária. Os adolescentes identificam o livro com as tarefas da escola, que reforça essa percepção porque raramente sai da abordagem instrumental da leitura. E no âmbito social, entre os amigos, a leitura não está presente. Mesmo assim, essa fase é a das grandes paixões. Portanto, há um espaço enorme para promover a leitura entre os jovens.&lt;br /&gt;É possível formar leitores por meio de políticas públicas?&lt;br /&gt;O problema é saber que caráter elas têm. Eu não concordo com estratégias que pretendam ensinar os alunos a gostar de ler. A função do poder público é criar ambientes que dêem condições de ler, tentar despertar as crianças para as potencialidades da escrita, prepará-las para as competências leitoras — enfim, providenciar para que seja constituída a trama que sustenta o ato de ler. Mas gostar de ler é questão de foro íntimo, não de políticas públicas.&lt;br /&gt;A escola deve obrigar um aluno a ler livros e freqüentar bibliotecas mesmo que ele não goste?&lt;br /&gt;Não se pode deixar de perguntar por que esse aluno não gosta de ler. Ele teve uma relação negativa com a situação de aprendizagem? Ninguém lê em casa? Tem dificuldades de visão? Não domina o código? Não tem circuitos culturais a sua volta? Tudo isso pode e deve ser trabalhado. Agora, se ele teve apoio para experimentar a prática da leitura e prefere fazer outras coisas, não adianta forçar. É claro que não estou falando da leitura funcional, indispensável para a vida diária. Nesse caso, é obrigatório negociar com a criança o "não querer ler".&lt;br /&gt;É melhor ler literatura de má qualidade do que não ler nada?&lt;br /&gt;A pergunta já supõe que de fato existe uma literatura de má qualidade. Há leitores que são capazes de voar longe com um suposto mau livro, assim como há muitos trabalhos escolares que se utilizam de grandes textos, mas sufocam o interesse de aprender. Por outro lado, não é possível deixar o gosto do leitor imperar sozinho. É fundamental operar mediações entre as crianças e uma literatura que tenha condições de produzir significações importantes.&lt;br /&gt;O uso do livro em sala de aula está em decadência?&lt;br /&gt;Ele está aquém do que gostaríamos que fosse e também do que seria necessário. Mesmo assim, o livro está entrando nas escolas numa medida que não entrava, nem que seja por meio das distribuições feitas pelo Ministério da Educação e as secretarias estaduais e municipais. Há 50 anos nem sequer se sonhava com isso no Brasil. O problema maior é o de mau uso desses livros, com estratégias impositivas de leitura. Muitas vezes falta penetrar no avesso dos textos com as crianças e realmente mergulhar numa viagem de conhecimento, de imaginação.&lt;br /&gt;Até que ponto as bibliotecas levam ao hábito da leitura?&lt;br /&gt;Eu participei de uma pesquisa feita com as crianças usuárias das redes de biblioteca que ajudei a implantar no estado de São Paulo. Queríamos saber se elas estão incorporando a leitura a sua prática de vida e não apenas como lição de casa. Qual é a constatação? Houve um grande avanço e as crianças se mostram muito mais familiarizadas com os livros, mas infelizmente ainda não usam as novas competências para trocas culturais. Por exemplo: não têm o hábito de comprar e emprestar livros. A prática escolar não se transferiu para a prática cultural.&lt;br /&gt;Há perspectiva de mudança para essa situação?&lt;br /&gt;Eu vejo uma tendência de funcionalização. Os meios eletrônicos trouxeram, aparentemente, uma presença maior da escrita, mas o uso que se faz dela é cada vez mais abreviado. Vai-se transformando a língua no elemento mínimo para a transmissão da mensagem. Nós estamos a anos-luz de formar pessoas que, ao cabo do período de escolaridade, vão se relacionar com a escrita como uma ferramenta de conhecimento e de experiências estéticas, numa dimensão não pragmática. Restringir as ferramentas de linguagem a sua função utilitária é retirar de nós mesmos aquilo que nos humaniza — a capacidade de dizer de uma forma articulada. As novas bibliotecas têm de enfrentar essa questão.&lt;br /&gt;"A biblioteca funciona como uma ponte entre o ambiente escolar e o mundo externo"&lt;br /&gt;"Falta penetrar no avesso dos textos e mergulhar numa viagem de conhecimento"&lt;br /&gt;"Dar acesso ao acervo não basta para que o aluno saiba processar as informações"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quer saber mais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confinamento Cultural, Infância e Leitura, Edmir Perrotti, 112 págs., Ed. Summus, tel. (11) 3865-9890, 22,50 reais&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;INTERNET&lt;br /&gt;No site &lt;a href="http://www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/rebi/" target="_blank"&gt;www.saobernardo.sp.gov.br/secretarias/sec/rebi/&lt;/a&gt;, você encontra informações sobre a Rede Escolar de Bibliotecas Interativas de São Bernardo do Campo, idealizada por Edmir Perrotti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115495487088885578?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115495487088885578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115495487088885578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115495487088885578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115495487088885578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/08/biblioteca-no-depsito-de-livros.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115429647032104129</id><published>2006-07-30T19:53:00.000-02:00</published><updated>2006-07-30T19:54:30.403-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Projeto Biblioteca sempre um papo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escritora Marina Colasanti participa do lançamento do projeto "Biblioteca Sempre Um Papo", que prevê a adoção de bibliotecas públicas de cinco Centros Comunitários de Belo Horizonte. No dia 3 de agosto, a partir das 15 horas, a escritora, assim como autoridades do poder público municipal, estadual e federal, farão uma visita à biblioteca do Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira, na Pedreira Prado Lopes e serão recebidos com festa pela comunidade. Neste dia, será assinado um convênio de cooperação entre a Fundação Municipal de Cultura e a Associação Cultural Sempre Um Papo. O Centro Comunitário Liberalino Alves de Oliveira fica na Rua Araribá, 975 (antiga caixa d´água), Pedreira Prado Lopes, em Belo Horizonte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115429647032104129?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115429647032104129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115429647032104129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115429647032104129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115429647032104129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/projeto-biblioteca-sempre-um-papo.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115429627836559757</id><published>2006-07-30T19:48:00.000-02:00</published><updated>2006-07-30T19:51:18.693-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Livrarias descobrem a Alameda Lorena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Alameda Lorena está atraindo a atenção dos livreiros paulistanos. A rua, localizada no sofisticado bairro dos Jardins, terá outras opções de lazer até o final do ano. Perto da rua Oscar Freire, onde estão lojas de grifes badaladas, e distante da avenida Paulista, endereço de várias livrarias, o local é a nova aposta da Livraria da Vila e da Lima Barreto.&lt;br /&gt;Sergio Zacchi / Valor Samuel Seibel, proprietário da Livraria da Vila, abrirá uma loja de 850 metros quadrados na rua do bairro dos Jardins em novembro&lt;br /&gt;Em novembro, Samuel Seibel, proprietário da Livraria da Vila, abrirá uma loja na Lorena, entre a ruas Haddock Lobo e Bela Cintra. Segundo o empresário, a unidade terá 850 m², com capacidade para abrigar um espaço para cerca de 100 mil livros e um café. "Escolhemos a Lorena porque é descolada e descontraída", diz.&lt;br /&gt;O executivo não é o único a ter essa visão. Miguel de Almeida, proprietário da editora Lazuli e da Livraria Lima Barreto, também escolheu a mesma localização para fazer a mudança de sua loja, que está há um ano e meio no bairro Pinheiros. "A locação do imóvel na Alameda Lorena está quase fechado", afirma. A unidade terá uma área gastronômica também.&lt;br /&gt;O café e o restaurante são armas para enfrentar as concorrentes que já se instalaram no local. Em janeiro, foi inaugurada uma loja da Livraria Nobel, de 250 m², com um espaço para café. A gerente financeira da loja, Zenilde Rateiro, disse que havia uma demanda por esse tipo de serviço. "A nossa loja já supre a região. Não acredito que exista espaço para outras duas", diz.&lt;br /&gt;Há mais tempo no local, cerca de 10 anos, a Farah Livros e Revistas fica mais distante do "burburinho". Menor, a loja está mais voltada para a venda de revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ads.realmedia.com.br/RealMedia/ads/click_lx.ads/valoronline/outras/home/42681788/Right/valoronline/060720_conversor_ros_right/sky_conversor_moedas_20-07.gif/63383965613564333434636138613530" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115429627836559757?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115429627836559757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115429627836559757&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115429627836559757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115429627836559757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/livrarias-descobrem-alameda-lorena.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115366648544406193</id><published>2006-07-23T12:43:00.000-02:00</published><updated>2006-07-23T12:54:45.540-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ultimamente tenho postado textos em espanhol,  mas acho importante ter uma visao ampla de nosso mundo latino-ibero, ou ibero-latino na área da leitura, biblioteconomia e ciencia da informaçao...As leituras dos blogs dos nossos colegas brasileiros, latinos, espanhois, portugueses nos conduzem a reflexões sobre a biblioteonomia no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115366648544406193?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115366648544406193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115366648544406193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115366648544406193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115366648544406193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/ultimamente-tenho-postado-textos-em.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115366568565010175</id><published>2006-07-23T12:34:00.000-02:00</published><updated>2006-07-23T12:41:25.903-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ciudades lectoras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Blog La Coctelera: Ranganatha2 &lt;a href="http://www.espacioblog.com/ranganatha2/blog"&gt;www.espacioblog.com/ranganatha2/blog&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bryantpark.org/amenities/readingroom.php" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;Conforme se va afianzando la &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_de_la_informaci%C3%B3n" target="_blank"&gt;“Sociedad de la información y del conocimiento”&lt;/a&gt; cada vez se va viendo con más claridad la necesidad de un ciudadano que esté a la altura de la nueva sociedad que se está constituyendo. Y una de las características de este nuevo ciudadano es que sea lector, que la lectura forme parte de sus hábitos. Difícilmente se podrá llegar a ser una sociedad del conocimiento si sus ciudadanos no son lectores. Este convencimiento es el que ha llevado a autores como Michel Piriou y a la &lt;a href="http://www.lecture.org/" target="_blank"&gt;“Association française pour la lecture”&lt;/a&gt; a proponer el concepto de “ciudad lectora”, es decir, que “una ciudad de hoy podría presentarse como aquella donde sus habitantes están mejor formados”, y eso es lo que pretenden las ciudades lectoras.&lt;br /&gt;Piriou piensa que “el procedimiento social que existe al aprender a leer es algo más que un simple hecho cultural o educativo, es un hecho de ciudadanía” y si es un hecho de ciudadanía es lógico que la ciudad apoye estas prácticas lectoras. Si queremos que los ciudadanos sean lectores nada mejor que contar con un entorno lector, esto es lo que pretenden las ciudades lectoras.&lt;br /&gt;En Francia esta iniciativa ya ha dado lugar a la &lt;a href="http://www.lecture.org/productions/revue/AL/AL76/page40.PDF" target="_blank"&gt;“Federación de ciudades lectoras”&lt;/a&gt;, el objetivo es la elaboración de una política global de lectura en la ciudad. Si el entorno es lector será más fácil que los ciudadanos sean lectores. El &lt;a href="http://doc-iep.univ-lyon2.fr/Ressources/Documents/Etudiants/Memoires/MSPCP/vernaym2/these_back.html" target="_blank"&gt;“convenio de ciudad lectora”&lt;/a&gt;, se suele establecer entre la Administración y la ciudad, y se establecen en el mismo todas las actuaciones que llevarán a esa ciudad a poder considerarse ciudad lectora. La idea que subyace es que “la lectura no es algo que tan solo se aprende en la escuela, o que se mantiene yendo de vez en cuando a la biblioteca”, la lectura es una herramienta para pensar, para ser un ciudadano crítico, para cambiar el mundo y a uno mismo.&lt;br /&gt;En España, que sepamos, la &lt;a href="http://www.noticiasdenavarra.com/ediciones/2006/05/01/mirarte/cultura/d01cul73.589650.php" target="_blank"&gt;“ Asociación Navarra de Bibliotecarios”&lt;/a&gt;, ha empezado a moverse para organizar una red de ciudades lectoras navarras. En Granada en lugar de que nuestro Ayuntamiento gaste su esfuerzo y energía en organizar el día de la Toma, que cada vez deriva más hacia una fiesta de exaltación franquista, bien se podía dedicar a negociar con la Junta para convertir a Granada en “ciudad lectora”.&lt;br /&gt;Ah, y cuando hablamos de lectura no nos referimos solo a la tradicional, sino también a la digital. Al igual que también vemos la lectura tanto como una fuente de conocimiento como de entretenimiento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115366568565010175?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115366568565010175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115366568565010175&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115366568565010175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115366568565010175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/ciudades-lectoras-do-blog-la-coctelera.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115308981129966197</id><published>2006-07-16T20:42:00.000-02:00</published><updated>2006-07-16T20:43:31.423-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;El sistema de bibliotecas públicas cubanas.&lt;br /&gt;Un proyecto en constante desarrollo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por Sarah Escobar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El informe sobre las bibliotecas cubanas titulado "Las bibliotecas en crisis, comentarios sobre la situación en Cuba" de la autora Brigitte Döllgan, del Goethe Institut Mexiko, (e-mail: goetbib@data.net.mx), publicado en idioma alemán por la International ISBN Agency, Current Reports, ISBN Home, file A: \situac-aleman.htm, presenta una "primera impresión" de la situación del movimiento bibliotecario cubano, elaborado a partir de entrevistas que sostuvo con bibliotecarios no identificados durante su visita al país en el año 1998.&lt;br /&gt;A pesar de esta limitación, que la propia autora subraya en nota final, en el informe se presentan datos concretos de presupuestos, personal, políticas, entre otros aspectos y hace deducciones, algunas de ellas basadas en tergiversaciones o interpretaciones individuales de los entrevistados.&lt;br /&gt;El informe desarrolla cuatro temas generales, que abarcan los siguientes aspectos:&lt;br /&gt;Situación general del país.&lt;br /&gt;Mercado del libro.&lt;br /&gt;Bibliotecas.&lt;br /&gt;Formación del bibliotecario.&lt;br /&gt;El análisis sobre las bibliotecas cuenta con secciones sobre bibliotecas públicas, donde se incluye la Biblioteca Nacional, universitarias y científicas.&lt;br /&gt;Este trabajo que se presenta hoy, tiene la intención de refutar, de manera general, las imprecisiones y datos inexactos que plantea la Sra. Döllgan, que resultan, además, predecibles si se tiene en cuenta la forma en que realizó la recogida de información. Se trata de desmixtificar la imagen de deterioro y abandono que se da en él de las instituciones y bibliotecarios cubanos.&lt;br /&gt;Tanto en la institución nacional como en las bibliotecas públicas del país se reciben continuamente visitantes que solicitan información sobre la organización bibliotecaria en el país. La atención a estos visitantes se realiza en las instituciones, de acuerdo al interés que presentan, por personal debidamente calificado o por los propios dirigentes de la institución, cuando así se requiere. La Sra. Döllgan no utilizó esas vías para obtener información confiable para su informe.&lt;br /&gt;En el punto referido a la situación general hay que hacer notar que se plantea que el " desastre financiero "&lt;br /&gt;llamado periodo especial se debe a "la pérdida del apoyo soviético en 1989", sin hacer siquiera alusión al problema fundamental por el que se requería esa ayuda, que es el bloqueo criminal que el imperialismo norteamericano ha impuesto al pueblo cubano por 40 años. El apoyo soviético alivió en parte la dificultad de poder vender y comprar abiertamente en el mercado internacional, de acuerdo con las necesidades, precios y facilidades de traslado. El país ha estado obligado a desarrollar estrategias inteligentes para enfrentar los retos que impone el bloqueo y mantener condiciones de vida dignas a la población , continuando el desarrollo de la sociedad.&lt;br /&gt;Los bibliotecarios cubanos sufren el bloqueo como parte del pueblo cubano, pero este les limita también en su profesión, al no poder adquirir por vías normales los recursos informativos, materiales y tecnológicos que se requieren para el desarrollo de su trabajo.&lt;br /&gt;Es con el triunfo de la Revolución que se potencia un movimiento bibliotecario en el país. En ese momento sólo existían 34 bibliotecas públicas, la mayor parte de ellas en precarias condiciones por el abandono y la despreocupación oficial. La Biblioteca Nacional José Martí, que ya contaba con el monumental edificio en que radica, estaba carente de fondos bibliográficos, de personal calificado, de recursos , y por supuesto, también de usuarios.&lt;br /&gt;El programa de desarrollo de la Red de bibliotecas públicas y la Biblioteca Nacional en los años 60, tuvo en cuenta el notable incremento de usuarios que se produciría por el cambio de las condiciones sociales y las nuevas posibilidades de elevación del nivel cultural de la sociedad. Para satisfacer la magnitud de la demanda, la institución nacional asumió brindar servicios como biblioteca pública, aunque en la medida que se ha ido perfeccionando el trabajo se ha hecho la separación correspondiente de los servicios públicos de los propios de este tipo de institución (Freyre de Andrade, M:T., 1963).&lt;br /&gt;Se cuenta en la actualidad con 388 bibliotecas públicas en el país, organizadas como sistema con la Biblioteca Nacional como Centro Metodológico. La creación de bibliotecas públicas en todo el país tuvo en cuenta, en primer lugar, la necesidad de contar con bibliotecas provinciales, como centros del sistema en la provincia y posteriormente dotar a cada municipio de una biblioteca pública, objetivo que se logró completamente en la década del 80.&lt;br /&gt;Para la creación de otras bibliotecas públicas se han tenido en cuenta las zonas más apartadas y de difícil acceso, como son las montañas y los territorios de mayor interés económico, entre ellos los caseríos de centrales azucareros. Estas bibliotecas tienen un plan de extensión y actividades que les permite abarcar todo el territorio con la creación de mini bibliotecas, puntos de servicio bibliotecario y salas de lectura.&lt;br /&gt;En el informe de la Sra. Döllgan se señala que el periodo especial significó el "fin del incremento de los fondos bibliográficos" de las bibliotecas cubanas y aunque se mencionan el canje y donativos, se desconoce que estas son vías de adquisición válidas internacionalmente que en Cuba han reportado un crecimiento importante en los fondos, sobre todo en colecciones que necesitan actualización constante.&lt;br /&gt;Como ejemplo del comportamiento de las adquisiciones se presentan las realizadas por la Biblioteca Nacional en los tres últimos años, ( Biblioteca Nacional José Martí, 1998,1999).&lt;br /&gt;1997     16 963&lt;br /&gt;1998     11 217&lt;br /&gt;1999     18 994&lt;br /&gt;Las vías de adquisición para este incremento de fondos en Biblioteca Nacional se comportan de la siguiente forma:&lt;br /&gt;Canje                   15%&lt;br /&gt;Depósito Legal     15%&lt;br /&gt;Donativo               60%&lt;br /&gt;Compra                10%&lt;br /&gt;El incremento de fondos en las bibliotecas del resto del país ha sido fundamentalmente por compra y donativos. El Instituto Cubano del Libro toma medidas para garantizar que lleguen a la bibliotecas públicas las obras que se publican en el país.&lt;br /&gt;No es el objetivo de este trabajo reseñar la cantidad y calidad de los servicios y actividades para promover la lectura y satisfacer las demandas de los usuarios que estas instituciones desarrollan en sus comunidades y el nivel profesional y dedicación del personal que los realiza. Esto, sin embargo, se ha puesto de manifiesto en las visitas que estas instituciones han recibido de personalidades del mundo bibliotecario de diferentes países.&lt;br /&gt;Por su parte la Biblioteca Nacional desarrolla un amplio espectro de labores que abarcan y cumplen las funciones de centro de atesoramiento, investigación y divulgación del patrimonio bibliográfico nacional , acciones de carácter docente y académico y actividades para promover la cultura nacional y universal. Este centro Constituye de hecho un foco cultural de inestimable importancia, donde se realizan actividades sistemáticas, entre las que podemos mencionar la Cátedra María Villar Buceta, que se realiza por expertos en Bibliotecología y temáticas relacionas, el ciclo de conferencias "Pensar la historia", a cargo de importantes figuras de la intelectualidad cubana y lanzamientos y presentaciones de libros. Son de mucha importancia las exposiciones de Artes Plásticas y de colecciones valiosas de los fondos bibliográficos. Se realizan otras actividades culturales entre las que pueden destacarse la presentación comentada por especialistas de alto nivel de videos de importantes representaciones operísticas, que desde los años 80 se realizan a teatro lleno en la institución.&lt;br /&gt;En 1994, año que señala la autora del informe como de mayor dificultad del periodo especial, el movimiento bibliotecario cubano asumió el reto de ser anfitrión en la 60 Conferencia General de IFLA, celebrada en La Habana y por primera vez , y única hasta el momento, en América Latina. Los participantes en esta conferencia fueron: &lt;br /&gt;Delegados cubanos                  500&lt;br /&gt;Delegados extranjeros           1 120&lt;br /&gt;Expositores cubanos                140&lt;br /&gt;Expositores extranjeros              60&lt;br /&gt;Prensa                                    100&lt;br /&gt;Los participantes extranjeros, entre los cuales se encontraban las principales figuras de la Bibliotecología y las Ciencias de la Información en el mundo, pudieron constatar la dignidad del trabajo que se desarrolla en esta esfera y el alto nivel de los profesionales que lo realizan. Para este evento de gran magnitud los departamentos de Automatización y Ediciones de la Biblioteca Nacional, que contaban con algo más de 4&lt;br /&gt;computadoras, realizaron eficientes trabajos para garantizar, tanto la promoción del evento como la recepción de toda la información en tiempo en papel y por medios electrónicos. Fue destacado por el Ejecutivo de la Federación la novedad del trabajo realizado con la creación de una lista de distribución para la información sobre el evento a todos los afiliados en el mundo (Wedgeworth, Robert, 1998).&lt;br /&gt;El sistema tiene en cuenta la consecuente actualización y superación de los bibliotecarios en aspectos relacionados con la profesión, de manera adicional a cursos y otras acciones que se desarrollan por el Ministerio de Educación Superior, el Ministerio de Cultura y otros organismos a los cuales se encuentran incorporados los trabajadores del sistema de acuerdo con su formación. En todos los casos los especialistas tienen el nivel requerido para la plaza que ocupan. La Biblioteca Nacional tiene programada la constante realización de un Diplomado, que consta de 10 post grados, para preparar a los graduados universitarios de otras carreras en las técnicas y tecnologías propias del trabajo bibliotecario. También se ha tenido en cuenta la importancia que tiene la preparación del personal bibliotecario para asumir actividades de promoción de la lectura de acuerdo con las condiciones de vida actuales de la sociedad y se está realizando un Diplomado que tiene en cuenta post grados sobre la Literatura, Animación socio cultural, y otras temáticas relacionadas con la lectura, el libro, la bibliotecas, y la investigación de resultados, todos ellos partiendo de bases teórico conceptuales muy modernas. Estos dos diplomados se están impartiendo también en las provincias que tienen condiciones. Los especialistas de la institución nacional ofrecen conferencias y post grados en las provincias de acuerdo con las necesidades que en estas se manifiestan. Podemos destacar entre estos, conferencias y cursos de post grado impartidos en las bibliotecas provinciales :&lt;br /&gt;                                     1997      1998      1999&lt;br /&gt;Conferencias                     24          25           24&lt;br /&gt;Cursos de post grado           2         10           24&lt;br /&gt;La Biblioteca Nacional José Martí es centro autorizado para la impartición de post grados y para ello cuenta con un Consejo Asesor integrado por personalidades de la Docencia Bibliotecológica.&lt;br /&gt;En la década del 80 se comenzaron a realizar con sistematicidad investigaciones aplicadas al campo de la Bibliotecología, junto a las de carácter histórico cultural y bibliográfico que realizaba el personal científico de la institución nacional y el resto del país. Estas investigaciones toman en cuenta diferentes aspectos relativos a la organización de las bibliotecas y sus servicios y sus resultados permiten tomar medidas para el ajuste y perfeccionamiento del sistema. La Biblioteca Nacional cuenta con un Consejo Científico integrado por importantes científicos de la esfera de las Ciencias Sociales. Algunos de los estudios abordados, relacionados directamente con la actividad bibliotecarias, son:&lt;br /&gt;Correspondencia entre fondos y demanda.&lt;br /&gt;Categorías de usuarios de usuarios y necesidades de información.&lt;br /&gt;Organización de los fondos y servicios.&lt;br /&gt;Problemas relativos al personal bibliotecario, entre ellos: necesidades de actualización, idoneidad, imagen y ética.&lt;br /&gt;Automatización de los procesos de trabajo bibliotecario.&lt;br /&gt;Índices de satisfacción de los servicios bibliotecarios.&lt;br /&gt;En los años 1998 y 1999 se realizó una investigación destinada a determinar el valor de los servicios de las instituciones del sistema, incluyendo la Biblioteca Nacional. Los resultados obtenidos facilitaron la ejecución de algunos cambios que permiten lograr mayor satisfacción a las necesidades de los usuarios. La investigación utilizó variables que permiten medir el desempeño de los bibliotecarios, la organización de recursos informativos y estrategias de búsqueda y la capacidad de los fondos bibliográficos para satisfacer las necesidades. La medición de estas variables se realizó a partir de la respuestas a encuestas aplicadas a los usuarios. La valoración de estas respuestas permitió obtener índices de valor en cada una de las variables y de carácter general sobre el beneficio obtenido con los servicios (Escobar, S.T., 2000). Algunos de los resultados pueden señalarse como ejemplo:&lt;br /&gt;Las respuestas de los encuestados a los indicadores relativos a la atención de los bibliotecarios en Salas precisan:&lt;br /&gt;                                                                 BNJM                              B.p.&lt;br /&gt;Atención que se ofrece:&lt;br /&gt;         Excepcional o buena.                           89 %                               93 %&lt;br /&gt;         Regular o mala                                     11 %                                7 %&lt;br /&gt;Orientación al usuario&lt;br /&gt;        Excepcional o buena                             72 %                               94 %&lt;br /&gt;        Regular o mala                                      38 %                                6 %&lt;br /&gt;En lo referente a la organización de los servicios obtienen los valores siguientes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                   BNJM                               B.p.&lt;br /&gt;Efectividad de la recuperación&lt;br /&gt;        Excepcional o buena                               71 %                               90 %&lt;br /&gt;        Poca o ninguna                                       29 %                               10 %&lt;br /&gt;Pertinencia de la información&lt;br /&gt;        Excepcional o buena                               76 %                               85 %&lt;br /&gt;        Poca o ninguna                                       24 %                               15 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;La variable "capacidad de los fondos bibliográficos" refleja los problemas económicos que limitan una selección adecuada de las colecciones que ingresan a los fondos.&lt;br /&gt;                                                                  BNJM                                  B.p&lt;br /&gt;Calidad de los fondos&lt;br /&gt;      Excepcional o buena                                94 %                                  78 %&lt;br /&gt;      Regular o ninguna                                      6 %                                  22 %&lt;br /&gt;Actualidad de los fondos&lt;br /&gt;      Excepcional o buena                                91 %                                  69 %&lt;br /&gt;      Regular o ninguna                                    11 %                                  31 %&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los índices que se obtienen permiten reconocer el valor o beneficio de los servicios bibliotecarios:&lt;br /&gt;Variables Índice a obtener                                                                Índices obtenidos&lt;br /&gt;Bn&lt;br /&gt;Bp&lt;br /&gt;1.Trabajo bibliotecario&lt;br /&gt;Total&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;21,63          23.11&lt;br /&gt;2.Organización&lt;br /&gt;Total&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;18,87          19.85&lt;br /&gt;3.Capacidad&lt;br /&gt;Total&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;26.73          18.10&lt;br /&gt;4.Satisfacción&lt;br /&gt;Satisfacción&lt;br /&gt;10&lt;br /&gt;6,5              9.50&lt;br /&gt;Índice General&lt;br /&gt;100&lt;br /&gt;73,28          70.56&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Los resultados de este estudio ponen de manifiesto las limitaciones que se enfrentan en el país y en esta actividad en específico. Pero permiten reconocer, la atención que se presta al análisis de las causas que las motivan, y al diseño de proyectos y estrategias para solucionarlas. En la medida de las posibilidades y prioridades que el país tiene que asumir, se solucionan estas limitaciones..&lt;br /&gt;El análisis del informe presentado por ISBN Agency resulta bastante difícil debido al ritmo actual de cambios del mundo y de Cuba dentro de él. En el país se trabaja con firmeza para solventar las dificultades existente. Bastaría solo señalar, para ejemplificar esto, que en el informe de 1998, que se lee en ISBN Home, Internet en estos momentos , se dice que la Biblioteca Nacional de Cuba tiene 4 computadoras, cifra un poco inferior a la que realmente existía en esa fecha, pero en la actualidad existen 80 funcionando en la institución nacional y otras 40 pendientes de instalación. Es cierto que no son equipos ultramodernos, pero su conexión en red interna permite su funcionamiento eficiente. Esta red se extiende a las 14 biblioteca provinciales del país y algunos municipios.&lt;br /&gt;Bibliografía consultada&lt;br /&gt;Freyre de Andrade, María Teresa. Informe de la Dirección General de Bibliotecas del Consejo Nacional de Cultura. Plan perspectivo. En: Bibliotecas, jul.- ag. 1963: 5-8.&lt;br /&gt;Biblioteca Nacional José Martí. Balance 1998. (Documento interno).&lt;br /&gt;Biblioteca Nacional José Martí. Balance 1999. (Documento interno).&lt;br /&gt;Wedgeworth, Robert. A Global perspective on the library and information agenda. En: American Libraries, jun.- jul. 1998: 61.&lt;br /&gt;Lic. &lt;a href="mailto:sarae@bnjm.cu"&gt;Sarah T. Escobar Carballal&lt;/a&gt;Depto. Investigaciones, BNJM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115308981129966197?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115308981129966197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115308981129966197&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115308981129966197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115308981129966197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/el-sistema-de-bibliotecas-pblicas.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115308932517145309</id><published>2006-07-16T20:33:00.000-02:00</published><updated>2006-07-16T20:35:25.546-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Aniversario de Biblioteca Nacional trae modernización, sala de cine y farmacia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracas, 10 Jul. ABN.-&lt;br /&gt; La modernización de la plataforma tecnológica, una sala de cine, una farmacia y hasta una guardería infantil son algunos de los proyectos de la Biblioteca Nacional (BN), según anunció su director, Arístides Medina Rubio, durante la celebración de los 173 años de esta institución. Renovar y completar todo el cableado que sostiene el sistema de computación de las bibliotecas de las diferentes redes y la adquisición de equipos nuevos que tienen que ver con la organización de los archivos y de las bases de datos disponibles para todo el mundo, son parte de los planes que se pretenden ejecutar con los 4 millardos de bolívares que otorgó el Ministerio de la Cultura para este fin. Además, Medina Rubio precisó que se emprenderá la digitalización del Archivo General de Miranda, mediante un escáner satelital que adquirirán próximamente. El presidente de BN afirmó que también está por concluir una sala de cine de la Biblioteca que llevará el nombre del cineasta barquisimetano Amábilis Cordero, y que albergará a 120 espectadores. Para mejorar las condiciones laborales de la Institución, explicó que hace dos meses pusieron en funcionamiento un comedor y está previsto fundar en sus espacios una farmacia popular y una guardería. Finalmente, expuso las intenciones de que el servicio de bibliotecas públicas se extienda por todas las parroquias del país con la aspiración de crear 2 mil bibliotecas en aproximadamente siete años. Manifestó que existen bibliotecas públicas centrales, en cada una de las capitales de estado del país. Las bibliotecas públicas tienen presencia en 80% de los municipios y en 40% de las parroquias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115308932517145309?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115308932517145309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115308932517145309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115308932517145309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115308932517145309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/aniversario-de-biblioteca-nacional.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115263044647347016</id><published>2006-07-11T13:01:00.000-02:00</published><updated>2006-07-11T13:07:26.990-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Biblioteca da PUC carioca integra pilotis em grande praça e cria varanda de leitura &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Uma nova biblioteca deve mudar a cara e a vida do Campus da PUC carioca da Gávea (RJ), conjunto com projeto original de Edgar Fonseca que completa 51 anos no próximo dia 17 de julho. O pilotis do edifício Amizade, espécie de coração da universidade, terá um vizinho e fará parte de uma grande praça. É o que prevê o projeto do escritório paulista SPBR, chefiado pelo arquiteto Angelo Bucci, vencedor do concurso nacional organizado pela PUC carioca para a nova biblioteca da instituição. Um dos destaques do projeto é a varanda de leitura, com vistas para o Corcovado, o solar de Grandjean de Montigny e o edifício Marquês de São Vicente, de Affonso Eduardo Reidy.Organizado em abril, o concurso foi fechado - com cartas-convites enviadas a alguns escritórios - e dele participaram sete núcleos. Cada concorrente recebeu remuneração de R$ 5 mil para a participação e o projeto contratado será remunerado conforme tabela de honorários do IAB RJ. Alem do SPBR, formado por Bucci, Ciro Miguel, Juliana Braga e João Paulo Meirelles, foram convidados os escritórios de tradição e renome João Walter Toscano (SP), Indio da Costa (RJ) e Henrique Mindlin Arquitetos Associados (RJ), e "expoentes da jovem arquitetura carioca e paulista" (conforme documento da prória PUC), como DDG (RJ), Oficina de Arquitetos (RJ), Luis Felipe da Cunha e Silva (RJ) e o vencedor SPBR (SP).O resultado foi apresentado na última semana de junho, e o júri atribuiu menções honrosas às propostas dos escritórios DDG Arquitetura e João Walter Toscano. No ano passado, a PUC realizou pesquisa em quatro grandes bibliotecas para construir seu programa de necessidades distribuído aos concorrentes. Foram visitadas as bibliotecas universitárias de Leuvan, na Bélgica, de Tilburg, na Holanda e as romanas Salesiana e Vaticana. Anunciado o vencedor, a PUC deve contratar estudo preliminar e orçamentos sobre a obra, captar recursos, abrir licitação para a construção e, por fim, contratar a construtora. O escritório vencedor faz a supervisão técnica arquitetônica da obra. Depois de vencidas as etapas preparatórias, que têm duração muito variável, a construção propriamente dita poderá ser realizada em 12 meses, estima Bucci.Fundada há 66 anos, a PUC - que forma este ano a primeira turma de graduação em arquitetura e urbanismo - se mudou do Botafogo para a Gávea em 1955. O projeto inicial previa que uma das alas do edifício Amizade (ala Frings) deveria ser destinada à biblioteca central, com salas de leitura, armazéns, reservas técnicas. Nos últimos anos, a demanda por salas de aula e espaços administrativos restringiu o espaço da biblioteca a 50% do espaço dotado inicialmente. Hoje, o acervo isolado é de 250 mil livros. Há ainda cerca de 60 mil volumes distribuídos junto às áreas do público, estimado em 2.500 usuários por dia. O acesso ao acervo não é livre, pois parte dos livros está em depósito fora do Campus. Com um acréscimo estimado em 10 mil novos livros por ano, a acessibilidade fica cada vez mais comprometida.Projeto Uma grande varanda de leitura com vistas para o Corcovado, o morro Dois Irmãos, a Pedra da Gávea, o solar de Grandjean de Montigny e o edifício Marquês de São Vicente, de Afonso Eduardo Reidy, é um dos destaques do projeto de Bucci. Em área de 255 metros quadrados, a varanda é coberta e serve de lanterna de luz natural para o grande salão principal, com pé direito de 9 metros e área de 1.300 metros quadrados (15 metros de largura por 90 metros de comprimento)."O interessante desta empreitada da PUC é que vai dar uma cara para uma biblioteca existente, muito viva, mas que ainda não possui uma identidade própria no sentido arquitetônico e institucional", afirma Angelo Bucci.O projeto da biblioteca, que prevê 6.000 metros quadrados de área construída, se divide em dois programas dispostos em dois térreos: um para o acervo e as áreas administrativas, localizadas numa cota inferior do terreno, na rua dos Diretórios, e outro para a área de público, com praça e edifício, na cota do edifício Amizade. O acervo se distribui num retângulo de 1.216 metros quadrados, em torno do qual se localizam as áreas administrativas, que captam a luz natural e protegem o núcleo auxiliando o controle de temperatura e umidade.A área de público se inicia com a Praça da Biblioteca, projetada como extensão em nível do pilotis do edifício Amizade e a ser construída sobre a área de acervo, e prossegue no edifício em suas áreas de acolhimento, salão principal e áreas de estudo concentrado. Para este estudo concentrado, são destinados 1.330 metros quadrados, para abrigar as funções de trabalho dos usuários da biblioteca e a Cátedra Unesco- PUC Rio de Leitura, além de um auditório, sala de pesquisa, leitura individual, e uma área para exibições temporárias temáticas ou de coleções do acervo. Segundo o plano da PUC, serão instalados 800 terminais de computadores para os usuários da Biblioteca.Para a construção, serão demolidos pequenos galpões e construções improvisadas. Angelo Bucci já venceu dois notórios concursos: o do pavilhão do Brasil na Expo 92 de Sevilha, em conjunto com Alvaro Puntoni e José Osvaldo Vilela, e o Memorial à República de Piracicaba, com Puntoni, Pablo Hereñu, Eduardo Ferroni, Paula Cardoso e Ciro Miguel. Os dois prédios não foram erguidos."Internacionalmente os concursos de projeto são uma instituição que acompanha a atividade da arquitetura. No Brasil tivemos um período bastante silencioso no final de década de 70 e década de 80, quando os concursos praticamente deixaram de existir. Sevilha foi o primeiro grande concurso público nacional após aquele período. Desde então, os concursos aumentaram muito", diz Bucci. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115263044647347016?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115263044647347016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115263044647347016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115263044647347016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115263044647347016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/07/biblioteca-da-puc-carioca-integra.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115169045231770829</id><published>2006-06-30T15:57:00.000-02:00</published><updated>2006-06-30T16:04:46.700-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;font-size:180%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Para ler o mundo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Somente teremos consumidores de livros se a educação formar verdadeiros cidadãos, leitores do mundo e de livros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;A leitura sempre foi um problema no Brasil. Lê-se muito pouco por aqui. Segundo uma pesquisa o brasileiro lê 1,8 livros por ano. É realmente entristecedor. Por isso, o governo federal, lançou em 2006 o Programa Nacional do Livro e Leitura, o PNLL, que consiste numa intenção de realização de – pasmem! – 185 ações para aumentar este índice.Mas lendo sobre algumas dessas possíveis ações do Programa não vislumbrei avanços nesta questão. E tudo porque penso que o cerne da mesma não foi mirado. Explico: por que o brasileiro lê tão pouco? Simples. É porque não temos uma educação que realmente incentive este hábito e também porque a distribuição de renda no país é bastante injusta.As pesquisas – quando existem! – são realmente desalentadoras. Por exemplo, a realizada pelo Centro de Estudos da Metrópole na grande São Paulo constatou que 32,3% daquela população com mais de 15 anos jamais pisaram numa biblioteca. Ora, para locar um livro numa biblioteca pública não se precisa de dinheiro, mas de gosto pela leitura.Penso que se deveria contratar também contadores de história, tanto na alfabetização, quanto no ensino fundamental, a fim de se encantar e atrair a criança para o mundo dos livros e evitar este choque com a leitura que geralmente ocorre depois, principalmente na prova de redação do vestibular.Porque a continuar assim, o velho pão e circo – no caso do Brasil, leia-se cachaça, futebol e carnaval – patrocinado pelos politiqueiros, é e vai continuar sendo todo o saldo de uma Cultura brasileira. Já que nestes três quesitos não é necessário saber ler e, muito menos, pensar.Por fim, movimentos como o Literatura Urgente, encabeçados por escritores consagrados como Moacyr Scliar, Ignácio de Loyola Brandão, entre outros, deveriam somar esforços na cobrança de uma política educacional funcional, ao invés de solicitar apoio direto para o escritor. Escritor não precisa de apoio. Escritor precisa é de leitores. Quem precisa de apoio são as bibliotecas, as editoras, as livrarias e, principalmente, os eventos culturais que tenham um teor de acesso democrático ao bem cultural.Isto feito, isto é, a educação formando verdadeiros cidadãos, leitores do mundo e dos livros e o sistema oferecendo acesso democrático aos bens culturais, teríamos, então, consumidores de livros e tudo o mais que se produza neste vasto mundo chamado Cultura.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;Ronaldo Teixeira &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:courier new;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Carta maior&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115169045231770829?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115169045231770829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115169045231770829&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115169045231770829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115169045231770829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/para-ler-o-mundo-somente-teremos.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115127364065341331</id><published>2006-06-25T20:11:00.000-02:00</published><updated>2006-06-25T20:14:00.786-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:180%;color:#006600;"&gt;Meu desejo é incentivar a leitura"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mindlin diz que aceitou candidatar-se porque quer bibliotecas em todo o País&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Coelho Silva&lt;br /&gt;A eleição do empresário e bibliófilo José Mindlin para a Academia Brasileira de Letras (ABL), esta semana, confirma uma tendência da Casa nos últimos anos. Mais que a produção literária, privilegia-se o currículo do candidato em favor da cultura e da educação. Foi assim co m o cineasta Nelson Pereira dos Santos, eleito em março. Agora Mindlin consagra a fórmula. Afinal, pouca gente batalhou mais pela preservação de nossa memória e pela difusão de nossa cultura. Seja na vida privada, como colecionador de documentos e livros sobre o Brasil, na profissional, como presidente da Metal Leve, ou na vida pública. Sua passagem pelo governo paulista nos anos 70 deixou marcas perenes.Mindlin nunca havia pensado na imortalidade, embora pertença à Academia Paulista de Letras desde os anos 90. "Sou mais leitor que escritor", disse ao Estado, enumerando os livros de sua autoria, semi-autobiográficos, Uma Vida entre Livros, Memórias Esparsas de uma Biblioteca e Destaques da Indisciplinada Biblioteca de Guita e José Mindlin. Ele também não cumpriu o ritual de visitas. "Aceitei o convite, mas não me sentiria bem pedindo votos, embora o convívio com os acadêmicos seja um dos motivos para eu me candidatar. Os outros são a possibilidade de incentivar a leitura e a difusão da obra de grandes escritores. Os meus preferidos são Marcel Proust, Machado de Assis e Guimarães Rosa. Os dois últimos, por sinal, passaram por esta casa." Mesmo sem cumprir rituais, Mindlin teve recepção calorosa. Recebeu 33 votos dos 37 válidos, com um branco e duas abstenções, de Paulo Coelho e de Ariano Suassuna. E 27 colegas de imortalidade, um recorde, votaram pessoalmente e, depois, comemoraram com o novo colega. Ele esperou a notícia com dona Guita, sua mulher há 68 anos e mãe de seus filhos, três moças e um rapaz. Duas, Diana e Betty, estavam lá com os pais.Mindlin recebeu a notícia com humor. "Sou o mais novo imortal e devo também ser o mais velho", comentou. Mas, aos 91 anos, sua vitalidade é de 60 e a receita, muito pessoal. "É preciso gostar da vida, ter senso de humor, esquecer a idade e não ter juízo. Faço tudo que é proibido a um homem de 90 anos e vivo muito bem." O amor aos livros, expresso até na gravata com estampa de uma estante, vem da infância. A coleção de obras raras começou na adolescência.Aos 13 anos, comprou o Discurso sobre História Universal, de Jacques Bossuet, uma tradução portuguesa de 1740. "Havia uma bibliografia e não sosseguei enquanto não consegui comprar todos os livros", lembra. Pouco depois, tornou-se redator do Estado. "Entrei em maio de 1930 e fiz 16 anos em setembro. Acho que fui o redator mais novo do jornal. Uma experiência fantástica, porque era época da Revolução de 30 e o doutor Júlio Mesquita Filho, um dos líderes, me encarregava de passar instruções para seus aliados de outros Estados em inglês, para evitar a censura."Pouco depois, entrou para a Faculdade de Direito e lá conheceu dona Guita, uma história de contos de fadas. Ela era o sonho de muitos futuros advogados, mas ele se declarou antes de todos. "Eu o tinha visto na platéia do teatro e achado interessante. Logo depois ele veio falar comigo", conta Guita. O amor aos livros os uniu e ela não se contentou em incentivá-lo como colecionador. Tornou-se conservadora de livros e documentos antigos. "Até hoje, quando o preço de uma obra me assusta, ela me faz comprá-la", diz ele. "Foi assim que adquiri a primeira edição de Os Lusíadas, o item mais precioso do acervo."A coleção é a maior do País e uma das maiores do mundo, mas ele não a considera completa. Ainda faz aquisições e os livreiros e caçadores de obras raras o têm como cliente preferencial. "Há um certo exagero", corrige Mindlin, modesto. "Tenho 38 mil títulos catalogados, metade deles da coleção Brasiliana (livros e documentos sobre o Brasil, do século 16 em diante). Como um título pode ser um folheto ou uma enciclopédia, não sei quantos volumes são." Se sua biblioteca é enorme, sua meta é espalhar outras pelo Brasil afora. "Em São Paulo já temos uma em cada cidade", comemora. Esse amor à literário levou-a à Secretaria de Cultura no governo de Paulo Egydio, em plena ditadura, da qual era ferrenho opositor. "Eu fiquei em dúvida, mas meus amigos me lembraram que, seria pior se o cargo ficasse com alguém a favor. Como não dependia disso para viver e podia ir embora quando quisesse, aceitei. Melhorei as condições da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e criei a carreira de pesquisador, reivindicações antigas dentro do governo."Leitor voraz que já devorou 8 mil títulos, Mindlin prefere ficção, mas não liga para os best-sellers do momento. "Prefiro que o tempo me dê a dimensão exata do livro." Passa horas escrevendo e diz ser capaz de se concentrar na escrita e prestar atenção na conversa a seu redor. "Aprendi quando era redator do Estado, pois sempre tinha alguém querendo contar um caso." Sua preferência pela ficção não o tenta a inventar uma história. "Não é coisa que se faça porque se tem vontade ou por encomenda", justifica. "Mas, na minha vida, as coisas boas aconteceram por acaso. Quem sabe ainda não me arrisco na ficção?"&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.assinante.estadao.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://epaper.estado.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:jan("&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115127364065341331?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115127364065341331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115127364065341331&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115127364065341331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115127364065341331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/meu-desejo-incentivar-leitura-mindlin.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115127288929472980</id><published>2006-06-25T19:54:00.000-02:00</published><updated>2006-06-25T20:01:29.590-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#660000;"&gt;Resistindo ao fogo da censura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História Universal da Destruição dos Livros revê mais de 55 séculos de destruição&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lilia Moritz Schwarcz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1933, o jovem Joseph Goebels foi designado por Hitler para atuar no novo órgão do Estado: o Ministério do Reich para a Educação do Povo e Propaganda. Por meio desta instituição, Goebels garantiria não só o controle absoluto sobre a educação, como teria oportunidade de promover mudanças nas escolas e universidades. Imbuído pelos ideais do Reich que implicavam, entre outros, resgatar a auto-estima do povo alemão, em 8 de abril o general enviou um memorando às organizações estudantis nazistas, propondo a destruição dos livros considerados perigosos.E em Leipzig, Berlim, Bonn, Breslau, Frankfurt, Hannover, Munique ... os livros queimaram. Foram destruídos mais de 5.500 livros, de autores como Thomas Mann, Albert Einstein, Sigmund Freud, Karl Marx, Arthur Schnitzler, Stefan Zweig, só para ficarmos com poucos nomes de uma grande lista de "indesejáveis". Freud, já longe da Alemanha, ironizaria a situação, dizendo que "na Idade Média eles teriam me queimado, agora se contentam em queimar meus livros". Começava então um episódio conhecido como o "Bibliocausto", que antecederia em alguns anos o Holocausto e a aniquilação sistemática de milhões de judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. Conforme teria escrito profeticamente o poeta alemão Heinrich Heine, em 1821: "Onde queimam livros, acabam queimando homens."Setenta anos depois, o mundo conheceu outra grande "queima". Em 2003, no Iraque - berço da civilização da escrita -, boa parte das bibliotecas foi saqueada ou queimada. Se no dia 12 de abril o mundo recebeu a notícia do saque ao Museu Arqueológico de Bagdá; já em 14 de abril, um milhão de livros seria incendiado na Biblioteca Nacional, além do desfalque ao Arquivo Nacional e a outras dezenas de bibliotecas universitárias, espalhadas por todo o país. Dessa vez se tratava de um "memoricídio".Fernando Báez, um especialista na história dos livros e assessor da Unesco, andou por mais de 8 anos atrás dessa história, que conta com mais de 55 séculos de destruição. A tese central é que os livros foram sistematicamente dizimados e que, sua destruição não está ligada ao objeto físico, mas se refere a seu vínculo com a memória. Segundo Báez, enquanto os terremotos, incêndios, pestes foram responsáveis por 40% dos danos; os demais 60% devem ser imputados a atos evidentemente voluntários.Por isso mesmo, o autor elabora uma longa história dessa prática, talvez o mais amplo, e por vezes programático, levantamento desse gênero. Essa viagem acompanhada por livros e referências bibliográfica começa no Mundo Antigo - Suméria, Egito, Grécia, China, Constantinopla e Roma - e revela como a prática de eliminação dos livros foi freqüente. É fato que o autor comete certos excessos e em nome de delatar tal prática coloca todos no mesmo barco: Moisés e Platão seriam destruidores de textos escritos, assim como os governantes mais totalitários. O mesmo acontece com o período moderno; nem Descartes ou Heidegger escapariam do desejo de aniquilar o livre pensar. No entanto, se essa "sanha generalizadora" pede um exercício de relativização - afinal, as conseqüências de políticas oficiais de extermínio são bem distintas das atitudes mais individuais - chega a ser comovente o mapa desenhado por Báez. O autor nos leva ao Renascimento, e ao desaparecimento de várias bibliotecas privadas; adentra o ambiente da Inquisição e do Index librorum prohibitorum, que gerou o confisco de milhares de livros em toda a Europa e depois no Novo Mundo; assim como descreve uma série de fenômenos naturais - terremotos, incêndios, furacões e inundações - sempre impiedosos com os papéis e livros. E os exemplos são muitos e eloqüentes: o incêndio de Cantuária em 1067, em Colônia em 1777, em Indiana em 1854 ou em Chicago em 1871; o terremoto de Lisboa em 1755 ... São testemunhos de como os acidentes físicos levaram ao desaparecimento de parte fundamental da memória da humanidade.Báez chega à contemporaneidade, debatendo temas do presente, como a nova modalidade dos livros eletrônicos. Mas chamam atenção não tanto as novidades, como as reiterações. Os exemplos de censura a Vargas Llosa, Jorge Amado e, nomeadamente, Salman Rushdie indicam como essa não é uma história presa ao passado, mas ganha novas versões no presente. As formas recentes de terror, os ódios étnicos e outros marcadores de diferença mais recentes criaram formas renovadas de destruição.História Universal da Destruição dos Livros (Ediouro, 512 págs., R$ 49) traz, assim, um sombrio perfil sobre nossa dificuldade de lidar com a liberdade de pensamento. Como levantamento é impressionante, no entanto, por vezes estão ausentes do livro análises mais aprofundadas, especialmente quando o autor tende a igualar exemplos que têm repercussões muito distintas. Por outro lado, Báez permite ter clareza não só sobre a destruição perpetrada, como acerca da presença dos livros nos destinos da humanidade. Afinal, na história das bibliotecas e dos livros sempre se impôs uma duplicidade: observados mais de perto parecem frágeis e passageiros; vistos, porém, de uma maneira mais distanciada surgem indestrutíveis. Assim, de um lado, a história mostra como os livros foram sistematicamente arrasados, seja por motivos naturais, seja por conta da própria razão instável dos homens. Cada vez que uma biblioteca caía, tombava com ela uma parte da civilização. Foi assim com Alexandria, que durou apenas um século, e com seus 700 mil volumes foi-se parte do conhecimento disponível sobre a Grécia. O mesmo ocorreu quando Monte Cassino foi bombardeada, durante a Segunda Guerra Mundial, e perdeu-se boa parte do conhecimento sobre a Europa medieval. E não faz muito tempo, a destruição da Biblioteca Nacional do Camboja, pelo Khmer Vermelho, levou consigo o maior estoque de informações sobre aquela civilização.O autor tem razão, portanto, ao mostrar como essa história é antiga e feita de destruições, mais ou menos intencionais. E o caso brasileiro não é diferente. Em primeiro lugar há que se perguntar porque as autoridades coloniais opunham tantos obstáculos à entrada de livros no País. E o problema seria até maior, dada a proibição expressa da existência de universidades e da impressão de livros até 1808.No entanto, assim como é certo que em todos os tempos se criaram óbices à circulação de obras consideradas perigosas, também é inegável como tais atos jamais impediram que os livros fossem lidos. No Brasil, por exemplo, e a despeito de tantas proibições, foi uma biblioteca - a Real Biblioteca -, que aqui aportou logo após a chegada da Família Real em 1808, tornando-se elemento estratégico para a nossa independência política. Na famosa "conta" que o Brasil teve que pagar em 1825, para garantir a sua emancipação, a coleção de livros surgia em segundo lugar, logo depois da famosa "dívida pública".Como se vê livros e bibliotecas nunca ficaram apartados da política oficial, assim como tal prática de destruição não foi totalmente bem-sucedida. E a própria ficção ajudou a lembrar da destruição, mas também do fascínio que exercem os livros. Poucos esquecem do episódio que narra uma armadilha empregada contra D. Quixote, famoso personagem de Cervantes, enquanto este "tentava descansar o corpo moído". Foi quando o barbeiro e o cura entraram no cômodo onde estavam os livros "culpados" e lá acharam mais de cem grossos volumes: ali estava uma "livraria endemoniada", pensaram eles, e deram início a um "auto-de-fé". Por outro lado, Italo Calvino, no conto Um General na Biblioteca, descreve um episódio ocorrido na Panduria, "nação ilustre, onde uma suspeita insinuou-se um dia nas mentes dos oficiais superiores: a de que os livros contivessem opiniões contrárias ao prestígio militar". A operação, que levou à "invasão da biblioteca", resultou, não obstante, na conversão dos próprios militares ao mundo dos livros.Isso sem esquecer de Borges que em A Biblioteca de Babel concluiu que quando se proclamou que a biblioteca guardava todos os volumes do mundo, "a primeira reação foi de uma felicidade extravagante". Mas talvez o personagem que mais simbolize essa ambigüidade, expressa entre as práticas de destruição e sobrevivência, seja o professor Peter Kien - do livro de Elias Canetti, Auto-de-Fé -, eminente sinólogo, cuja obsessão eram os livros e sua seleta biblioteca, que lhe permitiam evitar o contato objetivo e prático com a realidade que o massacrava. "Dez mil livros e sobre cada um deles um fantasma acocorado. Às vezes ouvia-os virarem as páginas. Liam tão depressa como ele." E como nas demais histórias, também a biblioteca do professor Kien ardeu, com ele dentro, assim como antigamente se queimavam os bens junto com o morto. Mas seus fantasmas continuaram presentes, vivendo em seus acervos quase destruídos.Tantos fantasmas habitam nossos livros, ainda hoje repletos da utopia de conterem toda a enormidade do conhecimento e de acumularem a memória universal. A obra de Báez revela, assim, e pela porta dos fundos, como, para além destruições, os livros sempre resistiram ao fogo fácil da censura e dos terremotos dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lilia Moritz Schwarcz é professora do Departamento de Antropologia da USP e autora, entre outros livros, deAs Barbas do Imperador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115127288929472980?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115127288929472980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115127288929472980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115127288929472980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115127288929472980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/resistindo-ao-fogo-da-censura-histria.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115073831596791955</id><published>2006-06-19T15:31:00.000-02:00</published><updated>2006-06-19T15:31:56.113-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pernambuco recebe novas bibliotecas rurais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levar conhecimento às comunidades rurais, incentivando a leitura. Essa é a proposta do programa Arca das Letras, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário. As arcas são bibliotecas com cerca de 230 livros de literatura e de pesquisa nas áreas de educação, meio ambiente, saúde, agricultura e cidadania. Em junho, 106 novas bibliotecas serão entregues nos estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Minas Gerais. Desde que foi criado em 2003, o programa Arca das Letras já levou 1,7 mil bibliotecas a comunidades rurais de 18 estados brasileiros. A coordenadora do projeto, Cleide Soares, lembra que o hábito da leitura é pouco comum em muitos locais do país. Os moradores enfrentam dificuldade para fazer pesquisas, estudar ou contar histórias."Com o programa, as comunidades passam a ter um estímulo maior para o estudo porque agora tem uma biblioteca com livros de qualidade pertinho da sua casa, o que facilita a pesquisa escolar, estimulando os processos educacionais no campo", afirma Soares.Segundo ela, a comunidade é quem decide os assuntos que vão compor o acervo, o local onde a biblioteca será instalada e também indicam o agente de leitura - voluntário que atua no empréstimo dos livros e nas ações de estímulo à leitura. Atualmente, existem mais de 3 mil agentes de leitura. Além da capacitação dos agentes, o programa Arca das Letras distribuiu 523,2 mil livros, beneficiando 169,8 mil famílias.&lt;br /&gt;Para obter mais informações sobre o projeto, é preciso entrar em contato com o Ministério do Desenvolvimento Agrário pelo telefone 0800 72 87 000 ou ainda pelo correio eletrônico arcadasletras@mda.gov.br.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115073831596791955?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115073831596791955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115073831596791955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115073831596791955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115073831596791955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/pernambuco-recebe-novas-bibliotecas.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115073799929760847</id><published>2006-06-19T15:23:00.000-02:00</published><updated>2006-06-19T15:28:13.203-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;UFCG disponibiliza acervos de suas bibliotecas via internet&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, colocou em disponibilidade, via online, todo o acervo das bibliotecas dos campi de Campina Grande, Patos e Sousa, e dentro de curto espaço de tempo, também disponibilizará o acesso ao acervo da biblioteca localizada no campus de Cajazeiras.&lt;br /&gt;O acesso é fácil e pode ser realizado através da página www.ufcg.edu.br, onde está localizado o item Biblioteca Online, no lado superior direito da página. Daí por diante, o usuário deve seguir todas as instruções para obter as informações desejadas. O trabalho de disponibilizar o acervo online foi implantado pelo Serviço de Tecnologia de Informação - STI / UFCG, que é coordenado pelo analista de sistemas José Leônidas Maciel (foto). O acesso para consulta aos acervos das bibliotecas pode ser feito pelo autor, título ou assunto.&lt;br /&gt;Todo o acervo das bibliotecas está catalogado seguindo o padrão MARC, usado internacionalmente para catalogação de documentos bibliográficos.&lt;br /&gt;A implantação deste serviço, além de facilitar o acesso dos usuários da própria Universidade, ou de qualquer outro setor da sociedade, representa um avanço da Instituição em termos tecnológicos e atende a uma antiga reivindicação da comunidade acadêmica de todos os campi.&lt;br /&gt;Esse serviço de consulta online às bibliotecas, e também o de acompanhamento de processos que estão tramitando no Protocolo da UFCG, foi disponibilizado em função da modernização do parque de informática da Universidade, que adquiriu três novos servidores de base de dados, que têm a capacidade de atender à demanda atual da Instituição.&lt;br /&gt;A implantação do serviço de informatização no Protocolo foi um trabalho desenvolvido pelo Serviço de Tecnologia da Informação - STI, e permite não só o registro e emissão da etiqueta de controle de processo, mas também a consulta por internet dos mesmos.&lt;br /&gt;Futuramente, a UFCG vai oferecer novos serviços via online, a exemplo da catalogação e circulação (empréstimo informatizado) em todas suas bibliotecas.&lt;br /&gt;As informações são da Assessoria de Imprensa da UFCG.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalonorte.com.br/noticias/?65146#" name="print" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.jornalonorte.com.br/noticias/?noticias"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornalonorte.com.br/noticias/?noticias"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115073799929760847?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115073799929760847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115073799929760847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115073799929760847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115073799929760847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/ufcg-disponibiliza-acervos-de-suas.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115050790648482876</id><published>2006-06-16T23:30:00.000-02:00</published><updated>2006-06-16T23:31:46.906-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma revolução a caminho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Futuro aponta para livros virtuais, mas especialistas discutem viabilidade e falta de legislação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Karla Dunder, João Luiz Sampaio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se pudéssemos reunir em um só lugar todo o conhecimento colhido através dos tempos? Foi com esse intuito que surgiu em 280 a.C. a Biblioteca de Alexandria que, segundo historiadores, chegou a contar com 70% da produção da época. Séculos depois, com a chegada da internet e iniciativas como a do Google - que está digitalizando o acervo completo de cinco das maiores bibliotecas do mundo - só fizeram o sonho de um futuro de obras digitalizadas, acessíveis pelo computador, parecer cada vez mais próximo. Na semana passada, porém, o grupo editorial francês La Martinière denunciou o Google por "ataque ao direito de propriedade intelectual". É apenas um entre muitos indícios de que, do temor pelo desaparecimento do livro como o conhecemos à questão dos direitos autorais, a criação da superbiblioteca virtual é um empreendimento mais complexo do que se supunha. E de que previsões como a dos editores americanos - que, em 2000, reuniram a imprensa para anunciar que, até 2005, 10% do mercado editorial seria digital - foram um tanto precipitadas.O projeto do Google inclui instituições como a Universidade de Stanford, onde um robô scaneia mil páginas por hora de livros e documentos raros. Já a americana Carnegie Mellon University enviou à China - onde custa três vezes menos scanear cada livro, US$ 10 - 30 mil títulos de sua biblioteca: 100 mil páginas estão sendo digitalizadas por dia e a expectativa é de que, em dois anos, 1 milhão de livros estejam acessíveis pelo computador. A idéia não é apenas facilitar o acesso a obras: espera-se que as bibliotecas virtuais possibilitem aos usuários criar rapidamente inter-relações entre obras e temas. Deparando-se com uma palavra desconhecida, por exemplo, o usuário teria acesso a todos os textos em que ela já foi utilizada. Mais: em poucos cliques, poder-se-ia ter acesso a todo o material já publicado sobre determinado tema, o que provocaria uma revolução sem precedentes na atividade intelectual.No Brasil, também existem iniciativas. A USP, por exemplo, criou a sua Biblioteca Virtual e oferece, além das teses defendidas na universidade, textos clássicos de diversas áreas, da literatura e das ciências humanas até saúde pública a psicologia. O governo também criou o site www.dominiopublico.gov.br, que oferece obras de autores brasileiros livres de direitos autorais. Longe da iniciativa oficial, também há movimento em uma variedade de sites (veja quadro ao lado) que não apenas disponibilizam livros, como também são espaço de encontro entre os leitores que utilizam esse tipo de tecnologia. Ali, são oferecidas várias opções para download - você pode tanto baixar o arquivo em formato para computadores e palm-tops como escolher um tipo de acesso ligado ao seu e-book, o pequeno aparelho no qual você pode armazenar os livros baixados.Toda essa movimentação não significa, porém, que não exista gente contrária às bibliotecas virtuais e seus significados. Em recente feira literária nos EUA, o escritor John Updike engrossou a lista de descontentes e bradou em favor do contato físico com o livro. Apesar das críticas, porém, os especialistas garantem que o crescimento do mercado digital de livros é uma questão de tempo. "Tudo que achávamos que sabíamos sobre livros vai mudar", escreveu Kevin Kelly, autor de Out of Control: The New Biology of Machines, em artigo recente no New York Times."Tempo", aqui, inclui uma série de definições. Uma delas é a tecnológica: todo o conhecimento humano cabe em 50 petabytes que, convertidos em disquetes, ocupariam um prédio de dois andares. Mas Kelly mostra que as pesquisas caminham no sentido de tornar possível a "superbiblioteca virtual". E adverte: não vai demorar tanto quanto se imagina. "Tempo", porém, também significa a necessidade de se encontrar novos padrões. "Vamos ter de repensar o negócio do livro. O livro digital precisa ser encarado como um novo negócio", diz Carlos Augusto Lacerda, editor da Nova Fronteira. "Esperamos que uma grande editora internacional abra caminho, que se crie um modelo a ser seguido. Os e-books precisam ter uma tecnologia bem estruturada e serem economicamente viáveis do ponto de vista comercial. Hoje, eles não são viáveis", diz Sérgio Machado, editor da Record - e os números estão ao seu lado: um novo aparelho, apresentado na Bienal do Livro de São Paulo pela E-BookCult, armazena até 40 livros, mas é importado e custa US$ 600.SEGUNDO A LEI...A questão mais delicada, porém, parece ser a dos direitos autorais. Com a reprodutibilidade permitida pela internet, como preservar os direitos dos autores e editoras? A denúncia feita esta semana pelas editoras francesas é exemplo do terreno movediço em que está fundamentada a questão. O Google está digitalizando as obras de domínio público presentes nos acervos de bibliotecas como a da Universidade de Stanford - já os livros protegidos pelos direitos de propriedades intelectual têm apenas trechos reproduzidos na rede. O Google se defende afirmando que está divulgando as obras. Para as editoras, porém, trata-se de apropriação ilegal. Aqui no Brasil, as empresas pedem por orientação. "Precisamos criar mecanismos para o pagamento dos autores", diz Sérgio Machado. "A digitalização é um caminho irreversível, mas quanto tempo levará para chegar aos livros protegidos pela lei de direito autoral?", complementa Carlos Lacerda. Segundo Kevin Kelly, 15% dos livros estão em domínio público, 10% estão no catálogo das editoras e 75% estão fora de catálogo. "É melhor ter um livro protegido esgotado ou ter um livro circulando de graça?", pergunta Lacerda. "Talvez com a redução dos custos, ao se eliminar o papel, por exemplo, as editoras possam pagar mais aos autores", diz o escritor e professor de Direito da Universidade de Yale, Yochai Benkler. "Não sabemos como funcionaria a questão financeira, acho que dependeria mesmo de um acordo com as editoras. Eu abriria mão facilmente dos meus direitos autorais, que nunca são muitos, caso o site não fosse com fins lucrativos. Dirigido a estudantes por exemplo, ou a projetos sociais", diz o escritor Ricardo Lísias, autor de Duas Praças (Editora Globo).Mas se Lísias quiser fazer isso, não terá a proteção legal ao seu lado: a questão é que não existe uma legislação que especifique os direitos autorais perante a era virtual. "Quando se publica um livro, firma-se um contrato de edição que institui uma relação de direito autoral. Nele, o autor permite que a editora reproduza e comercialize o livro. Mas quando este livro é digitalizado e passa a fazer parte de um banco de dados, trata-se de uma outra utilização da obra, o que pressupõe outra autorização", explica o advogado Rodrigo Salinas, especialista na legislação de direitos autorais. "Isso é o que está na lei. Mas não existem seções específicas que tratem, por exemplo, de liberação das obras no caso de projeto de interesse público, como é o caso de uma biblioteca, por exemplo. Neste contexto, estamos desamparados perante a lei", completa.E os leitores, o que acham de tudo isso? O estudante Paulo Kon, de 17 anos, reconhece que a internet torna o caminho à informação cada vez mais fácil. "Mas não acho a leitura no computador confortável, o mérito mesmo é possibilitar o acesso a livros esgotados", diz. O escritor Mario Prata segue pelo mesmo caminho: "Nunca vi alguém com um e-book na mão. É algo frio, impessoal demais." Dono do maior acervo bibliográfico particular da América Latina, José Mindlin não descarta de cara os e-books. "Se permitir constante acesso a obras raras, será uma vantagem", diz. "Mas o contato com o livro é insubstituível." E não pára por aí. "Uma vez vieram aqui em casa para eu experimentar o e-book. Prepararam tudo mas, quando fui mexer, não funcionou. Isso não acontece com o original."NA REDECLÁSSICOS: Marcos da literatura brasileira e mundial podem ser encontrados em diversos sites, como o E-BookCult (www.ebookcult.com.br), Domínio Público (www.dominiopublico.gov.br) e Virtual Books (virtualbooks.terra.com.br).PROJETO GUTENBERG: Entre os sites estrangeiros, destaque para o do Projeto Gutenberg (www.gutenberg.org), que reúne cerca de 17 mil livros e tem dois milhões de downloads por mês.UNIVERSIDADES: Instituições de ensino cada vez mais disponibilizam conteúdo na rede. A USP, por exemplo, oferece as teses defendidas por alunos (www.teses.usp. br) e livros (www. bibvirt.futuro.usp.br).&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.assinante.estadao.com.br/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://epaper.estado.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="javascript:jan("&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/19752456-115050790648482876?l=flaviabiblio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/feeds/115050790648482876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=19752456&amp;postID=115050790648482876&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115050790648482876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/19752456/posts/default/115050790648482876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://flaviabiblio.blogspot.com/2006/06/uma-revoluo-caminho-futuro-aponta-para.html' title=''/><author><name>flavia</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-19752456.post-115005648235171075</id><published>2006-06-11T18:05:00.000-02:00</published><updated>2006-06-11T18:08:02.483-02:00</updated><title type='text'>Artigo de Mario Vargas LLosa</title><content type='html'>Filosofia doméstica para tornar a vida mais compreensível e tolerável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fillósofos, teorias e sistemas são a paixão de casal belga, para o qual jamais falta tempo para ler&lt;br /&gt;Como todos os hotéis da cidade estavam cheios, a Universidade Livre de Bruxelas me alojou na casa particular de um casal belga, Danielle e Michel Wajs-Waks, e devo a esta circunstância uma das experiências mais estimulantes que já tive: ter visto de perto, e quase ouvido e tocado, a maneira como a cultura em geral, e a filosofia em particular, podem enriquecer e embelezar a vida das pessoas comuns.Embora chamar Danielle e Michel de "comuns" seja bastante inexato, pois, com seu amor às artes, às letras e, sobretudo, às idéias, ambos são pessoas bastante incomuns no ambiente em que transitam. Eu os chamo assim porque nenhum dos dois se dedica profissionalmente ao que se entregam em todas suas horas livres, um tempo que arranjaram para as preservar, como algo precioso e indispensável em existências enormemente atarefadas em atividades que estão muito longe do que se costuma chamar de meio intelectual. Mas direi, contudo, que em poucos amigos intelectuais, e conheço muitos, percebi um entusiasmo tão genuíno e um aproveitamento prático tão feliz do que estamos acostumados a chamar cultura.Tudo que cerca esse casal parece impregnado de reminiscências filosóficas, literárias ou artísticas, a começar pela casa onde vivem, uma construção insólita num bairro residencial bruxelense de edifícios oitocentistas ou do início do século 20, inspirada na moradia que Ludwig Wittgenstein projetou para sua irmã em Viena. A ampla, luminosa residência, de tetos altos e quartos retangulares, rodeada por um jardim cheio de patos, tem esculturas e pinturas modernas, e, por toda parte, livros e revistas entre os quais prevalecem os dedicados à filosofia: a clássica e a modera, a francesa, a alemã, a grega, a inglesa, e uma grande variedade de dicionários e manuais especializados sobre sistemas, teorias ou filósofos. Folheei alguns deles e verifiquei que estavam anotados com uma profusão de comentários à margem, sempre a lápis. A filosofia é a paixão de Michel Wajs, que nunca freqüentou um curso de filosofia na vida, pois sua formação universitária foi em economia. Tampouco deu aulas, embora tenha assistido a conferências e seminários, sempre como ouvinte e, estou certo, tratando de passar despercebido. Ninguém que o ouvir falar, com aquela voz suave e um tanto tímida, relacionan
